Na primeira atitude observei a importância do planejamento para o presente com pensamento no futuro e fazer dessas pequenas regras e atitudes uma contínua melhoria. É importante programar o nosso crescimento pessoal e é uma forma muito gratificante de viver a vida.
Outro contraponto importante entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa é o foco financeiro e a visão na receita em contraponto ao foco econômico e a visão nas despesas.
Se a atitude estiver direcionada somente para viver o hoje, o horizonte ficará muito limitado no tradicional bidimensionalismo financeiro-receita. Não é errado viver aquilo que se pode viver hoje, mas é preciso fazer as coisas acontecerem... A mensagem de hoje é fazer acontecer...
Muitas vezes em nossas vidas temos a atitude de literalmente mendigar. Alguém já ficou a espera de algum milagre? Não falo de fé, estou tratando de atitude. Algo como sentar-se em uma esquina, estender o chapéu e esperar que alguém lhe dê o sustento do dia. Se por acaso ganhar uma nota de cem então viverá o seu dia de cem. Se ganhar dez, terá o dia de dez e assim por diante. Será essa a atitude que Deus espera da sua fé?
Na parábola dos talentos, "mendigar" sua vida é como enterrar seus talentos e devolvê-los no dia da cobrança, ou seja, é desperdiçá-los, jogá-los fora, quando nós temos dentro de nós um efeito multiplicador, tal como um Midas tocando em tudo ao nosso redor e transformando-os em ouro. A capacidade do ser humano não se resume a sentar-se em um canto qualquer a espera de sua esmola.
O orçamento-programa trata justamente dessa maneira de pensar. O foco é econômico, é preciso ir em busca da nossa riqueza. Não falo em bens materiais, mas riqueza pessoal. A riqueza material deve ser apenas uma projeção da riqueza interior que temos. E é preciso desenvolvê-la cada vez mais.
O técnico Bernardinho em uma palestra contava como ele lidava com os melhores jogadores de vôlei do mundo: "... há sempre algo a melhorar... O que é falta para ser um jogador completo... É a busca incessante... É preciso dar objetivos a eles..."
Se para quem é quase perfeito ainda há espaço para evoluir, tanto mais eu que ainda tenho tanto a aprender e desenvolver. No orçamento-programa devemos determinar a nossa missão, definir uma visão de futuro, quais são os nossos valores e princípios que utilizaremos para chegar nesse futuro. E principalmente saber quanto isso irá nos custar. Quando nos referimos a custar é pensar em insumos, recursos e não somente em dinheiro. Muitas vezes o que nos falta é tempo e na maioria das vezes, o que falta mesmo é determinação, dedicação, perseverança, que são as coisas mais difíceis de reunir dentro de nós.
Pois bem, orçamento-programa é justamente isso: não é gastar o que se tem. É planejar quem eu quero ser, quando vou querer ser. Verificar o que eu tenho, quem eu sou, meus pontos fortes e pontos fracos, quais as ameaças e oportunidades. Com esse diagnóstico fazer as contas: quanto me custará chegar lá? Quanto me falta para chegar lá? E com essas respostas correr atrás dos recursos necessários. Financiar, se não houver outra alternativa. Dizem que só há desenvolvimento se houver endividamento, mas não é uma dívida qualquer. O dinheiro precisa ser investido em coisas que possam produzir mais riqueza.
Nada de estender o chapéu. É levantar e trabalhar.
terça-feira, 29 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Para os próximos quatro anos... Uma primeira atitude...
Esses dias comecei a ter aulas sobre Administração Financeira e Orçamentária, a qual tratou inicialmente da visão histórica de como era o orçamento no Brasil antes de 1964 e o que é feito nos dias de hoje. Ao tentar usar uma visão holística para o fato, e ao contrário, em vez de expandir para o mundo, levei aquelas idéias para o meu cotidiano, para a minha vida.
O orçamento tradicional, como era conhecido antigamente, não tinha planos, nem indicadores. O foco era financeiro e a visão baseada na receita. Já o orçamento-programa adotado e ratificado pela Constituição de 1988 é baseado em planos, com indicadores, no qual o foco é econômico e a visão é baseada nas despesas.
Parece uma série de palavras sem muito sentido, mas não é bem assim. Por exemplo, é certo que precisamos desenvolver nossas ações seguindo um planejamento de curto, médio e longo prazo. O que a maioria das pessoas faz é não dar a atenção devida a essa necessidade, como quem precisa emagrecer e decide que começará sempre na próxima semana, quando, na verdade, jamais irá iniciar. Concordo que viver o o presente é muito mais importante que o dia de amanhã, mas existe uma diferença quando planejamos vivê-lo.
Ir para a academia no dia de hoje para exercitar o seu corpo e ter a consciência de que isso é muito importante, é uma forma de organizar sua vida, se é que podemos chamá-la de planejamento. Outra maneira é ir à academia como parte de um plano de curto prazo que seria aumentar a massa muscular; de médio prazo que seria passar nas provas de aptidão física de algum concurso público; por fim, no longo prazo, ter uma vida mais saudável pela prática de exercícios regulares. Associado a isso, ter um acompanhamento de um preparador físico que estabeleceria um programa de atividades a serem desenvolvidas, com objetivos e metas a serem alcançados. Dessa forma, parar um dia para tomar uma cervejinha seria justificável, pois os indicadores iriam mostrar se estou evoluindo, quanto me falta para chegar no peso ideal e por fim, quanto me custaria parar para esse "happy-hour".
Somente nesse último parágrafo eu vejo que é possível fazer um plano para o futuro sem deixar de viver o presente. O futuro de repente torna-se o dia de hoje e muitas vezes se pensa que podia ter plantado uma semente em algum dia no passado, que a própria natureza iria oferecer a colheita hoje. E pensar que teria sido fácil ter reservado alguns minutinhos para semear em um passado não muito remoto, da mesma forma como penso em semear neste instante. O problema é que para essa hipotética semeadura que não aconteceu, a primeira colheita já está perdida e, se eu desta vez não deixar passar esta oportunidade de lançar as sementes neste meu presente, daqui a algum tempo poderei colher algo a respeito.
Quanto mais cedo eu despertar para o orçamento-programa mais cedo os bons frutos virão.
O orçamento tradicional, como era conhecido antigamente, não tinha planos, nem indicadores. O foco era financeiro e a visão baseada na receita. Já o orçamento-programa adotado e ratificado pela Constituição de 1988 é baseado em planos, com indicadores, no qual o foco é econômico e a visão é baseada nas despesas.
Parece uma série de palavras sem muito sentido, mas não é bem assim. Por exemplo, é certo que precisamos desenvolver nossas ações seguindo um planejamento de curto, médio e longo prazo. O que a maioria das pessoas faz é não dar a atenção devida a essa necessidade, como quem precisa emagrecer e decide que começará sempre na próxima semana, quando, na verdade, jamais irá iniciar. Concordo que viver o o presente é muito mais importante que o dia de amanhã, mas existe uma diferença quando planejamos vivê-lo.
Ir para a academia no dia de hoje para exercitar o seu corpo e ter a consciência de que isso é muito importante, é uma forma de organizar sua vida, se é que podemos chamá-la de planejamento. Outra maneira é ir à academia como parte de um plano de curto prazo que seria aumentar a massa muscular; de médio prazo que seria passar nas provas de aptidão física de algum concurso público; por fim, no longo prazo, ter uma vida mais saudável pela prática de exercícios regulares. Associado a isso, ter um acompanhamento de um preparador físico que estabeleceria um programa de atividades a serem desenvolvidas, com objetivos e metas a serem alcançados. Dessa forma, parar um dia para tomar uma cervejinha seria justificável, pois os indicadores iriam mostrar se estou evoluindo, quanto me falta para chegar no peso ideal e por fim, quanto me custaria parar para esse "happy-hour".
Somente nesse último parágrafo eu vejo que é possível fazer um plano para o futuro sem deixar de viver o presente. O futuro de repente torna-se o dia de hoje e muitas vezes se pensa que podia ter plantado uma semente em algum dia no passado, que a própria natureza iria oferecer a colheita hoje. E pensar que teria sido fácil ter reservado alguns minutinhos para semear em um passado não muito remoto, da mesma forma como penso em semear neste instante. O problema é que para essa hipotética semeadura que não aconteceu, a primeira colheita já está perdida e, se eu desta vez não deixar passar esta oportunidade de lançar as sementes neste meu presente, daqui a algum tempo poderei colher algo a respeito.
Quanto mais cedo eu despertar para o orçamento-programa mais cedo os bons frutos virão.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Estratégia para atingir um objetivo
Um dia um amigo com quem costumava jogar tênis de campo me fez uma pergunta: "você sabe qual a bola vencedora de uma partida de tênis para quem joga?"
Eu respondi: "É a bola do 'match point', é claro!"
Ao que ele retrucou: "Não. É a bola do saque!"
Há alguns anos eu tive a oportunidade de assistir ao grande treinador Bernardinho, que na época já era um grande vencedor. Nessa palestra ele disse, entre tantas coisas, que o mais importante não é o dia da decisão, o dia da partida. O que faz um campeão, é naturalmente vencer no dia do jogo decisivo, mas ele chamou a atenção para todos os dias que antecedem a grande partida. Ou seja, todos os dias que treinamos e nos preparamos para vencer.
Um vencedor não é construído do dia para noite. Ele começa lá atrás, em um sonho que desejamos concretizar e quando tomamos uma atitude e começamos a nos preparar para conquistar nossa medalha. Um atleta, um profissional, um bom amigo, enfim, qualquer virtude que queremos materializar começa em uma construção: fundações, alicerce, pilares, vigas, paredes etc. Até que um dia surge a casa.
Pois bem, voltando à nossa partida de tênis, que na realidade trata do dia do jogo e não dos preparativos, existe uma ideia de persistência que precisa ser continuada.
Nos treinamentos, nos preparativos, nós não estamos jogando, estamos aperfeiçoamento, melhorando nossa técnica, estamos ganhando musculação, resistência. Estamos nos preparando para o dia da grande batalha.
No dia da nossa partida de tênis teremos que estar preparados fisicamente, mas principalmente mentalmente. A forma como a nossa mente conduz o corpo é o que nos leva à vitória ou para longe dela. É aí que entra essa estratégia. Existem várias posturas que tratam da visão holística e que nesse caso deveríamos enxergar mais ao longe ou em outra palavras, vencer a partida. Mas vencer uma partida de tênis, na realidade, é feita de pequenos fragmentos de ganhos. Já vi jogadores que se sentiram pressionados, quando o placar estava desfavorável e precisariam vencer vários games, sem poder perder nenhum e então perdem o necessário equilíbrio para conseguir atingir esse objetivo.
O tênis de campo proporciona uma abstração muito importante que precisa ser utilizada por todos nós em momentos de grande pressão e dificuldade. É a capacidade de se fixar no objetivo imediato. Qual a bola mais importante? A bola do saque... Por que?
Porque naquele instante o jogo está zero a zero. Ao ganhar aquele saque, começa um novo certame: o próximo saque. Se conseguirmos entender que precisamos ganhar aquele saque e depois o próximo e depois o próximo e assim por diante, fica mais fácil vencer a partida inteira.
Cristo já dizia algo a respeito, quando olhamos a vida inteira e todas as possibilidades que decorram do ato de viver. "Não vos preocupeis com o dia de amanhã."
Preocupe-se primeiro com o dia de hoje, concentre suas energias neste dia. Não sofra por antecipação. Mas também não deixe para amanhã o que precisa ser feito hoje.
Então, vamos em busca da vitória. Preocupe-se em cumprir o seu "serviço". Preocupe-se em quebrar o "serviço" de seu oponente. Concentre-se na hora do saque e no que fazer depois dele. Não mais que isso. Lembre-se: nesse instante o jogo está zero a zero. As demais informações só prejudicam sua caminhada rumo à vitória.
Eu respondi: "É a bola do 'match point', é claro!"
Ao que ele retrucou: "Não. É a bola do saque!"
Há alguns anos eu tive a oportunidade de assistir ao grande treinador Bernardinho, que na época já era um grande vencedor. Nessa palestra ele disse, entre tantas coisas, que o mais importante não é o dia da decisão, o dia da partida. O que faz um campeão, é naturalmente vencer no dia do jogo decisivo, mas ele chamou a atenção para todos os dias que antecedem a grande partida. Ou seja, todos os dias que treinamos e nos preparamos para vencer.
Um vencedor não é construído do dia para noite. Ele começa lá atrás, em um sonho que desejamos concretizar e quando tomamos uma atitude e começamos a nos preparar para conquistar nossa medalha. Um atleta, um profissional, um bom amigo, enfim, qualquer virtude que queremos materializar começa em uma construção: fundações, alicerce, pilares, vigas, paredes etc. Até que um dia surge a casa.
Pois bem, voltando à nossa partida de tênis, que na realidade trata do dia do jogo e não dos preparativos, existe uma ideia de persistência que precisa ser continuada.
Nos treinamentos, nos preparativos, nós não estamos jogando, estamos aperfeiçoamento, melhorando nossa técnica, estamos ganhando musculação, resistência. Estamos nos preparando para o dia da grande batalha.
No dia da nossa partida de tênis teremos que estar preparados fisicamente, mas principalmente mentalmente. A forma como a nossa mente conduz o corpo é o que nos leva à vitória ou para longe dela. É aí que entra essa estratégia. Existem várias posturas que tratam da visão holística e que nesse caso deveríamos enxergar mais ao longe ou em outra palavras, vencer a partida. Mas vencer uma partida de tênis, na realidade, é feita de pequenos fragmentos de ganhos. Já vi jogadores que se sentiram pressionados, quando o placar estava desfavorável e precisariam vencer vários games, sem poder perder nenhum e então perdem o necessário equilíbrio para conseguir atingir esse objetivo.
O tênis de campo proporciona uma abstração muito importante que precisa ser utilizada por todos nós em momentos de grande pressão e dificuldade. É a capacidade de se fixar no objetivo imediato. Qual a bola mais importante? A bola do saque... Por que?
Porque naquele instante o jogo está zero a zero. Ao ganhar aquele saque, começa um novo certame: o próximo saque. Se conseguirmos entender que precisamos ganhar aquele saque e depois o próximo e depois o próximo e assim por diante, fica mais fácil vencer a partida inteira.
Cristo já dizia algo a respeito, quando olhamos a vida inteira e todas as possibilidades que decorram do ato de viver. "Não vos preocupeis com o dia de amanhã."
Preocupe-se primeiro com o dia de hoje, concentre suas energias neste dia. Não sofra por antecipação. Mas também não deixe para amanhã o que precisa ser feito hoje.
Então, vamos em busca da vitória. Preocupe-se em cumprir o seu "serviço". Preocupe-se em quebrar o "serviço" de seu oponente. Concentre-se na hora do saque e no que fazer depois dele. Não mais que isso. Lembre-se: nesse instante o jogo está zero a zero. As demais informações só prejudicam sua caminhada rumo à vitória.
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