Muitas vezes eu vejo referências à palavra experiência como sinônimo de maturidade.
Em algumas ocasiões isso pode até ser verdadeiro, mas na maior parte dos contextos, experiência é apenas um pedaço, um caminho que leva à maturidade.
A experiência por si só, não indica que alguém tenha maturidade.
É preciso mais que isso. É preciso um trabalho intelectual sobre todos os acontecimentos que enriquecem a nossa vida. Reflexão é uma parte importante desse processo.
Maturidade é quando conseguimos obter mais sabedoria a partir de nossas experiências.
É a sabedoria que indica o seu grau de maturidade e não somente a sua experiência de vida.
Por isso, não é preciso ser velho para ser sábio.
Um jovem pode assim ter maturidade.
E ser sábio é estar sempre disposto a aprender.
A sabedoria vem primeiro do aprender e depois do ensinar.
A sabedoria é um aço forjado na experiência de pessoas maduras.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Barreiras em nossas vidas
Esses dias conversava com um amigo que me dizia que não poderia tentar determinados concursos públicos, porque havia exigências demais, conhecimentos inumeráveis e poucas chances...
Foi quase um "déjà vu", mas na verdade, lembrava-me de haver proferido as mesmas palavras há aproximadamente trinta anos, quase em tom de profecia. É claro, que a previsão ainda não se cumpriu e enquanto eu tiver forças para lutar ela jamais se realizará.
Apesar de toda a modernidade, as pessoas não mudaram muito sua maneira de pensar. Apesar de parecer que as dificuldades só aumentam, elas só mudam de contexto. Velhos problemas se resolverão; novos, surgirão.
Tenho certeza que eu mudei. Demorei, com certeza. E se pudesse voltar no tempo, decidiria muito mais rápido... Porém, passados são imutáveis e não preciso perder meu tempo com exercícios de "se...".
A hora é de agir, avaliar o plano e corrigir rumos. A vida ensina que devemos economizar tempo e absorver mais rapidamente os arrependimentos. Afinal, arrependimento é um objeto pesado que devemos contemplar por alguns instantes e então, guardar uma foto mental na sacola da maturidade, a fim de não cometer mais o mesmo erro.
Em um torneio de xadrez, cada segundo de lamento é descontado do nosso relógio. Aprendi que pensar durante o tempo do adversário economiza o nosso tempo. São segundos valiosos, afinal tempo também decide a partida.
Mas aqueles segundos em que ouvia as declarações do meu amigo mostraram-me algo ainda mais importante: o quanto eu havia aprendido...
Primeiro, a vida ensinou-me a não desistir dos meus sonhos. Sonhe, mas planeje. É preciso saber onde você está, para onde deve ir e como chegar até lá. O caminho não é fácil, é exaustivo e não é para qualquer um.
Em segundo, descobri que nada é fácil e ninguém nasce campeão. Treinar é primordial. Que "não existe almoço grátis". Ou seja, o mais importante é "não desistir jamais". Treine, se prepare e persiga seus objetivos.
E por fim, o principal motivo desta reflexão é sobre a declaração daquele jovem, declaração igualmente minha. Eu vejo que a gente subestima o valor que tem, ignora as potencialidades que estão adormecidas. Não plantamos a semente por simples falta de fé, não nos preocupamos em desenvolver nossos dons, não dedicamos tempo suficiente ao nosso aprimoramento. "O tempo só respeita aquilo que é feito com ele". E nesse aperfeiçoamento precisamos aprender a dominar o medo que nos aterroriza.
Somos medrosos por natureza, por isso, sobrevivemos. Porém, tudo que nós somos, tudo que nos pertence, precisa ser nosso amigo, harmonizados e em equilíbrio para estar a nosso favor. Quando controlamos nosso medo desenvolvemos uma competência que se chama coragem.
Não controlar o medo ergue barreiras ao nosso redor. E barreiras são formas irracionais que a nossa mente encontra para se defender dos insucessos e, por consequência, também bloqueiam as nossas oportunidades de sucesso. "Os navios estão mais seguro no porto, mas não foram feitos para isso."
A vida naturalmente coloca obstáculos, por isso é preciso ser lúcido para não colocarmos outras sem necessidade. Quando lembro da minha declaração, apenas criava dificuldades que ainda não existiam e já me julgava derrotado.
A analogia que faço é a partida de futebol entre um grande time e um outro praticamente sem chances de ganhar. Nesse caso, eu digo que vale a pena jogar. Se depois de começar o resultado não estiver favorável, ainda assim, temos a certeza de que só se perde quando o jogo termina. Só se tem a confirmação da derrota entrando em campo e terminando a partida. Antes disso, independente das condições de cada time, tudo não passará de simples especulação. Ganhar também depende do primeiro e segundo aprendizados acima. Como diz Bernardinho, mais importante que o dia da luta são todos os dias que o antecedem. É tudo aquilo que fizemos.
Foi quase um "déjà vu", mas na verdade, lembrava-me de haver proferido as mesmas palavras há aproximadamente trinta anos, quase em tom de profecia. É claro, que a previsão ainda não se cumpriu e enquanto eu tiver forças para lutar ela jamais se realizará.
Apesar de toda a modernidade, as pessoas não mudaram muito sua maneira de pensar. Apesar de parecer que as dificuldades só aumentam, elas só mudam de contexto. Velhos problemas se resolverão; novos, surgirão.
Tenho certeza que eu mudei. Demorei, com certeza. E se pudesse voltar no tempo, decidiria muito mais rápido... Porém, passados são imutáveis e não preciso perder meu tempo com exercícios de "se...".
A hora é de agir, avaliar o plano e corrigir rumos. A vida ensina que devemos economizar tempo e absorver mais rapidamente os arrependimentos. Afinal, arrependimento é um objeto pesado que devemos contemplar por alguns instantes e então, guardar uma foto mental na sacola da maturidade, a fim de não cometer mais o mesmo erro.
Em um torneio de xadrez, cada segundo de lamento é descontado do nosso relógio. Aprendi que pensar durante o tempo do adversário economiza o nosso tempo. São segundos valiosos, afinal tempo também decide a partida.
Mas aqueles segundos em que ouvia as declarações do meu amigo mostraram-me algo ainda mais importante: o quanto eu havia aprendido...
Primeiro, a vida ensinou-me a não desistir dos meus sonhos. Sonhe, mas planeje. É preciso saber onde você está, para onde deve ir e como chegar até lá. O caminho não é fácil, é exaustivo e não é para qualquer um.
Em segundo, descobri que nada é fácil e ninguém nasce campeão. Treinar é primordial. Que "não existe almoço grátis". Ou seja, o mais importante é "não desistir jamais". Treine, se prepare e persiga seus objetivos.
E por fim, o principal motivo desta reflexão é sobre a declaração daquele jovem, declaração igualmente minha. Eu vejo que a gente subestima o valor que tem, ignora as potencialidades que estão adormecidas. Não plantamos a semente por simples falta de fé, não nos preocupamos em desenvolver nossos dons, não dedicamos tempo suficiente ao nosso aprimoramento. "O tempo só respeita aquilo que é feito com ele". E nesse aperfeiçoamento precisamos aprender a dominar o medo que nos aterroriza.
Somos medrosos por natureza, por isso, sobrevivemos. Porém, tudo que nós somos, tudo que nos pertence, precisa ser nosso amigo, harmonizados e em equilíbrio para estar a nosso favor. Quando controlamos nosso medo desenvolvemos uma competência que se chama coragem.
Não controlar o medo ergue barreiras ao nosso redor. E barreiras são formas irracionais que a nossa mente encontra para se defender dos insucessos e, por consequência, também bloqueiam as nossas oportunidades de sucesso. "Os navios estão mais seguro no porto, mas não foram feitos para isso."
A vida naturalmente coloca obstáculos, por isso é preciso ser lúcido para não colocarmos outras sem necessidade. Quando lembro da minha declaração, apenas criava dificuldades que ainda não existiam e já me julgava derrotado.
A analogia que faço é a partida de futebol entre um grande time e um outro praticamente sem chances de ganhar. Nesse caso, eu digo que vale a pena jogar. Se depois de começar o resultado não estiver favorável, ainda assim, temos a certeza de que só se perde quando o jogo termina. Só se tem a confirmação da derrota entrando em campo e terminando a partida. Antes disso, independente das condições de cada time, tudo não passará de simples especulação. Ganhar também depende do primeiro e segundo aprendizados acima. Como diz Bernardinho, mais importante que o dia da luta são todos os dias que o antecedem. É tudo aquilo que fizemos.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Política e o "toma lá, dá cá"
Feliz ou infelizmente, negociar por meio do "toma lá, dá cá" faz parte da politica. O problema todo reside na forma como isso é feito e na qualidade do que é trocado...Não bastam perguntas como: é legal? É preciso avaliar se é justo...
Mesmo sendo justo, ainda assim, é preciso se perguntar se é ético.
Depois do ético, ainda é preciso perguntar se é holístico. Ou seja, é um benefício individual ou coletivo?
São várias perguntas e critérios que devem nortear as decisões, não só questões econômicas, financeiras, legais, mas também políticas e principalmente levar em conta questões humanas. Será que o interesse a ser atendido é da maioria?
Suponha, por exemplo, que a maioria da população de um país hoje queira manter a emissão de poluentes na atmosfera em níveis elevados, como já o são e ter a certeza de que isso acabará com o futuro do planeta... O que iremos deixar para as próximas gerações? Isso é democracia? Não terá sido isso uma decisão da maioria? Pois é!!! Nem sempre a escolha da maioria será uma decisão inteligente, razoável e adequada no tempo.
Fazer política deveria ser justamente a arte de negociar em prol do bem comum, negociar algo que irá melhorar para os mais necessitados, melhorar para as futuras gerações e que os prejuízos mínimos para o presente... Tudo decidido democraticamente.
Democraticamente? Nem sempre, pois como nós vimos, nem sempre a decisão da maioria é a melhor solução. Daí a necessidade de não ser somente um político, mas ser um líder, um representante do povo.
Não só ser escolhido pelo povo, mas ser alguém com a capacidade de aglutinar as grandes ideias e oferecer soluções melhores ainda.
Ser líder não necessita de conhecimento total de qualquer um dos assuntos cruciais de seus liderados, mas ter a capacidade de conhecer o suficiente e necessário as nuances do problema e ser capaz de se iluminar da decisão mais sábia.
Ele se assemelha a um grande mestre de xadrez, que, apesar de não saber como a partida irá se desenrolar, consegue analisar alguns poucos lances à frente, o suficiente para escolher o melhor lance, a jogada decisiva que poderá ser vencedora.
Ser líder é a arte de saber ouvir. É a humildade de entender de história e de aplicar a experiência do passado em seu futuro. Aquele que dentre as diferentes opiniões sabe lapidar as melhores propostas, consegue reunir os melhores ingredientes de sucesso e a partir dessa análise, oferece-as para uma votação. Esse é o processo ideal de democracia. Não é escolher dentre as propostas ainda brutas, mas decidir entre propostas que passaram pelas "regrinhas" descritas lá no começo: propostas justas, éticas, holísticas, humanas e políticas.
Pois bem, uma sociedade adequadamente politizada não é um sonho impossível, porém, não surge de um dia para outro, não surge de impulso natural. Nem por isso, é preciso esperar séculos para evoluir.
Cabe ressaltar que ser politizado, não implica necessariamente em ser um político.
No filme Universidade Monstros uma das mensagens é o fato de que alguns nasceram para serem líderes e outros para serem liderados. Alguns nasceram para ser jogador de futebol, outros, para ser técnico de equipe.
No filme, Mike Wazowski, quer ser um "assustador", porém não tinha talento para isso, mas tinha determinação e liderança.
Tudo isso irá começar da consciência política que já existe hoje nas pessoas de bem.
Por muito tempo eu ouvi boas pessoas dizerem que sentiam nojo da política e jamais participariam dessa classe de pessoas. Pois bem, se as pessoas de bem se omitem, ou melhor, evitam ocupar esse espaço, outras classes de pessoas irão ocupá-lo, porque os lugares continuam a existir em nossa comunidade. Outras pessoas com atributos indesejáveis, como desonestidade, oportunismo e incompetência poderão ocupar esses lugares e decidirão nossos destinos. Pior, poderão tomar conta das decisões mais importantes de um país.
Se as pessoas de bem não ocuparem seus lugares, não assumirem a sua parte nessa missão, não adiantará reclamar e protestar. A boas soluções dependem de boas ideias, mas boas ideias que estejam na mão de quem pode decidir. De nada adianta um brilhante plano que ninguém conhece. De nada adianta reclamar do passado. É preciso se preocupar com o futuro. É preciso se preocupar com o que está sendo decidido e não protestar das decisões erradas tomadas no passado. Onde estavam as pessoas boas quando essas coisas foram decididas?
Não há outro caminho que não passe por pessoas politizadas. A continuar assim, iremos patinar e o sucesso se perpetuará sempre para os mais abastados em detrimento dos menos favorecidos, beneficiados que não pensam em dividir o bolo, que não querem ensinar a pescar, que preferem manter o povo com fome de educação e assim perpetuar o seu poder.
Nanotecnologia entre o bem e o mal...
http://www.youtube.com/watch?v=IX-gTobCJHs
Quando se trata do Homem, sempre haverá uma luta entre interesses que se contrariam, entre respeito ao meio ambiente e o progresso a todo custo; entre os direitos humanos e as penalidades aos crimes contra humanos; entre o interesse individual e o interesse coletivo.
Mais contundente é a preocupação em torno do poder e da humildade. O poder idealista de alguns é o poder de servir e, ao contrário, o poder do mal é a capacidade de ser servido por todos.
Os progressos tecnológicos são aceitáveis desde que não comprometam a supremacia do bem diante do mal. O grande perigo reside justamente nos momentos em que isso não ocorre. Nunca se sabe quando surgirá uma arma mais poderosa que a bomba atômica, que poderá, por exemplo, invadir-nos silenciosamente na forma de nano-robôs...
Identificar com antecedência a próxima arma a que poderemos ser submetidos é o grande desafio. Não perceber que o mundo cai em mãos erradas poderá tornar-se um dano irreversível...
"Só os paranoicos sobrevivem..."
Quando se trata do Homem, sempre haverá uma luta entre interesses que se contrariam, entre respeito ao meio ambiente e o progresso a todo custo; entre os direitos humanos e as penalidades aos crimes contra humanos; entre o interesse individual e o interesse coletivo.
Mais contundente é a preocupação em torno do poder e da humildade. O poder idealista de alguns é o poder de servir e, ao contrário, o poder do mal é a capacidade de ser servido por todos.
Os progressos tecnológicos são aceitáveis desde que não comprometam a supremacia do bem diante do mal. O grande perigo reside justamente nos momentos em que isso não ocorre. Nunca se sabe quando surgirá uma arma mais poderosa que a bomba atômica, que poderá, por exemplo, invadir-nos silenciosamente na forma de nano-robôs...
Identificar com antecedência a próxima arma a que poderemos ser submetidos é o grande desafio. Não perceber que o mundo cai em mãos erradas poderá tornar-se um dano irreversível...
"Só os paranoicos sobrevivem..."
Se a tecnologia de vestir hoje já permite monitorar a química do nosso corpo, que me dirá com nanotecnologia, que poderá detectar doenças e promover a cura.
Grosso modo se imaginarmos que o vírus poderia ser fruto de uma experiência nanotecnológica mal sucedida...
Não posso acreditar que ninguém nos espiona e nem tão pouco devo viver na paranoia do avanço tecnológico.
Porém, de olhos bem atentos, eu imagino, mesmo que distante, um futuro muito melhor.
Enquanto o apocalipse não vem, que venha o paraíso...
sábado, 27 de julho de 2013
Colocar sempre o melhor de mim em campo...
Existem situações na vida da gente que, para quem acredita, a frase é "Deus escreve certo por linhas tortas".
Para quem acredita que tudo é fruto do acaso ou ainda das leis universais da química, física, matemática etc. existe ainda a frase "o universo conspira a favor".
Para o restante, sem excluir as situações anteriores, temos o poder de acreditar no ser humano.
Esse poder pode transformar a si mesmo e o mundo que o rodeia.
O que eu quero dizer é que o livre arbítrio existe indiferentemente à crença de cada um.
Contudo, a pessoa humana não pode negar a existência de outros seres humanos, semelhantes, com os quais se relaciona ou com os quais pode até não querer se relacionar.
Porém, não lhes pode negar a existência.
Eles interferem na sua vida em maior ou menor grau, nas ações que ocorrem naquele mundo exterior. Entendendo mundo exterior como sendo aquele que existe fora do seu corpo humano. Aquele mundo que parece de concreto, real e que na verdade podemos apenas considerar uma alucinação coletiva.
Isso mesmo, uma alucinação coletiva, na qual os sonhos dos outros interferem nos seus e de alguma forma cada um contribui com as suas projeções de mundo.
Eu chamo de alucinação coletiva, porque o que realmente existe se passa do lado de dentro do nosso corpo. Essa é a única parte que você sabe que existe de verdade. Ali não são alucinações, são imaginações e pensamentos. É claro, que igual o mundo exterior, no seu mundo interior, o nosso domínio é limitado. Viver é justamente desenvolver a arte de dominar o poder de fazer de você uma pessoa melhor. Aliás, uma difícil missão a nossa.
Mas apesar da existência dessa privacidade toda, o mundo exterior ainda nos fascina e é nele que os nossos sentidos captam os estímulos nele presentes e interpretados pelo nosso cérebro.
Na realidade, tenho dúvidas se o cérebro é o local em que estamos ou se simplesmente ele seria mais um artefato que nos conectaria com esse corpo que está imerso em um ponto obscuro desse universo, preso em um lapso de tempo.
É nesse mundo exterior que precisamos colocar o melhor de nós. O melhor de nós que foi lapidado interiormente ao longo dos anos. Certa vez entrei para jogar uma partida de tênis. Na realidade uma decisão de título dos jogos abertos da cidade em que eu morava na modalidade de tênis de mesa por equipes.
Eu era um dos melhores atletas do torneio. Os melhores jogadores faziam parte da minha equipe e eu havia derrotado todos eles no torneio interno do clube que definiria quem seriam seus representante.
Contudo, na partida final aconteceu o que comumente chamamos de "amarelão". Simplesmente fiquei com medo de não acertar, de não conseguir jogar bem. Não consegui manter a calma necessária e a preocupação de não errar não me permitia o equilíbrio e a tranquilidade necessários para vencer.
E assim aconteceu, saque após saque, jogada a jogada, sem conseguir acertar as melhores jogadas. Acabei derrotado pelo medo. Sem desmerecer meu adversário, acabei perdendo para uma pessoa interior que de repente surgiu e dominou todas as minhas ações.
É inadmissível perder para a única pessoa que deveria acreditar na sua vitória. eu sei que ser derrotado faz parte das nossas lutas. Não iremos ganhar sempre, mas precisamos jogar sempre bem. A derrota só é admissível se o adversário joga melhor que o melhor de nós. Nesse caso, aceitamos o mérito, ficamos satisfeitos em saber que eu fui tudo que estava ao meu alcance. Se meu adversário conseguiu derrotar-me, é porque eu preciso melhorar mais, treinar mais, desenvolver mais.
Aquele dia percebi que era apenas uma atividade esportiva, na qual alguém seria vencedor e o outro perdedor. Apesar da minha derrota, minha equipe venceu e fomos campeões. Não estou minimalizando a importância daquele torneio, mas não estava em jogo uma vida, não era uma cirurgia médica, um resgate de sobreviventes, não havia vidas humanas em jogo, não era uma decisão que propagaria consequências para o resto de minha vida. Competir em um torneio esportivo é muito importante para exercitar um jovem para a vida, na qual uma derrota custa muito mais caro. E por ter sido aquela partida um laboratório para a vida, foi que eu tirei muitos exemplos, muitas reflexões e muitos aprendizados para toda a vida.
O aprendizado mais importante é justamente esse: "colocar em campo sempre o melhor de mim". Não deixe que aquela pessoa que nunca treina, que pensa negativamente, que não tem compromisso com seus resultados apareça e tome conta de seus braços e pernas, de seus pensamentos e de suas decisões. Para a partida escale a sua melhor equipe: escale você e jogue com todas as virtudes que esse jogador possui, mostrando tudo que aprendeu e principalmente surpreenda (positivamente). Dentro de nós existe um atleta melhor ainda que vai bater todos os recordes. Basta lutar um pouquinho por isso.
Para quem acredita que tudo é fruto do acaso ou ainda das leis universais da química, física, matemática etc. existe ainda a frase "o universo conspira a favor".
Para o restante, sem excluir as situações anteriores, temos o poder de acreditar no ser humano.
Esse poder pode transformar a si mesmo e o mundo que o rodeia.
O que eu quero dizer é que o livre arbítrio existe indiferentemente à crença de cada um.
Contudo, a pessoa humana não pode negar a existência de outros seres humanos, semelhantes, com os quais se relaciona ou com os quais pode até não querer se relacionar.
Porém, não lhes pode negar a existência.
Eles interferem na sua vida em maior ou menor grau, nas ações que ocorrem naquele mundo exterior. Entendendo mundo exterior como sendo aquele que existe fora do seu corpo humano. Aquele mundo que parece de concreto, real e que na verdade podemos apenas considerar uma alucinação coletiva.
Isso mesmo, uma alucinação coletiva, na qual os sonhos dos outros interferem nos seus e de alguma forma cada um contribui com as suas projeções de mundo.
Eu chamo de alucinação coletiva, porque o que realmente existe se passa do lado de dentro do nosso corpo. Essa é a única parte que você sabe que existe de verdade. Ali não são alucinações, são imaginações e pensamentos. É claro, que igual o mundo exterior, no seu mundo interior, o nosso domínio é limitado. Viver é justamente desenvolver a arte de dominar o poder de fazer de você uma pessoa melhor. Aliás, uma difícil missão a nossa.
Mas apesar da existência dessa privacidade toda, o mundo exterior ainda nos fascina e é nele que os nossos sentidos captam os estímulos nele presentes e interpretados pelo nosso cérebro.
Na realidade, tenho dúvidas se o cérebro é o local em que estamos ou se simplesmente ele seria mais um artefato que nos conectaria com esse corpo que está imerso em um ponto obscuro desse universo, preso em um lapso de tempo.
É nesse mundo exterior que precisamos colocar o melhor de nós. O melhor de nós que foi lapidado interiormente ao longo dos anos. Certa vez entrei para jogar uma partida de tênis. Na realidade uma decisão de título dos jogos abertos da cidade em que eu morava na modalidade de tênis de mesa por equipes.
Eu era um dos melhores atletas do torneio. Os melhores jogadores faziam parte da minha equipe e eu havia derrotado todos eles no torneio interno do clube que definiria quem seriam seus representante.
Contudo, na partida final aconteceu o que comumente chamamos de "amarelão". Simplesmente fiquei com medo de não acertar, de não conseguir jogar bem. Não consegui manter a calma necessária e a preocupação de não errar não me permitia o equilíbrio e a tranquilidade necessários para vencer.
E assim aconteceu, saque após saque, jogada a jogada, sem conseguir acertar as melhores jogadas. Acabei derrotado pelo medo. Sem desmerecer meu adversário, acabei perdendo para uma pessoa interior que de repente surgiu e dominou todas as minhas ações.
É inadmissível perder para a única pessoa que deveria acreditar na sua vitória. eu sei que ser derrotado faz parte das nossas lutas. Não iremos ganhar sempre, mas precisamos jogar sempre bem. A derrota só é admissível se o adversário joga melhor que o melhor de nós. Nesse caso, aceitamos o mérito, ficamos satisfeitos em saber que eu fui tudo que estava ao meu alcance. Se meu adversário conseguiu derrotar-me, é porque eu preciso melhorar mais, treinar mais, desenvolver mais.
Aquele dia percebi que era apenas uma atividade esportiva, na qual alguém seria vencedor e o outro perdedor. Apesar da minha derrota, minha equipe venceu e fomos campeões. Não estou minimalizando a importância daquele torneio, mas não estava em jogo uma vida, não era uma cirurgia médica, um resgate de sobreviventes, não havia vidas humanas em jogo, não era uma decisão que propagaria consequências para o resto de minha vida. Competir em um torneio esportivo é muito importante para exercitar um jovem para a vida, na qual uma derrota custa muito mais caro. E por ter sido aquela partida um laboratório para a vida, foi que eu tirei muitos exemplos, muitas reflexões e muitos aprendizados para toda a vida.
O aprendizado mais importante é justamente esse: "colocar em campo sempre o melhor de mim". Não deixe que aquela pessoa que nunca treina, que pensa negativamente, que não tem compromisso com seus resultados apareça e tome conta de seus braços e pernas, de seus pensamentos e de suas decisões. Para a partida escale a sua melhor equipe: escale você e jogue com todas as virtudes que esse jogador possui, mostrando tudo que aprendeu e principalmente surpreenda (positivamente). Dentro de nós existe um atleta melhor ainda que vai bater todos os recordes. Basta lutar um pouquinho por isso.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Amar e ser feliz...
Saber amar é saber ser feliz...
Saber amar é saber fazer feliz...
Ser feliz não necessita de estado civil e independe de paixão.
Empatia, sinceridade e inteligência reunidos com assertividade são desejáveis... eu diria necessárias.
Justifico, porque, é claro, não existem pessoas perfeitas. Elas não possuem respostas para tudo e nem são obrigadas a acertar sempre.
Apesar de todos os requisitos, saber ser feliz faz parte de um aprendizado contínuo... começa e deveria crescer junto com a criança dentro de nós... precisa desenvolver-se, educar-se e amadurecer.
E esse aprendizado possui um marco denominado, digamos, casamento... enfim, viver juntos.
Cada um, ao viver junto de alguém precisa antes saber ser feliz.
Conviver não é o único caminho, é apenas uma continuidade natural, uma das escolhas.
Ser infeliz é ser despreparado para amar.
Ninguém se une a outra pessoa para aprender a amar e, consequentemente, tornar-se feliz. No amor não existem contos de fadas...
Largar a viagem solitária é decidir conviver, compartilhar, comungar...
É para dividir a riqueza que acumularam em suas vidas imediatamente anteriores, a qual, normalmente, a de menor valor é material, o que não implica em voto de pobreza.
O que importa é reproduzir aquela música de fundo, a quatro mãos, alinhavadas por rimas e notas musicais, ritmo e melodia... compasso a compasso, até que se torne, por que não!?, uma obra-prima... a ser composta todos os dias...
É uma nova fase, sem invenções...
Uma nova disciplina cheia desses pré-requisitos.
Uma etapa para a qual ninguém leva o que não tem...
Ninguém reparte o que não possui... não vive o que não é.
Uma nova vida sem atores e representações.
Amar é fazer feliz e ser feliz...
Saber amar é saber fazer feliz...
Ser feliz não necessita de estado civil e independe de paixão.
Empatia, sinceridade e inteligência reunidos com assertividade são desejáveis... eu diria necessárias.
Justifico, porque, é claro, não existem pessoas perfeitas. Elas não possuem respostas para tudo e nem são obrigadas a acertar sempre.
Apesar de todos os requisitos, saber ser feliz faz parte de um aprendizado contínuo... começa e deveria crescer junto com a criança dentro de nós... precisa desenvolver-se, educar-se e amadurecer.
E esse aprendizado possui um marco denominado, digamos, casamento... enfim, viver juntos.
Cada um, ao viver junto de alguém precisa antes saber ser feliz.
Conviver não é o único caminho, é apenas uma continuidade natural, uma das escolhas.
Ser infeliz é ser despreparado para amar.
Ninguém se une a outra pessoa para aprender a amar e, consequentemente, tornar-se feliz. No amor não existem contos de fadas...
Largar a viagem solitária é decidir conviver, compartilhar, comungar...
É para dividir a riqueza que acumularam em suas vidas imediatamente anteriores, a qual, normalmente, a de menor valor é material, o que não implica em voto de pobreza.
O que importa é reproduzir aquela música de fundo, a quatro mãos, alinhavadas por rimas e notas musicais, ritmo e melodia... compasso a compasso, até que se torne, por que não!?, uma obra-prima... a ser composta todos os dias...
É uma nova fase, sem invenções...
Uma nova disciplina cheia desses pré-requisitos.
Uma etapa para a qual ninguém leva o que não tem...
Ninguém reparte o que não possui... não vive o que não é.
Uma nova vida sem atores e representações.
Amar é fazer feliz e ser feliz...
segunda-feira, 1 de abril de 2013
"Não vos preocupeis com o dia de amanhã..."
Roberto Shinyashiki, em seu livro “O Sucesso É Ser Feliz”, conta-nos uma história que tenta explicar o que Jesus quis dizer quando citou as aves do céu e as flores do campo...
“Um homem escorregou à beira de um precipício e ficou pendurado na raiz de uma árvore. Seus gritos de socorro atraíram um enorme urso faminto que, do topo do barranco tentava abocanhar sua cabeça. E também um grupo de onças que, logo abaixo de seus pés, se esforçavam para derrubá-lo. Já sem saber o que fazer, o homem olhou para o lado e viu, ao alcance de sua mão, um pequeno pé de morangos, com a mais linda fruta que ele já vira, brilhando ao sol. Esforçando-se para estender um dos braços, apanhou o morango, trouxe-o para perto do seu rosto, olhou-o com prazer, sentiu seu aroma delicioso e se deslumbrou com suas cores. E, em pensamento, exclamou: ‘Ora, dane-se o urso… Ora, danem-se as onças…’. E comeu o morango prazerosamente, deliciando-se com seu sabor doce e especial”.
Esse trecho me remete a algumas outras frases que já ouvi, como aquela que diz: "o que não tem solução, resolvido está". É claro, que devemos sempre procurar uma saída. Não devemos desistir jamais. E por aí vai uma série de conselhos prontos da sabedoria popular.
Mas, uma coisa que considero importante no mundo moderno é saber administrar a excessiva quantidade de problemas, compromissos, preocupações, agenda lotada e muitas atividades ao mesmo tempo. Tecnicamente, devemos organizar as nossas prioridades com uma ferramenta denominada GUT, que são as iniciais das palavras Gravidade, Urgência e Tendência. De todas as coisas que elegemos para fazer devemos perguntar: "isso é urgente?" ou "isso é importante?" ou ainda "isso poderá tornar-se importante?".
Mesmo com todas essas técnicas, essa capacidade de decidir priorizando o que é urgente e importante, ou o que é urgente, ou ainda o que é importante ou tendência, ainda assim, vamos nos encontrar em algum momento em que todas essas coisas perderão o sentido. Na realidade, devemos tomar mais cuidado e identificar com mais clareza o que realmente é urgente, importante ou tendência em nossas vidas. O mundo irá tentar modificar seus valores, induzirá você a cometer erros irreparáveis e acabará por colocar sentimentos de culpas por decisões que você tomou pensando em seus próprios interesses em detrimento dos interesses do mundo.
O mundo necessita de escravos e você necessita de liberdade. No entanto, ser livre é fazer uma escolha um tanto quanto "irresponsável" com relação ao mundo profissional, diante de algo tão "efêmero" como é o seu mundo pessoal. Certas coisas só mostram sua verdadeira face diante de uma perda irreparável, como quando aquele velho amigo que há muito tempo não vemos e com quem iríamos nos encontrar para jogar conversa fora e sempre adiamos, adiamos, por causa do trabalho, até o dia em que nunca mais ele irá se reunir conosco naquela mesa de bar... O mundo profissional se sobrepôs na sua matriz GUT ao mundo pessoal. Encontrar os amigos não era urgente, talvez não fosse importante, provavelmente nem tendência. Mas você não precisa ficar com remorso ou arrependimento, afinal trocavam mensagens eletrônicas que provavelmente nem de sua própria autoria eram. Ou ainda viam um ao outro, cada um dentro de seu mundo por meio de uma rede social. Para que perder tempo em uma mesa de bar? Afinal a pós-graduação e o relatório e as viagens de sua empresa eram mais importantes. São elas que pagam o seu salário e permitem a sua sobrevivência... Sobrevivência, mas não mais uma vivência em sua plenitude.
E por fim, o mundo moderno diz para você escapar de seus animais ameaçadores, preso a raiz de uma árvore. É preciso sobreviver a todo custo e não devemos perder tempo com o morango que está ali... Não é hora para perder tempo, mesmo que seja a última chance de saborear o morango... É como quando não temos tempo para brincar com nossos filhos, afinal todo o tempo útil precisa ser canalizado para cumprir os compromissos profissionais, é preciso entender que a concorrência não descansa. O mercado está cada vez mais competitivo. Como diriam os ingleses: "tempo é dinheiro". Almoçar em casa para quê? "Fast food" para não perder tempo. "Siesta"? O que é isso mesmo? Vinte minutos de almoço e a família que se dane. Vinte dias por ano de férias parece ser mais do que suficiente para um bom profissional... O mundo profissional permite a você comprar tudo que a família precisa, mesmo que a família possa oferecer tantas outras coisas que não estão nas prateleiras das lojas, coisas que não podem ser compradas, coisas que não tem preço... Coisas que os profissionais verdadeiros precisam aprender a considerar desnecessárias ou sem importância.
Há muitos anos Jesus dizia para não nos preocupar com o dia de amanhã... Havia uma razão para isso: a excessiva preocupação com o amanhã em detrimento do hoje. O dia mais importante é o dia de hoje, o mais importante são as pessoas e não os negócios, as empresas ou interesses comerciais. E você é a pessoa mais importante para mudar todas essas coisas.
Casamento: palavra de honra ou contrato?
Quando ainda era criança, meus avós me educavam para sempre promover acordos por escrito, cuidadosamente lidos, para em seguida serem assinados e, é claro, serem cumpridos. Se possível, deveriam conter ainda testemunhas e reconhecimento em cartório (essa última frase é observação minha).
Contraditoriamente, quando eram recém-chegados ao Brasil (recém-chegados do Japão, um pouco antes da segunda guerra mundial), seus primeiros acordos não necessitavam de um papel escrito, ao contrário, a palavra de alguém (uma promessa verbal) era muito mais valiosa. Porém, a experiência dos primeiros acordos à moda oriental não funcionavam muito bem no mundo ocidental. E isso influenciou toda a educação que passei a receber.
Para continuar o desenvolvimento desse assunto, utilizarei o termo "palavra de honra" como sinônimo de promessa ou compromisso verbal.
Código de honra era algo passado de geração em geração, que se embasava na dignidade. Um respeito a um conjunto de postulados que se disseminavam como tradição entre diferentes povos que se relacionavam pela amizade ou até mesmo pelo conflito. Eram regras comuns usadas em tempos de paz ou de guerra. O respeito a essas regras implícitas nessa forma de relacionamento davam o tom da dignidade de cada membro dessas sociedades.
A covardia era banida, o abuso do poder também. Uma das consequências era que não se matava seu inimigo traiçoeiramente ou em posição de inferioridade; não se matariam crianças e idosos; e outras tantas normas, que ao contrário das leis atuais, não eram escritas para serem cumpridas. O foco era na pessoa e não seria um simples papel que diria algo a seu respeito. A vergonha de uma pessoa estava em sua própria consciência (ou, é claro, que na verdade bastava ninguém saber). Não era necessário que alguém soubesse a não ser ele próprio. Isso chamava-se honra.
Analogamente, para o acordo escrito usarei como sinônimo a palavra "contrato". O contrato tem essa burocracia toda para evitar que os envolvidos deixem de cumprir o que prometeram. A possibilidade de punição pode ser dada em garantia caso não consigam cumprir os compromissos acordados. Formalizam um padrão de qualidade e um valor ao produto a ser recebido ou serviço a ser prestado. O que uma pessoa era estava escrita em um documento assinado e poderia ser tudo o que não estava escrito.
O mundo moderno e as tradições ocidentais prevaleceram sobre essa outra forma de relacionamento, digamos informal. E devo concordar que não seria viável se todos os acordos estivessem atrelados a algo tão volátil quanto a palavra. Hoje às pessoas não interessa mais o que os Homens são, mas o que eles escrevem sobre si mesmos.
Contraditoriamente, quando eram recém-chegados ao Brasil (recém-chegados do Japão, um pouco antes da segunda guerra mundial), seus primeiros acordos não necessitavam de um papel escrito, ao contrário, a palavra de alguém (uma promessa verbal) era muito mais valiosa. Porém, a experiência dos primeiros acordos à moda oriental não funcionavam muito bem no mundo ocidental. E isso influenciou toda a educação que passei a receber.
Para continuar o desenvolvimento desse assunto, utilizarei o termo "palavra de honra" como sinônimo de promessa ou compromisso verbal.
Código de honra era algo passado de geração em geração, que se embasava na dignidade. Um respeito a um conjunto de postulados que se disseminavam como tradição entre diferentes povos que se relacionavam pela amizade ou até mesmo pelo conflito. Eram regras comuns usadas em tempos de paz ou de guerra. O respeito a essas regras implícitas nessa forma de relacionamento davam o tom da dignidade de cada membro dessas sociedades.
A covardia era banida, o abuso do poder também. Uma das consequências era que não se matava seu inimigo traiçoeiramente ou em posição de inferioridade; não se matariam crianças e idosos; e outras tantas normas, que ao contrário das leis atuais, não eram escritas para serem cumpridas. O foco era na pessoa e não seria um simples papel que diria algo a seu respeito. A vergonha de uma pessoa estava em sua própria consciência (ou, é claro, que na verdade bastava ninguém saber). Não era necessário que alguém soubesse a não ser ele próprio. Isso chamava-se honra.
Analogamente, para o acordo escrito usarei como sinônimo a palavra "contrato". O contrato tem essa burocracia toda para evitar que os envolvidos deixem de cumprir o que prometeram. A possibilidade de punição pode ser dada em garantia caso não consigam cumprir os compromissos acordados. Formalizam um padrão de qualidade e um valor ao produto a ser recebido ou serviço a ser prestado. O que uma pessoa era estava escrita em um documento assinado e poderia ser tudo o que não estava escrito.
O mundo moderno e as tradições ocidentais prevaleceram sobre essa outra forma de relacionamento, digamos informal. E devo concordar que não seria viável se todos os acordos estivessem atrelados a algo tão volátil quanto a palavra. Hoje às pessoas não interessa mais o que os Homens são, mas o que eles escrevem sobre si mesmos.
A "palavra de honra" se sucumbe à supremacia do "contrato" e com ela também se enterra um dos valores humanos mais importantes: a confiança. Com certeza os acordos verbais eram formalizados somente entre pessoas de confiança. Isso explica, o sucesso do contrato, que tornava pública a declaração de honra de uma pessoa e permitiu a expansão de acordos entre pessoas desconhecidas que a princípio não haviam ainda formado laços de confiança. É claro, que a evolução social dos contratos é muito maior que essa comparação simplória, mas serve para entendermos uma parte das relações interpessoais.
Para mim o que importa é a questão da confiança nas relações entre pessoas e nem tanto a trajetória comercial entre os povos. Porque justamente na relação de confiança é que iremos encontrar as razões explícitas e implícitas nas relações de amor e de casamento.
O casamento também passou por essa evolução contratual, mas as pessoas envolvidas nessa relação foram na contramão da evolução. Justamente porque as pessoas se acostumaram a tratar a relação como um contrato e acreditam que suas garantias se resumem em um pedaço de papel, quando existem tantas expectativas implícitas e não descritas no contrato...
Apesar da evolução contratual, o casamento é uma instituição antiquada, simplesmente porque não é uma relação digamos "negocial", nem tão pouco possui produtos e serviços de valor. O casamento é uma relação sentimental. Algo antigo, mas que, na verdade, não envelhece e nem sai de moda.
No casamento a confiança deixou de ser um requisito para ser uma garantia contratual, como se pudéssemos trocar por uma indenização em dinheiro algo que não tem preço.
O casamento é um contrato apenas por uma segurança jurídica para proteger a ingenuidade da pessoa que o vê como uma palavra de honra. Porém, as pessoas estão se esquecendo de que ele é mais que um contrato, ele ainda é uma relação de confiança. Existe nele um código de honra implícito, que deveria ser respeitado.
Contudo, esse código de honra possui uma generalidade que é dada pela sociedade, mas é muito mais que uma relação social, é uma relação pessoal e privada. Por isso, vale mais nessa relação as expectativas que cada um leva em relação ao casamento. Discutir o que se espera dele é a base de todo o relacionamento, porque nele as pessoas dedicam importantes alicerces de suas vidas, esperam prosperar nesse projeto de longo prazo. Não levam para ele alguns anos de vida, mas os melhores anos de suas vidas. Enfim, levam para ele projetos de uma vida inteira, muitas vezes com limite ilimitado de crédito e dedicação, sem cobrar qualquer garantia ou interesse contratual.
O casamento é um contrato apenas por uma segurança jurídica para proteger a ingenuidade da pessoa que o vê como uma palavra de honra. Porém, as pessoas estão se esquecendo de que ele é mais que um contrato, ele ainda é uma relação de confiança. Existe nele um código de honra implícito, que deveria ser respeitado.
Contudo, esse código de honra possui uma generalidade que é dada pela sociedade, mas é muito mais que uma relação social, é uma relação pessoal e privada. Por isso, vale mais nessa relação as expectativas que cada um leva em relação ao casamento. Discutir o que se espera dele é a base de todo o relacionamento, porque nele as pessoas dedicam importantes alicerces de suas vidas, esperam prosperar nesse projeto de longo prazo. Não levam para ele alguns anos de vida, mas os melhores anos de suas vidas. Enfim, levam para ele projetos de uma vida inteira, muitas vezes com limite ilimitado de crédito e dedicação, sem cobrar qualquer garantia ou interesse contratual.
terça-feira, 12 de março de 2013
Lições de Xadrez: a felicidade do que temos...
Eu já citei muitas vezes que as nossas atitudes nesta vida assemelham-se às atitudes de um jogador de xadrez.
O mal jogador olha as peças fora do tabuleiro e lamenta-se valorizando o que perdeu até então no confronto.
Eu concordo que algumas peças perdidas seriam fundamentais para um plano vencedor, mas é preciso compreender que as peças enquanto fora do tabuleiro não jogam e não tem valor algum no jogo. Enquanto forem o foco do olhar do jogador não poderão influir na vitória.
As peças capturadas e colocadas para fora pertencem ao passado do jogo. São lances já escritos e não podem ser mudados. A sua ausência, claro, é percebida, mas o jogo se joga com as peças que ainda fazem parte da partida. Na medida em que movimentamos nossas peças sem objetivo, olhando o passado, nenhuma boa jogada será construída. Porque as vitórias são construídas no presente, com olho no futuro e não no passado imutável.
O bom jogador sabe que perdeu peças durante a partida, mas olha para dentro do tabuleiro e vê com quais peças pode contar, avalia qual o melhor lugar para elas. Também analisa as forças e fraquezas das peças adversárias. Procura descobrir qual a melhor estratégia para enfraquecer a posição do inimigo. Como explorar melhor as fraquezas do adversário por meio de um melhor posicionamento harmônico de suas peças no jogo.
Assim como no xadrez, na vida "a felicidade não depende do que nos falta... Mas do bom uso do que temos". Existe um universo de possibilidades de bom uso que podemos dar às peças que temos, mas isso precisa acontecer enquanto ainda podemos fazer boas escolhas. O bom jogador tem consciência das peças que ainda tem e sabe das inúmeras possibilidades de combinações que ainda tem pela frente e procura, ao seguir seu instinto, escolher aquela que acredita ser vencedora. E não há outra forma de saber se foi uma boa escolha a não ser jogando-a. Nessas horas, o menos relevante é saber se a jogada nos levará à vitória. O importante é a maneira como chegamos até essa decisão, em que foco foi colocado o nosso pensamento, quais foram os insumos que alimentaram nossa opção. É como escolher o terreno adequado, selecionar as melhores sementes, preparar a terra, semear e irrigar. Dessa forma, a nossa parte estará feita. Então, sem descuidar das pragas e ervas daninhas (ou, dentro da nossa analogia, dos próximos lances na nossa partida), agora é esperar a hora da colheita...
O mal jogador olha as peças fora do tabuleiro e lamenta-se valorizando o que perdeu até então no confronto.
Eu concordo que algumas peças perdidas seriam fundamentais para um plano vencedor, mas é preciso compreender que as peças enquanto fora do tabuleiro não jogam e não tem valor algum no jogo. Enquanto forem o foco do olhar do jogador não poderão influir na vitória.
As peças capturadas e colocadas para fora pertencem ao passado do jogo. São lances já escritos e não podem ser mudados. A sua ausência, claro, é percebida, mas o jogo se joga com as peças que ainda fazem parte da partida. Na medida em que movimentamos nossas peças sem objetivo, olhando o passado, nenhuma boa jogada será construída. Porque as vitórias são construídas no presente, com olho no futuro e não no passado imutável.
O bom jogador sabe que perdeu peças durante a partida, mas olha para dentro do tabuleiro e vê com quais peças pode contar, avalia qual o melhor lugar para elas. Também analisa as forças e fraquezas das peças adversárias. Procura descobrir qual a melhor estratégia para enfraquecer a posição do inimigo. Como explorar melhor as fraquezas do adversário por meio de um melhor posicionamento harmônico de suas peças no jogo.
Assim como no xadrez, na vida "a felicidade não depende do que nos falta... Mas do bom uso do que temos". Existe um universo de possibilidades de bom uso que podemos dar às peças que temos, mas isso precisa acontecer enquanto ainda podemos fazer boas escolhas. O bom jogador tem consciência das peças que ainda tem e sabe das inúmeras possibilidades de combinações que ainda tem pela frente e procura, ao seguir seu instinto, escolher aquela que acredita ser vencedora. E não há outra forma de saber se foi uma boa escolha a não ser jogando-a. Nessas horas, o menos relevante é saber se a jogada nos levará à vitória. O importante é a maneira como chegamos até essa decisão, em que foco foi colocado o nosso pensamento, quais foram os insumos que alimentaram nossa opção. É como escolher o terreno adequado, selecionar as melhores sementes, preparar a terra, semear e irrigar. Dessa forma, a nossa parte estará feita. Então, sem descuidar das pragas e ervas daninhas (ou, dentro da nossa analogia, dos próximos lances na nossa partida), agora é esperar a hora da colheita...
sexta-feira, 8 de março de 2013
O Reencontro (The Magic of Belle Isle)
Existem várias mensagens no filme intitulado no Brasil de "O Reencontro", originalmente denominado "The Magic of Belle Isle".
A história relata um escritor que no passado fora bem sucedido e, no entanto, isso parecia residir somente na lembrança das pessoas que haviam apreciado seus livros. A vida desse personagem tirou dele uma carreira de sucesso esportivo, mas sua amada promoveu outra oportunidade ao torná-lo um brilhante escritor. Porém sua esposa veio a falecer e com ela toda a inspiração para escrever também se foi. E, então, seus personagens caíram no abandono...
A mensagem que mais gosto no filme se resume em um verbo: "imaginar".
A fé é um combustível para prosseguir viagem. Poucas vezes, nosso barco em um mar incerto pode à deriva ser levado a um lugar favorável. Na maioria das vezes é preciso erguer as velas, pegar o leme e aproveitar os ventos que a vida oferece para prosseguir viagem e perseverar pelo caminho planejado em nosso mapa mental.
A história apresenta exatamente cada uma dessas coisas. Monte Hildhorn, o escritor interpretado por Morgan Freeman, é levado a passar as férias de verão em uma pequena cidade. Apesar de não perceber desde o início, ele estava no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. Muitas vezes a vida nos chama e é preciso darmos uma chance a ela para que ela também nos recompense. Várias situações em nossas vidas serão assim: as oportunidades que oferecemos aos outros serão justamente para nós mesmos.
A analogia do filme mostra que o livro da vida não está escrito e não basta deixar que todas as coisas sobre as quais não temos o domínio prevaleçam sobre as poucas coisas que ainda podemos influir. As nossas atitudes precisam ser centradas em lutar por tudo que podemos mudar para melhor e aceitar o que não pode ser mudado. É o que chamo de paradigma do passado/futuro: o passado é imutável, mas podemos mudar muitas coisas no nosso futuro.
Num determinado instante do filme uma jovem pede para que ele (Morgan) ensine-a a escrever histórias. Em uma das lições, ele pede para a menina que fixe seus olhos na estrada. E pergunta o que vê naquela imagem. Ela responde que vê apenas uma estrada vazia. Ele então diz para usar a imaginação. Pede para que diga o que não está lá.
Diante de uma paisagem é preciso contemplá-la em toda a sua riqueza de detalhes. É algo que no dia-a-dia já não fazemos mais. Se perguntarem a respeito das ruas que escolhemos com frequência, constataremos que a maior parte dos detalhes terá passado despercebido. É sinal de que aquele caminho está incorporado à nossa rotina e o tempo vai passar sem percebermos. Quando nos dermos conta, já estaremos em nossas atividades laborais, sem qualquer lembrança de como foi o trajeto de casa até o trabalho.
O "olhar acostumado" retira de nós a capacidade de perceber o que está errado. Tal qual um sapo dentro de uma panela que esquenta lentamente. Nessas horas é preciso mudar a maneira de olhar, mudar o percurso, tirar férias ou até mudar de cidade. É preciso fazer algo diferente, senão a vida vai passar sem ser vivida.
Se é tão difícil perceber o que está lá naquela paisagem, mais difícil é perceber o que não está lá. Essa era a lição mais importante: "imaginar o que não está lá". Isso chama-se "criatividade". É a capacidade produtiva de sonhar ou de imaginar; a primeira centelha do planejar, para em seguida executar o plano. Esse ciclo representa a possibilidade de materializar o que foi imaginado.
É preciso a todo instante escrever a história em nosso livro de páginas em branco. Ser o autor da nossa história e não deixar que todo o Universo fique enchendo-o de coisas vazias que serão esquecidas. Concretize suas ideias, seus pensamentos, sua imaginação. Sonhe para que seja possível escrever tudo que não está na paisagem dos seus olhos.
O futuro ainda não está escrito e as coisas boas estão esperando por você, desde que você construa essas oportunidades. Comece imaginando, depois escreva. Não deixe seu barco atracado ou à deriva. Seja o condutor do seu barco, porque chegará um instante que só você poderá conduzi-lo.
A história relata um escritor que no passado fora bem sucedido e, no entanto, isso parecia residir somente na lembrança das pessoas que haviam apreciado seus livros. A vida desse personagem tirou dele uma carreira de sucesso esportivo, mas sua amada promoveu outra oportunidade ao torná-lo um brilhante escritor. Porém sua esposa veio a falecer e com ela toda a inspiração para escrever também se foi. E, então, seus personagens caíram no abandono...
A mensagem que mais gosto no filme se resume em um verbo: "imaginar".
A fé é um combustível para prosseguir viagem. Poucas vezes, nosso barco em um mar incerto pode à deriva ser levado a um lugar favorável. Na maioria das vezes é preciso erguer as velas, pegar o leme e aproveitar os ventos que a vida oferece para prosseguir viagem e perseverar pelo caminho planejado em nosso mapa mental.
A história apresenta exatamente cada uma dessas coisas. Monte Hildhorn, o escritor interpretado por Morgan Freeman, é levado a passar as férias de verão em uma pequena cidade. Apesar de não perceber desde o início, ele estava no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. Muitas vezes a vida nos chama e é preciso darmos uma chance a ela para que ela também nos recompense. Várias situações em nossas vidas serão assim: as oportunidades que oferecemos aos outros serão justamente para nós mesmos.
A analogia do filme mostra que o livro da vida não está escrito e não basta deixar que todas as coisas sobre as quais não temos o domínio prevaleçam sobre as poucas coisas que ainda podemos influir. As nossas atitudes precisam ser centradas em lutar por tudo que podemos mudar para melhor e aceitar o que não pode ser mudado. É o que chamo de paradigma do passado/futuro: o passado é imutável, mas podemos mudar muitas coisas no nosso futuro.
Num determinado instante do filme uma jovem pede para que ele (Morgan) ensine-a a escrever histórias. Em uma das lições, ele pede para a menina que fixe seus olhos na estrada. E pergunta o que vê naquela imagem. Ela responde que vê apenas uma estrada vazia. Ele então diz para usar a imaginação. Pede para que diga o que não está lá.
Diante de uma paisagem é preciso contemplá-la em toda a sua riqueza de detalhes. É algo que no dia-a-dia já não fazemos mais. Se perguntarem a respeito das ruas que escolhemos com frequência, constataremos que a maior parte dos detalhes terá passado despercebido. É sinal de que aquele caminho está incorporado à nossa rotina e o tempo vai passar sem percebermos. Quando nos dermos conta, já estaremos em nossas atividades laborais, sem qualquer lembrança de como foi o trajeto de casa até o trabalho.
O "olhar acostumado" retira de nós a capacidade de perceber o que está errado. Tal qual um sapo dentro de uma panela que esquenta lentamente. Nessas horas é preciso mudar a maneira de olhar, mudar o percurso, tirar férias ou até mudar de cidade. É preciso fazer algo diferente, senão a vida vai passar sem ser vivida.
Se é tão difícil perceber o que está lá naquela paisagem, mais difícil é perceber o que não está lá. Essa era a lição mais importante: "imaginar o que não está lá". Isso chama-se "criatividade". É a capacidade produtiva de sonhar ou de imaginar; a primeira centelha do planejar, para em seguida executar o plano. Esse ciclo representa a possibilidade de materializar o que foi imaginado.
É preciso a todo instante escrever a história em nosso livro de páginas em branco. Ser o autor da nossa história e não deixar que todo o Universo fique enchendo-o de coisas vazias que serão esquecidas. Concretize suas ideias, seus pensamentos, sua imaginação. Sonhe para que seja possível escrever tudo que não está na paisagem dos seus olhos.
O futuro ainda não está escrito e as coisas boas estão esperando por você, desde que você construa essas oportunidades. Comece imaginando, depois escreva. Não deixe seu barco atracado ou à deriva. Seja o condutor do seu barco, porque chegará um instante que só você poderá conduzi-lo.
terça-feira, 5 de março de 2013
Cultivar o futuro sem destruir as flores do jardim...
As pessoas se modernizaram, mas esqueceram alguns valores importantes... Não posso negar que o progresso trouxe muito conforto e maiores facilidades. Mas a modernidade enterrou também outros valores que eram igualmente importantes. Coisas que o Homem fez questão de considerar incompatíveis com o seu perfil de vanguarda.
Antigamente, ouvir um não, significava que a porta ainda estava aberta; quando se discordava não significava que havia discórdia; e pensar diferente, não significava escolher outro caminho sozinho.
Aliás, o ideal de amar era, não só saber que não estávamos ou não estaríamos a sós na caminhada, mas era ter a fé de que não ficaríamos sós amanhã também... E depois, depois, depois e depois...
Os projetos eram de longo prazo. O mundo era mais lento, as coisas não aconteciam tão rápidas. As tecnologias não eram tão acessíveis, não mudavam todos os dias.
Hoje todos têm facilidades. O mundo ficou melhor, mais conectado e, no entanto, as pessoas se sentem mais sós e quem não está sozinho perderá sua companhia antes de sua morte... Concordo que antes não era muito diferente, afinal o destino de quem amava era ficar só. Mas havia filhos que cuidavam de seus pais. Não faz muito tempo, não era vergonhoso andar ao lado dos pais. Asilos eram lugares para quem não tinha filhos.
Os filhos de hoje não podem mais cuidar de seus pais, não querem mais cuidar. Não há mais paciência. Na realidade, nem os pais em sua velhice querem mais conviver com seus próprios filhos ...
No passado, as pessoas tinham valor, mas não eram facilmente compradas. Ninguém precisava assinar um contrato para cumprir algo que prometera. A palavra de honra era mais importante. A corrupção sempre existira, mas a honestidade ainda era um elogio e não o estereótipo do fracasso.
Os mais velhos eram pessoas mais experientes, sábias e seus trabalhos tinham valor. A idade era respeitada pelo que haviam sido ou haviam realizado em toda a sua vida. Velhice não necessariamente invalidez, não precisariam dar lugar aos mais jovens "dinâmicos, fortes e inteligentes".
Quando eu era criança, as pessoas tinham amigos... Poucos amigos, é claro, mas estavam próximos. Não eram apenas um perfil em alguma rede social. Os contatos eram anotações em agendas de papel. Popularidade era importante, mas havia muitas outras formas de ser importante.
As pessoas não tinham endereços virtuais. Era possível fazer uma visita, dar um abraço e tomar um café. E quando distante, costumava-se mandar cartas escritas de próprio punho.
Não há como negar que nos dias de hoje há mais direitos e as violências são melhor combatidas que antes. Que as pessoas menos favorecidas começam a ser ouvidas. Que todos podem ter melhores oportunidades, contrapondo ao passado não muito distante em que as oportunidades não eram para todos.
Seria tão bom se o futuro fosse construído consertando o que havia de errado sem perder o que já funcionava tão bem...
Antigamente, ouvir um não, significava que a porta ainda estava aberta; quando se discordava não significava que havia discórdia; e pensar diferente, não significava escolher outro caminho sozinho.
Aliás, o ideal de amar era, não só saber que não estávamos ou não estaríamos a sós na caminhada, mas era ter a fé de que não ficaríamos sós amanhã também... E depois, depois, depois e depois...
Os projetos eram de longo prazo. O mundo era mais lento, as coisas não aconteciam tão rápidas. As tecnologias não eram tão acessíveis, não mudavam todos os dias.
Hoje todos têm facilidades. O mundo ficou melhor, mais conectado e, no entanto, as pessoas se sentem mais sós e quem não está sozinho perderá sua companhia antes de sua morte... Concordo que antes não era muito diferente, afinal o destino de quem amava era ficar só. Mas havia filhos que cuidavam de seus pais. Não faz muito tempo, não era vergonhoso andar ao lado dos pais. Asilos eram lugares para quem não tinha filhos.
Os filhos de hoje não podem mais cuidar de seus pais, não querem mais cuidar. Não há mais paciência. Na realidade, nem os pais em sua velhice querem mais conviver com seus próprios filhos ...
No passado, as pessoas tinham valor, mas não eram facilmente compradas. Ninguém precisava assinar um contrato para cumprir algo que prometera. A palavra de honra era mais importante. A corrupção sempre existira, mas a honestidade ainda era um elogio e não o estereótipo do fracasso.
Os mais velhos eram pessoas mais experientes, sábias e seus trabalhos tinham valor. A idade era respeitada pelo que haviam sido ou haviam realizado em toda a sua vida. Velhice não necessariamente invalidez, não precisariam dar lugar aos mais jovens "dinâmicos, fortes e inteligentes".
Quando eu era criança, as pessoas tinham amigos... Poucos amigos, é claro, mas estavam próximos. Não eram apenas um perfil em alguma rede social. Os contatos eram anotações em agendas de papel. Popularidade era importante, mas havia muitas outras formas de ser importante.
As pessoas não tinham endereços virtuais. Era possível fazer uma visita, dar um abraço e tomar um café. E quando distante, costumava-se mandar cartas escritas de próprio punho.
Não há como negar que nos dias de hoje há mais direitos e as violências são melhor combatidas que antes. Que as pessoas menos favorecidas começam a ser ouvidas. Que todos podem ter melhores oportunidades, contrapondo ao passado não muito distante em que as oportunidades não eram para todos.
Seria tão bom se o futuro fosse construído consertando o que havia de errado sem perder o que já funcionava tão bem...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Construir oportunidades...
Construir oportunidades nos faz mais felizes...
Nem sempre necessariamente a primeira vez; as oportunidades não precisam ser inéditas... Mas necessariamente ser o primeiro, quando a pessoa a ser feliz somos nós mesmos. É nossa obrigação primeira fabricar essa oportunidade. Porém, assim como no direito de cada um: que a nossa felicidade não prejudique a felicidade de outros; que a nossa felicidade não seja a infelicidade de muitos.
Uma ressalva quando se tratar da "inveja". A "inveja" que os outros sentirão por causa do nosso bem-estar não conta. E, é claro, que a inveja não seja da nossa iniciativa. Importante é não semear mais inimizade do que aquelas que surgem naturalmente, sem qualquer esforço de nossa parte, que aliás parece capim... A felicidade é para alguns um solo fértil para todo tipo de erva daninha... Infelizmente...
O melhor nível de felicidade que podemos chegar é aquela que construímos para os outros. Ou seja, fazer alguém feliz, cuja ação nos faz felizes também, é o melhor nível de oportunidade que podemos alcançar dentro da nossa capacidade de satisfação pessoal e elevação espiritual.
Às vezes ou diria muitas vezes, não podemos simplesmente sentar e esperar que as coisas boas aconteçam. As oportunidades não surgem do nada, ao contrário, precisam ser construídas, precisam de pró-atividade.
E essa atitude de transformar o dia começa pela maneira de pensar. É preciso retirar os pensamentos negativos e identificar os pontos positivos. Calar antes de falar mal e desfazer o silêncio para os elogios. Isso torna nosso dia melhor, seja ele de chuva ou de sol. A chuva é tão importante quanto o sol e cada fenômeno tem a sua devida importância. Nem tudo nesse mundo está entre o bem e o mal ou certo ou errado. Apenas são diferentes. O problema não é a diferença, mas o extremismo. Muito sol provoca a seca que prejudica o equilíbrio natural de uma região, assim como muita chuva também provoca os mesmos desequilíbrios.
Se pensarmos bem, a Natureza não possui desequilíbrios, possui mecanismos de compensação. São simplesmente consequências e efeitos colaterais, hoje, muitas delas, causadas pela agressão do Homem.
Se você achar que o mundo não está muito a fim de proporcionar alguma alegria ou alguma boa surpresa, faça você mesmo. Procure cantar, procure ouvir uma boa música ou assista a um filme que gosta e a muito tempo não vê. Presenteie-se, é claro, de maneira simples e sem malefícios financeiros. Existem presentes que não custam caro, às vezes, não custam nada. Se em algum momento não ganhar nada, nem puder comprar alguma coisa. Quando a vida não oferecer algo que queira, é preciso abraçar, pedir um abraço, é preciso dizer a primeira palavra de afeto, fazer um elogio, fazer um carinho... Pronto, a oportunidade estará construída...
Nem sempre necessariamente a primeira vez; as oportunidades não precisam ser inéditas... Mas necessariamente ser o primeiro, quando a pessoa a ser feliz somos nós mesmos. É nossa obrigação primeira fabricar essa oportunidade. Porém, assim como no direito de cada um: que a nossa felicidade não prejudique a felicidade de outros; que a nossa felicidade não seja a infelicidade de muitos.
Uma ressalva quando se tratar da "inveja". A "inveja" que os outros sentirão por causa do nosso bem-estar não conta. E, é claro, que a inveja não seja da nossa iniciativa. Importante é não semear mais inimizade do que aquelas que surgem naturalmente, sem qualquer esforço de nossa parte, que aliás parece capim... A felicidade é para alguns um solo fértil para todo tipo de erva daninha... Infelizmente...
O melhor nível de felicidade que podemos chegar é aquela que construímos para os outros. Ou seja, fazer alguém feliz, cuja ação nos faz felizes também, é o melhor nível de oportunidade que podemos alcançar dentro da nossa capacidade de satisfação pessoal e elevação espiritual.
Às vezes ou diria muitas vezes, não podemos simplesmente sentar e esperar que as coisas boas aconteçam. As oportunidades não surgem do nada, ao contrário, precisam ser construídas, precisam de pró-atividade.
E essa atitude de transformar o dia começa pela maneira de pensar. É preciso retirar os pensamentos negativos e identificar os pontos positivos. Calar antes de falar mal e desfazer o silêncio para os elogios. Isso torna nosso dia melhor, seja ele de chuva ou de sol. A chuva é tão importante quanto o sol e cada fenômeno tem a sua devida importância. Nem tudo nesse mundo está entre o bem e o mal ou certo ou errado. Apenas são diferentes. O problema não é a diferença, mas o extremismo. Muito sol provoca a seca que prejudica o equilíbrio natural de uma região, assim como muita chuva também provoca os mesmos desequilíbrios.
Se pensarmos bem, a Natureza não possui desequilíbrios, possui mecanismos de compensação. São simplesmente consequências e efeitos colaterais, hoje, muitas delas, causadas pela agressão do Homem.
Se você achar que o mundo não está muito a fim de proporcionar alguma alegria ou alguma boa surpresa, faça você mesmo. Procure cantar, procure ouvir uma boa música ou assista a um filme que gosta e a muito tempo não vê. Presenteie-se, é claro, de maneira simples e sem malefícios financeiros. Existem presentes que não custam caro, às vezes, não custam nada. Se em algum momento não ganhar nada, nem puder comprar alguma coisa. Quando a vida não oferecer algo que queira, é preciso abraçar, pedir um abraço, é preciso dizer a primeira palavra de afeto, fazer um elogio, fazer um carinho... Pronto, a oportunidade estará construída...
O filme A Partida e o arrependimento irremediável...
Já comentei em outro texto sobre o filme A Partida para expor as formas de perdão que são caracterizadas no filme. O perdão, o não perdão e o imperdoável aparecem a todo o instante na história, bem como o arrependimento diante do inevitável e, principalmente, diante do irremediável.O arrependimento diante daquilo que não se pode mais mudar, talvez seja uma das dores mais devastadoras. E uma das formas definitivas retratadas na película é exatamente a morte.
Na morte não há mais diálogo, não há mais oportunidade, não há mais perdão. Tudo ficará da maneira como terminou e ficará para quem vive, não para quem vai. Por isso, é importante, ao assistir, entender a mensagem que é passada e vivê-la, de agora em diante, oportunizando o perdão e incorporá-la nas nossas atitudes para o resto de nossas vidas e com isso maximizar a capacidade de se fazer feliz.
Para mim, a reflexão mais emblemática, não trata exatamente a questão do perdão que concedemos ao outro, mas o perdão que nos permitirá ser feliz. Esse perdão não é aquele que é sinônimo de engano ou ilusão. Trata-se do perdão aceitação, ou seja, você conhece na pessoa a ser perdoada características com as quais não concorda, mas que essas características, que no fundo, no fundo, não ferem em nada os seus verdadeiros valores. São apenas preconceitos, grande parte deles impostos por uma sociedade à qual não precisa prestar contas. É claro, isso não deixa de ser uma avaliação para as coisas que realmente valem a pena. Essa ideia seria semelhante à mãe que perdoa um filho que está na cadeia, pagando por um crime que cometeu e se arrependeu. Seria correto essa mãe não perdoar esse filho? Seria uma vergonha ter um filho que está na cadeia?
Esse preconceito imposto pela sociedade é insignificante diante do amor dessa mãe por seu filho. Seu filho já está pagando pelos seus erros, não deve mais nada à sociedade e por causa do seu arrependimento não mais fere os princípios dessa mãe. O amor é a coisa mais importante nesse momento.
Diante dessa analogia extrema, eu vejo outros fatos muito menos significantes e no entanto um rigor tão grande, que o perdão fica relegado a um segundo plano e, com isso, se condenam e jogam fora os momentos felizes até que se tornem irremediáveis.
É importante, saber avaliar o que realmente importa e viver a felicidade proporcionada pelo perdão, antes que ele se transforme em um arrependimento irremediável...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Paciência para o que realmente importa...
Uma tirinha publicada no Facebook, que apresenta os personagens criados pelo cartunista argentino Quino, dentro do espírito das mensagens que ele sempre buscou transmitir.
Nesta bem humorada passagem, não há como um pai ou uma mãe não sentirem uma certa empatia. Imagino que as atitudes tomadas diante do fato foram as mais diversas, que devem ter variado entre a compreensão até a quase total repressão da capacidade de expressão infantil.
Olhando esses rabiscos, penso que não reprimir a criatividade das crianças é um bom exercício, não sei de que, mas... evitar certas obras de arte, sem dispensar essas grandes descobertas, resumem um pouco sobre a arte de educar.
Não sei vocês, mas eu, como pai, depois de tantos anos... Fico pensando nas preocupações que tive ao querer ter uma casa bonita e "clean" como se não houvesse crianças em casa. Todas as coisas certinhas e no lugar... Nada destruído, quebrado ou estragado. Simplesmente para receber amigos que, também tinham ou tiveram filhos, aos quais não lhes faziam a menor diferença aqueles pequenos rabiscos, que em nada diminuiria a felicidade de encontrá-los para uma visita...
Pois bem, depois que cumprimos todas as missões, depois que todos deixaram para trás a sua infância, permanece uma parede riscada ou não, em uma casa que nem é mais nossa... Afinal, o próprio tempo tratou de estragá-las mesmo, escondendo os desenhos e exaltando as rugas envelhecidas... Paredes que no final das contas não valiam nada. A única coisa que me importa hoje são os próprios filhos. As paredes ficaram, mas ficaram para trás juntamente com a infância...
Nesta bem humorada passagem, não há como um pai ou uma mãe não sentirem uma certa empatia. Imagino que as atitudes tomadas diante do fato foram as mais diversas, que devem ter variado entre a compreensão até a quase total repressão da capacidade de expressão infantil.
Olhando esses rabiscos, penso que não reprimir a criatividade das crianças é um bom exercício, não sei de que, mas... evitar certas obras de arte, sem dispensar essas grandes descobertas, resumem um pouco sobre a arte de educar.
Não sei vocês, mas eu, como pai, depois de tantos anos... Fico pensando nas preocupações que tive ao querer ter uma casa bonita e "clean" como se não houvesse crianças em casa. Todas as coisas certinhas e no lugar... Nada destruído, quebrado ou estragado. Simplesmente para receber amigos que, também tinham ou tiveram filhos, aos quais não lhes faziam a menor diferença aqueles pequenos rabiscos, que em nada diminuiria a felicidade de encontrá-los para uma visita...
Pois bem, depois que cumprimos todas as missões, depois que todos deixaram para trás a sua infância, permanece uma parede riscada ou não, em uma casa que nem é mais nossa... Afinal, o próprio tempo tratou de estragá-las mesmo, escondendo os desenhos e exaltando as rugas envelhecidas... Paredes que no final das contas não valiam nada. A única coisa que me importa hoje são os próprios filhos. As paredes ficaram, mas ficaram para trás juntamente com a infância...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O que os meus erros me ensinam...
O que o tempo me ensina é que eu não ensino nada, mas estamos todos nesta escola aprendendo juntos.
Como regra não faço mais aquilo que o meu coração de antemão me diga que é errado.
O restante... Não existe o certo ou o errado. Na verdade, ele vai se dividir entre o que deu certo ou o que foi semeado.
Ainda não deu certo, porque alguns frutos levam tempo para madurar. Não deu certo, porque algumas sementes podem ficar muito tempo sem germinar. E isso não significa que não vai acontecer. Só não irá nascer se a vida se for. Não podemos perder a fé. Principalmente a fé em nós mesmos.
O importante é fazer a nossa parte, é continuar a luta. Não desistir.
Parece difícil construir uma casa, mas é mais fácil assentar um tijolo. Visualizar a parede é mais simples. A simplicidade deve fazer parte das grandes missões. Come-se o bolo em fatias.
De tudo que me acontece, até as coisas que não considerei tão boas, tento delas retirar algum aprendizado, algo que posso levar para o futuro, que seja leve e ajude muito.
Aprende-se mais na dor, por isso devemos aprimorar o nosso aprendizado. Por que não aprender com as boas experiências, com a experiência dos outros? Aprender com o silêncio... Aprender com quem não ensina... É preciso aprender a perceber o exemplo... Exemplo dos outros, da Natureza... De Deus...
Independente disso, tenho em mente que aprender é apenas um mapa que poderá me ajudar a prosseguir na próxima etapa.
A chegada ao nosso destino depende do corpo e do espírito que colocamos no asfalto. Ninguém pode dançar a música por nós. Os nossos pensamentos são o alimento que irão manter o nosso entusiamo. Motivação são como pedras preciosas ao longo da estrada. É preciso desenvolver olhos para enxergá-las, mãos habilidosas para selecioná-las e paciência para encontrá-las.
Chega um instante que nos voltamos para o passado e vemos que apesar dos tropeços, a paisagem era recheada de alegria, de conquistas e de vitórias.
Sim, caminhamos muito e alcançamos lugares inimagináveis. Algumas vezes a memória falha, concentramo-nos apenas em determinadas coisas. Esquecemos outras igualmente importantes. Por estarem sempre ali, não nos damos conta e nem damos a devida consideração. É como a água que precisamos beber e só valorizamos quando nos falta. Mais importante que a água são as pessoas que nos alimentam de amor e carinho. É importante que os erros e as dificuldades nos ensinem, porém, não ofusquem a beleza do caminho.
No fim, valemos pelo que aprendemos e não pelo que deixamos de aprender. Valeu muito pelas minhas risadas e muito mais pelos sorrisos que recebi ou consegui produzir.
Como regra não faço mais aquilo que o meu coração de antemão me diga que é errado.
O restante... Não existe o certo ou o errado. Na verdade, ele vai se dividir entre o que deu certo ou o que foi semeado.
Ainda não deu certo, porque alguns frutos levam tempo para madurar. Não deu certo, porque algumas sementes podem ficar muito tempo sem germinar. E isso não significa que não vai acontecer. Só não irá nascer se a vida se for. Não podemos perder a fé. Principalmente a fé em nós mesmos.
O importante é fazer a nossa parte, é continuar a luta. Não desistir.
Parece difícil construir uma casa, mas é mais fácil assentar um tijolo. Visualizar a parede é mais simples. A simplicidade deve fazer parte das grandes missões. Come-se o bolo em fatias.
De tudo que me acontece, até as coisas que não considerei tão boas, tento delas retirar algum aprendizado, algo que posso levar para o futuro, que seja leve e ajude muito.
Aprende-se mais na dor, por isso devemos aprimorar o nosso aprendizado. Por que não aprender com as boas experiências, com a experiência dos outros? Aprender com o silêncio... Aprender com quem não ensina... É preciso aprender a perceber o exemplo... Exemplo dos outros, da Natureza... De Deus...
Independente disso, tenho em mente que aprender é apenas um mapa que poderá me ajudar a prosseguir na próxima etapa.
A chegada ao nosso destino depende do corpo e do espírito que colocamos no asfalto. Ninguém pode dançar a música por nós. Os nossos pensamentos são o alimento que irão manter o nosso entusiamo. Motivação são como pedras preciosas ao longo da estrada. É preciso desenvolver olhos para enxergá-las, mãos habilidosas para selecioná-las e paciência para encontrá-las.
Chega um instante que nos voltamos para o passado e vemos que apesar dos tropeços, a paisagem era recheada de alegria, de conquistas e de vitórias.
Sim, caminhamos muito e alcançamos lugares inimagináveis. Algumas vezes a memória falha, concentramo-nos apenas em determinadas coisas. Esquecemos outras igualmente importantes. Por estarem sempre ali, não nos damos conta e nem damos a devida consideração. É como a água que precisamos beber e só valorizamos quando nos falta. Mais importante que a água são as pessoas que nos alimentam de amor e carinho. É importante que os erros e as dificuldades nos ensinem, porém, não ofusquem a beleza do caminho.
No fim, valemos pelo que aprendemos e não pelo que deixamos de aprender. Valeu muito pelas minhas risadas e muito mais pelos sorrisos que recebi ou consegui produzir.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Sonhar é parte de Planejar...
O futuro se reparte entre o que queremos fazer, o que podemos fazer e aquilo que precisamos fazer. A sabedoria reside justamente na nossa capacidade de equilibrar essas forças.
Certas pessoas têm o dom de direcioná-las, todas, na mesma direção. No meu caso porém, essas forças são como a vontade de dormir (que é o que eu quero fazer), a necessidade de trabalhar e o que posso fazer é cortar o tempo do café para descansar mais um pouco e ainda assim chegar no horário. Na realidade, o que eu deveria fazer seria dormir mais cedo (e deixar de fazer coisas que gosto de fazer à noite), para descansar o necessário e suficiente e poder acordar mais cedo para fazer tudo que é necessário para manter o corpo sadio, ou seja, acordar cedo, tomar um bom café da manhã e fazer exercícios físicos antes de começar a trabalhar (e dessa forma deixar de fazer coisas que queria na noite anterior). É tudo que posso: fazer... fazer... fazer...
Por outro lado, também é importante deixar de fazer um pouco, no sentido de executar, e fazer mais, no propósito de planejar. Mas planejar, não é só sonhar. Sonhar é apenas uma parte do processo de planejar. É um estímulo, uma mentalização, um rascunho de uma visão de futuro, que as pessoas costumam eliminar dos seus processos de melhoria contínua.
Assim como sonhar, também é preciso viabilizar, dar condições. Que é também uma parte do planejar que muitas vezes fica esquecida. É pensar naquelas coisas como por exemplo quando queremos realizar uma viagem: quanto de dinheiro será necessário? quanto de tempo precisaremos? como faremos para que nada falte até a viagem e durante a viagem e, por fim, conciliar o fato de que a vida continua depois da viagem...
Normalmente, supervalorizamos a necessidade de fazer as coisas que precisam ser feitas, ou seja, as nossas obrigações; subestimamos a nossa capacidade de fazer; e nos esquecemos das coisas que queremos fazer, que as pessoas costumam estereotipar como lazer, coisas fúteis ou supérfluas, para cuidar das obrigações...
Já fiz de tudo um pouco e entre erros e acertos, depois de tanto tempo, vejo que ainda tenho muito a aprender. Também tenho a sensação de recomeçar tudo outra vez. O que posso dizer é que se tivesse desistido, aí sim, eu seria realmente infeliz. Não estou tentando corrigir o que acho que fiz de errado, na verdade, tento seguir um caminho a partir do local no qual constatei que estava errado. Acertar me faz feliz, porém, descobrir o caminho certo me torna esperançoso. O fato que me torna igualmente feliz é a capacidade de retomar a caminhada rumo a aquilo que acredito.
Não concordar também faz parte da verdadeira amizade, assim como respeitar a opinião do outro. Mesmo porque na vida, em geral, acertamos juntos e erramos sozinhos. Quando lucramos, podemos repartir com os outros; quando temos prejuízo, é bem provável que paguemos a conta sozinhos. Por isso, é importante que a cada decisão eu tenha a consciência das consequências: o que acontecerá se eu errar e o que acontecerá se eu acertar?
E, por fim, ter a disposição de sempre me exaurir ante o planejamento de uma decisão. E depois de decidido, não ter medo de tentar acertar e sair à luta. Haverá momentos em que saber o que é certo se assemelhará a saber quais números serão sorteados na loteria. É um direito sonhar e planejar um futuro desejado. É um dever batalhar para que ele aconteça e peça a Deus para abençoar em todos os seus caminhos e suas decisões.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Recomeçar...
Recomeçar é uma arte...
É ter humildade para se perdoar.
É sabedoria para reconhecer os próprios erros.
É disposição para refazer o que não ficou tão bom.
É ter esperança de que tudo vai dar certo.
É muita fibra para vencer os obstáculos.
Recomeçar deveria ser uma disciplina,
no entanto, é uma maneira de dizer que aprendeu,
uma lição refeita...
O recomeço não escolhe ninguém.
Nós escolhemos a sua hora. É atitude...
Uma página em branco todos os dias...
Disponível para quem estiver disposto a escrever sua própria história.
E por fim, recomeçar é próprio das pessoas com instinto de Fênix...
Uma oportunidade que a vida oferece a quem perdeu muito ou quase tudo...
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