terça-feira, 22 de setembro de 2009

O caminho do conhecimento...

Às vezes, ficamos às voltas com certos questionamentos em busca de definições que nos digam qual a melhor maneira de ensinar ou mesmo como dispor o conhecimento para quem procura ou dele necessite.
Acredito que possa existir uma série de maneiras de alguém aprender.
O que importa é que exista uma mensagem para cada anseio de aprender, na qual nenhum questionamento fique sem resposta e ninguém deixe de se ver refletido no espelho do saber que iremos pendurar na parede.
O encontro pessoal com o seu modo de ser e aprender é tão íntimo que pode ser que não existam receitas prontas, mas nem por isso, as pessoas irão deixar de se alimentar e morrer de fome.
A perspectiva de que exista apenas uma chave para abrir o cadeado de nosso aprendizado não serve como analogia. Na verdade, o caminho do saber é um passo que cada um professor e aluno de cada lado do mesmo objetivo avançam para uma aproximação.
Ninguém, em tempo algum pode ser uma ilha.
Nenhuma instituição de ensino, seja ela uma escola ou representada por um professor, pode também se guarnecer enclausurada num castelo.
Deus não te salva sem ti.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A minha paz interior...

Depois de tanto tempo acho que recebi de volta a paz tão esperada. Mas a paz não é um bem permanente ou um espaço determinado. A paz é um estado de espírito, o qual se conquista e todo dia necessita de água, luz e calor. É uma planta que precisa de cuidados e até mais, é preciso um pouco de luta para mantê-la no mesmo lugar que colocamos.
A paz é um benefício que nos é oferecido, condições apropriadas e é também a sua troca, a sua doação. São o vento e a vela, rumo à grande viagem.
E a resposta àquela velha pergunta: "... e quando começa a grande viagem?" Na verdade, nós nunca saímos dela, ela começou e nunca nos demos conta de quanto tempo esperamos dentro do trem em movimento, sem ver as estações e as paisagens passando pela nossa janela.
E em busca da tão esperada paz eu naveguei por entre os meus sonhos. Da mesma forma, por entre pesadelos precisei manter o firme propósito de consolidar o destino que tanto buscava. No entanto, em meio a essas passagens, descobri que a paz é poder trilhar. Partir sem medo de voltar ou continuar, sem temer o desconhecido que nos ameaça, sem se esquecer das oportunidades que estariam por se descobrir.
Percebi também que mesmo em meio a tantas companhias, a tantas palavras e tantos diálogos, a nossa viagem é solitária. Solitária pelo simples fato de que não sabemos onde termina, nem quando vai acabar e somente nós vamos prosseguir ao nosso suposto destino, sendo que não há previsão, premonição que indique o que nos espera.
Por esse caminho a trilhar vou ao encontro de muitos outros caminhos que cruzam com o meu e que de certa forma me acompanham por uma longa estrada. Nessa estrada pode se caminhar a dois, mas nunca somos um. Cada um, mesmo lado a lado, segue o seu próprio caminho. E quando menos se espera estaremos sós novamente.
A paz é a capacidade de compreender que não temos nada neste mundo, não possuímos nada nem ninguém, mas mesmo assim, ter a certeza de que não perdemos nada, nem ninguém. Sempre fica um presente guardado em nossa lembrança e essas só se perdem quando esquecemos para sempre.
A paz é o estado de espírito, uma conquista da alma. Uma vontade de sorrir, porque tudo valeu a pena, é a certeza que podemos construir tudo que precisamos novamente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As águas de um mesmo rio...

"O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou nunca passará novamente. Aproveite cada minuto da sua vida."

Neste final de semana vou perder algo que nunca mais se repetirá. E assim, sucessivamente, precisamos fazer escolhas e escolhas não são tão fáceis de fazer... Já não é a primeira vez que me deparo com decisões e as decisões são em detrimento do eterno futuro.
Houve uma época que cantei no coral da UEL em Londrina e o maestro me disse que "tempo era uma questão de preferência". Então precisei fazer minha escolha entre o curso de engenharia e o meu canto. A verdade é que nunca mais terminei meu curso de engenharia civil, nem tão pouco fiquei no coral. A vida tratou de me oferecer terceiras opções, algumas boas, outras nem tanto e muitas delas apenas momentâneas. Mas ao longo de todos os anos que vieram, percebi que tudo na vida são projetos. A diferença é que alguns terminam. Outros quando duram a vida toda, não significam nada, representam apenas as coisas inacabadas, das quais não abrimos mão e ficam na poeira e desgaste do tempo.
Hoje me vejo frente a frente com a escolha do trabalho e outras formas de escravidão em detrimento das coisas que eu gosto, daquilo que sou. Parece que nesta vida ou somos músicos ou cantaremos somente na velhice. Do contrário, precisaria matar aquilo que me permite sobreviver e ao mesmo tempo impede de viver em plenitude. A vida é cheia de paradoxos. Cheia de escolhas.
Minha Mãe esteve este final de semana comigo e isso acontece uma vez a cada dez anos aproximadamente. É como se fosse um cometa. Em alguns momentos tenho a sensação de que a vida é apenas uma noite estrelada cheia de astros, cheia de astrologia, que na verdade são apenas águas de um mesmo rio.
Aquelas águas estão perdidas, mas amanhã, quem sabe o rio ainda não secou...