"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra"
Frase atribuída a Shakespeare
quarta-feira, 9 de março de 2011
domingo, 3 de outubro de 2010
O meu voto começa na urna...
Ao contrário do que constato em cada dia que vejo surgir assuntos relacionados aos nossos governantes, eu acredito numa máxima que diz: "o voto não termina na urna".
Uma eleição pode até terminar ao final de um dia de votação, contudo, o nosso voto termina com o mandato do candidato, seja ele eleito por nós ou não.
Os candidatos não recebem uma carta branca para fazer o que bem entendem. Eles apenas foram eleitos para representar o povo que o elegeu.
Um governante eleito não pode ser ateu ou professar uma religião, ao contrário ele deve materializar um desejo democrático daqueles que o elegeram. É isso que deve professar, o que for melhor para seu povo.
Saber o que é melhor para o povo ou para a nação é algo muito nebuloso. Se o povo sempre soubesse o que é melhor, bastaria governar por plebiscito e isso, sabemos de antemão, não é uma prática recomendável.
Mesmo com todas essas dúvidas e incertezas, é possível ter princípios que norteiam as ações e decisões dos nossos políticos. Não impede que procuremos nos esclarecer e tentar conhecer melhor os candidatos disponíveis, suas intenções, seu passado e o que professa como pessoa. Sim, pois o candidato é antes de tudo uma pessoa, que precisa ter convicções e princípios que determinam as coisas com as quais não irá nunca concordar e outras que defenderá honradamente.
É possível discutir idéias, rumos e planejar um futuro melhor. Com isso, é provável que consigamos retirar o favorecimento de poucos e quem sabe conseguir escolher o que é melhor para todos, ou pelo menos para a grande maioria.
Por isso, se eu pesquisei, estudei e procurei conhecer o que foi possível a respeito de nossos candidatos, não me preocupa muito errar na seleção dos meus escolhidos, pois estarei tentando fazer o melhor possível. Porém, devo me preocupar para que os candidatos eleitos não legislem em causa própria. E mais: que se mantenham honestos e justos, pautados em valores de respeito à constituição e preocupados com o progresso e justiça para o país.
Por isso, acredito na máxima: "o meu voto começa na urna". Se algo estiver errado, reclame. É importante demonstrar sua indignação, é necessário se fazer representar. É uma democracia, não é preciso empunhar uma arma, mas precisamos aprender com nossos vizinhos e fazer "panelaços" de insatisfação. Demonstrar o nosso descontentamento. É preciso saber fazer-se ouvir. E para isso, precisamos também de líderes esclarecidos, inteligentes, criativos e inovadores, preocupados com o bem comum.
Pessoas que vivem falando mal do governo e não fazem nada, não melhoram em nada o nosso país. Isso se assemelha a falar pela costas. Pessoas que não acreditam na política e nas instituições de nosso país não levam a nada. São pessoas vazias e sem soluções. Lembre-se que o mau prospera justamente pela omissão dos bons. Enquanto ficarmos parados e reclamando das coisas, das pessoas e dos políticos, esse país continuará elegendo péssimos governantes, representantes sem comprometimento com a melhoria do país, pois a impunidade será um incentivo para os maus políticos.
Por fim, o que eu peço é atitude. A atitude materializa um sonho, executa um plano, proporciona paz de espírito. Não adianta saber e ter experiência, se não exercitamos as nossas qualidades e virtudes a serviço da comunidade, da sociedade e do país. Seja honesto sempre, seja exigente sempre, seja justo sempre. Não somente na política, mas no dia a dia. Seja sempre cidadão, coerente, gentil, consciente, responsável e exemplar.
Faça a diferença!
Uma eleição pode até terminar ao final de um dia de votação, contudo, o nosso voto termina com o mandato do candidato, seja ele eleito por nós ou não.
Os candidatos não recebem uma carta branca para fazer o que bem entendem. Eles apenas foram eleitos para representar o povo que o elegeu.
Um governante eleito não pode ser ateu ou professar uma religião, ao contrário ele deve materializar um desejo democrático daqueles que o elegeram. É isso que deve professar, o que for melhor para seu povo.
Saber o que é melhor para o povo ou para a nação é algo muito nebuloso. Se o povo sempre soubesse o que é melhor, bastaria governar por plebiscito e isso, sabemos de antemão, não é uma prática recomendável.
Mesmo com todas essas dúvidas e incertezas, é possível ter princípios que norteiam as ações e decisões dos nossos políticos. Não impede que procuremos nos esclarecer e tentar conhecer melhor os candidatos disponíveis, suas intenções, seu passado e o que professa como pessoa. Sim, pois o candidato é antes de tudo uma pessoa, que precisa ter convicções e princípios que determinam as coisas com as quais não irá nunca concordar e outras que defenderá honradamente.
É possível discutir idéias, rumos e planejar um futuro melhor. Com isso, é provável que consigamos retirar o favorecimento de poucos e quem sabe conseguir escolher o que é melhor para todos, ou pelo menos para a grande maioria.
Por isso, se eu pesquisei, estudei e procurei conhecer o que foi possível a respeito de nossos candidatos, não me preocupa muito errar na seleção dos meus escolhidos, pois estarei tentando fazer o melhor possível. Porém, devo me preocupar para que os candidatos eleitos não legislem em causa própria. E mais: que se mantenham honestos e justos, pautados em valores de respeito à constituição e preocupados com o progresso e justiça para o país.
Por isso, acredito na máxima: "o meu voto começa na urna". Se algo estiver errado, reclame. É importante demonstrar sua indignação, é necessário se fazer representar. É uma democracia, não é preciso empunhar uma arma, mas precisamos aprender com nossos vizinhos e fazer "panelaços" de insatisfação. Demonstrar o nosso descontentamento. É preciso saber fazer-se ouvir. E para isso, precisamos também de líderes esclarecidos, inteligentes, criativos e inovadores, preocupados com o bem comum.
Pessoas que vivem falando mal do governo e não fazem nada, não melhoram em nada o nosso país. Isso se assemelha a falar pela costas. Pessoas que não acreditam na política e nas instituições de nosso país não levam a nada. São pessoas vazias e sem soluções. Lembre-se que o mau prospera justamente pela omissão dos bons. Enquanto ficarmos parados e reclamando das coisas, das pessoas e dos políticos, esse país continuará elegendo péssimos governantes, representantes sem comprometimento com a melhoria do país, pois a impunidade será um incentivo para os maus políticos.
Por fim, o que eu peço é atitude. A atitude materializa um sonho, executa um plano, proporciona paz de espírito. Não adianta saber e ter experiência, se não exercitamos as nossas qualidades e virtudes a serviço da comunidade, da sociedade e do país. Seja honesto sempre, seja exigente sempre, seja justo sempre. Não somente na política, mas no dia a dia. Seja sempre cidadão, coerente, gentil, consciente, responsável e exemplar.
Faça a diferença!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Dia do Psicólogo
"De todos os julgamentos, o mais importante é o que fazemos sobre nós mesmos".
Nathaniel Branden.
Esta mensagem veio na divulgação do Dia do Psicólogo pela Editora Campus-Elsevier.
Nathaniel Branden.
Esta mensagem veio na divulgação do Dia do Psicólogo pela Editora Campus-Elsevier.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Valores...
Meu amigo Celso, que há muito tempo não vejo e nem sei por onde anda, disse uma frase mais ou menos assim, que "a genialidade está em dizer as coisas óbvias que todos nós sabemos" ou interpretando melhor, é a capacidade de organizar as idéias sob o guarda-chuva de uma teoria ou algo mais ou menos assim. Até tentei um dia ser um gênio (faz muito tempo), mas, infelizmente, era "muita areia para o meu caminhãozinho".
As charges a seguir são atribuídas ao Quino, autor da Mafalda, que resumiu com genialidade em poucas imagens coisas nas quais escrevo frases e frases para tentar definir e ironizar, o que acontece nos dias de hoje.
Os desenhos ficam pequenos, por isso, você precisará clicar na imagem. Ela irá se ampliar em seu navegador (só testei no Internet Explorer) e em seguida lá no cantinho inferior direito, você tem uma lupa e por padrão o tamanho está em 100%. Clique e selecione por exemplo 200% para ficar num tamanho legível.
As charges a seguir são atribuídas ao Quino, autor da Mafalda, que resumiu com genialidade em poucas imagens coisas nas quais escrevo frases e frases para tentar definir e ironizar, o que acontece nos dias de hoje.
Os desenhos ficam pequenos, por isso, você precisará clicar na imagem. Ela irá se ampliar em seu navegador (só testei no Internet Explorer) e em seguida lá no cantinho inferior direito, você tem uma lupa e por padrão o tamanho está em 100%. Clique e selecione por exemplo 200% para ficar num tamanho legível.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS (Rabino Nilton Bonder)
Recebi esta mensagem por e-mail e achei que retrata bem a minha necessidade de não fazer nada (não é sinônimo de preguiça... rsrsrs).
Apenas penso que precisamos de um tempo para relembrar, rememorar, reavaliar, elaborar, refletir, organizar.
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
*(Rabino Nilton Bonder)*
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.
Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Apenas penso que precisamos de um tempo para relembrar, rememorar, reavaliar, elaborar, refletir, organizar.
OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
*(Rabino Nilton Bonder)*
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.
Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
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