quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O filme A Partida e o arrependimento irremediável...

Já comentei em outro texto sobre o filme A Partida  para expor as formas de perdão que são caracterizadas no filme. O perdão, o não perdão e o imperdoável aparecem a todo o instante na história, bem como o arrependimento diante do inevitável e, principalmente, diante do irremediável.
O arrependimento diante daquilo que não se pode mais mudar, talvez seja uma das dores mais devastadoras. E uma das formas definitivas retratadas na película é exatamente a morte.
Na morte não há mais diálogo, não há mais oportunidade, não há mais perdão. Tudo ficará da maneira como terminou e ficará para quem vive, não para quem vai. Por isso, é importante, ao assistir, entender a mensagem que é passada e vivê-la, de agora em diante, oportunizando o perdão e incorporá-la nas nossas atitudes para o resto de nossas vidas e com isso maximizar a capacidade de se fazer feliz.

Para mim, a reflexão mais emblemática, não trata exatamente a questão do perdão que concedemos ao outro, mas o perdão que nos permitirá ser feliz. Esse perdão não é aquele que é sinônimo de engano ou ilusão. Trata-se do perdão aceitação, ou seja, você conhece na pessoa a ser perdoada características com as quais não concorda, mas que essas características, que no fundo, no fundo, não ferem em nada os seus verdadeiros valores. São apenas preconceitos, grande parte deles impostos por uma sociedade à qual não precisa prestar contas. É claro, isso não deixa de ser uma avaliação para as coisas que realmente valem a pena. Essa ideia seria semelhante à mãe que perdoa um filho que está na cadeia, pagando por um crime que cometeu e se arrependeu. Seria correto essa mãe não perdoar esse filho? Seria uma vergonha ter um filho que está na cadeia?
Esse preconceito imposto pela sociedade é insignificante diante do amor dessa mãe por seu filho. Seu filho já está pagando pelos seus erros, não deve mais nada à sociedade e por causa do seu arrependimento não mais fere os princípios dessa mãe. O amor é a coisa mais importante nesse momento.
Diante dessa analogia extrema, eu vejo outros fatos muito menos significantes e no entanto um rigor tão grande, que o perdão fica relegado a um segundo plano e, com isso, se condenam e jogam fora os momentos felizes até que se tornem irremediáveis.
É importante, saber avaliar o que realmente importa e viver a felicidade proporcionada pelo perdão, antes que ele se transforme em um arrependimento irremediável...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Paciência para o que realmente importa...

Uma tirinha publicada no Facebook, que apresenta os personagens criados pelo cartunista argentino Quino, dentro do espírito das mensagens que ele sempre buscou transmitir.

Nesta bem humorada passagem, não há como um pai ou uma mãe não sentirem uma certa empatia. Imagino que as atitudes tomadas diante do fato foram as mais diversas, que devem ter variado entre a compreensão até a quase total repressão da capacidade de expressão infantil.
Olhando esses rabiscos, penso que não reprimir a criatividade das crianças é um bom exercício, não sei de que, mas... evitar certas obras de arte, sem dispensar essas grandes descobertas, resumem um pouco sobre a arte de educar.
Não sei vocês, mas eu, como pai, depois de tantos anos... Fico pensando nas preocupações que tive ao querer ter uma casa bonita e "clean" como se não houvesse crianças em casa. Todas as coisas certinhas e no lugar... Nada destruído, quebrado ou estragado. Simplesmente para receber amigos que, também tinham ou tiveram filhos, aos quais não lhes faziam a menor diferença aqueles pequenos rabiscos, que em nada diminuiria a felicidade de encontrá-los para uma visita...
Pois bem, depois que cumprimos todas as missões, depois que todos deixaram para trás a sua infância, permanece uma parede riscada ou não, em uma casa que nem é mais nossa... Afinal, o próprio tempo tratou  de estragá-las mesmo, escondendo os desenhos e exaltando as rugas envelhecidas... Paredes que no final das contas não valiam nada. A única coisa que me importa hoje são os próprios filhos. As paredes ficaram, mas ficaram para trás juntamente com a infância...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que os meus erros me ensinam...

O que o tempo me ensina é que eu não ensino nada, mas estamos todos nesta escola aprendendo juntos.
Como regra não faço mais aquilo que o meu coração de antemão me diga que é errado.
O restante... Não existe o certo ou o errado. Na verdade, ele vai se dividir entre o que deu certo ou o que foi semeado.
Ainda não deu certo, porque alguns frutos levam tempo para madurar. Não deu certo, porque algumas sementes podem ficar muito tempo sem germinar. E isso não significa que não vai acontecer. Só não irá nascer se a vida se for. Não podemos perder a fé. Principalmente a fé em nós mesmos.
O importante é fazer a nossa parte, é continuar a luta. Não desistir.
Parece difícil construir uma casa, mas é mais fácil assentar um tijolo. Visualizar a parede é mais simples. A simplicidade deve fazer parte das grandes missões. Come-se o bolo em fatias.
De tudo que me acontece, até as coisas que não considerei tão boas, tento delas retirar algum aprendizado, algo que posso levar para o futuro, que seja leve e ajude muito.
Aprende-se mais na dor, por isso devemos aprimorar o nosso aprendizado. Por que não aprender com as boas experiências, com a experiência dos outros? Aprender com o silêncio... Aprender com quem não ensina... É preciso aprender a perceber o exemplo... Exemplo dos outros, da Natureza... De Deus...
Independente disso, tenho em mente que aprender é apenas um mapa que poderá me ajudar a prosseguir na próxima etapa.
A chegada ao nosso destino depende do corpo e do espírito que colocamos no asfalto. Ninguém pode dançar a música por nós. Os nossos pensamentos são o alimento que irão manter o nosso entusiamo. Motivação são como pedras preciosas ao longo da estrada. É preciso desenvolver olhos para enxergá-las, mãos habilidosas para selecioná-las e paciência para encontrá-las.
Chega um instante que nos voltamos para o passado e vemos que apesar dos tropeços, a paisagem era recheada de alegria, de conquistas e de vitórias.
Sim, caminhamos muito e alcançamos lugares inimagináveis. Algumas vezes a memória falha, concentramo-nos apenas em determinadas coisas. Esquecemos outras igualmente importantes. Por estarem sempre ali, não nos damos conta e nem damos a devida consideração. É como a água que precisamos beber e só valorizamos quando nos falta. Mais importante que a água são as pessoas que nos alimentam de amor e carinho. É importante que os erros e as dificuldades nos ensinem, porém, não ofusquem a beleza do caminho.
No fim, valemos pelo que aprendemos e não pelo que deixamos de aprender. Valeu muito pelas minhas risadas e muito mais pelos sorrisos que recebi ou consegui produzir.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sonhar é parte de Planejar...


O futuro se reparte entre o que queremos fazer, o que podemos fazer e aquilo que precisamos fazer. A sabedoria reside justamente na nossa capacidade de equilibrar essas forças.
Certas pessoas têm o dom de direcioná-las, todas, na mesma direção. No meu caso porém, essas forças são como a vontade de dormir (que é o que eu quero fazer), a necessidade de trabalhar e o que posso fazer é cortar o tempo do café para descansar mais um pouco e ainda assim chegar no horário. Na realidade, o que eu deveria fazer seria dormir mais cedo (e deixar de fazer coisas que gosto de fazer à noite), para descansar o necessário e suficiente e poder acordar mais cedo para fazer tudo que é necessário para manter o corpo sadio, ou seja, acordar cedo, tomar um bom café da manhã e fazer exercícios físicos antes de começar a trabalhar (e dessa forma deixar de fazer coisas que queria na noite anterior). É tudo que posso: fazer... fazer... fazer...
Por outro lado, também é importante deixar de fazer um pouco, no sentido de executar, e fazer mais, no propósito de planejar. Mas planejar, não é só sonhar. Sonhar é apenas uma parte do processo de planejar. É um estímulo, uma mentalização, um rascunho de uma visão de futuro, que as pessoas costumam eliminar dos seus processos de melhoria contínua.
Assim como sonhar, também é preciso viabilizar, dar condições. Que é também uma parte do planejar que muitas vezes fica esquecida. É pensar naquelas coisas como por exemplo quando queremos realizar uma viagem: quanto de dinheiro será necessário? quanto de tempo precisaremos? como faremos para que nada falte até a viagem e durante a viagem e, por fim, conciliar o fato de que a vida continua depois da viagem...
Normalmente, supervalorizamos a necessidade de fazer as coisas que precisam ser feitas, ou seja, as nossas obrigações; subestimamos a nossa capacidade de fazer; e nos esquecemos das coisas que queremos fazer, que as pessoas costumam estereotipar como lazer, coisas fúteis ou supérfluas, para cuidar das obrigações...
Já fiz de tudo um pouco e entre erros e acertos, depois de tanto tempo, vejo que ainda tenho muito a aprender. Também tenho a sensação de recomeçar tudo outra vez. O que posso dizer é que se tivesse desistido, aí sim, eu seria realmente infeliz. Não estou tentando corrigir o que acho que fiz de errado, na verdade, tento seguir um caminho a partir do local no qual constatei que estava errado. Acertar me faz feliz, porém, descobrir o caminho certo me torna esperançoso. O fato que me torna igualmente feliz é a capacidade de retomar a caminhada rumo a aquilo que acredito.
Não concordar também faz parte da verdadeira amizade, assim como respeitar a opinião do outro. Mesmo porque na vida, em geral, acertamos juntos e erramos sozinhos. Quando lucramos, podemos repartir com os outros; quando temos prejuízo, é bem provável que paguemos a conta sozinhos. Por isso, é importante que a cada decisão eu tenha a consciência das consequências: o que acontecerá se eu errar e o que acontecerá se eu acertar?
E, por fim, ter a disposição de sempre me exaurir ante o planejamento de uma decisão. E depois de decidido, não ter medo de tentar acertar e sair à luta. Haverá momentos em que saber o que é certo se assemelhará a saber quais números serão sorteados na loteria. É um direito sonhar e planejar um futuro desejado. É um dever batalhar para que ele aconteça e peça a Deus para abençoar em todos os seus caminhos e suas decisões.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Recomeçar...


Recomeçar é uma arte...
É ter humildade para se perdoar.
É sabedoria para reconhecer os próprios erros.
É disposição para refazer o que não ficou tão bom.
É ter esperança de que tudo vai dar certo.
É muita fibra para vencer os obstáculos.


Recomeçar deveria ser uma disciplina,
no entanto, é uma maneira de dizer que aprendeu,
uma lição refeita...


O recomeço não escolhe ninguém.
Nós escolhemos a sua hora. É atitude...
Uma página em branco todos os dias...
Disponível para quem estiver disposto a escrever sua própria história.

E por fim, recomeçar é próprio das pessoas com instinto de Fênix...
Uma oportunidade que a vida oferece a quem perdeu muito ou quase tudo...