domingo, 5 de agosto de 2012
Viver da melhor forma possível...
"A maior homenagem que se pode fazer a alguém que morreu é voltar a viver da melhor forma possível..." Lya Luft 2011.
Concordo! E o que proporciona essa capacidade é justamente "viver da melhor forma possível" ao lado de quem em vida compartilha os derradeiros instantes de sua existência...
Ninguém carrega cartão de embarque, com data e hora marcada. Por isso, não espere para descobrir qual é o instante adequado. Lembre-se: na vida, tal qual no tênis, a bola mais importante é aquela que começa no saque.
Basta o abraço perfeito, a atenção oportuna e a compreensão necessária para proporcionar em nós a sensação de ser alguém especial. É incrível, mas o que se prega é justamente o simples bem de ser sincero. A sinceridade dos nossos atos diferenciam o mercenário de alguém que luta pelo que é seu. Assim, a vida nos mostra o que importa no mundo de verdades e mentiras com as quais lidamos todos os dias, sempre na emblemática luta de separar o joio do trigo, ou seja, quem vale a pena de quem será apenas um mero conhecido.
O casamento não se prende a papéis, não se engana com compromissos verbais, não se ampara na legalidade, nem mesmo em partilhar um espaço físico comum. Casamento é apenas comunhão. E comunhão é partilhar apenas uma coisa: a presença.
Cada um é capaz de carregar seus próprios compromissos de vida, suas dificuldades, suas doenças e suas limitações. Presença não é sacrifício, nem caridade, A presença permite amenizar justamente as dores das dificuldades, das doenças, das limitações e proporciona crescimento pessoal. É na presença que partilhamos vitórias, conquistas, confidencias e cumplicidades. Retira o sentimento de solidão e oferece a sensação de felicidade. É a presença que proporciona momentos e lembranças felizes.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
O que o casamento não é... Segundo ponto de vista
Quando estudamos Direito Constitucional aprendemos que algumas normas, em vez de configurarem um direito, são na verdade objetivos. Esses tipos de normas denominam-se programáticas. Caracterizam-se por ser um dever, uma obrigação futura do Estado, enfim, algo a ser alcançado, mas que ainda não existe plenamente.
No casamento, em sua cerimônia, ouve-se em um trecho do conhecido juramento, algo como: "serão um só corpo e um só espírito". É preciso entender que, igualmente nesse caso, trata-se de um objetivo a ser alcançado. Essa promessa é um norteador, um voto de fidelidade, no qual ambos se comprometem a chegar o mais próximo possível dessa visão futuro.
Para mim essa meta é inatingível pela própria natureza humana. Afinal, somos indivíduos, ou seja, indivisíveis e ao mesmo tempo únicos.
Fisicamente, ainda hoje, é impossível fundir dois cérebros em um só. Por isso, é importante ter clareza em como se deve buscar essa unidade. Pois algumas pessoas confundem ser um só com fazer tudo junto. Se você não consegue viver só, se você se acha incompleto e isso o incomoda. Pensa que o casamento pode resolver esse problema... Cuidado! Isso pode ser um indício de que ainda não está preparado para viver ao lado de outra pessoa...
Viver ao lado de outra pessoa é saber que existe o meu tempo, o seu tempo e o nosso tempo. E o respeito que deve existir a cada um desses tempos. Não existe um valor certo para cada um, mas as pessoas despreparadas considerarão algo perto de zero por centro ou algo próximo de cem por centro a distribuição adequada para o tempo a ser dedicado para o nosso tempo. Elas poderão dizer o contrário disso, mas o que importa, na verdade, é como pensa e como irão agir na realidade.
Não existe uma medida certa, mesmo porque isso pode variar todos os dias, bem como em algumas fases da vida. A analogia aqui é entender que precisamos dedicar algumas horas de nossas vidas ao trabalho para sobreviver financeiramente. Por outro lado, compreender que não vivemos para trabalhar. Ao contrário, trabalhamos para viver. Sendo assim, a arte de distribuir o nosso tempo é outro indicador de estar ou não preparado para fazer alguém feliz. Pense assim: não teremos todo o tempo do mundo para estar com nossos futuros filhos, mas é preciso estar nos momentos mais importantes, nos instantes em que ele mais precisar de nós e que nos poucos minutos em que estiverem juntos, que eles sejam produtivos, educadores e, principalmente, proporcionem felicidade. Com o cônjuge deverá acontecer o mesmo também.
Outro engano é achar que ser um só é pensar igual, da mesma forma, sempre e em todo lugar. Isso é outro engano! Ser um só corpo e um só espírito é procurar conciliar as decisões, é desenvolver a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, é a aplicação dos preceitos de trabalho em equipe. É saber o que é possível e o que é inviável. Inviável aqui, é no sentido de analisar a viabilidade de algum projeto de vida. Se vale o sacrifício. Saber qual o custo-benefício. Não é tornar tudo possível, afinal, tudo tem seu preço, então pondere se ele não será caro demais.
Viver juntos implica em abrir mão de muitos direitos e assumir uma série de deveres. Porém, é preciso ter consciência e certeza de que isso nos faz pessoas melhores e que essas escolhas não acarretam sofrimentos no futuro. É preciso ainda estar certo de que ser essa nova pessoa compartilhada com outra pessoa, faz ambos felizes.
Às vezes, as pessoas pensam que viver juntos é sinônimo de sofrimento. Sofrimento não alimenta amor algum. No entanto, vencer desafios juntos fortalece o espírito e consolida dentro de nós o conceito de união. São situações que aumentam a confiança que temos no outro. Por isso, avalie, por exemplo, a possibilidade de precisar cuidar de seu companheiro ou companheira durante uma grave enfermidade por um longo tempo, talvez a vida inteira. Se ser útil é gratificante. Se você se sente em condições de minimizar a dor do outro, se você se sente capaz de abraçar essa causa na perspectiva de uma vida inteira, isso dá a você grandes chances de ganhar um diploma para a vida a dois. Agora, não basta achar. Algumas pessoas imaginam ser capazes de completar os quarenta e tantos quilômetros de uma maratona sem jamais ter participado sequer de uma caminhada. Muito cuidado ao superestimar sua capacidade. Algumas decisões não tem volta e se assemelham figurativamente a saltar de um penhasco em um lago profundo. Pode-se desistir até antes do salto. Depois disso, não vai adiantar se arrepender...
Se você tem certeza que não vai dar conta do mergulho... É melhor nem saltar. Ou melhor, inscreva se na academia mais próxima e prepare-se.
No casamento nada está pronto, tudo que se refere ao casal ainda está por ser construído. A competência para construí-lo chamamos de vocação. Vocação, porque é necessário preparação para exercê-la e mais, a capacidade de continuar dentro dele até o fim.
Apesar de necessitar de construtores, há dois elementos que precisam estar prontos: as pessoas que irão compor esse casamento. É preciso entender que não se constroem indivíduos dentro do casamento. Esses precisam estar prontos. Dentro do casamento se constrói uma equipe.
Se você acha que seu corpo e mente ainda não estão preparados para as lutas e para a maratona da vida, conselho: não se case. Existe o tempo certo para cada coisa. Não colha o fruto muito verde, que ele não possa madurar depois. Nem enfrente desafios para os quais não esteja preparado. Se você está em estado gestacional para nascer ao casamento... Um parto antes do tempo pode ter as suas complicações e dificuldades de sobrevivência.
Antecipar a hora marcada é falta de assertividade e podem causar sofrimento e insucesso. Pense bem, não só em você, mas pense no sofrimento que poderá causar à pessoa que escolhe você, todas as vezes que você não quer escolhê-la. Nesse momento, você descobrirá que ainda não era hora nem lugar de fazer alguém feliz, logo, será hora e lugar para todos os outros sentimentos. Não deixe que os outros escolham os sentimentos diferentes de felicidade para essas horas. Casamento não é isso!
No casamento, em sua cerimônia, ouve-se em um trecho do conhecido juramento, algo como: "serão um só corpo e um só espírito". É preciso entender que, igualmente nesse caso, trata-se de um objetivo a ser alcançado. Essa promessa é um norteador, um voto de fidelidade, no qual ambos se comprometem a chegar o mais próximo possível dessa visão futuro.
Para mim essa meta é inatingível pela própria natureza humana. Afinal, somos indivíduos, ou seja, indivisíveis e ao mesmo tempo únicos.
Fisicamente, ainda hoje, é impossível fundir dois cérebros em um só. Por isso, é importante ter clareza em como se deve buscar essa unidade. Pois algumas pessoas confundem ser um só com fazer tudo junto. Se você não consegue viver só, se você se acha incompleto e isso o incomoda. Pensa que o casamento pode resolver esse problema... Cuidado! Isso pode ser um indício de que ainda não está preparado para viver ao lado de outra pessoa...
Viver ao lado de outra pessoa é saber que existe o meu tempo, o seu tempo e o nosso tempo. E o respeito que deve existir a cada um desses tempos. Não existe um valor certo para cada um, mas as pessoas despreparadas considerarão algo perto de zero por centro ou algo próximo de cem por centro a distribuição adequada para o tempo a ser dedicado para o nosso tempo. Elas poderão dizer o contrário disso, mas o que importa, na verdade, é como pensa e como irão agir na realidade.
Não existe uma medida certa, mesmo porque isso pode variar todos os dias, bem como em algumas fases da vida. A analogia aqui é entender que precisamos dedicar algumas horas de nossas vidas ao trabalho para sobreviver financeiramente. Por outro lado, compreender que não vivemos para trabalhar. Ao contrário, trabalhamos para viver. Sendo assim, a arte de distribuir o nosso tempo é outro indicador de estar ou não preparado para fazer alguém feliz. Pense assim: não teremos todo o tempo do mundo para estar com nossos futuros filhos, mas é preciso estar nos momentos mais importantes, nos instantes em que ele mais precisar de nós e que nos poucos minutos em que estiverem juntos, que eles sejam produtivos, educadores e, principalmente, proporcionem felicidade. Com o cônjuge deverá acontecer o mesmo também.
Outro engano é achar que ser um só é pensar igual, da mesma forma, sempre e em todo lugar. Isso é outro engano! Ser um só corpo e um só espírito é procurar conciliar as decisões, é desenvolver a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, é a aplicação dos preceitos de trabalho em equipe. É saber o que é possível e o que é inviável. Inviável aqui, é no sentido de analisar a viabilidade de algum projeto de vida. Se vale o sacrifício. Saber qual o custo-benefício. Não é tornar tudo possível, afinal, tudo tem seu preço, então pondere se ele não será caro demais.
Viver juntos implica em abrir mão de muitos direitos e assumir uma série de deveres. Porém, é preciso ter consciência e certeza de que isso nos faz pessoas melhores e que essas escolhas não acarretam sofrimentos no futuro. É preciso ainda estar certo de que ser essa nova pessoa compartilhada com outra pessoa, faz ambos felizes.
Às vezes, as pessoas pensam que viver juntos é sinônimo de sofrimento. Sofrimento não alimenta amor algum. No entanto, vencer desafios juntos fortalece o espírito e consolida dentro de nós o conceito de união. São situações que aumentam a confiança que temos no outro. Por isso, avalie, por exemplo, a possibilidade de precisar cuidar de seu companheiro ou companheira durante uma grave enfermidade por um longo tempo, talvez a vida inteira. Se ser útil é gratificante. Se você se sente em condições de minimizar a dor do outro, se você se sente capaz de abraçar essa causa na perspectiva de uma vida inteira, isso dá a você grandes chances de ganhar um diploma para a vida a dois. Agora, não basta achar. Algumas pessoas imaginam ser capazes de completar os quarenta e tantos quilômetros de uma maratona sem jamais ter participado sequer de uma caminhada. Muito cuidado ao superestimar sua capacidade. Algumas decisões não tem volta e se assemelham figurativamente a saltar de um penhasco em um lago profundo. Pode-se desistir até antes do salto. Depois disso, não vai adiantar se arrepender...
Se você tem certeza que não vai dar conta do mergulho... É melhor nem saltar. Ou melhor, inscreva se na academia mais próxima e prepare-se.
No casamento nada está pronto, tudo que se refere ao casal ainda está por ser construído. A competência para construí-lo chamamos de vocação. Vocação, porque é necessário preparação para exercê-la e mais, a capacidade de continuar dentro dele até o fim.
Apesar de necessitar de construtores, há dois elementos que precisam estar prontos: as pessoas que irão compor esse casamento. É preciso entender que não se constroem indivíduos dentro do casamento. Esses precisam estar prontos. Dentro do casamento se constrói uma equipe.
Se você acha que seu corpo e mente ainda não estão preparados para as lutas e para a maratona da vida, conselho: não se case. Existe o tempo certo para cada coisa. Não colha o fruto muito verde, que ele não possa madurar depois. Nem enfrente desafios para os quais não esteja preparado. Se você está em estado gestacional para nascer ao casamento... Um parto antes do tempo pode ter as suas complicações e dificuldades de sobrevivência.
Antecipar a hora marcada é falta de assertividade e podem causar sofrimento e insucesso. Pense bem, não só em você, mas pense no sofrimento que poderá causar à pessoa que escolhe você, todas as vezes que você não quer escolhê-la. Nesse momento, você descobrirá que ainda não era hora nem lugar de fazer alguém feliz, logo, será hora e lugar para todos os outros sentimentos. Não deixe que os outros escolham os sentimentos diferentes de felicidade para essas horas. Casamento não é isso!
terça-feira, 31 de julho de 2012
O que o casamento não é... Primeiro ponto de vista
Canso de ver casais em que um dos companheiros ou mesmo ambos, independente de ser homem ou mulher, quando solteiros parecem ser mais amigos e mais compreensivos. Porém, depois que passam a conviver sob o mesmo teto parecem querer assumir o papel de guardião da educação e das boas maneiras. Parecem incorporar a missão de pai ou mãe do outro. Casamento não é isso...
Existem outros casos em que o cônjuge parece querer competir com o outro. Então, tudo passa a ser objeto de discórdia, de cobrança e de submissão. Casamento não é isso também...
As pessoas mudam com o tempo e normalmente procuram melhorar. E muitas pessoas podem nos auxiliar ou mesmo conduzir-nos nesse crescimento. O problema é a maneira como as pessoas fazem isso. Alguns se comportam como verdadeiros educadores, outros, no entanto, são repressores. A verdade é que em vez de termos um cúmplice, passamos a dormir junto com um tribunal da inquisição, a julgar nossos atos todos os dias, todas vezes, em todas as decisões. A vida passa a não ter sentido, pois não queremos mais nos expor para não errar. É então que o casamento deixa de ser casamento e passa a ser uma convivência solitária. Não há diálogo, pois tudo que disser pode ser usado contra você. Não existem mais caminhadas, pois se chover, terá sido uma escolha inadequada. Se fizer sol, alguém foi culpado pelas queimaduras.
Quando tristes ou decepcionados, desabafamos, muitas vezes, não porque precisamos de conselhos. Nesses momentos, queremos apenas ser ouvidos e compreendidos. Quem nos ouve precisa saber diferenciar uma possível falta de empenho ou mesmo negligência nas decisões tomadas de uma atitude que foi a melhor das intenções, de uma escolha que foi a menos dolorosa, menos amarga. Afinal, nem sempre somos agraciados com vitórias. A vida não é assim. Não importa se você faria melhor. Seja empático e entenda o que o outro sente.
Parece difícil, mas casar-se é aprender distinguir a hora certa para um puxão de orelha do instante de um abraço. Isso é saber amar na medida necessária. Pois apesar de um abraço não ter limites, um puxão de orelha precisa ser apenas suficiente na força e no tempo. E não esquecer a vida é feita de bons momentos que podemos proporcionar ao outro e não de cobranças.
Lembre-se que o tempo dos nossos pais se acabaram. Ninguém se casa com um novo pai ou com uma nova mãe. Casamento não é adoção. Ninguém veio continuar o lar anterior e sim, formar uma nova família. Agora, isso não quer dizer que no instante que saímos de casa já estamos completos e terminados para a vida. Ao contrário, iremos descobrir que o aprendizado jamais termina, pelo menos para quem tem consciência desse fato: o desenvolvimento pessoal só termina com a morte.
Não se esqueça que ninguém veio para ser melhor que o outro, apenas queremos crescer juntos e desenvolver o mundo à nossa volta; educar nossos filhos e todos que fazem parte do nosso círculo de amizades, aprendendo e ensinando todos os dias.
No casamento, ser um só corpo e um só espírito é buscar o conhecimento de quem é o outro, melhor compreendê-lo e fazer dele alguém que ele precisa ser. E que nesse mergulho na personalidade do outro nós possamos auxiliá-lo a realizar esse ideal de pessoa, para que se ajuste ao que ele quer ser.
Amar é aceitar o outro como ele é. Amar é querer ser uma pessoa cada vez melhor, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Amar é tornar-se a melhor pessoa para o outro, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Enfim, "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
Existem outros casos em que o cônjuge parece querer competir com o outro. Então, tudo passa a ser objeto de discórdia, de cobrança e de submissão. Casamento não é isso também...
As pessoas mudam com o tempo e normalmente procuram melhorar. E muitas pessoas podem nos auxiliar ou mesmo conduzir-nos nesse crescimento. O problema é a maneira como as pessoas fazem isso. Alguns se comportam como verdadeiros educadores, outros, no entanto, são repressores. A verdade é que em vez de termos um cúmplice, passamos a dormir junto com um tribunal da inquisição, a julgar nossos atos todos os dias, todas vezes, em todas as decisões. A vida passa a não ter sentido, pois não queremos mais nos expor para não errar. É então que o casamento deixa de ser casamento e passa a ser uma convivência solitária. Não há diálogo, pois tudo que disser pode ser usado contra você. Não existem mais caminhadas, pois se chover, terá sido uma escolha inadequada. Se fizer sol, alguém foi culpado pelas queimaduras.
Quando tristes ou decepcionados, desabafamos, muitas vezes, não porque precisamos de conselhos. Nesses momentos, queremos apenas ser ouvidos e compreendidos. Quem nos ouve precisa saber diferenciar uma possível falta de empenho ou mesmo negligência nas decisões tomadas de uma atitude que foi a melhor das intenções, de uma escolha que foi a menos dolorosa, menos amarga. Afinal, nem sempre somos agraciados com vitórias. A vida não é assim. Não importa se você faria melhor. Seja empático e entenda o que o outro sente.
Parece difícil, mas casar-se é aprender distinguir a hora certa para um puxão de orelha do instante de um abraço. Isso é saber amar na medida necessária. Pois apesar de um abraço não ter limites, um puxão de orelha precisa ser apenas suficiente na força e no tempo. E não esquecer a vida é feita de bons momentos que podemos proporcionar ao outro e não de cobranças.
Lembre-se que o tempo dos nossos pais se acabaram. Ninguém se casa com um novo pai ou com uma nova mãe. Casamento não é adoção. Ninguém veio continuar o lar anterior e sim, formar uma nova família. Agora, isso não quer dizer que no instante que saímos de casa já estamos completos e terminados para a vida. Ao contrário, iremos descobrir que o aprendizado jamais termina, pelo menos para quem tem consciência desse fato: o desenvolvimento pessoal só termina com a morte.
Não se esqueça que ninguém veio para ser melhor que o outro, apenas queremos crescer juntos e desenvolver o mundo à nossa volta; educar nossos filhos e todos que fazem parte do nosso círculo de amizades, aprendendo e ensinando todos os dias.
No casamento, ser um só corpo e um só espírito é buscar o conhecimento de quem é o outro, melhor compreendê-lo e fazer dele alguém que ele precisa ser. E que nesse mergulho na personalidade do outro nós possamos auxiliá-lo a realizar esse ideal de pessoa, para que se ajuste ao que ele quer ser.
Amar é aceitar o outro como ele é. Amar é querer ser uma pessoa cada vez melhor, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Amar é tornar-se a melhor pessoa para o outro, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Enfim, "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Viver e morrer todos os dias...

Acho que já vivi e já morri tantas e tantas vezes nesta vida que até me considero imortal. Mais próximo de um teimoso suicida, rejeitado até pela morte, ao mesmo tempo em que nem a vida me acolhe, e mesmo assim, aceita e receita a vontade de viver, mesmo que seja renascendo todas as vezes, recomeçando tudo de novo, até quem sabe um dia aprender a fazer a coisa certa.
Saber o certo é como recolher números para jogar na loteria. Só se sabe dos acertos depois do sorteio, quando então é tarde demais.
A vida toda é uma loteria, em que a pior aposta é a que deixamos de fazer em nós mesmos e fazemos nos outros, ou melhor, fazemos para os outros. Se eles vão ganhar ou não, pouco se sabe. O certo é que nós perdemos sempre, mesmo que mintam, dizendo que o altruísmo tem um valor inestimável, que nenhum prêmio irá compensar. E eu, ainda sou sonhador, quero permanecer iludido, e pensar que tudo valeu a pena.
O que maltrata não é morrer um pouco a cada dia, mas ter que se submeter aos purgatórios de nossas decisões de fenecer lentamente nessa ínfima existência.
A juventude é a hora em que mais ouvimos e seguimos "conselhos sensatos" e talvez fosse o melhor momento para ser insano. Por isso, não seguro ninguém que esteja perseguindo um sonho, ainda que de antemão eu vislumbre uma possível desilusão. Mas como tudo nos leva ao purgatório, que mal há em saborear a degustação que antecede a desilusão? Esse momento, sim, possivelmente, é a que mais se aproxima da sensação de felicidade. E por mais que sejamos predestinados a essa amarga sina (do engano), que mais parece uma maldição, ainda assim, é o melhor caminho para se tornar indestrutível, tal qual, uma fênix.
Ser fênix é o exercício de "virar a mesa" todas as vezes que for preciso, na hora certa, com as pessoas certas, com a racionalidade possível e intensidade sentimental adequada.
Não saber os números premiados não é motivo para não apostar. Jogue sempre, para que não pensem pelos seus pensamentos, para que não façam prognósticos que são unicamente seus e que jamais decidam a sua vida. Só existe uma pessoa capaz de viver as suas alegrias e suas tristezas. Contudo, parece que todos acham que têm a capacidade de saber o que é melhor para as pessoas e, por isso, se sentem no direito de fazer escolhas por elas, ainda que, suas consequências eles não possam vivê-las.
Se todas as opções já foram malfeitas, ainda resta uma alternativa para quem ainda vive: as próximas decisões: tome você mesmo.
No filme Batman, a Mulher Gata persegue algo denominado "ficha limpa". Não é tão simples limpar nosso passado indesejável de arquivos colocados no mundo, mas é preciso aprender a limpar arquivos justamente no lugar em que isso é possível: dentro de nós. O que parece ser difícil é, na verdade, o único lugar em que temos plenos poderes de fazer as nossas vontades.
Pode parecer tarde, mas tenha certeza que não é. Quando se abandona a rotina, enxerga-se que "cada dia é um recomeço", uma nova luta, uma nova missão e um mundo a ser desbravado, conquistado, no qual somos eternos aprendizes de uma uma nova lição.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
A síndrome dos cinquenta e tantos...
Vi o texto "A síndrome dos vinte e tantos", cujo(a) autor(a) procurei e não encontrei. Fica a minha reflexão sobre algum tempo a mais, depois dos vinte...
Engraçado! A sensação dos 50 anos é a mesma. Sinto que aos 20 a adolescência começa a fugir e as marcas da maturidade começam a vestir a nossa pele. Mas o ingresso nessa nova era é como um túnel que não tem fim, só a adolescência que vai ficando lá para trás. Todos os dias serão de exercícios, de aperfeiçoamentos. De entender e relevar com inteligência as falhas dos outros e também as nossas, afinal continuamos humanos, de carne e osso. A vida vai testar nossa capacidade de perdoar e aceitar os erros. Em um dado momento podemos achar que a dor diminuiu, quando na verdade começamos a ficar mais resistentes a ela, estamos mais preparados para os golpes da mesma forma como vibramos quando estamos felizes. É quando maximizamos oportunidades e evitamos desperdícios. Descobrimos que é possível construir um mundo mais limpo e mais justo apenas com pequenas atitudes, como orar por nossos amigos e também pelo restante do mundo. Ao olhar para trás e pensar que tudo valeu a pena, essa será a diferença.
Para a galera de 20 e poucos anos…
A Síndrome dos vinte e tantos
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!
A Síndrome dos vinte e tantos
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!
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