Um dia pensei que passaria a viver a vida, depois que me aposentasse.
Quando comecei a trabalhar descobri que poderia viver trinta dias por ano.
Até que então, passados alguns anos, pensei que deveria viver ao menos dois dias por semana, também.
Depois que o tempo passou tanto, achei que era chegada a hora de fazer muito mais e assim viver um pouco todos os finais de dias.
Então, eu decidi que poderia trabalhar em coisas nas quais gostava mais...
É preciso agora saber separar o que é bom do que é ruim, o que não é tão simples de enxergar.
Preciso diferenciar o que é de curto prazo e organizá-lo separado dos objetivos de médio e longo prazo.
Preciso compreender melhor o que é desperdício, daquilo que efetivamente me faz viver.
São coisas simples, mas ao que parece, a nossa visão só melhora com o passar dos anos. A gente só começa a escutar quando deixa de falar muito e passa a prestar mais atenção. Então, o silêncio não é mais ausência. Ela tem sua mensagem, que só se compreende com após estudar muito na escola da vida.
O tempo que me resta eu preciso gastá-lo e poupá-lo como fazemos com outros recursos como o dinheiro: pegamos uma terça parte para viver o hoje, uma terça parte para viver as próximas semanas e a última terça parte para os próximos anos. Quantos anos? Não sei, mas não importa muito.
Passamos a entender melhor o que é sincero, o que é verdadeiro e o que realmente vale a pena.
E o mais importante é saber que errar faz parte do ser humano, tanto quanto o pecado, a poeira e o tempo que recai sobre nós. A ideia é não ficar mergulhado na lama e manter uma profilaxia contínua.
É importante manter os exercícios para não atrofiar a musculatura, ficar sempre em atividade. Contudo, mais importante ainda é fazer com que se mantenha o nosso cérebro na academia todo o tempo. Pois, mais importante que o corpo é a musculatura da mente, na qual reside o seu "EU" verdadeiro.
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Como construir as nossas metas...
Para que algo seja chamado de meta é preciso ter objetivo, indicador de desempenho e prazo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
O "jeitinho" brasileiro... Ou não?
Quando viajamos acentuam-se as diferenças culturais, de um lado o povo brasileiro que necessita de jogo de cintura e vivenciar constantemente situações informais e de outro um povo que aprendeu a obedecer regras nos menores detalhes.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A fidelidade, a lealdade e a liberdade...
Na fidelidade alguém te segue, obediente às regras que tu estabeleceres... Sujeita-se a tornar-se escravo de tuas determinações. Tu te tornas dono de uma parte de alguém e manda sem ao menos ser parte dela.
Na lealdade alguém te seguirá sem regras impostas. E te aceita apenas porque encontrou em ti as virtudes que admira e respeita. E irá te deixar se não mais encontrá-las. Na lealdade quem te segue é livre para escolher o seu próprio caminho e fazer o seu destino. Nela, ninguém é dono de ninguém.
O casamento não torna dois seres uma só carne e um só espírito. Por mais que se comprometam, ainda continuarão a ser duas pessoas, cada um com seus próprios pensamentos, cada um vivendo sua própria vida, mesmo que compartilhada ao extremo.
E por ser muitos casamentos calcados nessa sujeição ao outro, são os que mais se apresentam como uma prisão, uma aparente restrição de liberdade, quando deveria ser o contrário.
Em muitos casos, a fidelidade pode dar essa sensação de cárcere, mas é importante ressaltar que ela não está atrelada à fidelidade ou à lealdade. A liberdade se encontra dentro de cada um, na forma como cada indivíduo aceita as suas restrições ou limitações e como se posiciona diante de suas opções. Ser livre é ter o poder de fazer escolhas. Ao optar de coração pela fidelidade, esta pessoa estará exercitando a sua vocação para a liberdade...
Mesmo assim, é sempre perigoso falar de nossas escolhas enquanto se é jovem, porque quando ainda somos inexperientes, somos facilmente iludidos e manipulados pelo idealismo que o mundo prega. Somente o tempo será capaz de dizer se erraremos ou acertaremos em muitas de nossas decisões.
Certas coisas não se aprendem academicamente. Só então, nosso julgamento nos dará conta, se um dia fomos efetivamente livres ou não. E quando esse dia chegar, importará muito pouco se erramos. O que realmente importará será o quanto fomos felizes ao viver as decisões que tomamos de bom grado...
Na lealdade alguém te seguirá sem regras impostas. E te aceita apenas porque encontrou em ti as virtudes que admira e respeita. E irá te deixar se não mais encontrá-las. Na lealdade quem te segue é livre para escolher o seu próprio caminho e fazer o seu destino. Nela, ninguém é dono de ninguém.
O casamento não torna dois seres uma só carne e um só espírito. Por mais que se comprometam, ainda continuarão a ser duas pessoas, cada um com seus próprios pensamentos, cada um vivendo sua própria vida, mesmo que compartilhada ao extremo.
E por ser muitos casamentos calcados nessa sujeição ao outro, são os que mais se apresentam como uma prisão, uma aparente restrição de liberdade, quando deveria ser o contrário.
Em muitos casos, a fidelidade pode dar essa sensação de cárcere, mas é importante ressaltar que ela não está atrelada à fidelidade ou à lealdade. A liberdade se encontra dentro de cada um, na forma como cada indivíduo aceita as suas restrições ou limitações e como se posiciona diante de suas opções. Ser livre é ter o poder de fazer escolhas. Ao optar de coração pela fidelidade, esta pessoa estará exercitando a sua vocação para a liberdade...
Mesmo assim, é sempre perigoso falar de nossas escolhas enquanto se é jovem, porque quando ainda somos inexperientes, somos facilmente iludidos e manipulados pelo idealismo que o mundo prega. Somente o tempo será capaz de dizer se erraremos ou acertaremos em muitas de nossas decisões.
Certas coisas não se aprendem academicamente. Só então, nosso julgamento nos dará conta, se um dia fomos efetivamente livres ou não. E quando esse dia chegar, importará muito pouco se erramos. O que realmente importará será o quanto fomos felizes ao viver as decisões que tomamos de bom grado...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Entre a legalidade e a moralidade...
Outro dia, em uma longa fila no teatro, eu tentava adquirir ingressos para o espetáculo da Zizi Possi. Eis que uma moça bonita, bem vestida e em plena saúde passou à frente de todos, como que "furando fila". Ao passar de volta e ser questionada, ela disse estar grávida.
Não é necessário um exame laboratorial para comprovar a gravidez, ainda que ela não apresentasse a mínima barriga e mesmo que esse país ainda utilize muito a lei de Gerson.
Outro dia, em um transporte coletivo, um portador de necessidades especiais não foi autorizado a utilizar o ônibus gratuitamente, porque não tinha um tal de "passe livre"... Apesar de visivelmente perceber que ele tinha uma deficiência física, o motorista disse que sem o tal passe livre, o portador de necessidades especiais não poderia usufruir do seu direito.
Eu ainda não aprendi a perceber a diferença entre situações que acho tão iguais...
Não é necessário um exame laboratorial para comprovar a gravidez, ainda que ela não apresentasse a mínima barriga e mesmo que esse país ainda utilize muito a lei de Gerson.
Outro dia, em um transporte coletivo, um portador de necessidades especiais não foi autorizado a utilizar o ônibus gratuitamente, porque não tinha um tal de "passe livre"... Apesar de visivelmente perceber que ele tinha uma deficiência física, o motorista disse que sem o tal passe livre, o portador de necessidades especiais não poderia usufruir do seu direito.
Eu ainda não aprendi a perceber a diferença entre situações que acho tão iguais...
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