Ao contrário do que constato em cada dia que vejo surgir assuntos relacionados aos nossos governantes, eu acredito numa máxima que diz: "o voto não termina na urna".
Uma eleição pode até terminar ao final de um dia de votação, contudo, o nosso voto termina com o mandato do candidato, seja ele eleito por nós ou não.
Os candidatos não recebem uma carta branca para fazer o que bem entendem. Eles apenas foram eleitos para representar o povo que o elegeu.
Um governante eleito não pode ser ateu ou professar uma religião, ao contrário ele deve materializar um desejo democrático daqueles que o elegeram. É isso que deve professar, o que for melhor para seu povo.
Saber o que é melhor para o povo ou para a nação é algo muito nebuloso. Se o povo sempre soubesse o que é melhor, bastaria governar por plebiscito e isso, sabemos de antemão, não é uma prática recomendável.
Mesmo com todas essas dúvidas e incertezas, é possível ter princípios que norteiam as ações e decisões dos nossos políticos. Não impede que procuremos nos esclarecer e tentar conhecer melhor os candidatos disponíveis, suas intenções, seu passado e o que professa como pessoa. Sim, pois o candidato é antes de tudo uma pessoa, que precisa ter convicções e princípios que determinam as coisas com as quais não irá nunca concordar e outras que defenderá honradamente.
É possível discutir idéias, rumos e planejar um futuro melhor. Com isso, é provável que consigamos retirar o favorecimento de poucos e quem sabe conseguir escolher o que é melhor para todos, ou pelo menos para a grande maioria.
Por isso, se eu pesquisei, estudei e procurei conhecer o que foi possível a respeito de nossos candidatos, não me preocupa muito errar na seleção dos meus escolhidos, pois estarei tentando fazer o melhor possível. Porém, devo me preocupar para que os candidatos eleitos não legislem em causa própria. E mais: que se mantenham honestos e justos, pautados em valores de respeito à constituição e preocupados com o progresso e justiça para o país.
Por isso, acredito na máxima: "o meu voto começa na urna". Se algo estiver errado, reclame. É importante demonstrar sua indignação, é necessário se fazer representar. É uma democracia, não é preciso empunhar uma arma, mas precisamos aprender com nossos vizinhos e fazer "panelaços" de insatisfação. Demonstrar o nosso descontentamento. É preciso saber fazer-se ouvir. E para isso, precisamos também de líderes esclarecidos, inteligentes, criativos e inovadores, preocupados com o bem comum.
Pessoas que vivem falando mal do governo e não fazem nada, não melhoram em nada o nosso país. Isso se assemelha a falar pela costas. Pessoas que não acreditam na política e nas instituições de nosso país não levam a nada. São pessoas vazias e sem soluções. Lembre-se que o mau prospera justamente pela omissão dos bons. Enquanto ficarmos parados e reclamando das coisas, das pessoas e dos políticos, esse país continuará elegendo péssimos governantes, representantes sem comprometimento com a melhoria do país, pois a impunidade será um incentivo para os maus políticos.
Por fim, o que eu peço é atitude. A atitude materializa um sonho, executa um plano, proporciona paz de espírito. Não adianta saber e ter experiência, se não exercitamos as nossas qualidades e virtudes a serviço da comunidade, da sociedade e do país. Seja honesto sempre, seja exigente sempre, seja justo sempre. Não somente na política, mas no dia a dia. Seja sempre cidadão, coerente, gentil, consciente, responsável e exemplar.
Faça a diferença!
domingo, 3 de outubro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Dia do Psicólogo
"De todos os julgamentos, o mais importante é o que fazemos sobre nós mesmos".
Nathaniel Branden.
Esta mensagem veio na divulgação do Dia do Psicólogo pela Editora Campus-Elsevier.
Nathaniel Branden.
Esta mensagem veio na divulgação do Dia do Psicólogo pela Editora Campus-Elsevier.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Valores...
Meu amigo Celso, que há muito tempo não vejo e nem sei por onde anda, disse uma frase mais ou menos assim, que "a genialidade está em dizer as coisas óbvias que todos nós sabemos" ou interpretando melhor, é a capacidade de organizar as idéias sob o guarda-chuva de uma teoria ou algo mais ou menos assim. Até tentei um dia ser um gênio (faz muito tempo), mas, infelizmente, era "muita areia para o meu caminhãozinho".
As charges a seguir são atribuídas ao Quino, autor da Mafalda, que resumiu com genialidade em poucas imagens coisas nas quais escrevo frases e frases para tentar definir e ironizar, o que acontece nos dias de hoje.
Os desenhos ficam pequenos, por isso, você precisará clicar na imagem. Ela irá se ampliar em seu navegador (só testei no Internet Explorer) e em seguida lá no cantinho inferior direito, você tem uma lupa e por padrão o tamanho está em 100%. Clique e selecione por exemplo 200% para ficar num tamanho legível.
As charges a seguir são atribuídas ao Quino, autor da Mafalda, que resumiu com genialidade em poucas imagens coisas nas quais escrevo frases e frases para tentar definir e ironizar, o que acontece nos dias de hoje.
Os desenhos ficam pequenos, por isso, você precisará clicar na imagem. Ela irá se ampliar em seu navegador (só testei no Internet Explorer) e em seguida lá no cantinho inferior direito, você tem uma lupa e por padrão o tamanho está em 100%. Clique e selecione por exemplo 200% para ficar num tamanho legível.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS (Rabino Nilton Bonder)
Recebi esta mensagem por e-mail e achei que retrata bem a minha necessidade de não fazer nada (não é sinônimo de preguiça... rsrsrs).
Apenas penso que precisamos de um tempo para relembrar, rememorar, reavaliar, elaborar, refletir, organizar.
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
*(Rabino Nilton Bonder)*
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.
Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Apenas penso que precisamos de um tempo para relembrar, rememorar, reavaliar, elaborar, refletir, organizar.
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
*(Rabino Nilton Bonder)*
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.
Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O valor do passado...
Eu pretendo falar, mais adiante, sobre as faces do perdão, porém antes, preciso expor um conceito, que julgo muito importante, que antecede esse assunto, que é o valor do passado.
O passado tem o seu valor, contudo, é preciso ser sábio para não valorizá-lo mais do realmente vale. O passado sofre depreciação. Cada dia deveria valer menos. Entretanto, algumas vezes interrompemos o andamento natural dos acontecimentos.
Para entender melhor, vou dividir o passado em duas partes: a estagnação e o combustível. A primeira atola o carro da vida e impede-nos de prosseguir viagem. A outra é chamada de experiência. Ela faz com que você avance futuro a fora, mais forte e melhor preparado. A partir do seu presente, ela iluminará o caminho a seguir.
Toda lembrança, boa ou má, transforma-se em duas coisas: sequelas ou cicatrizes. Pode parecer pejorativo, mas não é. Neste caso, podem ser coisas boas ou más, que ficam marcadas em nossa alma ou em nosso corpo.
Valorizar corretamente tudo em nossa vida é um exercício de sabedoria, que se aprende na prática, pela atitude. Não permitir que maus pensamentos povoem nossa mente é um gesto de amor para conosco. Lembre-se: "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
"Coisas boas estão por acontecer em nossas vidas... Basta lutar um pouquinho por elas..."
O passado tem o seu valor, contudo, é preciso ser sábio para não valorizá-lo mais do realmente vale. O passado sofre depreciação. Cada dia deveria valer menos. Entretanto, algumas vezes interrompemos o andamento natural dos acontecimentos.
Para entender melhor, vou dividir o passado em duas partes: a estagnação e o combustível. A primeira atola o carro da vida e impede-nos de prosseguir viagem. A outra é chamada de experiência. Ela faz com que você avance futuro a fora, mais forte e melhor preparado. A partir do seu presente, ela iluminará o caminho a seguir.
Toda lembrança, boa ou má, transforma-se em duas coisas: sequelas ou cicatrizes. Pode parecer pejorativo, mas não é. Neste caso, podem ser coisas boas ou más, que ficam marcadas em nossa alma ou em nosso corpo.
Valorizar corretamente tudo em nossa vida é um exercício de sabedoria, que se aprende na prática, pela atitude. Não permitir que maus pensamentos povoem nossa mente é um gesto de amor para conosco. Lembre-se: "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
"Coisas boas estão por acontecer em nossas vidas... Basta lutar um pouquinho por elas..."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Dia de bula...
Existem certos brasileiros que costumam ler todas as páginas de um manual antes de utilizar o equipamento novo, que não sonegam imposto de renda (também, para um assalariado isso beira à missão impossível).
E tem também a famosa missão que antecede a utilização de um remédio... É claro, ler a bula...
Existem coisas mais ilegíveis que a própria receita do médico, mas não vou aqui comentar sobre coisas que não entendo e acredito que não entenderei.
A minha única crítica neste momento é para mencionar uma das poucas coisas que entendo nas bulas e está sempre presente na seção "contra-indicações" de uma bula.
Todas elas imutavelmente apresentam sempre a mesma declaração, mais ou menos assim:
"... não deve ser utilizado por pacientes sensíveis a qualquer um dos componentes da formulação".
É uma contradição: depois do humilhante despejo de "bioquimiquês" de outros trechos, vem essa obra-prima da ofensa à inteligência...
E tem também a famosa missão que antecede a utilização de um remédio... É claro, ler a bula...
Existem coisas mais ilegíveis que a própria receita do médico, mas não vou aqui comentar sobre coisas que não entendo e acredito que não entenderei.
A minha única crítica neste momento é para mencionar uma das poucas coisas que entendo nas bulas e está sempre presente na seção "contra-indicações" de uma bula.
Todas elas imutavelmente apresentam sempre a mesma declaração, mais ou menos assim:
"... não deve ser utilizado por pacientes sensíveis a qualquer um dos componentes da formulação".
É uma contradição: depois do humilhante despejo de "bioquimiquês" de outros trechos, vem essa obra-prima da ofensa à inteligência...
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