quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Recordação

Diz um antigo pensamento que "uma feliz recordação talvez seja sobre a terra, mais verdadeira que a própria felicidade..."
É errado dizer que somos pessoas felizes. O correto é dizer que estamos felizes.
Não importa muito até quando irá durar.
Nada é duradouro e no momento que acaba, as recordações impulsionam nosso corpo, atenuando a passagem.
Isso é o que acontece nos intervalos dos encontros e não percebemos. Valorizamos demais as grandes lacunas, como se ali fosse a chegada.
No filme Carros "o importante é a viagem e não o destino..." nos ensina a degustar e não somente alimentar.
E o mais importante é que podemos proporcionar felizes recordações uns aos outros. Não é tão simples fazer do nosso mundo, um mundo melhor, mas faça.

sábado, 2 de abril de 2011

José Alencar...

José Alencar, nos deixou um legado de muitas obras, nenhum monumento em praça pública e, sim, no coração de todos que tiveram a oportunidade de sua companhia.
Dentre os muitos exemplos que deixou e das muitas coisas que também disse, deixo abaixo uma das frases que reflete toda uma atitude de vida diante de Deus:

"Se Deus quiser me levar, Ele não precisa de câncer para isso.
E se Ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve..."

Roda-viva

É muito complicado dar um tempo para mim mesmo, oferecer-me uma opção de como gastar o meu tempo, fazer-me sentir um pouco livre e até ousar dizer que tenho algumas escolhas...
O tempo passa e rapidamente percebo que muitas vezes armazeno coisas inúteis, como a falta de tempo. E preservo também amigos, mas amigos não são para serem guardados ou preservados, mesmo que seja no coração, apesar de já estarem quase em extinção. Amigos são seres vivos, enquanto são vivos e precisam ser vividos.
Eu posso saber que tenho um jardim, mas se não for lá para contemplar as flores, acho que não tenho nada. Uma vaga lembrança é o máximo que posso me atrever a constatar.
Mas a vida é professora, que costuma oferecer deveres de casa e, por vezes, passa algumas lições práticas, marcantes, inesquecíveis, que são, por fim, um tanto quanto tristes. Aprendo da pior maneira possível, entendo coisas que muitas vezes já são tardes demais. Apesar de saber que esse exemplo será aplicado para o que resta da minha vida, vejo, no entanto, que aquele zero ficará riscado em meu boletim escolar, sem que eu tenha uma nova chance de mudá-lo.
Há alguns dias, ao ligar para um velho amigo meu, descobri que ele falecera, vítima de um infarto fulminante... E, é claro, amigos raramente têm a oportunidade de avisar que estão de partida.
São perdas inestimáveis, mas não porque eles se vão, porque isso deveria ser normal. Anormais são as perdas feitas em vida, faltou mais uma "paella" para ser feita, uma cervejinha para ser bebida em qualquer "happy-hour". Tudo em detrimento da roda-viva, dos trabalhos inadiáveis, dos estudos intermináveis, da manutenção do emprego insubstituível...
É uma pena! Mas, mesmo assim, neste exato instante, é hora de virar a folha e começar uma nova página do diário, na qual a vida nos põe novamente à prova. É preciso, desta vez, acertar mais.
Deito em minha cama, arrumo meu travesseiro e aproveito esses poucos momentos de lucidez, até que a aparente roda-viva da qual me afastei tome conta outra vez da minha vida...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Pensamentos

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra"
Frase atribuída a Shakespeare

domingo, 3 de outubro de 2010

O meu voto começa na urna...

Ao contrário do que constato em cada dia que vejo surgir assuntos relacionados aos nossos governantes, eu acredito numa máxima que diz: "o voto não termina na urna".
Uma eleição pode até terminar ao final de um dia de votação, contudo, o nosso voto termina com o mandato do candidato, seja ele eleito por nós ou não.
Os candidatos não recebem uma carta branca para fazer o que bem entendem. Eles apenas foram eleitos para representar o povo que o elegeu.
Um governante eleito não pode ser ateu ou professar uma religião, ao contrário ele deve materializar um desejo democrático daqueles que o elegeram. É isso que deve professar, o que for melhor para seu povo.
Saber o que é melhor para o povo ou para a nação é algo muito nebuloso. Se o povo sempre soubesse o que é melhor, bastaria governar por plebiscito e isso, sabemos de antemão, não é uma prática recomendável.
Mesmo com todas essas dúvidas e incertezas, é possível ter princípios que norteiam as ações e decisões dos nossos políticos. Não impede que procuremos nos esclarecer e tentar conhecer melhor os candidatos disponíveis, suas intenções, seu passado e o que professa como pessoa. Sim, pois o candidato é antes de tudo uma pessoa, que precisa ter convicções e princípios que determinam as coisas com as quais não irá nunca concordar e outras que defenderá honradamente.
É possível discutir idéias, rumos e planejar um futuro melhor. Com isso, é provável que consigamos retirar o favorecimento de poucos e quem sabe conseguir escolher o que é melhor para todos, ou pelo menos para a grande maioria.
Por isso, se eu pesquisei, estudei e procurei conhecer o que foi possível a respeito de nossos candidatos, não me preocupa muito errar na seleção dos meus escolhidos, pois estarei tentando fazer o melhor possível. Porém, devo me preocupar para que os candidatos eleitos não legislem em causa própria. E mais: que se mantenham honestos e justos, pautados em valores de respeito à constituição e preocupados com o progresso e justiça para o país.
Por isso, acredito na máxima: "o meu voto começa na urna". Se algo estiver errado, reclame. É importante demonstrar sua indignação, é necessário se fazer representar. É uma democracia, não é preciso empunhar uma arma, mas precisamos aprender com nossos vizinhos e fazer "panelaços" de insatisfação. Demonstrar o nosso descontentamento. É preciso saber fazer-se ouvir. E para isso, precisamos também de líderes esclarecidos, inteligentes, criativos e inovadores, preocupados com o bem comum.
Pessoas que vivem falando mal do governo e não fazem nada, não melhoram em nada o nosso país. Isso se assemelha a falar pela costas. Pessoas que não acreditam na política e nas instituições de nosso país não levam a nada. São pessoas vazias e sem soluções. Lembre-se que o mau prospera justamente pela omissão dos bons. Enquanto ficarmos parados e reclamando das coisas, das pessoas e dos políticos, esse país continuará elegendo péssimos governantes, representantes sem comprometimento com a melhoria do país, pois a impunidade será um incentivo para os maus políticos.
Por fim, o que eu peço é atitude. A atitude materializa um sonho, executa um plano, proporciona paz de espírito. Não adianta saber e ter experiência, se não exercitamos as nossas qualidades e virtudes a serviço da comunidade, da sociedade e do país. Seja honesto sempre, seja exigente sempre, seja justo sempre. Não somente na política, mas no dia a dia. Seja sempre cidadão, coerente, gentil, consciente, responsável e exemplar.
Faça a diferença!