Às vezes os problemas se acumulam, mas nada extrapola as paredes de nossa pele. Algumas vezes ela se denuncia por uma lágrima e deixa o nosso olhar um pouco entristecido pela vermelhidão dos olhos. Algo escondido fica visível contra a nossa vontade.
Não importa muito o quanto as dificuldades podem nos corroer, se é que podem. Na verdade, o que mais nos desanima é a perspectiva de caminhar sozinho. Na dança da vida cada um faz a sua parte sozinho.
O que corroe é a falta de um recanto, a ausência de um ombro no qual possamos simplesmente descansar.
Na hora das incertezas, precisamos de muito pouco, alguém para nos ouvir ou ainda simplesmente um abraço. Não nos custa nada e é um bem que nos faz bem também, resgatando nossa humanidade por vezes esquecida.
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