Li certa vez que ajudar a borboleta a sair do casulo é um erro. Suas asas só se abrem plenamente durante o ritual de se desprender da sua casca na qual sofreu o processo de metamorfose.
Então, no caso, ajudá-la a se desvencilhar e poupar o seu esforço, poderá determinar uma má formação. Ou seja, esse pequeno auxílio trará prejuízos irreversíveis à sua possibilidade de voar.
Por analogia, vejo que a vida moderna é cheia dessas facilidades e fica difícil distinguir o que está retirando as pessoas de seu casulo e causando danos à sua capacidade de enfrentar o mundo, daquilo que realmente seria uma ajuda necessária para oferecer uma vida melhor.
sábado, 29 de julho de 2017
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Comportamento - II
O apego é a fonte de tristezas e decepções.
Mas existe uma confusão entre desapego e descaso.
Uma analogia não muito boa, mas que tem o mesmo sentido é compará-lo com a caridade.
Caridade nos leva a fazer pelo outro aquilo que não queremos para nós, melhor dizendo, é uma condição na qual não queremos estar: a de precisar de caridade.
Então, desapego é o amor incondicional, amamos sem precisar ser amados, sem reciprocidade, sem gratidão.
Apesar de precisarmos ser amados, é mais importante saber amar.
Principalmente, saber amar a si mesmo para então amar o outro.
Amar sem querer nada em troca.
Mas existe uma confusão entre desapego e descaso.
Uma analogia não muito boa, mas que tem o mesmo sentido é compará-lo com a caridade.
Caridade nos leva a fazer pelo outro aquilo que não queremos para nós, melhor dizendo, é uma condição na qual não queremos estar: a de precisar de caridade.
Então, desapego é o amor incondicional, amamos sem precisar ser amados, sem reciprocidade, sem gratidão.
Apesar de precisarmos ser amados, é mais importante saber amar.
Principalmente, saber amar a si mesmo para então amar o outro.
Amar sem querer nada em troca.
sábado, 22 de julho de 2017
Comportamento - I
Nos anos 80 havia na minha cidade um serviço telefônico denominado "disque-amizade", que antecedia os futuros "chats" na internet. As pessoas discavam para um número telefônico (acho que era 145) e o serviço colocava-os em uma "sala de bate-papo". À época foi um excelente exercício fonoaudiológico, assim como tempos depois, os "chats" para mim, ao contrário da maioria, seria um local importante para aprimorar minha redação.
O que existe de importante em toda essa história é o fato de, há algumas semanas, eu assinar um plano de celular que tem uma característica peculiar: "ligações ilimitadas para qualquer operadora em qualquer lugar do país".
Com isso, enfim chegou uma promessa dos anos 90: baixo custo das ligações. Diziam que a manutenção da infraestrutura para telefonia móvel seria muito menor que a telefonia fixa, que também à época era analógica.
Enfim, minhas façanhas no 145 terminaram em uma conta exorbitante em um determinado mês. Desde então raramente fazia minhas incursões no mundo da voz.
Hoje, posso falar o tempo que quiser para qualquer lugar do país. Não existe mais a ligação interurbana. Perde o sentido inserir o código da operadora de longa distância.
O celular virou "smartphone". Até serve para telefonar, no entanto, o que mais queremos é ter acesso a internet. Ah! Essa ainda têm uma limitação de uso, uma cota e a maioria não liga mais, deixa um recado no WhatsApp. A gente não houve mais a voz das pessoas ocupadas e os recados nem precisam vir bem escritos. Na verdade, quanto mais resumido, abreviado, melhor.
Troquei minha face por um "smile". Não peço autógrafos, tiro "self".
O que existe de importante em toda essa história é o fato de, há algumas semanas, eu assinar um plano de celular que tem uma característica peculiar: "ligações ilimitadas para qualquer operadora em qualquer lugar do país".
Com isso, enfim chegou uma promessa dos anos 90: baixo custo das ligações. Diziam que a manutenção da infraestrutura para telefonia móvel seria muito menor que a telefonia fixa, que também à época era analógica.
Enfim, minhas façanhas no 145 terminaram em uma conta exorbitante em um determinado mês. Desde então raramente fazia minhas incursões no mundo da voz.
Hoje, posso falar o tempo que quiser para qualquer lugar do país. Não existe mais a ligação interurbana. Perde o sentido inserir o código da operadora de longa distância.
O celular virou "smartphone". Até serve para telefonar, no entanto, o que mais queremos é ter acesso a internet. Ah! Essa ainda têm uma limitação de uso, uma cota e a maioria não liga mais, deixa um recado no WhatsApp. A gente não houve mais a voz das pessoas ocupadas e os recados nem precisam vir bem escritos. Na verdade, quanto mais resumido, abreviado, melhor.
Troquei minha face por um "smile". Não peço autógrafos, tiro "self".
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Maturidade - XVI
A maturidade nos leva a compreender que nossa vida pessoal precisa da mesma atenção que oferecemos à vida profissional.
Ou seja, a mesma firmeza com que determinamos nossas ações profissionais precisam também ser dedicadas carinhosamente à vida pessoal.
Isso, sem contar que somos filhos, pais, estudantes e amigos...
Somos a mesma pessoa atuando em mundos paralelos inter-relacionados ou não, com as mesmas necessidades e as mesmas limitações.
É claro, não há tempo, nem recurso para tudo, só que às vezes nos esquecemos de minimamente reparti-los.
Não esqueça a sua relevância para um seleto grupo de pessoas.
Você está entre as pessoas que realmente importam.
Ou seja, a mesma firmeza com que determinamos nossas ações profissionais precisam também ser dedicadas carinhosamente à vida pessoal.
Isso, sem contar que somos filhos, pais, estudantes e amigos...
Somos a mesma pessoa atuando em mundos paralelos inter-relacionados ou não, com as mesmas necessidades e as mesmas limitações.
É claro, não há tempo, nem recurso para tudo, só que às vezes nos esquecemos de minimamente reparti-los.
Não esqueça a sua relevância para um seleto grupo de pessoas.
Você está entre as pessoas que realmente importam.
sábado, 15 de julho de 2017
O meu melhor - I
O futuro é uma colcha de retalhos, em que a sua vontade é apenas um quadradinho minúsculo.
A sua maneira de pensar não combina com as cores que estão colocadas, mas é o pedaço que resta para completar o desenho.
Mesmo que o meu espaço seja o melhor de todos, nada disso importa. Será sempre uma colcha de retalhos...
Pouco importa ser harmônico, se não existe amor no trabalho que produzi.
Vale a pena apenas o que foi de acordo com os meus princípios, meus valores e minha consciência.
Tentei agradar, sem me desagradar.
Tentei melhorar, sem me prejudicar.
Tentei fazer sorrir, sem me entristecer.
Tentei fazer feliz, sem ser infeliz.
Eu fiz o meu melhor.
A sua maneira de pensar não combina com as cores que estão colocadas, mas é o pedaço que resta para completar o desenho.
Mesmo que o meu espaço seja o melhor de todos, nada disso importa. Será sempre uma colcha de retalhos...
Pouco importa ser harmônico, se não existe amor no trabalho que produzi.
Vale a pena apenas o que foi de acordo com os meus princípios, meus valores e minha consciência.
Tentei agradar, sem me desagradar.
Tentei melhorar, sem me prejudicar.
Tentei fazer sorrir, sem me entristecer.
Tentei fazer feliz, sem ser infeliz.
Eu fiz o meu melhor.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Maturidade - XV
Maturidade é um objetivo, uma finalidade...
Contraditoriamente é um começo e sempre um recomeço de vida...
Estaremos sempre revendo os passos.
Questionando atitudes e refazendo decisões.
Reconstruindo caminhos e amizades.
Um gerundismo que não tem fim.
Significa apenas ser melhor que ontem, porém ainda muito longe da perfeição...
Não quer dizer que não tenha valido a pena e que não se deva prosseguir na empreitada.
Maturidade é aprender a viver a vida...
Contraditoriamente é um começo e sempre um recomeço de vida...
Estaremos sempre revendo os passos.
Questionando atitudes e refazendo decisões.
Reconstruindo caminhos e amizades.
Um gerundismo que não tem fim.
Significa apenas ser melhor que ontem, porém ainda muito longe da perfeição...
Não quer dizer que não tenha valido a pena e que não se deva prosseguir na empreitada.
Maturidade é aprender a viver a vida...
sábado, 8 de julho de 2017
Maturidade - XIV
A maturidade pode até reduzir sua ansiedade, melhorar a sua racionalidade de maneira a equilibrar o gasto de sua energia com os problemas.
Você maximiza seus esforços e até compreende que problemas são essências do ser humano, da mesma forma que braços, pernas, pensamentos, cheiro, família e sorriso. Alguns não têm, outros mais, outros menos.
Você melhora sua atitude e sai em busca das demais competências necessárias.
Mas a maturidade não reduz a sua tristeza, nem indica que você está em uma zona de conforto. Você compreende, mas não aceita. Você busca a paz, mas a partir de então não deixa mais de enfrentar suas próprias batalhas.
Você maximiza seus esforços e até compreende que problemas são essências do ser humano, da mesma forma que braços, pernas, pensamentos, cheiro, família e sorriso. Alguns não têm, outros mais, outros menos.
Você melhora sua atitude e sai em busca das demais competências necessárias.
Mas a maturidade não reduz a sua tristeza, nem indica que você está em uma zona de conforto. Você compreende, mas não aceita. Você busca a paz, mas a partir de então não deixa mais de enfrentar suas próprias batalhas.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Maturidade - XIII
Às vezes, temos vergonha, somos preconceituosos, orgulhosos e saímos de nós para assumir o papel.
Como se a vida fosse uma peça teatral, na qual se vive a intenção do seu patrão, da sua igreja, dos seus amigos, do mercado, da sua sociedade...
Quem somos nós, afinal de contas?
Será que existe algum minuto em que nos despimos do ator e nos deparamos com a nossa própria nudez?
Maturidade é permanecer diante de si mesmo, mesmo na condição de ator. É ser dono de suas próprias decisões.
Como se a vida fosse uma peça teatral, na qual se vive a intenção do seu patrão, da sua igreja, dos seus amigos, do mercado, da sua sociedade...
Quem somos nós, afinal de contas?
Será que existe algum minuto em que nos despimos do ator e nos deparamos com a nossa própria nudez?
Maturidade é permanecer diante de si mesmo, mesmo na condição de ator. É ser dono de suas próprias decisões.
sábado, 1 de julho de 2017
Maturidade - XII
Correr riscos faz parte de viver.
Cometer pequenos erros também.
Evita-se cometer grandes erros, porém nem sempre isso é evitável.
Normalmente os grandes erros estão por trás dos grandes riscos.
Erros oriundos de grandes incertezas são inaceitáveis.
O problema não está nos grandes erros, e, sim, na nossa incapacidade de lidar com suas consequências.
Maturidade é ousar correr riscos e enfrentar a máxima serenidade possível as consequências de se aventurar nos perigos necessários dessa vida.
Cometer pequenos erros também.
Evita-se cometer grandes erros, porém nem sempre isso é evitável.
Normalmente os grandes erros estão por trás dos grandes riscos.
Erros oriundos de grandes incertezas são inaceitáveis.
O problema não está nos grandes erros, e, sim, na nossa incapacidade de lidar com suas consequências.
Maturidade é ousar correr riscos e enfrentar a máxima serenidade possível as consequências de se aventurar nos perigos necessários dessa vida.
Perigos necessários são nossas missões inevitáveis que podemos protelar até que seja possível enfrentá-los com certa racionalidade e estimativa.
É como o primeiro dia que seu primeiro filho vai sair de casa sozinho.
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