segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vinte segundos de ousadia... A assertividade...

O filme "We bought a zoo" ou "Compramos um zoológico" traz uma mensagem muito interessante.
Um filme, um livro, uma história sensibiliza conforme a afinidade que encontramos naquele acontecimento ou, talvez, porque aquela mensagem foi de alguma maneira transcendentalmente preparada para quem a presencia.
Na verdade, foram várias mensagens que consegui captar no filme, apesar de que eu acredite que poucas delas tenham sido colocadas, propositalmente, pelo autor. Nossa capacidade de abrir o nosso campo de visão é capaz de obter compreensões e lições de fatos quaisquer do nosso cotidiano, desde que estejamos atentos para elas. É como lembrar-se de um fato ouvindo uma música. Tal qual as grandes descobertas científicas, ocorrem sem querer, mas o cientista está, além dos sentidos absolutos, em um persistente trabalho intelectual.
Essa forma de viver não é algo fora do comum, muito menos exige sacrifícios. Ao contrário, pode ser feito, aliás, deve ser feito, com tranquilidade, com humildade, respeito às nossas limitações e, ao mesmo tempo, muito respeito à nossa capacidade e, principalmente, com muito amor. Esse amor ao trabalho permite enxergar muito além e transformá-lo em diversão. Da mesma forma, um bom filme torna-se um local farto para aprendizados e novas descobertas para a vida.
Para mim o ponto alto da história trata exatamente da assertividade.
Uma das frases é dita num momento em que Dylan não sabe exatamente o que dizer, ao que respondem que uma das melhores maneiras de falar a coisa certa é começar a ouvir o que os outros querem nos contar.
Noutro momento há um tigre que tem uma doença incurável e não há mais salvação. Mantê-lo vivo é fazê-lo sofrer. Benjamin, dono do zoológico, precisa decidir pelo seu sacrifício. Em sentido conotativo, a nossa vida passa por situações semelhantes. Benjamin também precisava se desapegar de sua falecida esposa. Ele não precisaria esquecê-la, mas precisaria fazê-la descansar de seu sofrimento e permitir que o novo acontecesse em sua vida.
Por fim, ele aconselha seu filho sobre os 20 segundos de ousadia. Certos momentos, ficamos temerosos por fazer coisas boas, que consideramos corretas e hesitamos. Muitas vezes, perdemos a oportunidade de fazer algo de bom para os outros, que no fim de tudo se reflete em algo bom para nós mesmos. Dylan, assim como o pai, Benjamin, discorrem na história sobre seus 20 segundos de ousadia e como isso, no caso de Benjamin, faria toda a diferença na sua vida e na vida de todas as pessoas envolvidas.
É claro, que ousadia exige muita sabedoria, não são quaisquer palavras, não é conduzir um carro de fórmula 1 de qualquer jeito, não é mergulhar no lago sem conhecimento algum. A ousadia é a medalha conquistada na competição após dias e dias seguidos de treino. Somente um cientista muito bem treinado perceberia ao acaso a descoberta da penicilina. De qualquer forma as conquistas só existirão se todos os dias exercitarmos a musculatura da nossa ousadia.

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