quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Construir oportunidades...

Construir oportunidades nos faz mais felizes...

Nem sempre necessariamente a primeira vez; as oportunidades não precisam ser inéditas... Mas necessariamente ser o primeiro, quando a pessoa a ser feliz somos nós mesmos. É nossa obrigação primeira fabricar essa oportunidade. Porém, assim como no direito de cada um: que a nossa felicidade não prejudique a felicidade de outros; que a nossa felicidade não seja a infelicidade de muitos.
Uma ressalva quando se tratar da "inveja". A "inveja" que os outros sentirão por causa do nosso bem-estar não conta. E, é claro, que a inveja não seja da nossa iniciativa. Importante é não semear mais inimizade do que aquelas que surgem naturalmente, sem qualquer esforço de nossa parte, que aliás parece capim... A felicidade é para alguns um solo fértil para todo tipo de erva daninha... Infelizmente...

O melhor nível de felicidade que podemos chegar é aquela que construímos para os outros. Ou seja, fazer alguém feliz, cuja ação nos faz felizes também, é o melhor nível de oportunidade que podemos alcançar dentro da nossa capacidade de satisfação pessoal e elevação espiritual.

Às vezes ou diria muitas vezes, não podemos simplesmente sentar e esperar que as coisas boas aconteçam. As oportunidades não surgem do nada, ao contrário, precisam ser construídas, precisam de pró-atividade.
E essa atitude de transformar o dia começa pela maneira de pensar. É preciso retirar os pensamentos negativos e identificar os pontos positivos. Calar antes de falar mal e desfazer o silêncio para os elogios. Isso torna nosso dia melhor, seja ele de chuva ou de sol. A chuva é tão importante quanto o sol e cada fenômeno tem a sua devida importância. Nem tudo nesse mundo está entre o bem e o mal ou certo ou errado. Apenas são diferentes. O problema não é a diferença, mas o extremismo. Muito sol provoca a seca que prejudica o equilíbrio natural de uma região, assim como muita chuva também provoca os mesmos desequilíbrios.
Se pensarmos bem, a Natureza não possui desequilíbrios, possui mecanismos de compensação. São simplesmente consequências e efeitos colaterais, hoje, muitas delas, causadas pela agressão do Homem.

Se você achar que o mundo não está muito a fim de proporcionar alguma alegria ou alguma boa surpresa, faça você mesmo. Procure cantar, procure ouvir uma boa música ou assista a um filme que gosta e a muito tempo não vê. Presenteie-se, é claro, de maneira simples e sem malefícios financeiros. Existem presentes que não custam caro, às vezes, não custam nada. Se em algum momento não ganhar nada, nem puder comprar alguma coisa. Quando a vida não oferecer algo que queira, é preciso abraçar, pedir um abraço, é preciso dizer a primeira palavra de afeto, fazer um elogio, fazer um carinho... Pronto, a oportunidade estará construída...

O filme A Partida e o arrependimento irremediável...

Já comentei em outro texto sobre o filme A Partida  para expor as formas de perdão que são caracterizadas no filme. O perdão, o não perdão e o imperdoável aparecem a todo o instante na história, bem como o arrependimento diante do inevitável e, principalmente, diante do irremediável.
O arrependimento diante daquilo que não se pode mais mudar, talvez seja uma das dores mais devastadoras. E uma das formas definitivas retratadas na película é exatamente a morte.
Na morte não há mais diálogo, não há mais oportunidade, não há mais perdão. Tudo ficará da maneira como terminou e ficará para quem vive, não para quem vai. Por isso, é importante, ao assistir, entender a mensagem que é passada e vivê-la, de agora em diante, oportunizando o perdão e incorporá-la nas nossas atitudes para o resto de nossas vidas e com isso maximizar a capacidade de se fazer feliz.

Para mim, a reflexão mais emblemática, não trata exatamente a questão do perdão que concedemos ao outro, mas o perdão que nos permitirá ser feliz. Esse perdão não é aquele que é sinônimo de engano ou ilusão. Trata-se do perdão aceitação, ou seja, você conhece na pessoa a ser perdoada características com as quais não concorda, mas que essas características, que no fundo, no fundo, não ferem em nada os seus verdadeiros valores. São apenas preconceitos, grande parte deles impostos por uma sociedade à qual não precisa prestar contas. É claro, isso não deixa de ser uma avaliação para as coisas que realmente valem a pena. Essa ideia seria semelhante à mãe que perdoa um filho que está na cadeia, pagando por um crime que cometeu e se arrependeu. Seria correto essa mãe não perdoar esse filho? Seria uma vergonha ter um filho que está na cadeia?
Esse preconceito imposto pela sociedade é insignificante diante do amor dessa mãe por seu filho. Seu filho já está pagando pelos seus erros, não deve mais nada à sociedade e por causa do seu arrependimento não mais fere os princípios dessa mãe. O amor é a coisa mais importante nesse momento.
Diante dessa analogia extrema, eu vejo outros fatos muito menos significantes e no entanto um rigor tão grande, que o perdão fica relegado a um segundo plano e, com isso, se condenam e jogam fora os momentos felizes até que se tornem irremediáveis.
É importante, saber avaliar o que realmente importa e viver a felicidade proporcionada pelo perdão, antes que ele se transforme em um arrependimento irremediável...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Paciência para o que realmente importa...

Uma tirinha publicada no Facebook, que apresenta os personagens criados pelo cartunista argentino Quino, dentro do espírito das mensagens que ele sempre buscou transmitir.

Nesta bem humorada passagem, não há como um pai ou uma mãe não sentirem uma certa empatia. Imagino que as atitudes tomadas diante do fato foram as mais diversas, que devem ter variado entre a compreensão até a quase total repressão da capacidade de expressão infantil.
Olhando esses rabiscos, penso que não reprimir a criatividade das crianças é um bom exercício, não sei de que, mas... evitar certas obras de arte, sem dispensar essas grandes descobertas, resumem um pouco sobre a arte de educar.
Não sei vocês, mas eu, como pai, depois de tantos anos... Fico pensando nas preocupações que tive ao querer ter uma casa bonita e "clean" como se não houvesse crianças em casa. Todas as coisas certinhas e no lugar... Nada destruído, quebrado ou estragado. Simplesmente para receber amigos que, também tinham ou tiveram filhos, aos quais não lhes faziam a menor diferença aqueles pequenos rabiscos, que em nada diminuiria a felicidade de encontrá-los para uma visita...
Pois bem, depois que cumprimos todas as missões, depois que todos deixaram para trás a sua infância, permanece uma parede riscada ou não, em uma casa que nem é mais nossa... Afinal, o próprio tempo tratou  de estragá-las mesmo, escondendo os desenhos e exaltando as rugas envelhecidas... Paredes que no final das contas não valiam nada. A única coisa que me importa hoje são os próprios filhos. As paredes ficaram, mas ficaram para trás juntamente com a infância...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que os meus erros me ensinam...

O que o tempo me ensina é que eu não ensino nada, mas estamos todos nesta escola aprendendo juntos.
Como regra não faço mais aquilo que o meu coração de antemão me diga que é errado.
O restante... Não existe o certo ou o errado. Na verdade, ele vai se dividir entre o que deu certo ou o que foi semeado.
Ainda não deu certo, porque alguns frutos levam tempo para madurar. Não deu certo, porque algumas sementes podem ficar muito tempo sem germinar. E isso não significa que não vai acontecer. Só não irá nascer se a vida se for. Não podemos perder a fé. Principalmente a fé em nós mesmos.
O importante é fazer a nossa parte, é continuar a luta. Não desistir.
Parece difícil construir uma casa, mas é mais fácil assentar um tijolo. Visualizar a parede é mais simples. A simplicidade deve fazer parte das grandes missões. Come-se o bolo em fatias.
De tudo que me acontece, até as coisas que não considerei tão boas, tento delas retirar algum aprendizado, algo que posso levar para o futuro, que seja leve e ajude muito.
Aprende-se mais na dor, por isso devemos aprimorar o nosso aprendizado. Por que não aprender com as boas experiências, com a experiência dos outros? Aprender com o silêncio... Aprender com quem não ensina... É preciso aprender a perceber o exemplo... Exemplo dos outros, da Natureza... De Deus...
Independente disso, tenho em mente que aprender é apenas um mapa que poderá me ajudar a prosseguir na próxima etapa.
A chegada ao nosso destino depende do corpo e do espírito que colocamos no asfalto. Ninguém pode dançar a música por nós. Os nossos pensamentos são o alimento que irão manter o nosso entusiamo. Motivação são como pedras preciosas ao longo da estrada. É preciso desenvolver olhos para enxergá-las, mãos habilidosas para selecioná-las e paciência para encontrá-las.
Chega um instante que nos voltamos para o passado e vemos que apesar dos tropeços, a paisagem era recheada de alegria, de conquistas e de vitórias.
Sim, caminhamos muito e alcançamos lugares inimagináveis. Algumas vezes a memória falha, concentramo-nos apenas em determinadas coisas. Esquecemos outras igualmente importantes. Por estarem sempre ali, não nos damos conta e nem damos a devida consideração. É como a água que precisamos beber e só valorizamos quando nos falta. Mais importante que a água são as pessoas que nos alimentam de amor e carinho. É importante que os erros e as dificuldades nos ensinem, porém, não ofusquem a beleza do caminho.
No fim, valemos pelo que aprendemos e não pelo que deixamos de aprender. Valeu muito pelas minhas risadas e muito mais pelos sorrisos que recebi ou consegui produzir.