quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Comportamento - III

Ser doméstica é uma profissão tão digna quanto ser médica.

O problema reside no reconhecimento, na valorização. Ou igual ao que diziam antigamente: "o trabalho dignifica o Homem, o que avilta é o salário".

É comum a valorização da profissão que ofereça maior retorno do salário aplicado, que existam poucos com tal especialização e, é claro, sejam igualmente necessários. Ou ainda, são valorizados aqueles dispostos a fazer algo julgado importante ou interessante e que poucas pessoas fariam.
Sei lá quantos outros motivos que valorizam mais um profissional que outro.

Mas isso não é a regra, a maioria das profissões é comum. O que não exige conhecimento, exige força, importância, riscos, habilidade e outras tantas virtudes, que normalmente não estão concentradas em uma pessoa somente.

A questão não é a valorização, mas a diferença de valorização que é dada.
Por que o trabalho de uns custa tão caro e outras custa tão barato?
Por que alguns têm muito mais direitos, enquanto outros não tem quase nada?


Sempre haverá uma diferença, mas que ela não seja grande, que seja justa e que esse reconhecimento proporcione dignidade.

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