Brincadeiras à parte, a perfeição tem um pouco de matéria, de genético, ou seja, existem virtudes que já trazemos dentro de nós. Tal como um diamante que é encontrado, que é separado da rocha em que esteve enterrado, produzido ao longo de milhões de anos.A perfeição também tem um pouco de exterior, das intempéries, das buscas. É preciso esperar que os garimpeiros explorem e encontrem aquelas jazidas de minerais preciosos. Assim como a paciência da natureza para produzi-lo, também é preciso ser perseverante na sua busca. E a procura normalmente é apenas um sonho movido pela fé. É acreditar que a pessoa perfeita exista em algum canto escondido dessas terras.
Depois de tudo isso, a perfeição também precisa das mãos dos joalheiros deste mundo. E sob essa ótica, existem joalheiros e o restante do mundo... Alguns te roubam, outros não entendem que lapidar é uma arte e podem destruir algo tão preciosa. Novamente, é preciso dar tempo ao tempo para que a joia seja produzida e cumpra a sua missão.
Nesse ponto de vista, os amigos é que são os verdadeiros joalheiros, são educadores e procuram transformar pedaços de rocha e mostrar ao mundo as verdadeiras facetas cuidadosamente polidas.
Contudo, algumas vezes esquecemos que na vida todos somos joalheiros e pedras ao mesmo tempo. E que o contato diário nos transforma. É preciso entender que as lapidações precisam de um ângulo adequado, uma forma preestabelecida para melhor refletir a luz.
Por isso, leve em conta que com quem você interage e a forma como se relaciona poderá prejudicar a sua formação ou torná-la uma verdadeira joia.
A busca da perfeição não é algo que se deve procurar nos outros, mas que deve ser construído nas relações com todas as pessoas que encontramos em nossa caminhada.
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