Existem situações na vida da gente que, para quem acredita, a frase é "Deus escreve certo por linhas tortas".
Para quem acredita que tudo é fruto do acaso ou ainda das leis universais da química, física, matemática etc. existe ainda a frase "o universo conspira a favor".
Para o restante, sem excluir as situações anteriores, temos o poder de acreditar no ser humano.
Esse poder pode transformar a si mesmo e o mundo que o rodeia.
O que eu quero dizer é que o livre arbítrio existe indiferentemente à crença de cada um.
Contudo, a pessoa humana não pode negar a existência de outros seres humanos, semelhantes, com os quais se relaciona ou com os quais pode até não querer se relacionar.
Porém, não lhes pode negar a existência.
Eles interferem na sua vida em maior ou menor grau, nas ações que ocorrem naquele mundo exterior. Entendendo mundo exterior como sendo aquele que existe fora do seu corpo humano. Aquele mundo que parece de concreto, real e que na verdade podemos apenas considerar uma alucinação coletiva.
Isso mesmo, uma alucinação coletiva, na qual os sonhos dos outros interferem nos seus e de alguma forma cada um contribui com as suas projeções de mundo.
Eu chamo de alucinação coletiva, porque o que realmente existe se passa do lado de dentro do nosso corpo. Essa é a única parte que você sabe que existe de verdade. Ali não são alucinações, são imaginações e pensamentos. É claro, que igual o mundo exterior, no seu mundo interior, o nosso domínio é limitado. Viver é justamente desenvolver a arte de dominar o poder de fazer de você uma pessoa melhor. Aliás, uma difícil missão a nossa.
Mas apesar da existência dessa privacidade toda, o mundo exterior ainda nos fascina e é nele que os nossos sentidos captam os estímulos nele presentes e interpretados pelo nosso cérebro.
Na realidade, tenho dúvidas se o cérebro é o local em que estamos ou se simplesmente ele seria mais um artefato que nos conectaria com esse corpo que está imerso em um ponto obscuro desse universo, preso em um lapso de tempo.
É nesse mundo exterior que precisamos colocar o melhor de nós. O melhor de nós que foi lapidado interiormente ao longo dos anos.
Certa vez entrei para jogar uma partida de tênis. Na realidade uma decisão de título dos jogos abertos da cidade em que eu morava na modalidade de tênis de mesa por equipes.
Eu era um dos melhores atletas do torneio. Os melhores jogadores faziam parte da minha equipe e eu havia derrotado todos eles no torneio interno do clube que definiria quem seriam seus representante.
Contudo, na partida final aconteceu o que comumente chamamos de "amarelão". Simplesmente fiquei com medo de não acertar, de não conseguir jogar bem. Não consegui manter a calma necessária e a preocupação de não errar não me permitia o equilíbrio e a tranquilidade necessários para vencer.
E assim aconteceu, saque após saque, jogada a jogada, sem conseguir acertar as melhores jogadas. Acabei derrotado pelo medo. Sem desmerecer meu adversário, acabei perdendo para uma pessoa interior que de repente surgiu e dominou todas as minhas ações.
É inadmissível perder para a única pessoa que deveria acreditar na sua vitória. eu sei que ser derrotado faz parte das nossas lutas. Não iremos ganhar sempre, mas precisamos jogar sempre bem. A derrota só é admissível se o adversário joga melhor que o melhor de nós. Nesse caso, aceitamos o mérito, ficamos satisfeitos em saber que eu fui tudo que estava ao meu alcance. Se meu adversário conseguiu derrotar-me, é porque eu preciso melhorar mais, treinar mais, desenvolver mais.
Aquele dia percebi que era apenas uma atividade esportiva, na qual alguém seria vencedor e o outro perdedor. Apesar da minha derrota, minha equipe venceu e fomos campeões. Não estou minimalizando a importância daquele torneio, mas não estava em jogo uma vida, não era uma cirurgia médica, um resgate de sobreviventes, não havia vidas humanas em jogo, não era uma decisão que propagaria consequências para o resto de minha vida. Competir em um torneio esportivo é muito importante para exercitar um jovem para a vida, na qual uma derrota custa muito mais caro. E por ter sido aquela partida um laboratório para a vida, foi que eu tirei muitos exemplos, muitas reflexões e muitos aprendizados para toda a vida.
O aprendizado mais importante é justamente esse: "colocar em campo sempre o melhor de mim". Não deixe que aquela pessoa que nunca treina, que pensa negativamente, que não tem compromisso com seus resultados apareça e tome conta de seus braços e pernas, de seus pensamentos e de suas decisões. Para a partida escale a sua melhor equipe: escale você e jogue com todas as virtudes que esse jogador possui, mostrando tudo que aprendeu e principalmente surpreenda (positivamente). Dentro de nós existe um atleta melhor ainda que vai bater todos os recordes. Basta lutar um pouquinho por isso.
sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Amar e ser feliz...
Saber amar é saber ser feliz...
Saber amar é saber fazer feliz...
Ser feliz não necessita de estado civil e independe de paixão.
Empatia, sinceridade e inteligência reunidos com assertividade são desejáveis... eu diria necessárias.
Justifico, porque, é claro, não existem pessoas perfeitas. Elas não possuem respostas para tudo e nem são obrigadas a acertar sempre.
Apesar de todos os requisitos, saber ser feliz faz parte de um aprendizado contínuo... começa e deveria crescer junto com a criança dentro de nós... precisa desenvolver-se, educar-se e amadurecer.
E esse aprendizado possui um marco denominado, digamos, casamento... enfim, viver juntos.
Cada um, ao viver junto de alguém precisa antes saber ser feliz.
Conviver não é o único caminho, é apenas uma continuidade natural, uma das escolhas.
Ser infeliz é ser despreparado para amar.
Ninguém se une a outra pessoa para aprender a amar e, consequentemente, tornar-se feliz. No amor não existem contos de fadas...
Largar a viagem solitária é decidir conviver, compartilhar, comungar...
É para dividir a riqueza que acumularam em suas vidas imediatamente anteriores, a qual, normalmente, a de menor valor é material, o que não implica em voto de pobreza.
O que importa é reproduzir aquela música de fundo, a quatro mãos, alinhavadas por rimas e notas musicais, ritmo e melodia... compasso a compasso, até que se torne, por que não!?, uma obra-prima... a ser composta todos os dias...
É uma nova fase, sem invenções...
Uma nova disciplina cheia desses pré-requisitos.
Uma etapa para a qual ninguém leva o que não tem...
Ninguém reparte o que não possui... não vive o que não é.
Uma nova vida sem atores e representações.
Amar é fazer feliz e ser feliz...
Saber amar é saber fazer feliz...
Ser feliz não necessita de estado civil e independe de paixão.
Empatia, sinceridade e inteligência reunidos com assertividade são desejáveis... eu diria necessárias.
Justifico, porque, é claro, não existem pessoas perfeitas. Elas não possuem respostas para tudo e nem são obrigadas a acertar sempre.
Apesar de todos os requisitos, saber ser feliz faz parte de um aprendizado contínuo... começa e deveria crescer junto com a criança dentro de nós... precisa desenvolver-se, educar-se e amadurecer.
E esse aprendizado possui um marco denominado, digamos, casamento... enfim, viver juntos.
Cada um, ao viver junto de alguém precisa antes saber ser feliz.
Conviver não é o único caminho, é apenas uma continuidade natural, uma das escolhas.
Ser infeliz é ser despreparado para amar.
Ninguém se une a outra pessoa para aprender a amar e, consequentemente, tornar-se feliz. No amor não existem contos de fadas...
Largar a viagem solitária é decidir conviver, compartilhar, comungar...
É para dividir a riqueza que acumularam em suas vidas imediatamente anteriores, a qual, normalmente, a de menor valor é material, o que não implica em voto de pobreza.
O que importa é reproduzir aquela música de fundo, a quatro mãos, alinhavadas por rimas e notas musicais, ritmo e melodia... compasso a compasso, até que se torne, por que não!?, uma obra-prima... a ser composta todos os dias...
É uma nova fase, sem invenções...
Uma nova disciplina cheia desses pré-requisitos.
Uma etapa para a qual ninguém leva o que não tem...
Ninguém reparte o que não possui... não vive o que não é.
Uma nova vida sem atores e representações.
Amar é fazer feliz e ser feliz...
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