terça-feira, 18 de setembro de 2007

Minha partida de xadrez...

Quando me defrontei ante as decisões erradas e as respostas insensatas, descobri que poderia ter mudado o rumo de toda a história.
Bastaria ter um pouco de lucidez, que hoje não me falta e bom senso, que ainda hoje não consigo conceber.
Tardaria, mas não deixaria de acontecer.
Não permitiria jamais fazer de novo tudo quanto errei teimosamente, simplesmente por um querer sem querer e um desejo incalculável de apenas satisfazer meu ego, sem fazer o certo, o conveniente, o desejável ou o necessário.
Todo passo era em vão e agora só restava prosseguir pela via de mão única, até que pudesse encontrar uma forma de corrigir minhas escolhas.
A teoria nos priva da experiência, o que torna os estímulos frágeis e as dores anestesiadas.
Por isso, a prática tem seus benefícios, mesmo que à custa de um amargo aprendizado.
Nesse rumo, o perdão perde o sentido, porque não há nada que possa ser remediado pela remissão.
Nesse momento, volto à velha comparação com o xadrez...
Jogue com as peças que restaram no tabuleiro.
Ainda é possível torná-la a melhor partida de sua vida...
Mesmo porque a sua vida, é uma única partida, sem volta...

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