quinta-feira, 15 de março de 2012

Alguns tópicos para ser um vencedor...

Certa vez estava em uma aula de cursinho de vestibular em pleno feriado de Semana Santa.
A classe estava ruidosa em assistir a aula de química do professor Vargas, num quase inconsciente protesto por precisar lhe assistir.
Percebendo o burburinho que dava àquela manhã um ar de informalidade, como se não houvesse um compromisso maior pelos estudantes em contribuir para o andamento do conteúdo, Vargas virou-se, diante dos pedidos anônimos de "terminar a aula mais cedo" ou "vamos embora". Ao iniciar o silêncio, ele disse que "certa vez um repórter perguntou a Graham Hill, qual era o segredo de tantas vitórias. Ao que Hill respondeu:
- Sabe aquelas curvas em que todos fream? Pois bem, nelas eu acelero"...

Graham Hill foi bicampeão na década de 1960. Os mais jovens devem ter ouvido falar de seu filho: Damon Hill, campeão em 1996.
Parece que Graham Hill usava um princípio pouco comum em sua época, que consistia em "frear" antes de entrar na curva e acelerar dentro dela, quando todos os demais pilotos freavam.

Em um mundo cada vez mais competitivo, o nosso diferencial pode estar na conquista de vantagens mínimas. No caso da fórmula 1, centésimos de segundo separam o primeiro colocado dos demais.
Contudo, uma curva mal feita pode tirá-lo da competição. Nisso consiste capacidade de colocarmos a arte em tudo o que fazemos. É fazer o melhor percurso no menor tempo. A busca da perfeição... Encontrar o equilíbrio das diferentes forças. Dosar as quantidades adequadas dos ingredientes certos. De fazer na hora certa para acontecer. Ter a serenidade para colocar todos os sentidos atentos e interpretar os estímulos, as mensagens do ambiente e aquelas que vem de dentro de nós. É a honestidade de agir sem conflitos de consciência. E, por fim, processar tudo de força harmoniosa para oferecer a resposta necessária, no momento devido para garantir a máxima efetividade.

terça-feira, 6 de março de 2012

Gastar e poupar melhor o nosso tempo...

Um dia pensei que passaria a viver a vida, depois que me aposentasse.
Quando comecei a trabalhar descobri que poderia viver trinta dias por ano.
Até que então, passados alguns anos, pensei que deveria viver ao menos dois dias por semana, também.
Depois que o tempo passou tanto, achei que era chegada a hora de fazer muito mais e assim viver um pouco todos os finais de dias.
Então, eu decidi que poderia trabalhar em coisas nas quais gostava mais...

É preciso agora saber separar o que é bom do que é ruim, o que não é tão simples de enxergar.
Preciso diferenciar o que é de curto prazo e organizá-lo separado dos objetivos de médio e longo prazo.
Preciso compreender melhor o que é desperdício, daquilo que efetivamente me faz viver.

São coisas simples, mas ao que parece, a nossa visão só melhora com o passar dos anos. A gente só começa a escutar quando deixa de falar muito e passa a prestar mais atenção. Então, o silêncio não é mais ausência. Ela tem sua mensagem, que só se compreende com após estudar muito na escola da vida.

O tempo que me resta eu preciso gastá-lo e poupá-lo como fazemos com outros recursos como o dinheiro: pegamos uma terça parte para viver o hoje, uma terça parte para viver as próximas semanas e a última terça parte para os próximos anos. Quantos anos? Não sei, mas não importa muito.

Passamos a entender melhor o que é sincero, o que é verdadeiro e o que realmente vale a pena.
E o mais importante é saber que errar faz parte do ser humano, tanto quanto o pecado, a poeira e o tempo que recai sobre nós. A ideia é não ficar mergulhado na lama e manter uma profilaxia contínua.

É importante manter os exercícios para não atrofiar a musculatura, ficar sempre em atividade. Contudo, mais importante ainda é fazer com que se mantenha o nosso cérebro na academia todo o tempo. Pois, mais importante que o corpo é a musculatura da mente, na qual reside o seu "EU" verdadeiro.