segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dia de Festa

No meu aniversário eu recebi um lápis do Banco Real, que veio dentro daquelas embalagens de papel reciclado.
Nessa caixinha estava escrito que "a vida é assim, nunca sabemos ao certo o que está por vir. Mas isso não nos impede de traçar novos planos e desejar um amanhã cada vez melhor..."
Todos os dias nós temos surpresas boas e quando não há, nós também precisamos construí-las... No tempo do cursinho, minha apostila tinha um pensamento que comparava uma pessoa esperando por dias melhores a um mendigo que aguarda sua esmola em uma rua qualquer.
Deus nos deu o livre arbítrio, para corrermos atrás das coisas possíveis e deixar o impossível por conta dEle.
Então, se queríamos ganhar um presente hoje e isso não ocorreu, vamos comprá-lo. Depois de Deus, eu sou o meu melhor amigo. Por isso, Jesus disse: "Amai-vos uns aos outros como a TI MESMO." Ninguém pode dar amor, se não possui o amor dentro de si. Ninguém pode dar o que não possui.
No lápis havia também um pensamento de Millôr Fernandes: "Viver é desenhar sem borracha."
No livro "A insustentável leveza do ser", Milan Kundera, o autor, compara a vida como um ator que entra em cena sem jamais ter ensaiado.
No filme "De volta para o futuro", Jennifer, a namorada de Marty (Michael Fox), traz do futuro um papel no qual constava a demissão do ator, porém, o papel está em branco. O doutor Brown explica que "o futuro ainda não está escrito..."
Tudo está por ser feito, sem ensaios ou rascunhos... E sem perdão. Enquanto as coisas ocorrem na linha dos sonhos e pensamentos, nada acontece, nem para o bem e nem para o mal. Tudo está por ser decidido. Ser feliz ou não, é uma escolha diária, mesmo que fora do nosso ser não seja bem assim... Mas para tudo, inclusive minhas decisões, existe Deus.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Inovar e Renovar

Gostaria de estar sempre em sintonia com os acontecimentos e poder harmonizar meus sonhos à realidade na qual trafego minha insistência.
Contudo, o que vislumbro se confunde à miragem.
Nem em todos os momentos estou desperto e imerso na razão.
A lucidez é uma amiga que viaja e por vezes esqueço de estar ao seu lado.
O que se avizinha são apenas prenúncios da intensidade que a vida me oferece em forma de flores.
Vagamente percebo perfumes, imagino cores, mas já é a essência do feito e recomeçado.
São fases constituídas de eternidade dentro da pequena dimensão, envoltos no pequeno lapso de tempo que promove emoções e encantam meus olhos.
São júbilos que acrescento ao meu peito, certifico minhas convicções e sem agressões ou falta de zelo renovo o arranjo dos móveis.
A sala está translúcida, o que fiz é apenas passado e não necessita de reféns.
O silêncio promove o derradeiro encontro e não mais limita os desejos de novas palavras.
A construção da lógica mental é absorvida na impaciência do dia-a-dia.
A transformação me transporta para longe do caminho.
O vento recolhe as frases soltas e os pensamentos mais escondidos.
Os minutos se entregam ao embate contínuo das estações, repetindo sempre os velhos ensinamentos.
Não existe hora marcada para esquecimentos, a natureza ampara as dificuldades com o equilíbrio...