Para que algo seja chamado de meta é preciso ter objetivo, indicador de desempenho e prazo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O "jeitinho" brasileiro... Ou não?
Quando viajamos acentuam-se as diferenças culturais, de um lado o povo brasileiro que necessita de jogo de cintura e vivenciar constantemente situações informais e de outro um povo que aprendeu a obedecer regras nos menores detalhes.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
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