Um dia pensei que passaria a viver a vida, depois que me aposentasse.
Quando comecei a trabalhar descobri que poderia viver trinta dias por ano.
Até que então, passados alguns anos, pensei que deveria viver ao menos dois dias por semana, também.
Depois que o tempo passou tanto, achei que era chegada a hora de fazer muito mais e assim viver um pouco todos os finais de dias.
Então, eu decidi que poderia trabalhar em coisas nas quais gostava mais...
É preciso agora saber separar o que é bom do que é ruim, o que não é tão simples de enxergar.
Preciso diferenciar o que é de curto prazo e organizá-lo separado dos objetivos de médio e longo prazo.
Preciso compreender melhor o que é desperdício, daquilo que efetivamente me faz viver.
São coisas simples, mas ao que parece, a nossa visão só melhora com o passar dos anos. A gente só começa a escutar quando deixa de falar muito e passa a prestar mais atenção. Então, o silêncio não é mais ausência. Ela tem sua mensagem, que só se compreende com após estudar muito na escola da vida.
O tempo que me resta eu preciso gastá-lo e poupá-lo como fazemos com outros recursos como o dinheiro: pegamos uma terça parte para viver o hoje, uma terça parte para viver as próximas semanas e a última terça parte para os próximos anos. Quantos anos? Não sei, mas não importa muito.
Passamos a entender melhor o que é sincero, o que é verdadeiro e o que realmente vale a pena.
E o mais importante é saber que errar faz parte do ser humano, tanto quanto o pecado, a poeira e o tempo que recai sobre nós. A ideia é não ficar mergulhado na lama e manter uma profilaxia contínua.
É importante manter os exercícios para não atrofiar a musculatura, ficar sempre em atividade. Contudo, mais importante ainda é fazer com que se mantenha o nosso cérebro na academia todo o tempo. Pois, mais importante que o corpo é a musculatura da mente, na qual reside o seu "EU" verdadeiro.
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