terça-feira, 18 de setembro de 2007

Parábola dos talentos...

Há um momento em que precisamos cantar a nossa música para o mundo ouvir...
Creio que não seja só um direito, mas um dever que nos impõe a parábola dos talentos...
Existe uma porta que se abre ao longo de nossa jornada, na qual se determina o verdadeiro nascimento do nosso ser...
E que nessa hora, nossos olhos estejam bem abertos, nossos sentidos estejam todos atentos para o grande acontecimento...
Principalmente, esteja certo de que tal hora, diferentemente do parto de nossa mãe, não acontece num tempo determinado, ao contrário, é fruto da conjugação de todos os esforços que devotamos após ele, às vezes, ao longo de muitos anos...
Tenha a convicção de que colheremos os frutos, não somente porque semeamos, mas também por todos os dias que regamos, cuidamos e fertilizamos com nosso suor e nosso amor...
Que cada um descubra a sua música e possa cantar no instante devido, com a benção de Deus, premiando nossos pensamentos e atos, labutados incansavelmente todos os dias de nossas vidas.
Amém.

Vida Paradoxal...

Existem muitas coisas nesta vida que precisariam de mudanças ou de novos arranjos.
Contudo, nem tudo é passível de ajustes.
Tudo parece um processo de mutação, que não deixa marcas evidentes ao longo do tempo.
Por isso, é preciso fotografar para comparar o que envelheceu e o que rejuveneceu.
Na roda-viva muita coisa passa e é esquecida.
Se contrabalançarmos o que as evidências deixam no nosso dia-a-dia, parece que falta sempre um pedaço da gente, quando ontem havia um inteiro.
Em contrapartida, parece que algo novo sempre se acrescenta ao velho e surrado fardo que carregamos.
Na maioria das vezes é sempre um novo furo no velho tecido sujo e suado.
Passa a ser difícil dividir o tempo em frações maiores de degustação.
Agora é apenas uma questão de sobrevivência.
Os raios da manhã não brilham suas cores renovadas, nem motivam tanto quanto há anos atrás.
Os ânimos encontram-se anestesiados, tal qual as perspectivas que temos para a salvação do mundo e das pessoas.
Um sedativo é necessário todos os dias para que a avalanche de incertezas seja deixada de lado e não perturbe mais meu sono.
Estou no palco sem desejos maiores de público.
Encenar sempre a mesma peça, sem ensaios ou oportunidades de aprimoramentos.
O velho ator está cansado e o escritor de peças parece ter abandonado seus personagens.
A única frase que fica é a que diz: "tudo vai passar..."
Fico observando, então, que para tudo passar... Terei que ficar.
Para o tempo passar, terei que parar.
Para que tudo aconteça, terei que esquecer...
A vida tem seus paradoxos...

Recomeço...

Gostaria de apagar minhas realidades e viver um pouco dos sonhos que quero ter. Poderia imaginar mil fatos, mil lugares e outros tantos encontros que me esperam. Mas a realidade insiste em dizer que é preciso esperar o tempo sedimentar todos os acontecimentos. É preciso desfazer os pilares que suportam o insustentável, tudo a um preço muito caro.
Poderia ao invés de vivê-las, simplesmente esquecer, mas ainda assim, o tempo não passaria. Enfim, estou refém do meu tempo e da minha espera, que parece interminável. No qual, em alguns momentos reflito se deveria desistir, já que os anos que tenho são os poucos que me restam.
Mesmo assim, desistir não faria de mim alguém melhor ou autorizado a sonhar. Os sonhos são luxos que poucos conquistam e muitos desperdiçam de forma inacreditável.
Gostaria de ter uma nova oportunidade de fazer tudo certo e recomeçar do início e não do meio. Desejaria ter também todo o conhecimento que guardei para o dia em que pudesse sonhar. Porém, certos deslizes são imperdoáveis e intransponíveis e por fim, irremediáveis. Eu tive a oportunidade de fazer tudo certo, mesmo sem sabê-lo. E ainda que tivesse consciência, ainda assim, não saberia qual seria a melhor decisão. É uma crueldade da vida, que prega peças e nos limita em nossas próprias limitações. Da minha viagem de primeira classe, ficaram apenas erros e acertos e um passado inesquecível. Tudo perdoado, menos as dívidas; tudo são cicatrizes, menos as seqüelas. Tudo está no primeiro passo de um jovem, num corpo de velho. Descobri que para recomeçar, basta estar vivo, não há outra escolha. Estou começando tudo de novo e isso é o que importa: a capacidade de desligar e ligar nosso sistema operacional. Pior seria não ter nem ao menos essa oportunidade...

A sala de estar...

Clara manhã, repleta de luz e de sol. Clara manhã, que esperei e de tanto esperar, o tempo não passou. Foram longas as horas que senti e em minha poltrona, sei lá, se predileta ou a única coisa que restara. De qualquer forma, é de onde poderia fazer vigília sem me cansar, sem despertar atenção. Sentei-me como um rei, que era dono do mundo e, no entanto, se enfraquecia com o passar das horas, quando os minutos sufocavam as últimas emoções antes da hora marcada. Parte de mim perdia as esperanças, calçava sapatos para a partida. Agora não podia mais esperar, era hora de sair. Eram tantos sonhos esgotados. Uma saudade imensa era a única coisa que invadia porta a dentro. Porém, sem me queixar, acolhia as dores de saber que não mais virias. Nenhum pranto se fez, até a hora que chegaste. Senti então sorrir o coração ao descompasso. O sonho terminara e a realidade invadia a tão iluminada sala de espera, sala de estar, a sala do encontro. Foi então que tudo começou... 97888011

Escravo de mim...

Todos os dias me defronto com uma série de compromissos inevitáveis e intermináveis decisões sobre processos sem fim...
E nessa loucura que é minha vida, eu encontro certas razões para continuar esse trânsito infindável, por entre essas ruas cheias e movimentadas que aceleram minha vida rumo aos objetivos um tanto quanto distantes do meu, que por sua vez permitem que eu construa um pouco de mim.
E nessa velocidade de sempre, eu continuo aquilo que um dia pensei que chegaria ao fim, mas não é bem assim que as coisas terminam. Na verdade, nem sei quando começaram e acho inconcebível determinar sua extinção.
Os problemas, assim como os bons momentos surgem diante dos morros e ladeiras nos quais estamos presos, sem saber onde começam ou terminam.
Cada esquina é um lugar pelo qual escolhemos caminhar, no qual se olha em ambas as direções e então se atravessa mais um trecho, na persistência de querer modificar a paisagem e quem sabe apreciar um novo jardim escondido na próxima praça ou no próximo parque.
Não faz muita diferença se nesses lugares existem bancos, lagos ou mesmo crianças brincando e velhos jogando damas.
Nessa essência de vida nós precisamos é de um reflexo para poder examinar como estamos enfrentando cada uma dessas "dificuldades".
Parece assombroso, mas nem sempre estamos com a roupa alinhada para uma ocasião tão especial.
Muito menos aquele importante sorriso não está disponível em nossa face.
A nossa bagagem então, parece pesada e desajeitada.
Ah! Esses compromissos inesquecíveis e essas agendas cheias de urgências e inadiáveis decisões e principalmente carentes de providências.
Quem dera eu tivesse um pequeno romance debaixo do braço e um sereno recanto à sombra de uma árvore para poder parar e ler incansavelmente, apreciando e mentalizando cada palavra desses personagens indecifráveis.
Imaginar até adormecer...
Jogar fora todo o tempo que me resta e todos os meus derradeiros suspiros, respirando profundamente e deleitar-me na natureza generosa.
Quem sabe ter a ousadia de ouvir música ou tocar um violão, sem se preocupar com trabalhos e projetos desafiadores, para me dedicar somente a um projeto chamado "minha vida"...
Seria uma forma inigualável de vivenciar algo próximo do que a natureza um dia reservou para um ser humano, sem as atribulações da vida moderna, que nos torna escravos do conhecimento dito necessário, das atitudes impostas indesejáveis, da competitividade sempre desumana, dos deveres ditatoriais e das crenças dogmáticas. Contratos informais draconianos, que de muitas formas nos privam da verdadeira descência de viver.
A modernidade trouxe-nos para o escravo de si mesmo, preso às suas próprias crenças de liberdade pessoal que culminam com o cumprimento de regras que não ditamos, num mundo de oportunidades desiguais, carentes de justiça e decisões sempre tendenciosas.
Hoje faço tudo que quero, pois infelizmente sou escravo de minhas próprias convicções, se é que são minhas...

Estou de volta...

Às vezes, leio e releio todas as mensagens que troquei e conversas que tenho ao longo de minha existência e então tento entender certas ironias que a vida maldosamente articulou para mim.
Hoje vejo que pessoas são menos que os seus sentimentos.
Sim! Os sentimentos parecem que extrapolam seus próprios donos e tomam conta de minhas ações.
Então, a hora que desperto de tudo o que aconteceu, percebo que aprendi mais um pouco, mas descubro que o aprendizado foi a custa de mais um erro, ou engano, ou falta de assertividade minha.
Bem, seja o que for, em alguns momentos penso que é lamentável, noutros penso que não foi ao acaso.
O que concluo disso tudo é que certos aprendizados são necessários para tornar-me uma pessoa cada vez melhor.
E vejo também que se for pela dor, mais marcado ficará em meu coração e menos riscos correrei de cometer a mesma falha uma próxima vez.
Só me resta a esperança de que nem todas as etapas tenham sido queimadas e nem todas as oportunidades desperdiçadas.
É evidente que isso transcende o meu próprio querer e muito menos independe de desejos.
Na verdade, a peça que a vida nos prega é mais sutil e me coloca diante de um emaranhado de inúmeros sentimentos que estão em jogo.
Como todos nós nos inter-relacionamos com muitas outras pessoas, o que se evidencia é uma grande rede de pessoas que se estabiliza e instabiliza ao longo de diversos encontros e desencontros.
Tenho consciência de que os sentimentos estão acima do meu poder de mudar a história.
O sentimento dos outros pesa muito em minhas decisões e as decisões que podia ter uma dia feito em favor de um caminho melhor já não pode mais ser refeito.
A possibilidade se perdeu em algum momento desse meu passado e dele tudo o mais se sucedeu, abrindo novas frentes de decisões e incontáveis novas esquinas com as quais me defrontei.
Mas, é engraçado como vejo em cada uma delas a poucos quarteirões um rosto conhecido com o qual desejo cruzar o meu caminho, mas esse rosto apenas cruza e segue o seu destino à revelia do meu percurso e não mais se aninha ao meu.
E tal qual a água que se seguro entre as mãos, se esvazia até acabar, não é tão simples desfazer os desdobramentos que a vida constrói todos os dias.
Por fim, não sou tão independentes quanto imaginava que fosse.
O que me resta de todo esse ensinamento é que se o destino tivesse escolhido outro rumo, não teria aprendido nada do que sei. Então, só me resta a esperança de que algum dia em algum lugar do futuro algo esteja reservado de maneira maravilhosa, como quando me preparo para uma grande apresentação. Treino, acordo cedo, estudo, aprimoro, desenvolvo o que ainda não está competitivo, cresço e, porque não, sonho, faço tudo para materializar uma visão de futuro, construo os alicerces. Algum dia, o grande dia vai chegar e vai consertar tudo que foi desfeito, tudo que foi malfeito... Tudo vai ser refeito. O meu sorriso se instalará e as longas conversas serão intermináveis e satisfatórias. O vento irá soprar nas velas do meu barco e a grande viagem terá início... Outra vez. Preparem os mapas, os mantimentos, estamos de partida... Eu voltei, rumo ao desconhecido tão sonhado.

Redoma...

Andei em círculos diante da parede invisível que me separava do mundo.
Percebi então que estava preso a uma armadilha que eu mesmo criei e na qual decidi me aprisionar.
Foi aí que lamentei a experiência que não tinha e de somente agora poder enxergar as coisas que já deveria saber.
Vi que estava diante da barreira inquebrável e intransponível, já que a porta estava dentro de mim.
Mas não era justo usar a chave que eu possuía e me libertar - não dependia mais da minha vontade.
Estremeci meus pensamentos ao retornar à realidade e entender que o pesadelo era verdadeiro.
Não havia outra solução senão a de se conformar com tudo que já havia feito.
Não era tarde demais, nem difícil demais, era apenas um preço muito alto para o qual não estava mais disposto a pagar.
Na verdade, certas decisões não tinham preço e pelo visto, nem pressa e muito menos pressão.
Eu me revelei tão certo de tudo e sem nada mais para resolver, estava preso e liberto ao mesmo tempo.
Livre porque acreditava que ainda podia decidir e preso, pois, não queria ou deveria optar pelo que desejava.
Eram dois "quereres" antagônicos e todos com perdas e essa talvez fosse a maior justificativa...
Tanto fazia a escolha, a perda seria a mesma e o sofrimento também.
Então, para que sofrer as angústias de um problema sem solução?
Vasculhei todo o meu passado em busca de respostas e só encontrava certezas e justificativas, agora, sem sentido.
No entanto, as respostas estavam no futuro, ainda que nas atitudes tão presentes.
Estava cheio de incertezas, mas com justos motivos, mesmo não sendo motivadores.
O que me incentivava prosseguir era saber que quando havia um caminho, havia um local de descanso antes de prosseguir.
A viagem nem começou, os mapas ainda nem foram avaliados e o destino não foi escolhido.
Só havia uma coisa certa... a companhia já estava lá, fosse qual fosse o lugar e a hora da partida.

O que posso fazer...

Hoje envelheci diante de pressupostos que jamais pensei que existiriam.
No entanto, fui confirmar que sempre estiveram dentro de mim...
Talvez adormecidos, ou ainda talvez, pouco aprendido.
Só sei dizer que o tempo soprou no meu rosto e eu acordei.
Acho que passei a vida deslumbrado, inerte e não vi o quanto estava cansado.
Eu, normalmente, estaria mais disposto a enfrentar o mundo.
Hoje, prefiro incentivar, semear pensamentos, esclarecer e educar.
Está na hora de delegar a responsabilidade para quem a queira.
É chegado o instante em que ocorrerá a troca da guarda.
E tal qual um guardião do Santo Graal, despeço-me da minha missão.
Só sei dizer que hoje, senti toda a minha incapacidade de resolver problemas.
Percebi que por mais que eu faça, tudo é da vontade de Deus.
E que ainda assim, Ele nos concede o livre arbítrio.
Porém, associado a esse direito vem a responsabilidade de também fazer a minha parte.
É uma porta que se abre somente com duas chaves: a sua e a dEle.
Mas sei que se algum dia precisar de algo que está fora do meu alcance...
Não vou pensar duas vezes, entregarei minha chave a Ele...
Para que seja feita não a minha, mas a vontade dEle.

Fantasias...

Sempre me despi das palavras que precisasse expressar para demonstrar tudo que sinto.
Foi tanto tempo que restou depois disso que nem precisei desperdiçá-las com convencimento ou injúrias.
Bastava-me a mentira mais conveniente, que deixaria tudo esclarecido, sem precisar revelar as verdades que atordoavam meus sentimentos e assim, dissipar as angústias e dúvidas que por ventura ainda houvesse.
Foi um partir sem deixar marcas ou cicatrizes.
Foi como um parto sem dor, foi um nascimento de tudo o que restou de uma noite qualquer.
As lembranças deixariam suas marcas por envelhecer o meu rosto e deixaria então a minha alma experimentar um pouco da saudade de tudo que aconteceu e tantos sonhos que nunca se realizariam.
Era um pacto que fiz com meu passado, com as minhas esperanças e a minha memória.
Eu precisava de um pouco de esquecimento, ser ignorado ou viver como se nada tivesse acontecido.
Só queria uma boa dose de todas as frases que me hipnotizavam e faziam com que o universo paralelo invadisse e levasse para longe do racional e me carregasse em seu colo.
Era desejável ser criança outra vez, para imaginar que tudo ainda era possível.
E que eu deveria ter sido mais idealista e menos batalhador.
A ilusão seria o ponto chave de todas as etapas que deixei para depois, em favor de uma vida mais serena e tranqüila.
Só pelo simples fato de querer apartar das minhas decisões, as minha preocupações.
No entanto, percebi tardiamente que os monstros existiam e que contos de fadas eram apenas estórias contadas para enfeitar o terror que habitava a minha vida.
Eu acreditava em muitas coisas que não existiam, mas mesmo descobrindo as falsidades deste mundo louco, ainda assim, desenhei aos meus filhos os reinos encantados, que estariam escondidos por detrás da magia, capazes de modificar o destino das pessoas e que, na verdade, viveriam os mesmos sonhos e realidades que um dia respirei.

Minha partida de xadrez...

Quando me defrontei ante as decisões erradas e as respostas insensatas, descobri que poderia ter mudado o rumo de toda a história.
Bastaria ter um pouco de lucidez, que hoje não me falta e bom senso, que ainda hoje não consigo conceber.
Tardaria, mas não deixaria de acontecer.
Não permitiria jamais fazer de novo tudo quanto errei teimosamente, simplesmente por um querer sem querer e um desejo incalculável de apenas satisfazer meu ego, sem fazer o certo, o conveniente, o desejável ou o necessário.
Todo passo era em vão e agora só restava prosseguir pela via de mão única, até que pudesse encontrar uma forma de corrigir minhas escolhas.
A teoria nos priva da experiência, o que torna os estímulos frágeis e as dores anestesiadas.
Por isso, a prática tem seus benefícios, mesmo que à custa de um amargo aprendizado.
Nesse rumo, o perdão perde o sentido, porque não há nada que possa ser remediado pela remissão.
Nesse momento, volto à velha comparação com o xadrez...
Jogue com as peças que restaram no tabuleiro.
Ainda é possível torná-la a melhor partida de sua vida...
Mesmo porque a sua vida, é uma única partida, sem volta...

A minha verdade...

A minha verdade não é a sua verdade, contudo, se torna essencial, nesta vida, o exercício da reflexão para cada estímulo que recebemos. Parar um pouco e repensar, colocar em xeque, presentear-nos com o questionamento, com a dúvida, com a hesitação. As certezas não agregam valor, mas nossas decisões, sim.
Por isso, é imprescindível viver a vida intensamente, para perceber e entender o valor de cada acontecimento, pois nada acontece à toa. É fruto da Física, do Homem ou de Deus. Os fenômenos físicos são de certa forma previsíveis. Como Homem, eu devo fazer acontecer. O livre arbítrio é a minha maior contribuição. Agora, se for fruto do plano de Deus... Que benção!
Isso não significa ficar procurando explicações intermináveis para tudo que nos aconteceu. Não, não é isso! O passado é imutável. As explicações devem permear nossas escolhas quanto ao caminho a seguir, dar prosseguimento ao curso da história que estamos escrevendo. Viver é um exercício que se executa no presente, com olhos no futuro. Com a bagagem leve, porém trazendo tudo que continuamos a eleger como indispensável, depois dessa nossa pequena meditação, de nossas considerações.
Não se esqueça que viver é antes de tudo algo gratificante. Uma diversão.
Algumas pessoas de manhã escolhem o que irão vestir. Outras também escolhem qual o seu humor para este dia, que alegria irradiarão, que sorrisos oferecerão e tantas outras coisas boas que existem dentro de nós mesmos... Quantos de nós delega aos outros a escolha da nossa roupa do dia? Se eu escolho a roupa do meu corpo... Como fica a vestimenta do nossa Alma, do nosso Espírito? Pense nisso!

Presságios...

Resolvo minha vida e ela por si só também se resolve, nesta minha caminhada sem solução.
Eu te vejo tal qual um oásis em meio a esta minha sede, na qual algumas vezes te vestes de miragem, noutras apareces tão real.
A esperança não me procura, mas eu te procuro como me encontrastes um dia, tal qual uma surpresa inesperada ou uma pérola que guardo com carinho.
Então, tenho eu vivido nesse contraste, entre o real e o imaginário, entre o abraço e a distância.
Somos tão raros que nunca nos encontramos, ainda que existas.
Não tão próxima quanto as pessoas ausentes de todos os meus dias.
Porém, mais verdadeira e presente como permitem as tuas palavras.
Não tão visível quanto os transeuntes vazios que cruzam meus caminhos.
Contudo, cheia de vida e gratificante quanto os teus pensamentos confortam.
Sinto assim, minha alma respirar essa paixão.E fico embriagado nos encontros e nas conversas.
Imagino se seria veneno, apesar da essência do vinho.
O que importa é a intensidade que se vive e não o quanto se mata...
Mesmo que isso, de fato, não aconteça.
Tudo o mais parece um canto de ninar, que aconchega o meu sono de infindáveis madrugadas.
Estou a navegar por este mar e meu caminho te procura.
Meu rumo é aquele que o vento leva ao teu destino.
Um presságio que antecede o sonho, nos quais encontro minhas rimas.
Com os quais faço meus versos, que abençoam o nosso momento.
Fico então a venerar a tua aparição, à espera da tua música e teu sorriso.
Aguardando a aura em que brilha a tua alegria e me divirte em teu entretenimento.
Eu me distraio e me uno a ti, ainda que longe.
De tudo que sinto, penso e vivo, tu representas a melhor parte.
Quem sabe, a melhor parte de mim.

Escolhas e decisões...

Existe um ponto no infinito de tudo em que precisamos meditar sobre o rumo a ser seguido, se é que existe uma linha mestre.
Na realidade o que existem são apenas decisões e seus respectivos encantos e desencantos.
Muitas vezes, esquecemos que tudo nesta vida são compromissos firmados, são pactos que fazemos com nós mesmos e principalmente com a vida. Mas a vida não castiga e nem tão pouco beneficia alguém... Ela simplesmente reflete as leis da natureza.
Então, depois que são tomadas, não existem boas ou más decisões, o que se abre são apenas novos caminhos, novos amigos, novos destinos, novas paisagens.
A nossa ida é uma grande viagem, que não tem fim.
São apenas capítulos de um livro inacabado que precisa ser escrito, cujo autor somos nós mesmos.
Mas não há tempo para rascunhos, eles são escritos nas migalhas de minutos que nos são concedidas todos os dias, que juntas transportam nossa vida inteira para o passado.
Não se escreve no futuro, não se muda o passado, vive-se o presente.
É como se tudo estivesse inevitavelmente à mercê do desgaste do tempo. Por isso, é primordial que se aproveite o vento que nos é oferecido, para seguir em frente e fazer do nosso caminho, o melhor caminho.
Quando se escolhe não há tempo para arrependimentos, não há motivos para lamentações e nem há justificativas para as lágrimas.
É hora de viver o momento e eternizá-la na feliz recordação, porque os nossos melhores instantes não estão em nossos acertos, nem tão pouco nos mapas que consultamos. Ser feliz é a capacidade de fazer do nosso livre arbítrio um instrumento de escolha pelo que há de belo ao longo de nossa jornada.
É transformar e transformar-se, é crescer a cada passo que avançamos, a cada degrau que ascendemos.
Somos feitos para o sucesso, depende de nossas escolhas e decisões.

Vida planejada...

Perderia horas e horas incontáveis na frente do meu computador dentro da grande sala em que trabalho.
Mesmo que estivesse só, ainda seria menos, que a solidão de voltar para casa.
Voltar para uma casa que adotei como minha, depois de tantos anos, de forma tão inesperada.
Definitivamente não se planeja viver, porque a vida é feita de exceções e desvios da nossa zona de conforto.
Mas não pode se esperar que prosseguir seja um botão de piloto automático, quando viajar é a etapa mais importante da nossa busca nesta pequena existência.
Estaria sendo presunçoso demais em querer decidir as coisas do coração, proceder com sabedoria a repartição das horas do meu relógio e executar o cronograma inicial, para cumprir todas as metas que estabeleci para mim um dia.
E poderia ter alcançado tudo e muito mais se tivesse sido mais racional, mas iria faltar um ingrediente importante que o risco proporciona, que os muros que criasse não permitiriam enxergar, que a distância não traria...
Coisas como o aroma, o sabor e o poder de degustá-la com emoção.
Seria um ser refratário ao sofrimento e ao amor, ao frio e ao calor humano, à solidão e à saudade.
Então viver não seria a vida que vivi, também não seriam as derrotas, os desgostos, as lágrimas e as desilusões.
Por outro lado não teria as essências: os sonhos, o sabor, os gritos, as comemorações, as amizades, as conquistas e os amores.
A vida é um compromisso, na qual precisamos permanentemente fazer as coisas certas, enfim, cumprir a missão.
Sendo que tanto faz se serão terminadas ou não, porque não iremos levar nada desta vida.
Nada que não pertença ao Espírito.
Mas é nela que poderemos comprar uma passagem de primeira classe ou não.

Terra Prometida...

Eu sou o retrato da mudança e nada se modifica em mim pelo simples fato de modificar...
Existem passos, degraus, escalas e níveis de maturidade, de crescimento pessoal...
A mudança decorre da nossa evolução, da assertividade de nossas ações...
É conseguir traçar uma linha mestra em nosso surrado mapa rumo a Terra Prometida...
Perseguir passo a passo a intenção de chegar e encerrar as expectativas iniciais...
Saborear as frutas que alimentam a viagem, sentir o aroma e perceber as cores das flores na caminhada...
Respirar e deixar o vento deslizar a nossa face...
E não importar se algum dia a Terra Prometida despontará no horizonte, porque "a viagem é mais importante que o destino"...
Quando se chega enfim à meta desejada, não há descanso, não há infinito nem paraíso.
Há apenas um capítulo...
Abra seu diário e comece a escrever uma nova página...
A história só está recomeçando...
Um novo, porém surrado mapa será retirado da gaveta...
Uma nova linha mestra...
Uma nova Terra Prometida...

Representação...

A busca não acaba aqui.
E mesmo que o encontro aconteça, haverá um desejo a ser inspirado e uma coragem para desafiá-la.
Não sei qual o melhor caminho, quando não se tem uma premonição ou intuição contundente, que possa conspirar a favor dos meus sonhos.
Eu jamais colocaria a culpa no vento, porque ele apenas se soma a todas as outras oportunidades que necessito.
Para que seja possível eu levar minhas possibilidades frente a frente comigo mesmo, dependo da minha capacidade em utilizar os instrumentos à disposição.
Então, descubro que o maior inimigo não está oculto e nem tão pouco distante...
O maior inimigo adormece dentro de mim...
E é sempre inconveniente, surgindo nos momentos decisivos e nervosos.
Se sou verdadeiro ou não, neste caso, pouco importa, porque se não tenho o controle sobre meus próprios atos e não sou eu mesmo, representar no palco da vida é sempre algo desastroso.
Ora, seria óbvio que destruir esse inimigo deveria ser prioridade antes que o que restasse de mim fosse exterminado por ele.
Mas essa não é uma tarefa tão simples.
Se assim fosse, ele não teria a minha idade...
E fico pensando até que ponto ele representa uma ameaça.
Decidi, pois, colocá-lo como conselheiro, apenas um influente "amigo", não mais deixo tomar conta das ações.
Nos momentos decisivos, ele não manda mais...
Agora as ameaças são outras...
Entro no palco para representar e o medo dos holofotes e do público faz parte da vida.
Viver deixa de ser um fardo e transforma-se em arte.

Assertividade...

Eu precisaria percorrer muitas vidas até aprender um pouco do que preciso saber hoje.
É uma pena, porque certos portais só se abrem em momentos inesperados e assim como chegam, vão se embora sem a menor explicação.
Gostaria de ter respostas para todos os acontecimentos, mas a única coisa que carrego é a seriedade.
E minha seriedade recrimina e assusta as alternativas mais prováveis.
Reunir as duas possibilidades de vida seriam fundamentais para que apenas uma personalidade dominasse perante a situação.
Porém, isso não aconteceu e ficou apenas o fato de que nada aconteceu.
Os portais se abrem e fecham, tal qual oportunidades.
As oportunidades rondam suas vítimas, mas se não são capturadas, partem e sobrevoam até encontrar alguém.
Não se trata de merecer ou desmerecer, simplesmente as coisas se sucedem, sem questionamento ou resposta.
Nossa essência é a vida... E dela se desdobram os acontecimentos.
Passados são preenchidos pelo presente.
Parte-se, então, a cada instante rumo ao permanente desconhecido.
Avançar sem saber o que fazer do próximo minuto é no mínimo um desperdício.
Se não colocarmos as lentes do coração, ficará difícil fazer do seu mundo um lugar melhor para projetar a sua vida.

Entre a Ousadia e a Prudência...

Como regra básica devemos optar pela ousadia a permancer na prudência.
Contudo, é preciso saber ser ousado.
A ousadia deve ser fruto do conhecimento e da experiência, dentre outros requisitos.
Ousadia é caminhar rumo ao desconhecido no qual o conhecimento e a experiência necessárias ainda não existem.
Mas então, estaríamos diante de um paradoxo?
Não. O conhecimento e a experiência que precisamos para a ousadia é diferente daquela que usamos no nosso cotidiano.
Qual o conhecimento e a experiência que necessitamos para tornar-nos um ousado "responsável"?
Simples. Devemos ter o conhecimento e a experiência que transformam incertezas em riscos.
Incertezas são originárias da ausência de um estudo, de uma análise ou de um planejamento.
Em um bom planejamento é preciso avaliar à exaustão as variáveis que influem em um resultado desejado.
As incertezas não podem ser eliminadas, mas podem ser minimizadas.
Um bom conhecimento e uma boa experiência permitem que as incertezas não detectadas sejam aquelas com a menor probabilidade de acontecer.
Ao contrário, a falta do conhecimento e experiência adequados pode deixar de fora uma incerteza com grande chance de ocorrer e deixar o nosso projeto altamente vulnerável.
Riscos são fatores previamente mensurados quanto a probabilidade de ocorrer e um plano de contingência, que nos permita prosseguir no projeto ou minimizar os danos a ele.
Isso é o que chamamos de análise de riscos e é também algo para o qual se dá pouca importância ou é subdimensionada.
A esse conjunto de requisitos de conhecimentos e experiências necessário ao exercício da ousadia chamamos de competência.
Em resumo, se não temos competência para ousar, devemos ser prudentes.
Muitas vezes nos deparamos com motoristas iniciantes desejando atravessar uma rodovia movimentada.
A sua ousadia deverá ser aquela que sua competência permite, porque caso a ousadia seja maior, corre-se o risco de causar um sério acidente.
Há uma frase que ouvi a muito tempo que revela o que ocorre em muitos desastres pessoais: "pior que um burro, é um burro com iniciativa..."
Por outro lado, voltando a frase inicial, ousadia ao invés de prudência, é o que irá determinar as pessoas de sucesso.
A tendência de todos é ser mais prudente quando já estaria em condições de ousar e sendo assim, isso nos leva à média dos seres humanos, ou seja, igual esse tipo de pessoa encontramos às dúzias em qualquer esquina da vida.
Graham Hill foi perguntado quanto ao segredo do seu sucesso e ele respondeu: "sabe aquelas curvas em que os outros pilotos freiam... pois é, eu acelero..."
Vê-se então que quando desejamos deixar de ser pessoas comuns e alçar vôo a um patamar mais elevado, a linha que irá separar o nosso sucesso do fracasso passa a ser medido em milímetros ou menos ainda.

O Perdão...

Padre Luiz em uma confissão comunitária mostrou nos uma face do perdão que muitas vezes nos esquecemos, que trata da conseqüência de nossos atos.
Ele a iniciou a citando o seguinte pensamento:
"Deus perdoa sempre.
Os Homens algumas vezes.
A Natureza, jamais."
Sábias palavras.
Para tudo existe o perdão de Deus.
Mas o passado não pode ser apagado, somente esquecido.
O presente não pode ser refeito, apenas amenizado.
O futuro pode ser construído, com as peças de xadrez que restam no tabuleiro, no qual sua vida está em jogo.
O mal que fazemos a nós mesmos depende de um perdão pessoal.
O mal que fazemos a outro ser Humano, será marcado com uma cicatriz ou uma seqüela, conforme atingimos o nosso semelhante, conforme o nosso semelhante consegue resolver o golpe.
O nosso semelhante pode nos perdoar algumas vezes, mas a Natureza será implacável.

Crises...

Crise é um caminho que se divide em dois: um deles chamado Sucesso e o outro chamado Fracasso.
Nesse instante, precisamos decidir o caminho que devemos trilhar.
No ideograma chinês ela é composta de outros dois radicais: risco e oportunidade.
As crises são cíclicas como tudo na vida.
Os economistas sabem da sua existência: um ciclo espiral de evolução.
Não seria diferente na nossa vida: o crescimento possui um auge e depois precisa de novos insumos para um novo patamar de desenvolvimento pessoal.
O nosso aprendizado não termina jamais.
Acreditar que já aprendemos tudo, significa fechar os nossos sentidos a novos conhecimentos e então começamos a cometer os mesmos erros ou a praticar as mesmas fórmulas de sucesso.
Imagine se um compositor lançasse sempre a mesma música.
O mundo não funciona assim, deseja sempre novas músicas, às vezes, de qualidade duvidosa, mas gosto é um ponto de vista.
Independente das preferências de cada um, existe a boa música e o lixo.
Pense bem: o controle dos maus momentos está dentro de nós mesmos.
Nos seus pensamentos reside a esperança de um mundo melhor.
Um bom dia deveria primeiro depender de nossas atitudes.
Apesar de todas as dificuldades, ainda existe em última instância, o que chamamos de livre arbítrio, que nos dá o direito de escolher o que fazer.
Não permita nunca que esse mais valioso bem seja usado para a infelicidade.

Repense o seu valor!

Recebi a mensagem abaixo pelo e-mail.
Considero-a muito valiosa...

Um aluno chegou a seu professor com um problema:

-Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:

- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.

- C...Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Repense o seu valor!

Construir coisas boas...

"Coisas boas estão por acontecer na vida de cada um de nós. Basta lutar um pouquinho por elas" .

Aprendizado...

"Escolheremos o nosso próximo mundo através daquilo que aprendermos neste. Não aprender nada significa que o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e pesos de chumbo a vencer." (do livro A História de Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach).

Preciso explicar mais?

Dia da Grande Missão

Um dia ganhei de presente um livro de Richard Bach, chamado Ilusões.
A coisa que mais me chamou a atenção nele foi a mensagem de capa, na qual se lia: "Eis um teste para saber se a sua missão aqui na Terra está cumprida... Se você está vivo, não está."
Houve momentos em minha vida que acreditei que haveria uma missão especial reservada para cada um de nós.
Também pensava que muitos recusavam essa honra.
Mesmo assim, cheguei a esperar pelo momento da grande missão.
Certo dia, fui ao hospital visitar minha tia, que acabara de ter um bebê.
Para minha surpresa, havia na cabeceira da cama um envelope com uma mensagem de parabéns à nova mamãe.
O envelope era fechado com um selo que dizia: "Todo dia é dia da grande missão".

Aprendi que...

Duas práticas devem nortear os nossos relacionamentos: a caridade e o compromisso.
A caridade é algo de bom que fazemos, mas que não quereremos que façam para nós.
Não há uma esperança de reciprocidade.
Ela é altruísta.
Compromisso é uma troca justa.
Eu abro mão de algo que eu tenho, valioso ou não, mas que será compensado por outra coisa que considero de mesmo valor ou mais.
Os valores em si dependem de pessoa a pessoa.
Alguns oferecem atenção e interesse e querem receber reconhecimento e compreensão.
Mas, por que o relacionamento fora dessas duas coisas podem levá-lo a sentir-se mal?

Uma boa negociação precisa ser vantajosa para quem compra e para quem vende.
É simples: o verdadeiro compromisso, não deixa mágoas ou ressentimentos a superar.
O compromisso permite romper um contrato a qualquer momento.
No instante em que o compromisso acaba, todas as suas dívidas estarão pagas.
Você sai dele sem prejuízo algum e com a consciência limpa.
Por isso, cuidado! Avalie seus relacionamentos.

Descobri...

Que não devo fazer planos para a vida toda. Nem ser afoito e nunca deixar de fazer o que precisa ser feito. 
Que as pessoas mudam. Que algumas pessoas nunca mudam. Outras enganam, todas mentem e raramente são sinceras. 
Que não existe explicação para tudo. Que não precisamos de explicações. Que o mundo seria mais justo gastar mais tempo tentando fazer o certo. O mundo seria melhor se houvesse mais atitude. 
Que existem bons momentos. Que os maus momentos são inevitáveis. Que a única maneira de não perder alguém é que nos percam primeiro. E que tudo na vida passa. 
Carinho e amizade são coisas que se vivem, mas precisam ser construídas. E todos os dias precisam de água para permanecerem vivas e floresceram e darem frutos. 
O resto é lembrança. E que quando elas brotarem, que sejam boas, que tenha valido a pena. 
Entender as pessoas é como respeitá-las, mas não significa aceitá-las como elas são.
Ser amigo é entender. É antes de tudo ser sincero, principalmente sincero consigo mesmo.
A vida é muito curta e as pessoas deveriam sair um pouco da roda viva que as carrega. Da zona de conforto que conquistaram. 
Todos deveriam tirar alguns minutos todos os dias, não custa nada, para refletir.
Deveriam se perguntar: quem eu sou? o que vim fazer nesta vida? para onde vou?
Avaliar se estamos fazendo as coisas certas e corrigir a rota, se necessário.
Deveriam acumular o suficiente para viver uma única vida a que temos direito, sem tirar de outro. Ou pelo menos, amenizar com o muito que nos sobra.
Nada valem os talentos que recebemos, se não forem multiplicados. Multiplicar não é o mesmo que acumular. 

O limite do respeito

Respeito é uma das condições mais importantes de um bom relacionamento.
Porém, respeitar é de certa forma compreender, ter empatia, mas não significa aceitar ou concordar com nossos amigos.
O nosso respeito pelo amigo possui limites quanto a nossa interferência.
Imagine se um amigo seu dissesse que iria se atirar em um precipício... Até que ponto devemos respeitar a sua opinião e deixar ele executar essa vontade?
Geralmente, é o que vemos ocorrer.
Deixamos que os outros façam coisas erradas - não tão drásticas, é claro - sem ao menos dizermos que não concordamos e porque não concordamos.
O direito de um amigo interferir precisa ser tão grande quanto o respeito que temos por ele. O problema é quando uma atitude aparentemente tranquila pode provocar graves consequências. Por exemplo, eu não sei se deveria permitir que um amigo meu dirigisse embriagado, se achasse que ele não estava em condições de fazê-lo adequadamente. Esse ato poderia envolver outras vidas inocentes...
O fato é que a cada omissão, rezo na esperança de não me arrepender. Torço para que nada errado aconteça...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Por que ter medo do futuro e das suas decisões?

Há muitos anos, no início da década de 90, quando quis sair da cidadezinha em que comecei a trabalhar, para quem sabe, almejar um suposto crescimento profissional, foi um dos momentos de grande dúvida.
Em anos anteriores me foi dada a possibilidade de sair promovido, mas tive medo. Então, percebi que quando fechamos a porta para uma oportunidade, ela nunca mais se abre. Se alguém algum dia disser que teve uma segunda chance, na verdade, encontrou uma nova porta que se abriu. Mas isso, é fruto de muita luta, de caminhadas e procuras. A porta que ficou para trás é inatingível e o tempo é uma estrada na qual se caminha somente para a frente. O que passou, passou...
Agora, eu estava partindo... Sem promoção, futuro incerto, cheio de dúvidas e pior, quase que banido pelo meu chefe à época. Dizer que agora havia me decidido era simplesmente mentir para mim mesmo. O que acontecera foi uma reviravolta em tudo que havia construído e agora eu era gentilmente convidado a me retirar, sem passado e sem gratificações. Não havia o que pensar, era viver no inferno ou largar tudo por um pouco de paz. Lutei, mas não foi suficiente. Era hora de abandonar o campo de batalha... Esquecer e começar tudo de novo...
Foi então que fui me confessar com Padre Luiz, uma pessoa cujos pensamentos seriam complicados demais para um povo mais simples. Para mim, ele tratava por demais os sentimentos e a vivência de um Deus pessoal e como ele se comportaria em relação a nós. Foi com ele que aprendi muitas coisas importantes.
Chegando até ele, disse que estava com medo de ir para novos locais de trabalho, novas cidades, novos amigos, tudo novo... Medo de piorar as coisas...
Foi então que me disse para rezar uma Ave-Maria e pedir em oração para que eu tivesse sempre uma palavra de alento a todas as pessoas que encontrasse em meu caminho. Que eu tivesse o dom de tornar o mundo delas um pouco melhor.
E me disse também que aonde quer que eu fosse, longe ou perto, ainda assim, continuaria a ser filho de Deus e que a minha fé iria me proteger e Ele continuaria a me abençoar...
Por isso, esteja você onde estiver, seja perseverante nos seus propósitos. Permaneça no temor a Deus, mas siga o caminho que precisa trilhar, porque você não estará sozinho. Ele estará contigo. Não cairá um fio de cabelo de sua cabeça sem que seja da vontade do Pai.
Então, pensei que quando queremos acertar e o futuro parece um tanto quanto nebuloso, não existem escolhas certas ou erradas. Basta rezar e pedir a Deus para que continue acompanhando e iluminando nosso caminho.
Obrigado, meu Deus por cuidar sempre de mim e de minha família!