Existe uma máxima, hoje muito popular, que dispensa explicações: "Não basta amar... É preciso mostrar que se ama..."
Ultimamente tenho refletido mais sobre um outro foco de atenção, que é a manifestação do amor.
Nestes meus infinitos minutos de existência, parecem tanto tempo e, no entanto, são poucos perto do que necessito aprender e que sem dúvida, hoje mais do que nunca, muito tenho aprendido. Ainda depois de tanto tempo vislumbro que "mostrar que ama" é uma arte... Todos os dias um novo quadro, uma nova escultura, fotografia, poesia ou música. Tanto faz o veículo de expressão, a única constatação é que é preciso criatividade.
Hoje, mais que em em outros tempos, a forma como demonstramos que se ama tem sido colocada em dúvida.
Algumas pessoas prendem, batem, matam em casos extremos (desesperados) de amor. As pessoas não conseguem mais ter uma compreensão adequada do que é verdadeiramente amar.
Há outras formas "menos violentas" do ponto de vista físico que não deixam de ser tão ruins quanto as que citei anteriormente, as quais também em situação extrema deixam marcas, assediam moralmente, enganam, difamam em nome do amor que se tem por alguém.
Existem todos esses enganos de manifestação, para ser um tanto quanto ameno com relação a essas atitudes, pois na verdade, elas se classificam exatamente nos mesmos termos de violência, agressão e desrespeito. Enfim, um distúrbio que impede "as pessoas que amam" de ver a realidade como a maioria das pessoas compreende o que é um convívio social harmonioso.
Agora, retirando as patologias, ainda assim, restam algumas grandes preocupações com as pessoas que não sabem amar adequadamente seus familiares e amigos. São aquelas que não demonstram que amam e quando demonstram, fazem de maneira inconveniente. Falta-lhes a assertividade.
A assertividade é uma virtude necessária não somente em matéria dos relacionamentos familiares, mas em todas as outras áreas de relacionamento social, seja ela profissional, artística, intelectual, qualquer convívio ou interação com o nosso mundo exterior. São coisas simples como educar seus filhos e apenas chamar a sua atenção às coisas erradas e se esquecer dos elogios, exaltar suas virtudes. Outro exemplo, é a mãe que protege seus filhos das pequenas dificuldades, decidindo tudo por eles, sem que eles possam exercitar sua capacidade de tomar suas próprias decisões. São incontáveis os exemplos de não saber amar, de não saber manifestar o seu amor. Educar sem amor é apenas impor uma disciplina. Superprotegê-los não permitirá que cresçam. E exigir demais pode ser, no mínimo, uma violência e um desrespeito. Lembro que existem violências que não são físicas... Quem pensa que as palavras são frágeis e se perdem no vento, subestima o seu poder.
É importante todos os dias, revermos nossos conceitos sobre a maneira como amamos. "Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo". Se não estamos machucando a nós mesmos, não estamos no caminho errado. Se não estamos machucando o outro, também não estamos no caminho errado.
No entanto, para saber o caminho certo, é preciso mais. Não machucar o outro não significa permitir que o outro faça tudo. Mas que ao impedi-lo de fazer, isto faça parte do nosso dever (como é o caso de nossos filhos) e que possamos fazê-lo com respeito, sem tirar-lhe a dignidade.
Precisamos aprender a nos educar para o amor. O verdadeiro amor é uma arte e um exercício a ser praticado todos os instantes de nossas vidas. O amor exige atitude, nem por isso, é para poucos. Porém, poucos serão felizes sem essa atitude necessária. O bom é que a atitude não está relacionada aos anos de estudos que temos, nem ao quanto temos na conta bancária. Uma mãe analfabeta poderá amar seus filhos tanto quanto uma mãe rica e estudada. A atitude não escolhe classes sociais.
O amor é simples atitude...
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