O que o tempo me ensina é que eu não ensino nada, mas estamos todos nesta escola aprendendo juntos.
Como regra não faço mais aquilo que o meu coração de antemão me diga que é errado.
O restante... Não existe o certo ou o errado. Na verdade, ele vai se dividir entre o que deu certo ou o que foi semeado.
Ainda não deu certo, porque alguns frutos levam tempo para madurar. Não deu certo, porque algumas sementes podem ficar muito tempo sem germinar. E isso não significa que não vai acontecer. Só não irá nascer se a vida se for. Não podemos perder a fé. Principalmente a fé em nós mesmos.
O importante é fazer a nossa parte, é continuar a luta. Não desistir.
Parece difícil construir uma casa, mas é mais fácil assentar um tijolo. Visualizar a parede é mais simples. A simplicidade deve fazer parte das grandes missões. Come-se o bolo em fatias.
De tudo que me acontece, até as coisas que não considerei tão boas, tento delas retirar algum aprendizado, algo que posso levar para o futuro, que seja leve e ajude muito.
Aprende-se mais na dor, por isso devemos aprimorar o nosso aprendizado. Por que não aprender com as boas experiências, com a experiência dos outros? Aprender com o silêncio... Aprender com quem não ensina... É preciso aprender a perceber o exemplo... Exemplo dos outros, da Natureza... De Deus...
Independente disso, tenho em mente que aprender é apenas um mapa que poderá me ajudar a prosseguir na próxima etapa.
A chegada ao nosso destino depende do corpo e do espírito que colocamos no asfalto. Ninguém pode dançar a música por nós. Os nossos pensamentos são o alimento que irão manter o nosso entusiamo. Motivação são como pedras preciosas ao longo da estrada. É preciso desenvolver olhos para enxergá-las, mãos habilidosas para selecioná-las e paciência para encontrá-las.
Chega um instante que nos voltamos para o passado e vemos que apesar dos tropeços, a paisagem era recheada de alegria, de conquistas e de vitórias.
Sim, caminhamos muito e alcançamos lugares inimagináveis. Algumas vezes a memória falha, concentramo-nos apenas em determinadas coisas. Esquecemos outras igualmente importantes. Por estarem sempre ali, não nos damos conta e nem damos a devida consideração. É como a água que precisamos beber e só valorizamos quando nos falta. Mais importante que a água são as pessoas que nos alimentam de amor e carinho. É importante que os erros e as dificuldades nos ensinem, porém, não ofusquem a beleza do caminho.
No fim, valemos pelo que aprendemos e não pelo que deixamos de aprender. Valeu muito pelas minhas risadas e muito mais pelos sorrisos que recebi ou consegui produzir.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Sonhar é parte de Planejar...
O futuro se reparte entre o que queremos fazer, o que podemos fazer e aquilo que precisamos fazer. A sabedoria reside justamente na nossa capacidade de equilibrar essas forças.
Certas pessoas têm o dom de direcioná-las, todas, na mesma direção. No meu caso porém, essas forças são como a vontade de dormir (que é o que eu quero fazer), a necessidade de trabalhar e o que posso fazer é cortar o tempo do café para descansar mais um pouco e ainda assim chegar no horário. Na realidade, o que eu deveria fazer seria dormir mais cedo (e deixar de fazer coisas que gosto de fazer à noite), para descansar o necessário e suficiente e poder acordar mais cedo para fazer tudo que é necessário para manter o corpo sadio, ou seja, acordar cedo, tomar um bom café da manhã e fazer exercícios físicos antes de começar a trabalhar (e dessa forma deixar de fazer coisas que queria na noite anterior). É tudo que posso: fazer... fazer... fazer...
Por outro lado, também é importante deixar de fazer um pouco, no sentido de executar, e fazer mais, no propósito de planejar. Mas planejar, não é só sonhar. Sonhar é apenas uma parte do processo de planejar. É um estímulo, uma mentalização, um rascunho de uma visão de futuro, que as pessoas costumam eliminar dos seus processos de melhoria contínua.
Assim como sonhar, também é preciso viabilizar, dar condições. Que é também uma parte do planejar que muitas vezes fica esquecida. É pensar naquelas coisas como por exemplo quando queremos realizar uma viagem: quanto de dinheiro será necessário? quanto de tempo precisaremos? como faremos para que nada falte até a viagem e durante a viagem e, por fim, conciliar o fato de que a vida continua depois da viagem...
Normalmente, supervalorizamos a necessidade de fazer as coisas que precisam ser feitas, ou seja, as nossas obrigações; subestimamos a nossa capacidade de fazer; e nos esquecemos das coisas que queremos fazer, que as pessoas costumam estereotipar como lazer, coisas fúteis ou supérfluas, para cuidar das obrigações...
Já fiz de tudo um pouco e entre erros e acertos, depois de tanto tempo, vejo que ainda tenho muito a aprender. Também tenho a sensação de recomeçar tudo outra vez. O que posso dizer é que se tivesse desistido, aí sim, eu seria realmente infeliz. Não estou tentando corrigir o que acho que fiz de errado, na verdade, tento seguir um caminho a partir do local no qual constatei que estava errado. Acertar me faz feliz, porém, descobrir o caminho certo me torna esperançoso. O fato que me torna igualmente feliz é a capacidade de retomar a caminhada rumo a aquilo que acredito.
Não concordar também faz parte da verdadeira amizade, assim como respeitar a opinião do outro. Mesmo porque na vida, em geral, acertamos juntos e erramos sozinhos. Quando lucramos, podemos repartir com os outros; quando temos prejuízo, é bem provável que paguemos a conta sozinhos. Por isso, é importante que a cada decisão eu tenha a consciência das consequências: o que acontecerá se eu errar e o que acontecerá se eu acertar?
E, por fim, ter a disposição de sempre me exaurir ante o planejamento de uma decisão. E depois de decidido, não ter medo de tentar acertar e sair à luta. Haverá momentos em que saber o que é certo se assemelhará a saber quais números serão sorteados na loteria. É um direito sonhar e planejar um futuro desejado. É um dever batalhar para que ele aconteça e peça a Deus para abençoar em todos os seus caminhos e suas decisões.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Recomeçar...
Recomeçar é uma arte...
É ter humildade para se perdoar.
É sabedoria para reconhecer os próprios erros.
É disposição para refazer o que não ficou tão bom.
É ter esperança de que tudo vai dar certo.
É muita fibra para vencer os obstáculos.
Recomeçar deveria ser uma disciplina,
no entanto, é uma maneira de dizer que aprendeu,
uma lição refeita...
O recomeço não escolhe ninguém.
Nós escolhemos a sua hora. É atitude...
Uma página em branco todos os dias...
Disponível para quem estiver disposto a escrever sua própria história.
E por fim, recomeçar é próprio das pessoas com instinto de Fênix...
Uma oportunidade que a vida oferece a quem perdeu muito ou quase tudo...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Feliz Natal e Feliz Ano-Novo!!!
Entre tantos sonhos, ambições e desejos...
Lutas diárias reservadas para o planejar, viabilizar e realizar objetivos, nossa visão de futuro...
Nossa missão.
Naquele anseio de cumprir cada um dos desafios...
Que a gente não se esqueça de coisas igualmente importantes e encontre sempre esse espaço em nossas vidas para festejar cada conquista, pois é na amizade, justamente nela, que podemos encontrar amparo para as horas difíceis; que podemos compartilhar esses sonhos; multiplicar realizações; comemorar conquistas...
Ou para simplesmente oferecer um sorriso e um abraço... Gratuitamente.
Feliz Natal e Ano-Novo!!!
Lutas diárias reservadas para o planejar, viabilizar e realizar objetivos, nossa visão de futuro...
Nossa missão.
Naquele anseio de cumprir cada um dos desafios...
Que a gente não se esqueça de coisas igualmente importantes e encontre sempre esse espaço em nossas vidas para festejar cada conquista, pois é na amizade, justamente nela, que podemos encontrar amparo para as horas difíceis; que podemos compartilhar esses sonhos; multiplicar realizações; comemorar conquistas...
Ou para simplesmente oferecer um sorriso e um abraço... Gratuitamente.
Feliz Natal e Ano-Novo!!!
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Passeio Socrático - Frei Betto
Segue o texto de Frei Betto:
"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”
A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,¬ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su-gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros."
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