quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Política e o "toma lá, dá cá"

Feliz ou infelizmente, negociar por meio do "toma lá, dá cá" faz parte da politicaO problema todo reside na forma como isso é feito e na qualidade do que é trocado...
Não bastam perguntas como: é legal? É preciso avaliar se é justo...
Mesmo sendo justo, ainda assim, é preciso se perguntar se é ético.
Depois do ético, ainda é preciso perguntar se é holístico. Ou seja, é um benefício individual ou coletivo?

São várias perguntas e critérios que devem nortear as decisões, não só questões econômicas, financeiras, legais, mas também políticas e principalmente levar em conta questões humanas. Será que o interesse a ser atendido é da maioria? 
Suponha, por exemplo, que a maioria da população de um país hoje queira manter a emissão de poluentes na atmosfera em níveis elevados, como já o são e ter a certeza de que isso acabará com o futuro do planeta... O que iremos deixar para as próximas gerações? Isso é democracia? Não terá sido isso uma decisão da maioria? Pois é!!! Nem sempre a escolha da maioria será uma decisão inteligente, razoável e adequada no tempo.

Fazer política deveria ser justamente a arte de negociar em prol do bem comum, negociar algo que irá melhorar para os mais necessitados, melhorar para as futuras gerações e que os prejuízos mínimos para o presente... Tudo decidido democraticamente. 
Democraticamente? Nem sempre, pois como nós vimos, nem sempre a decisão da maioria é a melhor solução. Daí a necessidade de não ser somente um político, mas ser um líder, um representante do povo.
Não só ser escolhido pelo povo, mas ser alguém com a capacidade de aglutinar as grandes ideias e oferecer soluções melhores ainda.
Ser líder não necessita de conhecimento total de qualquer um dos assuntos cruciais de seus liderados, mas ter a capacidade de conhecer o suficiente e necessário as nuances do problema e ser capaz de se iluminar da decisão mais sábia.
Ele se assemelha a um grande mestre de xadrez, que, apesar de não saber como a partida irá se desenrolar, consegue analisar alguns poucos lances à frente, o suficiente para escolher o melhor lance, a jogada decisiva que poderá ser vencedora.

Ser líder é a arte de saber ouvir. É a humildade de entender de história e de aplicar a experiência do passado em seu futuro. Aquele que dentre as diferentes opiniões sabe lapidar as melhores propostas, consegue reunir os melhores ingredientes de sucesso e a partir dessa análise, oferece-as para uma votação. Esse é o processo ideal de democracia. Não é escolher dentre as propostas ainda brutas, mas decidir entre propostas que passaram pelas "regrinhas" descritas lá no começo: propostas justas, éticas, holísticas, humanas e políticas.

Pois bem, uma sociedade adequadamente politizada não é um sonho impossível, porém, não surge de um dia para outro, não surge de impulso natural. Nem por isso, é preciso esperar séculos para evoluir.
Cabe ressaltar que ser politizado, não implica necessariamente em ser um político.

No filme Universidade Monstros uma das mensagens é o fato de que alguns nasceram para serem líderes e outros para serem liderados. Alguns nasceram para ser jogador de futebol, outros, para ser técnico de equipe.
No filme, Mike Wazowski, quer ser um "assustador", porém não tinha talento para isso, mas tinha determinação e liderança.

Tudo isso irá começar da consciência política que já existe hoje nas pessoas de bem.
Por muito tempo eu ouvi boas pessoas dizerem que sentiam nojo da política e jamais participariam dessa classe de pessoas. Pois bem, se as pessoas de bem se omitem, ou melhor, evitam ocupar esse espaço, outras classes de pessoas irão ocupá-lo, porque os lugares continuam a existir em nossa comunidade. Outras pessoas com atributos indesejáveis, como desonestidade, oportunismo e incompetência poderão ocupar esses lugares e decidirão nossos destinos. Pior, poderão tomar conta das decisões mais importantes de um país.

Se as pessoas de bem não ocuparem seus lugares, não assumirem a sua parte nessa missão, não adiantará reclamar e protestar. A boas soluções dependem de boas ideias, mas boas ideias que estejam na mão de quem pode decidir. De nada adianta um brilhante plano que ninguém conhece. De nada adianta reclamar do passado. É preciso se preocupar com o futuro. É preciso se preocupar com o que está sendo decidido e não protestar das decisões erradas tomadas no passado. Onde estavam as pessoas boas quando essas coisas foram decididas?

Não há outro caminho que não passe por pessoas politizadas. A continuar assim, iremos patinar e o sucesso se perpetuará sempre para os mais abastados em detrimento dos menos favorecidos, beneficiados que não pensam em dividir o bolo, que não querem ensinar a pescar, que preferem manter o povo com fome de educação e assim perpetuar o seu poder.

Nanotecnologia entre o bem e o mal...

http://www.youtube.com/watch?v=IX-gTobCJHs

Quando se trata do Homem, sempre haverá uma luta entre interesses que se contrariam, entre respeito ao meio ambiente e o progresso a todo custo; entre os direitos humanos e as penalidades aos crimes contra humanos; entre o interesse individual e o interesse coletivo.
Mais contundente é a preocupação em torno do poder e da humildade. O poder idealista de alguns é o poder de servir e, ao contrário, o poder do mal é a capacidade de ser servido por todos.

Os progressos tecnológicos são aceitáveis desde que não comprometam a supremacia do bem diante do mal. O grande perigo reside justamente nos momentos em que isso não ocorre. Nunca se sabe quando surgirá uma arma mais poderosa que a bomba atômica, que poderá, por exemplo, invadir-nos silenciosamente na forma de nano-robôs...
Identificar com antecedência a próxima arma a que poderemos ser submetidos é o grande desafio. Não perceber que o mundo cai em mãos erradas poderá tornar-se um dano irreversível...

"Só os paranoicos sobrevivem..."

Se a tecnologia de vestir hoje já permite monitorar a química do nosso corpo, que me dirá com nanotecnologia, que poderá detectar doenças e promover a cura.

Grosso modo se imaginarmos que o vírus poderia ser fruto de uma experiência nanotecnológica mal sucedida...
Não posso acreditar que ninguém nos espiona e nem tão pouco devo viver na paranoia do avanço tecnológico.
Porém, de olhos bem atentos, eu imagino, mesmo que distante, um futuro muito melhor.

Enquanto o apocalipse não vem, que venha o paraíso...