Gostaria de estar sempre em sintonia com os acontecimentos e poder harmonizar meus sonhos à realidade na qual trafego minha insistência.
Contudo, o que vislumbro se confunde à miragem.
Nem em todos os momentos estou desperto e imerso na razão.
A lucidez é uma amiga que viaja e por vezes esqueço de estar ao seu lado.
O que se avizinha são apenas prenúncios da intensidade que a vida me oferece em forma de flores.
Vagamente percebo perfumes, imagino cores, mas já é a essência do feito e recomeçado.
São fases constituídas de eternidade dentro da pequena dimensão, envoltos no pequeno lapso de tempo que promove emoções e encantam meus olhos.
São júbilos que acrescento ao meu peito, certifico minhas convicções e sem agressões ou falta de zelo renovo o arranjo dos móveis.
A sala está translúcida, o que fiz é apenas passado e não necessita de reféns.
O silêncio promove o derradeiro encontro e não mais limita os desejos de novas palavras.
A construção da lógica mental é absorvida na impaciência do dia-a-dia.
A transformação me transporta para longe do caminho.
O vento recolhe as frases soltas e os pensamentos mais escondidos.
Os minutos se entregam ao embate contínuo das estações, repetindo sempre os velhos ensinamentos.
Não existe hora marcada para esquecimentos, a natureza ampara as dificuldades com o equilíbrio...
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