Para que algo seja chamado de meta é preciso ter objetivo, indicador de desempenho e prazo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário