terça-feira, 18 de setembro de 2007

Vida planejada...

Perderia horas e horas incontáveis na frente do meu computador dentro da grande sala em que trabalho.
Mesmo que estivesse só, ainda seria menos, que a solidão de voltar para casa.
Voltar para uma casa que adotei como minha, depois de tantos anos, de forma tão inesperada.
Definitivamente não se planeja viver, porque a vida é feita de exceções e desvios da nossa zona de conforto.
Mas não pode se esperar que prosseguir seja um botão de piloto automático, quando viajar é a etapa mais importante da nossa busca nesta pequena existência.
Estaria sendo presunçoso demais em querer decidir as coisas do coração, proceder com sabedoria a repartição das horas do meu relógio e executar o cronograma inicial, para cumprir todas as metas que estabeleci para mim um dia.
E poderia ter alcançado tudo e muito mais se tivesse sido mais racional, mas iria faltar um ingrediente importante que o risco proporciona, que os muros que criasse não permitiriam enxergar, que a distância não traria...
Coisas como o aroma, o sabor e o poder de degustá-la com emoção.
Seria um ser refratário ao sofrimento e ao amor, ao frio e ao calor humano, à solidão e à saudade.
Então viver não seria a vida que vivi, também não seriam as derrotas, os desgostos, as lágrimas e as desilusões.
Por outro lado não teria as essências: os sonhos, o sabor, os gritos, as comemorações, as amizades, as conquistas e os amores.
A vida é um compromisso, na qual precisamos permanentemente fazer as coisas certas, enfim, cumprir a missão.
Sendo que tanto faz se serão terminadas ou não, porque não iremos levar nada desta vida.
Nada que não pertença ao Espírito.
Mas é nela que poderemos comprar uma passagem de primeira classe ou não.

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