quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como usar a Internet para aprender inglês...

Depois do lastimoso resultado no concurso para o Senado, resolvi exercitar melhor o meu inglês. Resolvi ler um artigo em língua inglesa todos os dias para ajudar a melhorar o meu vocabulário.
Objetivo determinado, escolhi a internet como ferramenta para essa ação (é óbvio que eu escolheria a internet...). Dentre várias possibilidades, resolvi consultar o The New York Times (http://www.nytimes.com/), que além de ter uma série de assuntos da atualidade, também está na preferência das bancas examinadoras.
Na primeira reportagem que escolhi - selecionei uma reportagem completa - e comecei a fazer a leitura. Logicamente, algumas palavras, para não dizer muitas, estavam fora do meu entendimento. Meu inglês não é ruim, porém, é um inglês basicamente técnico de informática e parece que nesse caso, esses termos técnicos não mudam jamais e fica fácil interpretar um manual, porém, só permite uma vaga ideia sobre o conteúdo de uma notícia. Ou seja, esse inglês não sobrevive a textos, por exemplo, da literatura inglesa.
Para começar a traduzir o que estava obscuro, efetuei um duplo clique na primeira palavra desconhecida. O propósito era copiá-la e utilizá-la no Google Tradutor. E eis que para minha surpresa, surge um balão com uma interrogação sobre a palavra selecionada. O que seria aquilo? Sem dúvida alguma cliquei sobre o misterioso balão e... para minha surpresa, abriu-se em uma nova janela um dicionário explicando exatamente a palavra que selecionei. E, é claro, o que é melhor, em inglês. A contextualização da palavra feita em inglês. Adeus ao pesado dicionário em papel. Viva o dicionário ecologicamente melhor!
Pois bem, parte dos meus problemas resolvidos e uma grande missão pela frente... Nem tudo pode ser tão perfeito. Faltou ler algumas entrelinhas (em inglês) e lá pelo décimo primeiro dia tudo isso parou e surge uma mensagem dizendo que eu teria direito a leitura de apenas dez artigos mensais. Pois bem, por mais noventa e nove "cents" poderia ter livre acesso por umas quatro semanas. Mas depois disso passaria para mais ou menos três dólares e setenta e cinco centavos por semana. Não deixa de ser um bom preço para uma excelente ferramenta de apoio ao aprendizado de inglês.
Como o acesso é por IP durante dez dias tenho acessado do trabalho e outros dez dias de casa. Com isso dá ainda para economizar algum dinheiro e ficar dez dias descansando ou visitar outros endereços como o The Economist ou Times.
Boa leitura!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Como tomar decisões corretas...


Há quase um ano no Islands of Adventure, em Orlando, eu me vi frente a frente com aquela montanha russa dos meus sonhos: "The Incredible Hulk Coaster". Eu viajei de tão longe, depois de quase meio século e fiquei pensando que poderia ou não enfrentá-la... Para os jovens isso é fácil, mas isso não funciona assim para todo mundo... De qualquer forma, eu sabia que era meu dever pessoal pegar a fila, subir e sentir a emoção de fazer parte dessa aventura.
Às vezes tenho um sentimento igual a esse cada vez que mudo de cidade, mudo de trabalho, até mesmo em relação ao amor. As coisas acontecem mais ou menos assim: raramente acontecerá um desastre, uma fatalidade e a aventura poderá ser tão curta, passageira e, no entanto, será tão maravilhosa...
Assim são as tomadas de decisão em nossas vidas. Contudo, os medos envolvidos são um pouco diferentes. É a preocupação de não saber se estamos tomando a melhor decisão. Mesmo assim, depois de algum tempo percebe-se que o que torna uma decisão certa ou errada é quando se usa a razão sem temperar com o coração e depois disso a decisão sobre a direção para onde devemos jogar o nosso foco de luz. Não podemos ficar a iluminar o que ficou no passado, é preciso aproveita melhor essa energia. É preciso decidir pelo que gostamos e nos faz bem. O que vai nos conduzir ao sucesso é a maneira como conduzimos a nossa decisão. Ela é apenas o primeiro passo. Tudo que segue adiante é que vai transformá-la em sucesso. É preciso fazer acontecer e transformar nosso caminho todos os dias. Plantar flores onde não existam, regar os locais em que seja necessário e pintar as calçadas desbotadas. Construir pontes e jogar fora o que estiver só fazendo peso na mochila. O sucesso é construído, não está pronto.
O que fica para trás alimenta saudades e experiência de vida, porém deve se andar para a frente. Não é ficar parado, nem tão pouco tentar mudar o que não pode mais ser reescrito.
No filme “De volta para o futuro”, ao retornar ao presente, uma folha escrita trazida do futuro está em branco, ao que o doutor Brown observa: “o futuro não está escrito”.
O livro da vida tem páginas parcialmente em branco. Deus escreve e muitas pessoas também nele leem e escrevem. Porém, há muitos espaços em branco a espera de sua caligrafia.
O futuro é como a música: “é preciso alinhavar as notas com engenho e arte”.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em busca da perfeição...

Esses dias me diverti com a minha prima no Facebook tratando a respeito da busca da pessoa perfeita (no caso, o homem perfeito... Hehehe...)
Brincadeiras à parte, a perfeição tem um pouco de matéria, de genético, ou seja, existem virtudes que já trazemos dentro de nós. Tal como um diamante que é encontrado, que é separado da rocha em que esteve enterrado, produzido ao longo de milhões de anos.
A perfeição também tem um pouco de exterior, das intempéries, das buscas. É preciso esperar que os garimpeiros explorem e encontrem aquelas jazidas de minerais preciosos. Assim como a paciência da natureza para produzi-lo, também é preciso ser perseverante na sua busca. E a procura normalmente é apenas um sonho movido pela fé. É acreditar que a pessoa perfeita exista em algum canto escondido dessas terras.
Depois de tudo isso, a perfeição também precisa das mãos dos joalheiros deste mundo. E sob essa ótica, existem joalheiros e o restante do mundo... Alguns te roubam, outros não entendem que lapidar é uma arte e podem destruir algo tão preciosa. Novamente, é preciso dar tempo ao tempo para que a joia seja produzida e cumpra a sua missão.
Nesse ponto de vista, os amigos é que são os verdadeiros joalheiros, são educadores e procuram transformar pedaços de rocha e mostrar ao mundo as verdadeiras facetas cuidadosamente polidas.
Contudo, algumas vezes esquecemos que na vida todos somos joalheiros e pedras ao mesmo tempo. E que o contato diário nos transforma. É preciso entender que as lapidações precisam de um ângulo adequado, uma forma preestabelecida para melhor refletir a luz.
Por isso, leve em conta que com quem você interage e a forma como se relaciona poderá prejudicar a sua formação ou torná-la uma verdadeira joia.
A busca da perfeição não é algo que se deve procurar nos outros, mas que deve ser construído nas relações com todas as pessoas que encontramos em nossa caminhada.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

As escolhas e o casamento...

Esses dias lembrei-me de um relato do cotidiano de um casal de idosos...
Rotineiramente, durante décadas, no café da manhã eles entregavam ao outro a parte que mais gostavam do pão (o miolo ou a casca). Foi assim durante quase toda a vida, até que um dia um deles resolve saborear o que gosta, trocando as ofertas. A esposa agradeceu profundamente o gesto do marido. Apesar de gostar da casca, sempre a ofereceu ao esposo, pois ele merecia a melhor parte do pão. O esposo por sua vez também agradeceu, contudo, disse que gostava era do miolo do pão e o entregava para que ela ficasse com o que considerava a melhor parte.
Não só o casamento, mas toda forma de relacionamento, deveria ser um lugar melhor se todos aprendessem a ouvir o que o outro tem a dizer. Apesar de existirem ambientes altamente sinceros, para manter um certo silêncio, colocamos sem perceber alguns tampões em nossos ouvidos, que obstruem a nossa capacidade de escutar adequadamente.
Seria tão importante compreender que muitas vezes o que é melhor para nós não é o melhor para os outros.
E que administrar as diferenças é algo muito difícil e complicado, por isso, casar-se não é escolher alguém com a qual ocorra uma reação química indescritível. Isso é paixão.
O casamento necessita, além de paixão e além de amor, de combustível para que a relação seja duradoura. Por isso, é preciso saber se ambos partilham dos mesmos projetos e gostem de pensar e trabalhar em equipe.
Eu já tive a oportunidade de contemplar dois barcos que procuravam algum porto para atracar. Certo dia encontraram... Um deles ali resolveu permanecer, pois sentiu-se seguro. O outro decidiu ficar o suficiente para descansar e seguir para o próximo destino. Depois disso nunca mais se encontraram.
Ter um objetivo comum, momentâneo, procurar juntos um porto seguro pode dar a falsa impressão de que a outra pessoa guarda uma certa afinidade, quando na verdade, oferecer mais tempo seria um ingrediente essencial, para se conhecerem adequadamente, poder ouvir um pouco mais, desmistificar e perceber se os projetos de vida levam para os mesmos caminhos. A vida é uma degustação de momentos, sem atropelos e não deve jamais se transformar unicamente em rotina.
A sensação de solidão é um mau sintoma. Casamento é a comunhão daquilo que somos, daquilo que gostamos e daquilo que queremos. Às vezes, só o tempo pode responder a maioria das perguntas.

O que significa o Batismo para mim...

Alguém um dia me ensinou erradamente que Batismo seria o momento em que nos tornamos filhos de Deus.
Se assim fosse muitas pessoas que conhecemos, inclusive crianças deixariam de ter essa Graça.

O Batismo significa muitas coisas, dentre elas é a postura dos pais em relação a essa criança.
Quando um pai e uma mãe levam seu filho para ser batizado é a convicção, a reafirmação de sua fé em Deus: eu creio em Deus e quero que meu filho siga os caminhos dessa fé.

Mas eu particularmente acredito que o mais importante é a afirmação do nosso desapego: esta criança não me pertence; ela é do Senhor meu Deus; ela é uma Graça, uma benção de Deus na minha vida; colocada aos meus cuidados, porque sou digno dessa honra.

Então, naquele instante eu digo: eis aqui Senhor, o teu filho. Eu sem Ti não sou ninguém. Que eu possa, com a Tua ajuda cuidar dos passos dessa criança. Ilumine as minhas palavras e as minhas decisões. Faça de mim segundo a Vossa vontade. Amém!

Vinte segundos de ousadia... A assertividade...

O filme "We bought a zoo" ou "Compramos um zoológico" traz uma mensagem muito interessante.
Um filme, um livro, uma história sensibiliza conforme a afinidade que encontramos naquele acontecimento ou, talvez, porque aquela mensagem foi de alguma maneira transcendentalmente preparada para quem a presencia.
Na verdade, foram várias mensagens que consegui captar no filme, apesar de que eu acredite que poucas delas tenham sido colocadas, propositalmente, pelo autor. Nossa capacidade de abrir o nosso campo de visão é capaz de obter compreensões e lições de fatos quaisquer do nosso cotidiano, desde que estejamos atentos para elas. É como lembrar-se de um fato ouvindo uma música. Tal qual as grandes descobertas científicas, ocorrem sem querer, mas o cientista está, além dos sentidos absolutos, em um persistente trabalho intelectual.
Essa forma de viver não é algo fora do comum, muito menos exige sacrifícios. Ao contrário, pode ser feito, aliás, deve ser feito, com tranquilidade, com humildade, respeito às nossas limitações e, ao mesmo tempo, muito respeito à nossa capacidade e, principalmente, com muito amor. Esse amor ao trabalho permite enxergar muito além e transformá-lo em diversão. Da mesma forma, um bom filme torna-se um local farto para aprendizados e novas descobertas para a vida.
Para mim o ponto alto da história trata exatamente da assertividade.
Uma das frases é dita num momento em que Dylan não sabe exatamente o que dizer, ao que respondem que uma das melhores maneiras de falar a coisa certa é começar a ouvir o que os outros querem nos contar.
Noutro momento há um tigre que tem uma doença incurável e não há mais salvação. Mantê-lo vivo é fazê-lo sofrer. Benjamin, dono do zoológico, precisa decidir pelo seu sacrifício. Em sentido conotativo, a nossa vida passa por situações semelhantes. Benjamin também precisava se desapegar de sua falecida esposa. Ele não precisaria esquecê-la, mas precisaria fazê-la descansar de seu sofrimento e permitir que o novo acontecesse em sua vida.
Por fim, ele aconselha seu filho sobre os 20 segundos de ousadia. Certos momentos, ficamos temerosos por fazer coisas boas, que consideramos corretas e hesitamos. Muitas vezes, perdemos a oportunidade de fazer algo de bom para os outros, que no fim de tudo se reflete em algo bom para nós mesmos. Dylan, assim como o pai, Benjamin, discorrem na história sobre seus 20 segundos de ousadia e como isso, no caso de Benjamin, faria toda a diferença na sua vida e na vida de todas as pessoas envolvidas.
É claro, que ousadia exige muita sabedoria, não são quaisquer palavras, não é conduzir um carro de fórmula 1 de qualquer jeito, não é mergulhar no lago sem conhecimento algum. A ousadia é a medalha conquistada na competição após dias e dias seguidos de treino. Somente um cientista muito bem treinado perceberia ao acaso a descoberta da penicilina. De qualquer forma as conquistas só existirão se todos os dias exercitarmos a musculatura da nossa ousadia.