terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Comportamento - IX - O devido tamanho dos problemas...

A arte de enfrentar problemas começa por se perguntar: qual é o problema?
E ao sabê-lo, dimensionar seu exato tamanho.
Grandes problemas, nem sempre exigem grandes soluções.
No entanto, exigem um controle da nossa preocupação e do nosso medo.
Tudo bem dosado...
Porque a preocupação retira a capacidade de planejar. Leva-nos a perder o foco, de esquecer o objetivo principal.
E o medo nos bloqueia, nos paralisa e limita a capacidade de executar os movimentos perfeitos.
Devemos transformar o medo naquilo que nos permitirá sobreviver a mais uma etapa.
O medo não é o contrário de coragem.

Comportamento - VIII - Ser um campeão e a meritocracia...

A meta pode ser tornar-se campeão. Mas a cada torneio há somente um campeão.
"Tá, tudo bem! Podemos ter dois ou mais... Mas algumas vezes apenas..."
Em cada torneio vemos um vencedor, mas nem nos importamos tanto com os outros... Todos os outros que saíram derrotados.
Por mais torneios que possamos criar, não haverá possibilidade de fazer de todos os participantes um vencedor. É um sofisma dizer que "o importante é competir..."
A quem isso interessa?
A meritocracia se assemelha a uma pirâmide: um campeão se forma à custa de inúmeros perdedores. Na qual muitos entram na pista de largada com alguma vantagem sobre os outros, tal qual uma largada de Fórmula 1, ou quase, pois o posicionamento nessa competição é dada pelo mérito do melhor tempo, enquanto que na corrida da vida, essas vantagens fazem parte dos indivíduos ainda que não tenham feito nada para merecê-las.

sábado, 16 de setembro de 2017

Comportamento - VII - Os ventos da mudança...

Mudanças... Tudo na vida são mudanças... E mudar de residência e de endereço parecem a mesma coisa, mas não é.
Mudar de endereço é praticamente um clique do mouse.
Mudar de residência é um processo... E, às vezes, muito longo. Eu diria que não tem fim. Porque mudar é algo natural na vida de qualquer ser humano.
Envelhecer é um lento e longo processo de mudança.
Então, o problema não é mudar.
O importante é aprender a mudar e aceitar a inevitável mudança na vida de cada um de nós.
Mudar é a regra.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Comportamento - VI - Preparar-se para ser um campeão...

O campeão tem como meta chegar à grande final.
Porém, o dia da grande final não é a data mais importante.
Para o vencedor todos os dias que antecedem a sua meta são primordiais.
Todo o planejamento para chegar ao dia da grande final é essencial.
Executar o planejado com rigor todos os dias para chegar ao dia da grande final é imprescindível.
No dia da grande final, o vencedor apenas cumpre o objetivo principal, mas o verdadeiro campeão foi construído todos os dias que o antecederam.
"O importante é a viagem e não o destino"

sábado, 19 de agosto de 2017

Comportamento - V - Navegar juntos...

As relações entre pessoas deixou de ser um barquinho. Deixou de ser metade de uma laranja.
Hoje cada um toca seu barco, ainda que lado a lado, viajando pelos mesmos destinos.
Ainda que um reboque o outro quando necessário ou enfrentem juntos tempestades...
Tem a grata satisfação de poder mostrar o caminho ou de compartilhar novas aventuras rumo a terras desconhecidas.
Antes de cruzar o imenso oceano é preciso acreditar que carregam todos os insumos para prosseguir no desafio de navegar juntos. E é claro, jamais deve ser a primeira viagem.
Nas relações o que importa antes de compartilhar a viagem é compartilhar expectativas, sonhos, projetos, conhecer quais as cordas que seguram suas velas, quais mapas carregam, quais destinos  pretendem aportar e mais importante: quais princípios e valores regem a sua navegação.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Perspectiva - II - Escrever nas folhas em branco da nossa vida...


O dia a dia da vida não é inseguro ou indefinido. Não é loucura!
Há uma história a ser escrita sem segredos. Que pode ser até imprevisível desde que surpreendentemente positiva.
Que não seja irreconhecível, mas mantenha valores e expectativas.
Que não tenha mãos atadas, mas que se guie por meio de uma missão e uma visão de futuro.
Que não seja orientada pelo preconceito ou pelo estereótipo e sim pela justiça.
Que não tenha limites, mas mantenha o respeito.
Afinal, o futuro é um caderno de folhas em branco no qual não se escrevem coisas sem nexo, sem sentido ou obscuras.
Ele ainda não foi escrito, ainda que as páginas sabiamente sejam brancas e possua linhas orientadoras.
E por fim, escrever deve ser prazeroso, devemos amar a nossa história de vida. E precisa valer a pena ser lido.
 

sábado, 12 de agosto de 2017

Problemas Intermináveis... Infinitas Soluções...

Queria resolver problemas... Todos eles, de todos, sempre...
Mas problemas são games de infinitas fases.
Porém, no início, a vida toda quis evitá-los... Os inevitáveis...
E quando criança eles eram assustadores.
Eram doenças, guerras, calamidades... Não havia lugar seguro...
Não havia paz...
Hoje contudo me basta a disposição para enfrentá-los.
Vencer, no modelo meritocrático, é essencial, mas não há primeiros lugares para todos.
Vencer, é o objetivo, mas o que importa é o jogo.
Enfrentá-los sempre é imprescindível, para tentar resolvê-los da melhor maneira.
De forma justa e com a melhor equipe em quadra.
Aliás, descobre-se que o importante não é vencer a morte, mas viver a vida, esse lapso temporal.
"A vida é o jogo" e não importa o resultado.
"A vida é a viagem e não o destino".

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ninguém é dono...

Eu entendo que todos nós temos deveres para fazer todos os dias de nossas vidas.
Entendo também que algumas coisas precisam de alguém para que sejam feitas.
Entendo perfeitamente que se alguém não fizer, vai ficar faltando um pedaço.
Mas tenho toda a convicção de que é preciso criar, inventar, sonhar...
Planejar.

Então, baixar a cabeça todos os dias, não irá torná-los melhores e nem nos transformará em pessoas melhores e mais felizes.
Isso porque viver, antes de ser uma grande missão, é uma grande viagem.
Qualquer pedaço do nosso viver é mais importante que qualquer dever, tarefa ou obrigação.
E viver a vida consiste exatamente em dar equilíbrio aos direitos e deveres.
É preciso ser justo com o nosso corpo e com nosso espírito.

Na vida, precisamos de férias, ainda que nossa natureza seja dinâmica.
Nós precisamos de sono e direito de dormir, ainda que algo só seja criado quando estamos acordados.
Embora tudo ocorra somente quando estamos despertos, conscientes, necessitamos de descanso, de silêncio...
Precisamos olhar um pouco para dentro...
Dentro de nós e dentro dos outros também...

Assim,  temos deveres para com o mundo e hora para os deveres do "eu".
Aquele "eu", que gosta de violão, de música, de sonhos.
Aquele "eu" da elaboração, dos pensamentos, do planejamento, da introspecção, da meditação.
E que tornamos a última pessoa com direitos, que não tem deveres para consigo mesma, que nasceu somente para servir aos outros.

É necessário equilíbrio entre luzes e sombras, entre sol e chuva.
Precisamos de uma justa forma de ser e viver.
Precisamos de harmonia, mas essencialmente de respeito.
Zelo à nossa capacidade de fazer.
Respeito ao nosso tempo, ao direito de não saber, de querer e de entender que nem tudo é da maneira que sonhamos, nem em nós e muito menos nos outros.

Mas ainda assim persistir e seguir em frente.
Submissão às diferenças, porque ninguém é mais ou menos importante por ser capaz de fazer mais.
Afinal ninguém é dono da verdade.
Ninguém deve ocupar o tempo do outro se não foi autorizado.
Muito menos ser dono da vida dos outros.

sábado, 5 de agosto de 2017

Comportamento - IV - Preocupações Desnecessárias...

Preocupações são evitáveis de problemas inevitáveis...
Muitas crises, por pior que parecessem, foram superadas ao longo da história.
Não foi fácil, mas muitas delas foram minimizadas pela nossa atitude.
Podemos mudar poucas coisas nessa vida.
Nas muitas coisas que não temos o poder de modificar, nossa atitude pode mudar a maneira de enfrentá-las.
Saber amenizar a dor também é enfrentar.
Ser otimista e ter esperança, também.
"Crise é risco e oportunidade no ideograma chinês".
"Então, seja capaz de fazer do pior momento, o seu melhor momento".

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Comportamento - III

Ser doméstica é uma profissão tão digna quanto ser médica.

O problema reside no reconhecimento, na valorização. Ou igual ao que diziam antigamente: "o trabalho dignifica o Homem, o que avilta é o salário".

É comum a valorização da profissão que ofereça maior retorno do salário aplicado, que existam poucos com tal especialização e, é claro, sejam igualmente necessários. Ou ainda, são valorizados aqueles dispostos a fazer algo julgado importante ou interessante e que poucas pessoas fariam.
Sei lá quantos outros motivos que valorizam mais um profissional que outro.

Mas isso não é a regra, a maioria das profissões é comum. O que não exige conhecimento, exige força, importância, riscos, habilidade e outras tantas virtudes, que normalmente não estão concentradas em uma pessoa somente.

A questão não é a valorização, mas a diferença de valorização que é dada.
Por que o trabalho de uns custa tão caro e outras custa tão barato?
Por que alguns têm muito mais direitos, enquanto outros não tem quase nada?


Sempre haverá uma diferença, mas que ela não seja grande, que seja justa e que esse reconhecimento proporcione dignidade.

sábado, 29 de julho de 2017

Perspectiva - I

Li certa vez que ajudar a borboleta a sair do casulo é um erro. Suas asas só se abrem plenamente durante o ritual de se desprender da sua casca na qual sofreu o processo de metamorfose.

Então, no caso, ajudá-la a se desvencilhar e poupar o seu esforço, poderá determinar uma má formação. Ou seja, esse pequeno auxílio trará prejuízos irreversíveis à sua possibilidade de voar.

Por analogia, vejo que a vida moderna é cheia dessas facilidades e fica difícil distinguir o que está retirando as pessoas de seu casulo e causando danos à sua capacidade de enfrentar o mundo, daquilo que realmente seria uma ajuda necessária para oferecer uma vida melhor.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Comportamento - II

O apego é a fonte de tristezas e decepções.
Mas existe uma confusão entre desapego e descaso.
Uma analogia não muito boa, mas que tem o mesmo sentido é compará-lo com a caridade.
Caridade nos leva a fazer pelo outro aquilo que não queremos para nós, melhor dizendo, é uma condição na qual não queremos estar: a de precisar de caridade.
Então, desapego é o amor incondicional, amamos sem precisar ser amados, sem reciprocidade, sem gratidão.
Apesar de precisarmos ser amados, é mais importante saber amar.
Principalmente, saber amar a si mesmo para então amar o outro.
Amar sem querer nada em troca.

sábado, 22 de julho de 2017

Comportamento - I

Nos anos 80 havia na minha cidade um serviço telefônico denominado "disque-amizade", que antecedia os futuros "chats" na internet. As pessoas discavam para um número telefônico (acho que era 145) e  o serviço colocava-os em uma "sala de bate-papo". À época foi um excelente exercício fonoaudiológico, assim como tempos depois, os "chats" para mim, ao contrário da maioria, seria um local importante para aprimorar minha redação.
O que existe de importante em toda essa história é o fato de, há algumas semanas, eu assinar um plano de celular que tem uma característica peculiar: "ligações ilimitadas para qualquer operadora em qualquer lugar do país".
Com isso, enfim chegou uma promessa dos anos 90: baixo custo das ligações. Diziam que a manutenção da infraestrutura para telefonia móvel seria muito menor que a telefonia fixa, que também à época era analógica.
Enfim, minhas façanhas no 145 terminaram em uma conta exorbitante em um determinado mês. Desde então raramente fazia minhas incursões no mundo da voz.
Hoje, posso falar o tempo que quiser para qualquer lugar do país. Não existe mais a ligação interurbana. Perde o sentido inserir o código da operadora de longa distância.
O celular virou "smartphone". Até serve para telefonar, no entanto, o que mais queremos é ter acesso a internet. Ah! Essa ainda têm uma limitação de uso, uma cota e a maioria não liga mais, deixa um recado no WhatsApp. A gente não houve mais a voz das pessoas ocupadas e os recados nem precisam vir bem escritos. Na verdade, quanto mais resumido, abreviado, melhor.
Troquei minha face por um "smile". Não peço autógrafos, tiro "self".

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Maturidade - XVI

A maturidade nos leva a compreender que nossa vida pessoal precisa da mesma atenção que oferecemos à vida profissional.
Ou seja, a mesma firmeza com que determinamos nossas ações profissionais precisam também ser dedicadas carinhosamente à vida pessoal.
Isso, sem contar que somos filhos, pais, estudantes e amigos...
Somos a mesma pessoa atuando em mundos paralelos inter-relacionados ou não, com as mesmas necessidades e as mesmas limitações.
É claro, não há tempo, nem recurso para tudo, só que às vezes nos esquecemos de minimamente reparti-los.
Não esqueça a sua relevância para um seleto grupo de pessoas.
Você está entre as pessoas que realmente importam.

sábado, 15 de julho de 2017

O meu melhor - I

O futuro é uma colcha de retalhos, em que a sua vontade é apenas um quadradinho minúsculo.
A sua maneira de pensar não combina com as cores que estão colocadas, mas é o pedaço que resta para completar o desenho.
Mesmo que o meu espaço seja o melhor de todos, nada disso importa. Será sempre uma colcha de retalhos...
Pouco importa ser harmônico, se não existe amor no trabalho que produzi.
Vale a pena apenas o que foi de acordo com os meus princípios, meus valores e minha consciência.
Tentei agradar, sem me desagradar.
Tentei melhorar, sem me prejudicar.
Tentei fazer sorrir, sem me entristecer.
Tentei fazer feliz, sem ser infeliz.
Eu fiz o meu melhor.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Maturidade - XV

Maturidade é um objetivo, uma finalidade...
Contraditoriamente é um começo e sempre um recomeço de vida...
Estaremos sempre revendo os passos.
Questionando atitudes e refazendo decisões.
Reconstruindo caminhos e amizades.
Um gerundismo que não tem fim.
Significa apenas ser melhor que ontem, porém ainda muito longe da perfeição...
Não quer dizer que não tenha valido a pena e que não se deva prosseguir na empreitada.
Maturidade é aprender a viver a vida...

sábado, 8 de julho de 2017

Maturidade - XIV

A maturidade pode até reduzir sua ansiedade, melhorar a sua racionalidade de maneira a equilibrar o gasto de sua energia com os problemas.
Você maximiza seus esforços e até compreende que problemas são essências do ser humano, da mesma forma que braços, pernas, pensamentos, cheiro, família e sorriso. Alguns não têm, outros mais, outros menos.
Você melhora sua atitude e sai em busca das demais competências necessárias.
Mas a maturidade não reduz a sua tristeza, nem indica que você está em uma zona de conforto. Você compreende, mas não aceita. Você busca a paz, mas a partir de então não deixa mais de enfrentar suas próprias batalhas.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Maturidade - XIII

Às vezes, temos vergonha, somos preconceituosos, orgulhosos e saímos de nós para assumir o papel.
Como se a vida fosse uma peça teatral, na qual se vive a intenção do seu patrão, da sua igreja, dos seus amigos, do mercado, da sua sociedade...
Quem somos nós, afinal de contas?
Será que existe algum minuto em que nos despimos do ator e nos deparamos com a nossa própria nudez?
Maturidade é permanecer diante de si mesmo, mesmo na condição de ator. É ser dono de suas próprias decisões.

sábado, 1 de julho de 2017

Maturidade - XII

Correr riscos faz parte de viver.
Cometer pequenos erros também.
Evita-se cometer grandes erros, porém nem sempre isso é evitável.
Normalmente os grandes erros estão por trás dos grandes riscos.
Erros oriundos de grandes incertezas são inaceitáveis.
O problema não está nos grandes erros, e, sim, na nossa incapacidade de lidar com suas consequências.
Maturidade é ousar correr riscos e enfrentar a máxima serenidade possível as consequências de se aventurar nos perigos necessários dessa vida.
Perigos necessários são nossas missões inevitáveis que podemos protelar até que seja possível enfrentá-los com certa racionalidade e estimativa.
É como o primeiro dia que seu primeiro filho vai sair de casa sozinho.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Maturidade - XI

Meritocracia é a arte de produzir muito derrotados e exaltar apenas um vencedor.
A perversidade é não oferecer igualdade na oportunidade de competir.
A maldade é dar todas as oportunidades ao vencedor.
Isso eleva a desigualdade.
É o contrário da democracia.
Maturidade é "tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades (Nery Junior)".

sábado, 24 de junho de 2017

Maturidade - X

Ouvi dizer que ovo de pata é melhor que o de galinha, no entanto, não é o mais consumido.
Também ouvi dizer que esse fato se deve ao cacarejar da galinha e o silêncio da pata ao botar seus ovos.
Por outro lado, aprendi que ser ruidoso não é sinônimo de maioria.
Não se questiona o que é melhor, mas a democracia.
Maturidade é a capacidade de escutar a maioria, mesmo que silenciosa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Maturidade - IX

É muito fácil julgar sem saber que usamos lentes.
A verdade despida é uma ilustre desconhecida na qual as pessoas teimam em acreditar que enxergam.
Ao carrasco resta rasgar a presunção de inocência.
Maturidade não discute a verdade, discute o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

sábado, 17 de junho de 2017

Maturidade - VIII

Todos os dias noventa e nove, vírgula nove por cento dos acontecimentos ocorrem à nossa revelia.
É a impotência diante do inevitável, indiferentemente se são boas ou más.
Isso inclui a vontade de pessoas capazes de nos afetar diretamente.
Se estamos vivos ainda temos zero vírgula um por cento.
Maturidade é a plenitude de viver o que nos resta, que representa cem por cento de nossa capacidade de decidir.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Maturidade - VII

Muitos acham que o fato de viver em sociedade, implica em total interdependência entre esses indivíduos.
O vento sopra sobre todas as velas, mas cada barco segue o rumo conforme suas decisões.
Essa é a verdadeira democracia.
É quando desatrelamos nosso barco de outro que nos guia.
Maturidade é aprender a conduzir seu próprio barco.

sábado, 10 de junho de 2017

Maturidade - VI

Maturidade não melhora a sua capacidade de resolver problemas.
Apenas aprimora a postura para enfrentá-los.
Então, não necessariamente há solução, mas utilizar todas as condições favoráveis para encontrar respostas.
É serenidade e equilíbrio para colocar o melhor time em campo. Maturidade é preocupar-se na medida certa.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Maturidade - V

É comum as pessoas acreditarem que a capacidade de resolver problemas é sinônimo de maturidade.
Maturidade é simplesmente a capacidade de saber enfrentar problemas.
Problemas podem ser insolúveis e essa é uma das alternativas para enfrentamento.
E, ao contrário, percebe-se que o pânico pode por tudo a perder.
Então, existe muito pouco na solução e muito na atitude.
É viver sem todas as respostas, entre muitas variáveis e mesmo assim, prosseguir na travessia da inevitável tempestade.
Somos barcos sempre em busca de novas terras.
Maturidade é descobrir a nossa essência e dar a ela a capacidade de ousar.


domingo, 4 de junho de 2017

Maturidade - IV

Algumas pessoas acreditam que sabem muito, porém se esquecem de compreender que não sabem tudo. E esse bloqueio impedem-lhes de perceber que não sabem e cegam-lhes a capacidade de aprender coisas novas. Perdem completamente o discernimento e projetam-se diante de um abismo, sem saber que estão em queda livre.
A maturidade nos leva a compreender a natureza humana e a sua total ignorância diante do Universo. É o exercício diário de humildade e sempre se questionar para que não seja traído pela própria arrogância, tal qual um capitão de um Titanic que se julga indestrutível...
Maturidade é a capacidade de descobrir algo novo mesmo diante de tanta sabedoria.

Maturidade - III

Quando se pensa na vida, encontramos uma intima relação com a maternidade e a paternidade. O nascimento é uma trilogia. São pelo menos três personagens que compartilham os mesmos momentos. São atores nos papéis de pai, mãe e filho ou filha.
Nessa peça, nenhum deles ensaiou o seu pedaço. O enredo se desnuda em um pouco de destino e algumas próprias decisões. Não se contam histórias, simplesmente se vive.
É um exercício de, aos poucos, passar de personagem à essência do artista. É normal que os pais incorporem a sua natureza primeiro que os filhos. A experiência, entenda-se tempo de vida, proporciona isso. As crianças ainda precisam aprender a sobreviver, antes de ganhar consciência de sua missão. É provável que a maioria se torne primeiro pais e só depois filhos, rompendo com a ordem natural dos acontecimentos.
Bons pais terão o dom da empatia. Compreenderão o que se passa na vida de seus filhos. É quando tornar-se-ão merecidos filhos de pais que talvez não mais existam...
O amor não é um produto de prateleira. É um ser vivo que se alimenta todos os dias.
A maturidade é a compreensão de todo esse processo passado de pai para filhos. 
É o resgate da essência sobre o papel. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Em busca da imortalidade...

Lembrei-me de uma música de Tom Jobim... que genialidade! Inesquecível...
Seu acervo se reverte na edificação da imortalidade...
Contudo, nessa boa lembrança, não houve uma nova composição, uma nova obra-prima... 
É porque a quase eternidade é construída em vida... um curto espaço de tempo para nossas obras...
Holisticamente importam o impacto e a visibilidade. 
De modo pessoal, vale a relevância, porque imprescindíveis são as lutas no anonimato, aqueles que colocam “tijolos na construção”. 
Melhor seria se nos tornássemos imortais ainda em vida...
Ainda tenho no diário de bordo algumas páginas em branco para escrever...
"Seguros estamos no porto, porém feitos para navegar", para “construir nossa reputação diante das tempestades e tormentas".
Por isso não posso acreditar em destino, nem aceitá-lo.
"Coisas boas estão por acontecer... basta lutar um pouquinho por elas."