Esses dias, ao ver a Seleção Brasileira perder quatro pênaltis, lembrei-me dos termos Eficiência, Eficácia e Efetividade. Existem diversas definições para os termos, mas a que eu mais gosto é aquela que separa Processo de Produto.
Um processo é medido pela sua eficiência, ou seja, um processo é moldado de forma a possibilitar eu obter um excelente resultado.
Um produto é medido pela sua eficácia, ou seja, um produto ou um resultado excelente deveria ser fruto de um processo eficiente.
O que isso tem a ver com a Seleção Brasileira? Com o futebol?
Eu costumo dizer que uma equipe que entra em campo com um objetivo estratégico definido, que tem uma disposição tática, propõe-se a explorar as fraquezas do adversário, utilizar suas melhores jogadas, que procura utilizar todos os seus recursos da melhor maneira, da forma mais harmoniosa possível é uma equipe eficiente, ou seja, ela faz corretamente as coisas para vencer a partida.
No entanto, mesmo jogando bem, essa equipe pode vir a perder. Daí se diz: foi eficiente, mas não foi eficaz. A eficácia está ligada ao produto, ao resultado. Então, mesmo que uma equipe jogue mal, não tenha nenhuma organização, enfim, não seja eficiente, pode por uma série de razões, tais como garra, dedicação individual ou mesmo sorte, ganhar a partida. Não foi eficiente, mas foi eficaz. Obteve um resultado positivo.
Já a efetividade é maximizar as oportunidades, é fazer certo todas as vezes. É corrigir o que está errado, criar as possibilidades de gol e convertê-las. Isso se verifica com mais intensidade em um jogo de basquete, na qual cada posse de bola é uma preocupação de conversão e respectivo aumento de pontos. Cada um desses pequenos resultados leva à vitória. O foco então não é só jogar bem, não é só pensar em vencer a partida. A preocupação passa a ser cada posse de bola, cada jogador, cada falta, cada arremesso, cada ponto. Isso é efetividade.
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