quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Mensagens VI - Administrar o nosso tempo

O tempo passa de forma inexorável, e parte da nossa sabedoria está em aprender a usá-lo da melhor maneira possível.

Viver é lidar com uma realidade inevitável: administrar o passado e o futuro enquanto habitamos o presente.

O tempo é indiferente à nossa vontade. Não podemos detê-lo, nem reduzir sua velocidade. No entanto, nossa mente cria subterfúgios — atitudes, pensamentos e sensações — que simulam uma espécie de controle sobre ele. Ainda assim, estamos inseridos em um coletivo, em um mundo onde o tempo avança igualmente para todos. E quando digo “igualmente”, não me refiro à física ou à velocidade da luz, mas ao simples fato de que o tempo segue seu curso — às vezes mais lento para uns, mais veloz para outros, dependendo da percepção individual.

Pense, por exemplo, no ato de dormir hoje e acordar amanhã. O sono funciona como uma ponte silenciosa para o futuro, um salto temporal que fazemos sem esforço.

Por outro lado, há quem consuma o presente revivendo o passado — seja por meio de boas lembranças ou de experiências dolorosas que insistem em ocupar nossos pensamentos. Dentro de nós existe uma espécie de máquina do tempo, capaz de reinterpretar o passado, consciente ou inconscientemente. Mas essa releitura afeta apenas o nosso eu atual; não altera os fatos. O passado pode transformar quem somos hoje, mas jamais modificará quem fomos.

Da mesma forma, podemos preencher o presente com projeções do futuro — sonhos, planos, desejos. Nossa mente é capaz de construir cenários, fazer premonições, imaginar possibilidades. Essas visões, embora afetem nosso estado presente, só se concretizam se forem acompanhadas de ação. O futuro pode moldar o nosso eu atual, mas só se tornará real se começarmos a construí-lo agora.

A chave está no que o nosso eu do presente pode fazer por nós mesmos: usar a experiência do passado como aprendizado e agir hoje para criar o futuro que desejamos.