domingo, 4 de junho de 2017

Maturidade - III

Quando se pensa na vida, encontramos uma intima relação com a maternidade e a paternidade. O nascimento é uma trilogia. São pelo menos três personagens que compartilham os mesmos momentos. São atores nos papéis de pai, mãe e filho ou filha.
Nessa peça, nenhum deles ensaiou o seu pedaço. O enredo se desnuda em um pouco de destino e algumas próprias decisões. Não se contam histórias, simplesmente se vive.
É um exercício de, aos poucos, passar de personagem à essência do artista. É normal que os pais incorporem a sua natureza primeiro que os filhos. A experiência, entenda-se tempo de vida, proporciona isso. As crianças ainda precisam aprender a sobreviver, antes de ganhar consciência de sua missão. É provável que a maioria se torne primeiro pais e só depois filhos, rompendo com a ordem natural dos acontecimentos.
Bons pais terão o dom da empatia. Compreenderão o que se passa na vida de seus filhos. É quando tornar-se-ão merecidos filhos de pais que talvez não mais existam...
O amor não é um produto de prateleira. É um ser vivo que se alimenta todos os dias.
A maturidade é a compreensão de todo esse processo passado de pai para filhos. 
É o resgate da essência sobre o papel. 

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