Na fidelidade eu sigo ou devo me submeter às regras de quem eu quero seguir.
A Igreja é um exemplo. Quem quiser segui-la deve respeitar os seus dogmas, preceitos, princípios e crenças e vivê-los conforme ela estabelece e dessa forma seremos considerados fiéis.
A fidelidade se liga a padrões de conduta ou mesmo padrões de qualidade. Um aparelho de som se diz de alta fidelidade, quando reproduz o som dentro dos padrões estabelecidos de qualidade. Se diz também de produtos fabricados que são fiéis a um padrão de mercado, norma, especificação ou convenção.
Já a lealdade não cobra regras pré-estabelecidas. Se eu quiser seguir a algum ente, será por meio de minhas crenças e eu mesmo estabelecerei as regras de como essa minha lealdade se promoverá.
Quando eu faço um juramento de defender a Pátria, na verdade, estou jurando lealdade, pois não importa como eu vou defendê-la. Eu a defenderei conforme os meus princípios e valores.
Vi certa vez em um desses filmes americanos, cujo tema era casamento, no qual os noivos escreviam em uma caderneta os seus votos, que seria como uma carta de intenções para a vida conjugal. Esse é o típico casamento no qual eu diria que os noivos são leais um ao outro, pois cada um estabelece as suas próprias intenções com as quais irão conduzir o matrimônio. Apesar de o outro poder concordar ou não com as intenções do seu futuro parceiro, você não dita as regras, mas, a princípio, avalia, discute e concorda com o que o outro estabelece em seus votos.
Por fim, a fidelidade é algo que só se materializa em meio físico e lealdade se materializa no campo espiritual. Uma pode durar a vida toda, a outra transcende a vida. A fidelidade é dedicada ao outro, ou seja, ser infiel é normalmente ferir a outra pessoa. A lealdade é reflexiva, ou seja, ser desleal é normalmente trair os próprios princípios e valores.
Veja melhor a respeito em Relacionamentos: Lealdade ou fidelidade? de Jacqueline Meireles - Psicóloga/Consultora
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