Entre tantos sonhos, ambições e desejos...
Lutas diárias reservadas para o planejar, viabilizar e realizar objetivos, nossa visão de futuro...
Nossa missão.
Naquele anseio de cumprir cada um dos desafios...
Que a gente não se esqueça de coisas igualmente importantes e encontre sempre esse espaço em nossas vidas para festejar cada conquista, pois é na amizade, justamente nela, que podemos encontrar amparo para as horas difíceis; que podemos compartilhar esses sonhos; multiplicar realizações; comemorar conquistas...
Ou para simplesmente oferecer um sorriso e um abraço... Gratuitamente.
Feliz Natal e Ano-Novo!!!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Passeio Socrático - Frei Betto
Segue o texto de Frei Betto:
"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”
A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,¬ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su-gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros."
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Amar a pessoa que você esconde do mundo...
Outro pensamento publicado por alguém no Facebook...
Por diversas vezes eu comento com meus amigos que existe uma pessoa que está dentro de nós e uma outra pessoa que interpretamos no nosso cotidiano profissional.
Pode parecer estranho, mas a nossa vida profissional não difere muito do ator que muitas vezes não possui afinidade com o próprio personagem que interpreta.
Da mesma forma, quando uma empresa nos contrata, ela estabelece um padrão de comportamento ao qual nos submetemos para sermos aceitos e contratados. Daí a brincadeira de dizer que não somos gerentes, mas estamos gerentes e interpretamos o papel de chefes. Nós não somos o cargo que ocupamos, apesar de muitos se sentirem parte daquilo que passam a conduzir como trabalho. Você será o palhaço, você será o limpador de janelas, você será o vendedor e assim por diante. Todos passam a ceder um pouco de si para ser alguém que vale dinheiro. Não é você que é remunerado, mas a pessoa que você empresta às organizações com o objetivo de servi-las da maneira como elas desejam e é claro, desde que não venham de encontro com os seus princípios e ética, afinal tudo tem um limite.
É claro que nem sempre isso será verdadeiro. Pelo menos não totalmente. Ceder mais ou menos nessa área que comporta o indesejável, mas tolerável, depende do poder de barganha de cada um. Um cantor desconhecido irá cantar as músicas que forem solicitadas em um bar de uma cidade qualquer. Se por sorte ou talento, esse mesmo cantor, passar a ser famoso e fizer seus próprios espetáculos, passará a oferecer aquilo que ele quer cantar. Irão assisti-lo todos os que desejarem ouvir o que ele tem a oferecer. Mas o sucesso e a fama é para poucos.
Por isso, o mundo dá uma peneirada nas pessoas, conforme sua conveniência. Apesar de todos os esforços de governos e sociedades, o preconceito não terá uma solução tão fácil. A igualdade está longe de ser um sonho realizado. Algumas classes de pessoas começam a ocupar um lugar ao sol após anos de sofrimento e de silêncio.
No entanto, agora que essas injustiças começam a desaparecer para alguns, surge uma situação diferente. Novos preconceitos passam para a luminosidade dos holofotes. Alguém já ouviu dizer que existe preconceito na contratação de pessoas obesas? E pessoas tímidas e quietas? Pois é... Aqui eu vou falar de uma outra classe de pessoas que a normalidade dominante do mundo denomina de "chatos" ou, politicamente correto, o termo seria "exigentes" ou ainda seria forçoso o termo "antipático".
Ser exigente ou até mesmo intransigente, nos transparece ao mundo na figura do antipático. E ser antipático é ter uma pele sem cor que sofre preconceito, que retira as oportunidades da convivência. É como um obeso sem o peso carnal. Uma peculiar ausência da beleza, que é esquecida e despercebida como as palavras emudecidas na boca do tímido. É a falta de expressividade diante da vida, com seus fardos a vencer, sem no entanto, ter a oportunidade de aprender e poder reivindicar liberdade das celas invisíveis que oprimem, sob regras que fogem a sua compreensão. Nessa luta silenciosa, essas pessoas jamais saberão empunhar as armas que têm. E dessa forma o mundo continuará a cometer as mesmas atrocidades e injustiças, sem perceber os holocaustos que produz todos os dias, pelo simples fato de desconhecer que não se mata apenas fisicamente. Muitos morrem pelo simples fato de o outro não querer desmistificar o ser humano que existe por trás dos exigentes, dos tímidos, dos obesos, dos...
Bem. E o que isso tem a ver com a figura estampada acima? Pois bem, o mundo assim como as empresas cobram um padrão de amigo, um padrão de comportamento para ser aceito na sociedade dominante. Então, deixamos de ser quem somos e muitas vezes abrimos mão das melhores virtudes para ser alguém sociável. O mundo jamais conhecerá essa pessoa que se esconde até que a maturidade venha. Mas quando isso acontece, muitas coisas já se passaram, muitos casamentos terminaram. Muita juventude terá sido jogada na lata do lixo. E muita coisa boa provavelmente terá deixado de existir.
Por diversas vezes eu comento com meus amigos que existe uma pessoa que está dentro de nós e uma outra pessoa que interpretamos no nosso cotidiano profissional.
Pode parecer estranho, mas a nossa vida profissional não difere muito do ator que muitas vezes não possui afinidade com o próprio personagem que interpreta.
Da mesma forma, quando uma empresa nos contrata, ela estabelece um padrão de comportamento ao qual nos submetemos para sermos aceitos e contratados. Daí a brincadeira de dizer que não somos gerentes, mas estamos gerentes e interpretamos o papel de chefes. Nós não somos o cargo que ocupamos, apesar de muitos se sentirem parte daquilo que passam a conduzir como trabalho. Você será o palhaço, você será o limpador de janelas, você será o vendedor e assim por diante. Todos passam a ceder um pouco de si para ser alguém que vale dinheiro. Não é você que é remunerado, mas a pessoa que você empresta às organizações com o objetivo de servi-las da maneira como elas desejam e é claro, desde que não venham de encontro com os seus princípios e ética, afinal tudo tem um limite.
É claro que nem sempre isso será verdadeiro. Pelo menos não totalmente. Ceder mais ou menos nessa área que comporta o indesejável, mas tolerável, depende do poder de barganha de cada um. Um cantor desconhecido irá cantar as músicas que forem solicitadas em um bar de uma cidade qualquer. Se por sorte ou talento, esse mesmo cantor, passar a ser famoso e fizer seus próprios espetáculos, passará a oferecer aquilo que ele quer cantar. Irão assisti-lo todos os que desejarem ouvir o que ele tem a oferecer. Mas o sucesso e a fama é para poucos.
Por isso, o mundo dá uma peneirada nas pessoas, conforme sua conveniência. Apesar de todos os esforços de governos e sociedades, o preconceito não terá uma solução tão fácil. A igualdade está longe de ser um sonho realizado. Algumas classes de pessoas começam a ocupar um lugar ao sol após anos de sofrimento e de silêncio.
No entanto, agora que essas injustiças começam a desaparecer para alguns, surge uma situação diferente. Novos preconceitos passam para a luminosidade dos holofotes. Alguém já ouviu dizer que existe preconceito na contratação de pessoas obesas? E pessoas tímidas e quietas? Pois é... Aqui eu vou falar de uma outra classe de pessoas que a normalidade dominante do mundo denomina de "chatos" ou, politicamente correto, o termo seria "exigentes" ou ainda seria forçoso o termo "antipático".
Ser exigente ou até mesmo intransigente, nos transparece ao mundo na figura do antipático. E ser antipático é ter uma pele sem cor que sofre preconceito, que retira as oportunidades da convivência. É como um obeso sem o peso carnal. Uma peculiar ausência da beleza, que é esquecida e despercebida como as palavras emudecidas na boca do tímido. É a falta de expressividade diante da vida, com seus fardos a vencer, sem no entanto, ter a oportunidade de aprender e poder reivindicar liberdade das celas invisíveis que oprimem, sob regras que fogem a sua compreensão. Nessa luta silenciosa, essas pessoas jamais saberão empunhar as armas que têm. E dessa forma o mundo continuará a cometer as mesmas atrocidades e injustiças, sem perceber os holocaustos que produz todos os dias, pelo simples fato de desconhecer que não se mata apenas fisicamente. Muitos morrem pelo simples fato de o outro não querer desmistificar o ser humano que existe por trás dos exigentes, dos tímidos, dos obesos, dos...
Bem. E o que isso tem a ver com a figura estampada acima? Pois bem, o mundo assim como as empresas cobram um padrão de amigo, um padrão de comportamento para ser aceito na sociedade dominante. Então, deixamos de ser quem somos e muitas vezes abrimos mão das melhores virtudes para ser alguém sociável. O mundo jamais conhecerá essa pessoa que se esconde até que a maturidade venha. Mas quando isso acontece, muitas coisas já se passaram, muitos casamentos terminaram. Muita juventude terá sido jogada na lata do lixo. E muita coisa boa provavelmente terá deixado de existir.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
"Todo dia é dia da grande missão..."
Ao lado uma foto que alguém compartilha no Facebook, que traz uma sutileza no seu texto. Ao contrário da mensagem, eu até acredito que o amor à primeira vista aconteça, mas quando acontece, significa que é apenas uma chance, uma porta que se abre, de tantas outras que se escondem por detrás da primeira. Serão inúmeras decisões compartilhadas e tantas caminhadas até a próxima saída.
Normalmente o que constato é que o efeito "conto de fadas" parece recair sobre algumas pessoas mais desavisadas ou sonhadoras. Elas ficam presas ao final da história, algo como "viveram felizes para sempre". E, na verdade, namoros, núpcias e outras tantas importantes datas são apenas o começo de um novo capítulo. Essa síndrome tem efeitos devastadores sobre os personagens, que acreditam que agora irão viver os frutos da aposentadoria do amor, justamente no momento em que mais precisarão trabalhar. Para ser honesto, para mim a aposentadoria conjugal foi abolida há muito tempo.
O amor não é um projeto que termina no casamento (ou como diriam os americanos: "wedding"). Projetos têm começo, meio e fim. O objetivo só se concretiza ao final. O produto surge no seu término, tal qual uma ponte que fica pronta quando o projeto acaba.
Diferentemente, o amor é uma passagem, uma viagem sem volta (ou como diriam os americanos: "marriage"). Seu resultado não está no fim, e deve ser vivido todos os dias, a cada quilômetro percorrido, a cada lugar visitado, a cada nova descoberta, a cada novo aprendizado... A cada pedacinho construído.
Nem o amor, nem a comunhão dele resultante encerram essa história, essa passagem... Essa viagem. Ao contrário, é preciso acordar todos os dias... E todos os dias refletir... Todos os dias fazer um balanço de tudo que foi feito certo ou errado. Todos os dias avaliar: o que eu posso melhorar em mim; o que eu posso fazer para melhorar essa convivência; em que eu posso contribuir. Mas o mais importante é ponderar se estou feliz. E ao estar feliz, se estou fazendo quem me ama também feliz. A mesma postura vale para quem escolheu você para prosseguir nessa fantástica caminhada.
E nessas reflexões é preciso ser exigente, afinal, seguir em frente juntos não é apenas ver lindas paisagens, novas pessoas, idéias e culturas. É também carregar uma pesada bagagem; conciliar escolhas; sacrificar oportunidades; abrir mão do seu tempo livre e em alguns momentos ser ajudado também... Por que não?
Ser radical é, mesmo nos momentos em que parece que tudo vai bem, questionar-se... Será que está valendo a pena? Essa reflexão precisa ser feita todos os dias... Responda-se: por que está valendo a pena? O que estou perdendo está me magoando? Você está aborrecido com alguma coisa? O que estou recebendo desse amor é aquilo que eu quero? É aquilo que eu esperava? É o que eu preciso?
Seja sistemático no questionamento. Seja tempestivo e perseverante sempre: todos os dias faça o seu diagnóstico.
Porém, ao tomar uma decisão faça-o por meio de um plano de fidelização. Acumule milhas em cada trecho e só então, depois de um certo tempo, troque os seus pontos. É o tempo de maturação de uma decisão, que será tomada de cabeça fria e não envolto em uma série de sentimentos que reprimem a razão.
É importante desenvolver o hábito de refletir sobre as coisas e entender que isso não nos custa muito e podemos fazer a qualquer tempo. O erro que cometemos é dedicar muito pouco ou quase nada a essa reflexão tão importante. Damos pouca importância às elaborações a respeito da nossa vida e deixamos passar em branco assuntos importantíssimos. São tratados como pontos de milhagem que expiram e saem do nosso saldo. Passam e se tornam inúteis, quando poderiam proporcionar instantes maravilhosos. E essa pouca importância que oferecemos às nossas meditações diárias transformam minúsculas ervas daninhas em imensas pragas e promovem decisões irresponsáveis e compulsivas sobre problemas que se acumularam e explodem de repente. Nessa hora, sentenciamos sem direito ao contraditório. Sem muitas vezes entender que essa punição é também um autoflagelo. Condenamos nossa própria felicidade, sem ao menos entender porque deixamos de amar e nos amar.
Amar não é perdoar, mas também não é destruir. Amar é dar-se a si mesmo a graça de ser feliz e fazer feliz. E o amor? Quando for contabilizar suas milhas, procure folhear o álbum de fotografias e descubra o que você enxerga. Aquela pessoa que sorri na foto é você? Quanto há de esforço em esboçar o sorriso, quanto de maquiagem esconde o seu rosto? "Ah! Está natural? Que bom! Seja feliz e continue sendo feliz". Pode parecer estranho, mas todos os dias você precisa tomar a decisão de ser feliz... Mal comparando, ser feliz é fazer no nível espiritual o mesmo que fazemos com os nossos bens materiais. Sendo assim, ser feliz, não é emprestar dinheiro para gastar com tudo que queremos hoje e no futuro amargar o ônus da dívida. Nem tão pouco é guardar aquilo que poderia gastar hoje para poupar e usá-lo lá na frente, correr o risco até aquele futuro tão incerto. Ser feliz é um exercício de sabedoria, entre o quanto gastar, o quanto poupar, e identificar o momento mais adequado para viver cada coisa.
Não se esqueça jamais que certas coisas podem terminar antes de acabar... Parece bobagem, mas existe um trecho da cerimônia do casamento, que diz algo como "... até que a morte os separe...". Pois bem, ao contrário do que muitos entendem desse pedaço da cerimônia, eu reforço toda a ideia que desenvolvi até aqui. Casamento não é "wedding", é "marriage". O amor transcende a qualquer marco que as pessoas costumam cultuar. Transcende a qualquer perdão, porque não é culpa. Datas servem apenas como pontos de controle da sua evolução espiritual no mundo do amor. Casamento é um processo contínuo, que termina com a morte. "Ah! Mas o amor pode acabar antes da morte!!!" É claro que sim. O amor começa "à primeira vista". As pessoas ficam, namoram, separam, algumas "noivam" e algumas até "casam". E o amor pode acabar em qualquer desses trechos... Antes ou depois, por uma série de motivos. E ao terminar não significa que a alegria estampada nas fotografias irá deixar de ter significado ou deixarem de ser boas recordações. Fotografias envelhecem, assim como as pessoas. Tudo terá valido a pena se você foi feliz enquanto esteve em viagem...
"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Fernando Pessoa".
Normalmente o que constato é que o efeito "conto de fadas" parece recair sobre algumas pessoas mais desavisadas ou sonhadoras. Elas ficam presas ao final da história, algo como "viveram felizes para sempre". E, na verdade, namoros, núpcias e outras tantas importantes datas são apenas o começo de um novo capítulo. Essa síndrome tem efeitos devastadores sobre os personagens, que acreditam que agora irão viver os frutos da aposentadoria do amor, justamente no momento em que mais precisarão trabalhar. Para ser honesto, para mim a aposentadoria conjugal foi abolida há muito tempo.
O amor não é um projeto que termina no casamento (ou como diriam os americanos: "wedding"). Projetos têm começo, meio e fim. O objetivo só se concretiza ao final. O produto surge no seu término, tal qual uma ponte que fica pronta quando o projeto acaba.
Diferentemente, o amor é uma passagem, uma viagem sem volta (ou como diriam os americanos: "marriage"). Seu resultado não está no fim, e deve ser vivido todos os dias, a cada quilômetro percorrido, a cada lugar visitado, a cada nova descoberta, a cada novo aprendizado... A cada pedacinho construído.
Nem o amor, nem a comunhão dele resultante encerram essa história, essa passagem... Essa viagem. Ao contrário, é preciso acordar todos os dias... E todos os dias refletir... Todos os dias fazer um balanço de tudo que foi feito certo ou errado. Todos os dias avaliar: o que eu posso melhorar em mim; o que eu posso fazer para melhorar essa convivência; em que eu posso contribuir. Mas o mais importante é ponderar se estou feliz. E ao estar feliz, se estou fazendo quem me ama também feliz. A mesma postura vale para quem escolheu você para prosseguir nessa fantástica caminhada.
E nessas reflexões é preciso ser exigente, afinal, seguir em frente juntos não é apenas ver lindas paisagens, novas pessoas, idéias e culturas. É também carregar uma pesada bagagem; conciliar escolhas; sacrificar oportunidades; abrir mão do seu tempo livre e em alguns momentos ser ajudado também... Por que não?
Ser radical é, mesmo nos momentos em que parece que tudo vai bem, questionar-se... Será que está valendo a pena? Essa reflexão precisa ser feita todos os dias... Responda-se: por que está valendo a pena? O que estou perdendo está me magoando? Você está aborrecido com alguma coisa? O que estou recebendo desse amor é aquilo que eu quero? É aquilo que eu esperava? É o que eu preciso?
Seja sistemático no questionamento. Seja tempestivo e perseverante sempre: todos os dias faça o seu diagnóstico.
Porém, ao tomar uma decisão faça-o por meio de um plano de fidelização. Acumule milhas em cada trecho e só então, depois de um certo tempo, troque os seus pontos. É o tempo de maturação de uma decisão, que será tomada de cabeça fria e não envolto em uma série de sentimentos que reprimem a razão.
É importante desenvolver o hábito de refletir sobre as coisas e entender que isso não nos custa muito e podemos fazer a qualquer tempo. O erro que cometemos é dedicar muito pouco ou quase nada a essa reflexão tão importante. Damos pouca importância às elaborações a respeito da nossa vida e deixamos passar em branco assuntos importantíssimos. São tratados como pontos de milhagem que expiram e saem do nosso saldo. Passam e se tornam inúteis, quando poderiam proporcionar instantes maravilhosos. E essa pouca importância que oferecemos às nossas meditações diárias transformam minúsculas ervas daninhas em imensas pragas e promovem decisões irresponsáveis e compulsivas sobre problemas que se acumularam e explodem de repente. Nessa hora, sentenciamos sem direito ao contraditório. Sem muitas vezes entender que essa punição é também um autoflagelo. Condenamos nossa própria felicidade, sem ao menos entender porque deixamos de amar e nos amar.
Amar não é perdoar, mas também não é destruir. Amar é dar-se a si mesmo a graça de ser feliz e fazer feliz. E o amor? Quando for contabilizar suas milhas, procure folhear o álbum de fotografias e descubra o que você enxerga. Aquela pessoa que sorri na foto é você? Quanto há de esforço em esboçar o sorriso, quanto de maquiagem esconde o seu rosto? "Ah! Está natural? Que bom! Seja feliz e continue sendo feliz". Pode parecer estranho, mas todos os dias você precisa tomar a decisão de ser feliz... Mal comparando, ser feliz é fazer no nível espiritual o mesmo que fazemos com os nossos bens materiais. Sendo assim, ser feliz, não é emprestar dinheiro para gastar com tudo que queremos hoje e no futuro amargar o ônus da dívida. Nem tão pouco é guardar aquilo que poderia gastar hoje para poupar e usá-lo lá na frente, correr o risco até aquele futuro tão incerto. Ser feliz é um exercício de sabedoria, entre o quanto gastar, o quanto poupar, e identificar o momento mais adequado para viver cada coisa.
Não se esqueça jamais que certas coisas podem terminar antes de acabar... Parece bobagem, mas existe um trecho da cerimônia do casamento, que diz algo como "... até que a morte os separe...". Pois bem, ao contrário do que muitos entendem desse pedaço da cerimônia, eu reforço toda a ideia que desenvolvi até aqui. Casamento não é "wedding", é "marriage". O amor transcende a qualquer marco que as pessoas costumam cultuar. Transcende a qualquer perdão, porque não é culpa. Datas servem apenas como pontos de controle da sua evolução espiritual no mundo do amor. Casamento é um processo contínuo, que termina com a morte. "Ah! Mas o amor pode acabar antes da morte!!!" É claro que sim. O amor começa "à primeira vista". As pessoas ficam, namoram, separam, algumas "noivam" e algumas até "casam". E o amor pode acabar em qualquer desses trechos... Antes ou depois, por uma série de motivos. E ao terminar não significa que a alegria estampada nas fotografias irá deixar de ter significado ou deixarem de ser boas recordações. Fotografias envelhecem, assim como as pessoas. Tudo terá valido a pena se você foi feliz enquanto esteve em viagem...
"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Fernando Pessoa".
Desmistificar é uma atitude de respeito
Ser exigente ou até mesmo intransigente, nos transparece ao mundo na pele do antipático. E ser antipático é ter uma pele sem cor que sofre preconceito, que retira as oportunidades da convivência. É como um obeso sem o peso carnal. Uma peculiar ausência da beleza, que é esquecida e despercebida como as palavras emudecidas na boca do tímido. É a falta de expressividade diante da vida, com seus fardos a vencer, sem no entanto, ter a oportunidade de aprender e poder reivindicar liberdade das celas invisíveis que oprimem. Nessa luta silenciosa, essas pessoas jamais saberão empunhar as armas que têm. E dessa forma o mundo continuará a cometer as mesmas atrocidades e injustiças, sem perceber os holocaustos que produz todos os dias, pelo simples fato de desconhecer que não se mata apenas fisicamente. Se mata pelo simples fato de não querer desmistificar o ser humano que existe no outro.
sábado, 13 de outubro de 2012
Lutar a vida inteira...
Quanto tempo é preciso para formar um atleta campeão ou uma equipe vencedora? Não sei o tempo escalar, mas seria o tempo necessário até ganhar a primeira medalha.
Mas qual medalha? A de campeão do colégio? A de campeão da cidade? A de campeão nacional? Ou campeão olímpico? Não sei responder, mas acho que quem ganha deveria saber...
O destino desses fenomenais atletas talvez possa ser contada em ciclos e parecem ter um final próximo da sua realização, ao atingir uma meta, uma medalha... A vitória definitiva.
Contudo, existe uma gigantesca maioria de pessoas comuns, também fenomenais, mas são anônimas, escondidas dos holofotes e preocupadas em apresentar-se para um pequeno público, sem aplauso, sem vitórias ou conquistas que mereçam uma nota de rodapé de um jornal. Aliás, eles nem fazem questão, na verdade, nem sabem que estão em uma maratona desafiadora...
Nela não existem treinos, nem treinadores. Nela não existem medalhas, não existem fortunas em jogo. Mas nelas o dia seguinte apaga todas as conquistas do dia anterior, não porque não sejam lembradas ou não valham a pena... Apenas não há tempo a perder, não há jogo a perder. É uma partida sem perdedores, mas muitos podem ganhar e muitos não irão perceber que ganharam, ou quando descobrem, pode ser que isso custe a vida inteira...
Há muitos anos, na época dos LP (Long Play), que eram discos guardados em grandes capas de papel, eu li uma frase num dos discos do Milton Nascimento uma frase que dizia mais ou menos assim: "Existem homens que lutam por um dia e são bons. Existem outros que lutam por um ano e são muito bons. Existem os que lutam por dez anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis."
É incrível como a grande maioria dos nossos vencedores serão reconhecidos somente após a morte.
Para eles, todos os dias são dias da grande missão.
Como diria Richard Bach: "Eis um teste para saber se sua missão aqui na Terra está cumprida: se você está vivo, não está..."
Mas qual medalha? A de campeão do colégio? A de campeão da cidade? A de campeão nacional? Ou campeão olímpico? Não sei responder, mas acho que quem ganha deveria saber...
O destino desses fenomenais atletas talvez possa ser contada em ciclos e parecem ter um final próximo da sua realização, ao atingir uma meta, uma medalha... A vitória definitiva.
Contudo, existe uma gigantesca maioria de pessoas comuns, também fenomenais, mas são anônimas, escondidas dos holofotes e preocupadas em apresentar-se para um pequeno público, sem aplauso, sem vitórias ou conquistas que mereçam uma nota de rodapé de um jornal. Aliás, eles nem fazem questão, na verdade, nem sabem que estão em uma maratona desafiadora...
Nela não existem treinos, nem treinadores. Nela não existem medalhas, não existem fortunas em jogo. Mas nelas o dia seguinte apaga todas as conquistas do dia anterior, não porque não sejam lembradas ou não valham a pena... Apenas não há tempo a perder, não há jogo a perder. É uma partida sem perdedores, mas muitos podem ganhar e muitos não irão perceber que ganharam, ou quando descobrem, pode ser que isso custe a vida inteira...
Há muitos anos, na época dos LP (Long Play), que eram discos guardados em grandes capas de papel, eu li uma frase num dos discos do Milton Nascimento uma frase que dizia mais ou menos assim: "Existem homens que lutam por um dia e são bons. Existem outros que lutam por um ano e são muito bons. Existem os que lutam por dez anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis."
É incrível como a grande maioria dos nossos vencedores serão reconhecidos somente após a morte.
Para eles, todos os dias são dias da grande missão.
Como diria Richard Bach: "Eis um teste para saber se sua missão aqui na Terra está cumprida: se você está vivo, não está..."
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Intocáveis (Intouchables). Amizade e Respeito
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| Intouchables |
De início, ocorre uma perseguição policial ocasionada por Driss (o auxiliar de enfermagem) ao dirigir perigosamente em alta velocidade pelas ruas da cidade com seu patrão (Philippe), para logo em seguida mergulhar em um passado que tenta explicar como eles chegaram até aquele momento.
Essas lembranças se iniciam quando Philippe, o milionário, pretende contratar uma auxiliar de enfermagem, haja vista as dificuldades resultantes das sequelas originárias de um acidente de "parapaint". Driss é um desses candidatos, que na realidade quer apenas uma negativa de emprego assinada, a fim de auferir uma espécie de seguro desemprego, a qual poderá recebê-lo somente no dia seguinte. Na hora combinada, quando Driss vai buscar o documento, descobre que fora selecionado.
A história gira em torno da forma como Driss enxerga o mundo: todos são iguais. Por isso ele foi o escolhido. Driss não enxerga o tetraplégico, não tem maldade. Trata Philippe como um igual.
Essa mensagem é passada em meio a tantos "tabus", situações preconceituosas, incorretas para outros, indevidas, constrangedoras e algumas, até engraçadas.
Todos nós temos virtudes e defeitos, limitações, físicas outras não; transitórias e permanentes. Que não deveriam nos fazer nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Sem prejudicar as nossas oportunidades. Sem limitar o nosso espaço. Sem perder nossos direitos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O que seria da competência sem a atitude?
A competência se firma no tripé: conhecimento, habilidade e atitude.
Eu particularmente tenho uma especial devoção à atitude, porque ela é o esteio de todas as outras e por fim da própria competência.
Temos ainda seis meses para o fim de 2012 e Tiririca é considerado um dos melhores parlamentares do Brasil. Isso é uma demonstração de conhecimentos e habilidades fartas em muitas pessoas que tem a possibilidade de mudar para melhor os rumos deste país são insuficientes diante da atitude de alguém que foi considerado desprovido dos devidos conhecimentos e habilidades necessários ao cargo para o qual foi eleito.
Ainda bem que este país todos os dias tem mostrado que as pessoas mais capazes deste país pode enfrentar seus problemas tendo apenas uma das qualidades ditas para compor a competência necessária para exercer um cargo público: a atitude.
A atitude pode revolucionar uma pessoa, que irá buscar o conhecimento e a habilidade necessária para fazer acontecer. O contrário, uma pessoa com conhecimento ou habilidade será semelhante a aquele que enterra seus talentos esperando a volta de seu cobrador (Parábola dos Talentos). Só a atitude multiplica os talentos recebidos, gera riquezas. Os talentos não são para serem guardados.
A atitude é a virtude transformadora das pessoas, do lugar em que vivem. É o fomento de um mundo melhor.
Eu particularmente tenho uma especial devoção à atitude, porque ela é o esteio de todas as outras e por fim da própria competência.
Temos ainda seis meses para o fim de 2012 e Tiririca é considerado um dos melhores parlamentares do Brasil. Isso é uma demonstração de conhecimentos e habilidades fartas em muitas pessoas que tem a possibilidade de mudar para melhor os rumos deste país são insuficientes diante da atitude de alguém que foi considerado desprovido dos devidos conhecimentos e habilidades necessários ao cargo para o qual foi eleito.
Ainda bem que este país todos os dias tem mostrado que as pessoas mais capazes deste país pode enfrentar seus problemas tendo apenas uma das qualidades ditas para compor a competência necessária para exercer um cargo público: a atitude.
A atitude pode revolucionar uma pessoa, que irá buscar o conhecimento e a habilidade necessária para fazer acontecer. O contrário, uma pessoa com conhecimento ou habilidade será semelhante a aquele que enterra seus talentos esperando a volta de seu cobrador (Parábola dos Talentos). Só a atitude multiplica os talentos recebidos, gera riquezas. Os talentos não são para serem guardados.
A atitude é a virtude transformadora das pessoas, do lugar em que vivem. É o fomento de um mundo melhor.
domingo, 5 de agosto de 2012
Viver da melhor forma possível...
"A maior homenagem que se pode fazer a alguém que morreu é voltar a viver da melhor forma possível..." Lya Luft 2011.
Concordo! E o que proporciona essa capacidade é justamente "viver da melhor forma possível" ao lado de quem em vida compartilha os derradeiros instantes de sua existência...
Ninguém carrega cartão de embarque, com data e hora marcada. Por isso, não espere para descobrir qual é o instante adequado. Lembre-se: na vida, tal qual no tênis, a bola mais importante é aquela que começa no saque.
Basta o abraço perfeito, a atenção oportuna e a compreensão necessária para proporcionar em nós a sensação de ser alguém especial. É incrível, mas o que se prega é justamente o simples bem de ser sincero. A sinceridade dos nossos atos diferenciam o mercenário de alguém que luta pelo que é seu. Assim, a vida nos mostra o que importa no mundo de verdades e mentiras com as quais lidamos todos os dias, sempre na emblemática luta de separar o joio do trigo, ou seja, quem vale a pena de quem será apenas um mero conhecido.
O casamento não se prende a papéis, não se engana com compromissos verbais, não se ampara na legalidade, nem mesmo em partilhar um espaço físico comum. Casamento é apenas comunhão. E comunhão é partilhar apenas uma coisa: a presença.
Cada um é capaz de carregar seus próprios compromissos de vida, suas dificuldades, suas doenças e suas limitações. Presença não é sacrifício, nem caridade, A presença permite amenizar justamente as dores das dificuldades, das doenças, das limitações e proporciona crescimento pessoal. É na presença que partilhamos vitórias, conquistas, confidencias e cumplicidades. Retira o sentimento de solidão e oferece a sensação de felicidade. É a presença que proporciona momentos e lembranças felizes.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
O que o casamento não é... Segundo ponto de vista
Quando estudamos Direito Constitucional aprendemos que algumas normas, em vez de configurarem um direito, são na verdade objetivos. Esses tipos de normas denominam-se programáticas. Caracterizam-se por ser um dever, uma obrigação futura do Estado, enfim, algo a ser alcançado, mas que ainda não existe plenamente.
No casamento, em sua cerimônia, ouve-se em um trecho do conhecido juramento, algo como: "serão um só corpo e um só espírito". É preciso entender que, igualmente nesse caso, trata-se de um objetivo a ser alcançado. Essa promessa é um norteador, um voto de fidelidade, no qual ambos se comprometem a chegar o mais próximo possível dessa visão futuro.
Para mim essa meta é inatingível pela própria natureza humana. Afinal, somos indivíduos, ou seja, indivisíveis e ao mesmo tempo únicos.
Fisicamente, ainda hoje, é impossível fundir dois cérebros em um só. Por isso, é importante ter clareza em como se deve buscar essa unidade. Pois algumas pessoas confundem ser um só com fazer tudo junto. Se você não consegue viver só, se você se acha incompleto e isso o incomoda. Pensa que o casamento pode resolver esse problema... Cuidado! Isso pode ser um indício de que ainda não está preparado para viver ao lado de outra pessoa...
Viver ao lado de outra pessoa é saber que existe o meu tempo, o seu tempo e o nosso tempo. E o respeito que deve existir a cada um desses tempos. Não existe um valor certo para cada um, mas as pessoas despreparadas considerarão algo perto de zero por centro ou algo próximo de cem por centro a distribuição adequada para o tempo a ser dedicado para o nosso tempo. Elas poderão dizer o contrário disso, mas o que importa, na verdade, é como pensa e como irão agir na realidade.
Não existe uma medida certa, mesmo porque isso pode variar todos os dias, bem como em algumas fases da vida. A analogia aqui é entender que precisamos dedicar algumas horas de nossas vidas ao trabalho para sobreviver financeiramente. Por outro lado, compreender que não vivemos para trabalhar. Ao contrário, trabalhamos para viver. Sendo assim, a arte de distribuir o nosso tempo é outro indicador de estar ou não preparado para fazer alguém feliz. Pense assim: não teremos todo o tempo do mundo para estar com nossos futuros filhos, mas é preciso estar nos momentos mais importantes, nos instantes em que ele mais precisar de nós e que nos poucos minutos em que estiverem juntos, que eles sejam produtivos, educadores e, principalmente, proporcionem felicidade. Com o cônjuge deverá acontecer o mesmo também.
Outro engano é achar que ser um só é pensar igual, da mesma forma, sempre e em todo lugar. Isso é outro engano! Ser um só corpo e um só espírito é procurar conciliar as decisões, é desenvolver a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, é a aplicação dos preceitos de trabalho em equipe. É saber o que é possível e o que é inviável. Inviável aqui, é no sentido de analisar a viabilidade de algum projeto de vida. Se vale o sacrifício. Saber qual o custo-benefício. Não é tornar tudo possível, afinal, tudo tem seu preço, então pondere se ele não será caro demais.
Viver juntos implica em abrir mão de muitos direitos e assumir uma série de deveres. Porém, é preciso ter consciência e certeza de que isso nos faz pessoas melhores e que essas escolhas não acarretam sofrimentos no futuro. É preciso ainda estar certo de que ser essa nova pessoa compartilhada com outra pessoa, faz ambos felizes.
Às vezes, as pessoas pensam que viver juntos é sinônimo de sofrimento. Sofrimento não alimenta amor algum. No entanto, vencer desafios juntos fortalece o espírito e consolida dentro de nós o conceito de união. São situações que aumentam a confiança que temos no outro. Por isso, avalie, por exemplo, a possibilidade de precisar cuidar de seu companheiro ou companheira durante uma grave enfermidade por um longo tempo, talvez a vida inteira. Se ser útil é gratificante. Se você se sente em condições de minimizar a dor do outro, se você se sente capaz de abraçar essa causa na perspectiva de uma vida inteira, isso dá a você grandes chances de ganhar um diploma para a vida a dois. Agora, não basta achar. Algumas pessoas imaginam ser capazes de completar os quarenta e tantos quilômetros de uma maratona sem jamais ter participado sequer de uma caminhada. Muito cuidado ao superestimar sua capacidade. Algumas decisões não tem volta e se assemelham figurativamente a saltar de um penhasco em um lago profundo. Pode-se desistir até antes do salto. Depois disso, não vai adiantar se arrepender...
Se você tem certeza que não vai dar conta do mergulho... É melhor nem saltar. Ou melhor, inscreva se na academia mais próxima e prepare-se.
No casamento nada está pronto, tudo que se refere ao casal ainda está por ser construído. A competência para construí-lo chamamos de vocação. Vocação, porque é necessário preparação para exercê-la e mais, a capacidade de continuar dentro dele até o fim.
Apesar de necessitar de construtores, há dois elementos que precisam estar prontos: as pessoas que irão compor esse casamento. É preciso entender que não se constroem indivíduos dentro do casamento. Esses precisam estar prontos. Dentro do casamento se constrói uma equipe.
Se você acha que seu corpo e mente ainda não estão preparados para as lutas e para a maratona da vida, conselho: não se case. Existe o tempo certo para cada coisa. Não colha o fruto muito verde, que ele não possa madurar depois. Nem enfrente desafios para os quais não esteja preparado. Se você está em estado gestacional para nascer ao casamento... Um parto antes do tempo pode ter as suas complicações e dificuldades de sobrevivência.
Antecipar a hora marcada é falta de assertividade e podem causar sofrimento e insucesso. Pense bem, não só em você, mas pense no sofrimento que poderá causar à pessoa que escolhe você, todas as vezes que você não quer escolhê-la. Nesse momento, você descobrirá que ainda não era hora nem lugar de fazer alguém feliz, logo, será hora e lugar para todos os outros sentimentos. Não deixe que os outros escolham os sentimentos diferentes de felicidade para essas horas. Casamento não é isso!
No casamento, em sua cerimônia, ouve-se em um trecho do conhecido juramento, algo como: "serão um só corpo e um só espírito". É preciso entender que, igualmente nesse caso, trata-se de um objetivo a ser alcançado. Essa promessa é um norteador, um voto de fidelidade, no qual ambos se comprometem a chegar o mais próximo possível dessa visão futuro.
Para mim essa meta é inatingível pela própria natureza humana. Afinal, somos indivíduos, ou seja, indivisíveis e ao mesmo tempo únicos.
Fisicamente, ainda hoje, é impossível fundir dois cérebros em um só. Por isso, é importante ter clareza em como se deve buscar essa unidade. Pois algumas pessoas confundem ser um só com fazer tudo junto. Se você não consegue viver só, se você se acha incompleto e isso o incomoda. Pensa que o casamento pode resolver esse problema... Cuidado! Isso pode ser um indício de que ainda não está preparado para viver ao lado de outra pessoa...
Viver ao lado de outra pessoa é saber que existe o meu tempo, o seu tempo e o nosso tempo. E o respeito que deve existir a cada um desses tempos. Não existe um valor certo para cada um, mas as pessoas despreparadas considerarão algo perto de zero por centro ou algo próximo de cem por centro a distribuição adequada para o tempo a ser dedicado para o nosso tempo. Elas poderão dizer o contrário disso, mas o que importa, na verdade, é como pensa e como irão agir na realidade.
Não existe uma medida certa, mesmo porque isso pode variar todos os dias, bem como em algumas fases da vida. A analogia aqui é entender que precisamos dedicar algumas horas de nossas vidas ao trabalho para sobreviver financeiramente. Por outro lado, compreender que não vivemos para trabalhar. Ao contrário, trabalhamos para viver. Sendo assim, a arte de distribuir o nosso tempo é outro indicador de estar ou não preparado para fazer alguém feliz. Pense assim: não teremos todo o tempo do mundo para estar com nossos futuros filhos, mas é preciso estar nos momentos mais importantes, nos instantes em que ele mais precisar de nós e que nos poucos minutos em que estiverem juntos, que eles sejam produtivos, educadores e, principalmente, proporcionem felicidade. Com o cônjuge deverá acontecer o mesmo também.
Outro engano é achar que ser um só é pensar igual, da mesma forma, sempre e em todo lugar. Isso é outro engano! Ser um só corpo e um só espírito é procurar conciliar as decisões, é desenvolver a capacidade de distribuir tarefas e responsabilidades, é a aplicação dos preceitos de trabalho em equipe. É saber o que é possível e o que é inviável. Inviável aqui, é no sentido de analisar a viabilidade de algum projeto de vida. Se vale o sacrifício. Saber qual o custo-benefício. Não é tornar tudo possível, afinal, tudo tem seu preço, então pondere se ele não será caro demais.
Viver juntos implica em abrir mão de muitos direitos e assumir uma série de deveres. Porém, é preciso ter consciência e certeza de que isso nos faz pessoas melhores e que essas escolhas não acarretam sofrimentos no futuro. É preciso ainda estar certo de que ser essa nova pessoa compartilhada com outra pessoa, faz ambos felizes.
Às vezes, as pessoas pensam que viver juntos é sinônimo de sofrimento. Sofrimento não alimenta amor algum. No entanto, vencer desafios juntos fortalece o espírito e consolida dentro de nós o conceito de união. São situações que aumentam a confiança que temos no outro. Por isso, avalie, por exemplo, a possibilidade de precisar cuidar de seu companheiro ou companheira durante uma grave enfermidade por um longo tempo, talvez a vida inteira. Se ser útil é gratificante. Se você se sente em condições de minimizar a dor do outro, se você se sente capaz de abraçar essa causa na perspectiva de uma vida inteira, isso dá a você grandes chances de ganhar um diploma para a vida a dois. Agora, não basta achar. Algumas pessoas imaginam ser capazes de completar os quarenta e tantos quilômetros de uma maratona sem jamais ter participado sequer de uma caminhada. Muito cuidado ao superestimar sua capacidade. Algumas decisões não tem volta e se assemelham figurativamente a saltar de um penhasco em um lago profundo. Pode-se desistir até antes do salto. Depois disso, não vai adiantar se arrepender...
Se você tem certeza que não vai dar conta do mergulho... É melhor nem saltar. Ou melhor, inscreva se na academia mais próxima e prepare-se.
No casamento nada está pronto, tudo que se refere ao casal ainda está por ser construído. A competência para construí-lo chamamos de vocação. Vocação, porque é necessário preparação para exercê-la e mais, a capacidade de continuar dentro dele até o fim.
Apesar de necessitar de construtores, há dois elementos que precisam estar prontos: as pessoas que irão compor esse casamento. É preciso entender que não se constroem indivíduos dentro do casamento. Esses precisam estar prontos. Dentro do casamento se constrói uma equipe.
Se você acha que seu corpo e mente ainda não estão preparados para as lutas e para a maratona da vida, conselho: não se case. Existe o tempo certo para cada coisa. Não colha o fruto muito verde, que ele não possa madurar depois. Nem enfrente desafios para os quais não esteja preparado. Se você está em estado gestacional para nascer ao casamento... Um parto antes do tempo pode ter as suas complicações e dificuldades de sobrevivência.
Antecipar a hora marcada é falta de assertividade e podem causar sofrimento e insucesso. Pense bem, não só em você, mas pense no sofrimento que poderá causar à pessoa que escolhe você, todas as vezes que você não quer escolhê-la. Nesse momento, você descobrirá que ainda não era hora nem lugar de fazer alguém feliz, logo, será hora e lugar para todos os outros sentimentos. Não deixe que os outros escolham os sentimentos diferentes de felicidade para essas horas. Casamento não é isso!
terça-feira, 31 de julho de 2012
O que o casamento não é... Primeiro ponto de vista
Canso de ver casais em que um dos companheiros ou mesmo ambos, independente de ser homem ou mulher, quando solteiros parecem ser mais amigos e mais compreensivos. Porém, depois que passam a conviver sob o mesmo teto parecem querer assumir o papel de guardião da educação e das boas maneiras. Parecem incorporar a missão de pai ou mãe do outro. Casamento não é isso...
Existem outros casos em que o cônjuge parece querer competir com o outro. Então, tudo passa a ser objeto de discórdia, de cobrança e de submissão. Casamento não é isso também...
As pessoas mudam com o tempo e normalmente procuram melhorar. E muitas pessoas podem nos auxiliar ou mesmo conduzir-nos nesse crescimento. O problema é a maneira como as pessoas fazem isso. Alguns se comportam como verdadeiros educadores, outros, no entanto, são repressores. A verdade é que em vez de termos um cúmplice, passamos a dormir junto com um tribunal da inquisição, a julgar nossos atos todos os dias, todas vezes, em todas as decisões. A vida passa a não ter sentido, pois não queremos mais nos expor para não errar. É então que o casamento deixa de ser casamento e passa a ser uma convivência solitária. Não há diálogo, pois tudo que disser pode ser usado contra você. Não existem mais caminhadas, pois se chover, terá sido uma escolha inadequada. Se fizer sol, alguém foi culpado pelas queimaduras.
Quando tristes ou decepcionados, desabafamos, muitas vezes, não porque precisamos de conselhos. Nesses momentos, queremos apenas ser ouvidos e compreendidos. Quem nos ouve precisa saber diferenciar uma possível falta de empenho ou mesmo negligência nas decisões tomadas de uma atitude que foi a melhor das intenções, de uma escolha que foi a menos dolorosa, menos amarga. Afinal, nem sempre somos agraciados com vitórias. A vida não é assim. Não importa se você faria melhor. Seja empático e entenda o que o outro sente.
Parece difícil, mas casar-se é aprender distinguir a hora certa para um puxão de orelha do instante de um abraço. Isso é saber amar na medida necessária. Pois apesar de um abraço não ter limites, um puxão de orelha precisa ser apenas suficiente na força e no tempo. E não esquecer a vida é feita de bons momentos que podemos proporcionar ao outro e não de cobranças.
Lembre-se que o tempo dos nossos pais se acabaram. Ninguém se casa com um novo pai ou com uma nova mãe. Casamento não é adoção. Ninguém veio continuar o lar anterior e sim, formar uma nova família. Agora, isso não quer dizer que no instante que saímos de casa já estamos completos e terminados para a vida. Ao contrário, iremos descobrir que o aprendizado jamais termina, pelo menos para quem tem consciência desse fato: o desenvolvimento pessoal só termina com a morte.
Não se esqueça que ninguém veio para ser melhor que o outro, apenas queremos crescer juntos e desenvolver o mundo à nossa volta; educar nossos filhos e todos que fazem parte do nosso círculo de amizades, aprendendo e ensinando todos os dias.
No casamento, ser um só corpo e um só espírito é buscar o conhecimento de quem é o outro, melhor compreendê-lo e fazer dele alguém que ele precisa ser. E que nesse mergulho na personalidade do outro nós possamos auxiliá-lo a realizar esse ideal de pessoa, para que se ajuste ao que ele quer ser.
Amar é aceitar o outro como ele é. Amar é querer ser uma pessoa cada vez melhor, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Amar é tornar-se a melhor pessoa para o outro, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Enfim, "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
Existem outros casos em que o cônjuge parece querer competir com o outro. Então, tudo passa a ser objeto de discórdia, de cobrança e de submissão. Casamento não é isso também...
As pessoas mudam com o tempo e normalmente procuram melhorar. E muitas pessoas podem nos auxiliar ou mesmo conduzir-nos nesse crescimento. O problema é a maneira como as pessoas fazem isso. Alguns se comportam como verdadeiros educadores, outros, no entanto, são repressores. A verdade é que em vez de termos um cúmplice, passamos a dormir junto com um tribunal da inquisição, a julgar nossos atos todos os dias, todas vezes, em todas as decisões. A vida passa a não ter sentido, pois não queremos mais nos expor para não errar. É então que o casamento deixa de ser casamento e passa a ser uma convivência solitária. Não há diálogo, pois tudo que disser pode ser usado contra você. Não existem mais caminhadas, pois se chover, terá sido uma escolha inadequada. Se fizer sol, alguém foi culpado pelas queimaduras.
Quando tristes ou decepcionados, desabafamos, muitas vezes, não porque precisamos de conselhos. Nesses momentos, queremos apenas ser ouvidos e compreendidos. Quem nos ouve precisa saber diferenciar uma possível falta de empenho ou mesmo negligência nas decisões tomadas de uma atitude que foi a melhor das intenções, de uma escolha que foi a menos dolorosa, menos amarga. Afinal, nem sempre somos agraciados com vitórias. A vida não é assim. Não importa se você faria melhor. Seja empático e entenda o que o outro sente.
Parece difícil, mas casar-se é aprender distinguir a hora certa para um puxão de orelha do instante de um abraço. Isso é saber amar na medida necessária. Pois apesar de um abraço não ter limites, um puxão de orelha precisa ser apenas suficiente na força e no tempo. E não esquecer a vida é feita de bons momentos que podemos proporcionar ao outro e não de cobranças.
Lembre-se que o tempo dos nossos pais se acabaram. Ninguém se casa com um novo pai ou com uma nova mãe. Casamento não é adoção. Ninguém veio continuar o lar anterior e sim, formar uma nova família. Agora, isso não quer dizer que no instante que saímos de casa já estamos completos e terminados para a vida. Ao contrário, iremos descobrir que o aprendizado jamais termina, pelo menos para quem tem consciência desse fato: o desenvolvimento pessoal só termina com a morte.
Não se esqueça que ninguém veio para ser melhor que o outro, apenas queremos crescer juntos e desenvolver o mundo à nossa volta; educar nossos filhos e todos que fazem parte do nosso círculo de amizades, aprendendo e ensinando todos os dias.
No casamento, ser um só corpo e um só espírito é buscar o conhecimento de quem é o outro, melhor compreendê-lo e fazer dele alguém que ele precisa ser. E que nesse mergulho na personalidade do outro nós possamos auxiliá-lo a realizar esse ideal de pessoa, para que se ajuste ao que ele quer ser.
Amar é aceitar o outro como ele é. Amar é querer ser uma pessoa cada vez melhor, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Amar é tornar-se a melhor pessoa para o outro, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Enfim, "amai-vos uns aos outros como a TI mesmo".
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Viver e morrer todos os dias...

Acho que já vivi e já morri tantas e tantas vezes nesta vida que até me considero imortal. Mais próximo de um teimoso suicida, rejeitado até pela morte, ao mesmo tempo em que nem a vida me acolhe, e mesmo assim, aceita e receita a vontade de viver, mesmo que seja renascendo todas as vezes, recomeçando tudo de novo, até quem sabe um dia aprender a fazer a coisa certa.
Saber o certo é como recolher números para jogar na loteria. Só se sabe dos acertos depois do sorteio, quando então é tarde demais.
A vida toda é uma loteria, em que a pior aposta é a que deixamos de fazer em nós mesmos e fazemos nos outros, ou melhor, fazemos para os outros. Se eles vão ganhar ou não, pouco se sabe. O certo é que nós perdemos sempre, mesmo que mintam, dizendo que o altruísmo tem um valor inestimável, que nenhum prêmio irá compensar. E eu, ainda sou sonhador, quero permanecer iludido, e pensar que tudo valeu a pena.
O que maltrata não é morrer um pouco a cada dia, mas ter que se submeter aos purgatórios de nossas decisões de fenecer lentamente nessa ínfima existência.
A juventude é a hora em que mais ouvimos e seguimos "conselhos sensatos" e talvez fosse o melhor momento para ser insano. Por isso, não seguro ninguém que esteja perseguindo um sonho, ainda que de antemão eu vislumbre uma possível desilusão. Mas como tudo nos leva ao purgatório, que mal há em saborear a degustação que antecede a desilusão? Esse momento, sim, possivelmente, é a que mais se aproxima da sensação de felicidade. E por mais que sejamos predestinados a essa amarga sina (do engano), que mais parece uma maldição, ainda assim, é o melhor caminho para se tornar indestrutível, tal qual, uma fênix.
Ser fênix é o exercício de "virar a mesa" todas as vezes que for preciso, na hora certa, com as pessoas certas, com a racionalidade possível e intensidade sentimental adequada.
Não saber os números premiados não é motivo para não apostar. Jogue sempre, para que não pensem pelos seus pensamentos, para que não façam prognósticos que são unicamente seus e que jamais decidam a sua vida. Só existe uma pessoa capaz de viver as suas alegrias e suas tristezas. Contudo, parece que todos acham que têm a capacidade de saber o que é melhor para as pessoas e, por isso, se sentem no direito de fazer escolhas por elas, ainda que, suas consequências eles não possam vivê-las.
Se todas as opções já foram malfeitas, ainda resta uma alternativa para quem ainda vive: as próximas decisões: tome você mesmo.
No filme Batman, a Mulher Gata persegue algo denominado "ficha limpa". Não é tão simples limpar nosso passado indesejável de arquivos colocados no mundo, mas é preciso aprender a limpar arquivos justamente no lugar em que isso é possível: dentro de nós. O que parece ser difícil é, na verdade, o único lugar em que temos plenos poderes de fazer as nossas vontades.
Pode parecer tarde, mas tenha certeza que não é. Quando se abandona a rotina, enxerga-se que "cada dia é um recomeço", uma nova luta, uma nova missão e um mundo a ser desbravado, conquistado, no qual somos eternos aprendizes de uma uma nova lição.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
A síndrome dos cinquenta e tantos...
Vi o texto "A síndrome dos vinte e tantos", cujo(a) autor(a) procurei e não encontrei. Fica a minha reflexão sobre algum tempo a mais, depois dos vinte...
Engraçado! A sensação dos 50 anos é a mesma. Sinto que aos 20 a adolescência começa a fugir e as marcas da maturidade começam a vestir a nossa pele. Mas o ingresso nessa nova era é como um túnel que não tem fim, só a adolescência que vai ficando lá para trás. Todos os dias serão de exercícios, de aperfeiçoamentos. De entender e relevar com inteligência as falhas dos outros e também as nossas, afinal continuamos humanos, de carne e osso. A vida vai testar nossa capacidade de perdoar e aceitar os erros. Em um dado momento podemos achar que a dor diminuiu, quando na verdade começamos a ficar mais resistentes a ela, estamos mais preparados para os golpes da mesma forma como vibramos quando estamos felizes. É quando maximizamos oportunidades e evitamos desperdícios. Descobrimos que é possível construir um mundo mais limpo e mais justo apenas com pequenas atitudes, como orar por nossos amigos e também pelo restante do mundo. Ao olhar para trás e pensar que tudo valeu a pena, essa será a diferença.
Para a galera de 20 e poucos anos…
A Síndrome dos vinte e tantos
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!
A Síndrome dos vinte e tantos
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O que é ser feliz? Segundo ponto de vista...
No texto "O que é ser feliz? Primeiro ponto de vista...", eu terminei com a seguinte frase: "... ou seja, quanto mais rápido vier a maturidade, melhores serão os nossos conceitos a respeito da liberdade, flexibilidade e, consequentemente, evitar enganos e desilusões".
O conceito de maturidade parece estar ligado a alicerces, vigas e colunas em nossas vidas, mas não é bem assim. Para mim, maturidade não é ser alguém com bases sólidas de conhecimento ou muita experiência de vida, cheio de conhecimentos e, enfim, alguém que não muda mais a sua opinião. Maturidade é a representação da simplicidade. Pessoas complicadas demais, indecisas demais são imaturas. Pessoas que constroem suas estruturas antes do tempo não são maduras o suficiente.
O que são alicerces construídos antes do tempo? Na realidade, tudo pode ou não ser alicerce nesta vida, mas eu os trato como bases de como eu me relaciono comigo mesmo e como eu me relaciono com o mundo. Sob essa ótica, ter um filho muito cedo é construir algo em um terreno ainda não preparado para um pai. Decidir por uma profissão cedo demais é a possibilidade de se ter um profissional frustrado ou que em um dado instante irá jogar tudo fora e recomeçar tudo outra vez... Tudo isso tem um custo muito precioso, que se chama tempo. Para alguns, casamento é alicerce, para outros é apenas um móvel na sala.
O que observamos são, por um lado, pessoas não querendo perder tempo e fazendo tudo que podem. Por outro lado, pessoas com medo de resolver, medo de amar, de aceitar responsabilidades, negligenciando, procrastinando, enfim, sem vivenciar o que a maioria das pessoas considera atividades de quem é feliz.
Oportunidades, algumas vezes são adventos cruéis em nossas vidas. Quando ela surge, pode ser que não se esteja suficientemente preparado para agarrá-la. Pode ser que ela jamais retorne ao seu horizonte. Pode ser... Por isso é preciso diferenciar o que é oportunidade daquilo que é deslumbramento.
Na maioria das vezes, as oportunidades são como imóveis que procuramos para aquisição e em um dado momento parece que encontramos a casa dos nossos sonhos... Não existem casas dos sonhos. O nosso lar é o lugar que estamos. Pode ser que ela não tenha tudo que desejamos, mas ainda assim, será a nossa morada.
Amadurecer é desenvolver competências: estar sempre apto a novos conhecimentos, ampliar cada vez mais as nossas habilidades e ter sempre atitude, proativa ou reativa, conforme o caso, para realizar.
Maturidade é o exercício adequado das competências, a sabedoria de fazer escolhas apropriadas para prosseguir a vida. É reconhecer se a oportunidade é ou não única, rápido o suficiente para que ela não escape. Avalie com cuidado a possibilidade de adiar as suas escolhas, pois tudo tem a medida exata e a hora certa para acontecer. Por fim, a maturidade é a capacidade de sermos assertivos: fazer a coisa certa na hora certa. Naturalmente, sabe-se mais, muda-se menos e erra-se pouco.
O conceito de maturidade parece estar ligado a alicerces, vigas e colunas em nossas vidas, mas não é bem assim. Para mim, maturidade não é ser alguém com bases sólidas de conhecimento ou muita experiência de vida, cheio de conhecimentos e, enfim, alguém que não muda mais a sua opinião. Maturidade é a representação da simplicidade. Pessoas complicadas demais, indecisas demais são imaturas. Pessoas que constroem suas estruturas antes do tempo não são maduras o suficiente.
O que são alicerces construídos antes do tempo? Na realidade, tudo pode ou não ser alicerce nesta vida, mas eu os trato como bases de como eu me relaciono comigo mesmo e como eu me relaciono com o mundo. Sob essa ótica, ter um filho muito cedo é construir algo em um terreno ainda não preparado para um pai. Decidir por uma profissão cedo demais é a possibilidade de se ter um profissional frustrado ou que em um dado instante irá jogar tudo fora e recomeçar tudo outra vez... Tudo isso tem um custo muito precioso, que se chama tempo. Para alguns, casamento é alicerce, para outros é apenas um móvel na sala.
O que observamos são, por um lado, pessoas não querendo perder tempo e fazendo tudo que podem. Por outro lado, pessoas com medo de resolver, medo de amar, de aceitar responsabilidades, negligenciando, procrastinando, enfim, sem vivenciar o que a maioria das pessoas considera atividades de quem é feliz.
Oportunidades, algumas vezes são adventos cruéis em nossas vidas. Quando ela surge, pode ser que não se esteja suficientemente preparado para agarrá-la. Pode ser que ela jamais retorne ao seu horizonte. Pode ser... Por isso é preciso diferenciar o que é oportunidade daquilo que é deslumbramento.
Na maioria das vezes, as oportunidades são como imóveis que procuramos para aquisição e em um dado momento parece que encontramos a casa dos nossos sonhos... Não existem casas dos sonhos. O nosso lar é o lugar que estamos. Pode ser que ela não tenha tudo que desejamos, mas ainda assim, será a nossa morada.
Amadurecer é desenvolver competências: estar sempre apto a novos conhecimentos, ampliar cada vez mais as nossas habilidades e ter sempre atitude, proativa ou reativa, conforme o caso, para realizar.
Maturidade é o exercício adequado das competências, a sabedoria de fazer escolhas apropriadas para prosseguir a vida. É reconhecer se a oportunidade é ou não única, rápido o suficiente para que ela não escape. Avalie com cuidado a possibilidade de adiar as suas escolhas, pois tudo tem a medida exata e a hora certa para acontecer. Por fim, a maturidade é a capacidade de sermos assertivos: fazer a coisa certa na hora certa. Naturalmente, sabe-se mais, muda-se menos e erra-se pouco.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O que é ser feliz? Primeiro ponto de vista...
Não existem fórmulas mágicas, mas existem princípios que podem ajudar a compreender e fazer de nós pessoas melhores.
Para isso, primeiro é preciso conhecer-se. As pessoas querem conhecer o mundo, mas esquecem de querer descobrir quem habita dentro deles.
Segundo, nossos valores e objetivos irão mudar ao longo do tempo. Porém, não quer dizer que daqui a dez anos não sejamos mais os mesmos. Contudo, olhar uma foto de dois anos de idade, compará-la com outra de doze e outra de vinte e dois evidenciará muitas diferenças. É bem provável que sejam a mesma pessoa, com significativas mudanças e mesmo assim, os amigos irão reconhecê-lo.
Terceiro: outro fenômeno é que, com o passar do tempo, determinadas características não mais se modificarão, porque tudo isso nada mais é do que uma grande construção. Uma obra inacabada e ao mesmo tempo já em reformas.
Em quarto, quando se é jovem, imaginamos que todos os alicerces estão mapeados. Com o passar do tempo, descobre-se que uma coluna era simplesmente uma parede e, em outros lugares, ao pensar em derrubar uma parede, na verdade, vigas e colunas poderão ser retiradas. Nessas horas é preciso ter cuidado para não desabar. A vida nos ensinará a diferenciar onde se escondem as estruturas e os alicerces. É preciso ficar atento para não perder a aula. O fato é que a vida é um contínuo aprendizado, que como diria o inventor da lâmpada é: "... um por cento inspiração; noventa e nove por cento, transpiração".
Em quinto, na nossa juventude temos uma fórmula de ser feliz. Quanto mais frágil for o conceito que cada um tem a respeito, maior a possibilidade de ele se alterar com o tempo. E quando essas mudanças contrariam um valor anterior, quando muitas vezes descobrimos que estávamos enganados, é bem provável que isso provoque uma aparentemente frustração. Uma das maneiras de evitar ou, pelo menos, minimizar as decepções é tentar não fixar estruturas tão cedo em nossas vidas. Construir é a arte de saber quem se é. Antes disso, é tempo de planejar quem se quer ser. Deixe os alicerces para os adultos, pois o tempo naturalmente solidificará as suas próprias estruturas no lugar que julgar mais conveniente. Isso não é o mesmo que dizer: deixe a vida decidir por você. A ideia é planejar seu futuro sem pressa de construir alguma coisa. Tudo tem seu tempo para acontecer. Não tenho dúvidas de que a vida coloca decisões sobre coisas para as quais não estamos preparados. O importante é evitar aquelas que estão sob o nosso controle e deixar de aparentar ter o que não possui.
O presente é mais ou menos a ideia do palco, no qual o ator entra em cena sem jamais ter ensaiado. O futuro, ao contrário, pode ser esboçado e apagado tantas vezes quantas você conseguir enquanto ele não chega. O futuro é sempre um projeto e pode ser modificado. Já o passado, esse sim, é imutável.
Como é planejar sem precisar construir muito? "O bambu, apesar de aparentar fragilidade, nas tempestades, se verga ao vento e não tomba como as grandes árvores, porque tem flexibilidade".
E como um jovem pode ser flexível? Quanto melhor nos conhecermos, mais acertado será o nosso planejamento.
Ser livre favorece a flexibilidade, logo, o exercício da liberdade deve ser um norteador de nossas decisões.
O conceito de liberdade pode variar de pessoa a pessoa e será diferente em cada fase da vida de uma mesma pessoa. Além desses fatores naturais, existe o engano de conceito, que, como disse anteriormente, pode ser minimizado com o autoconhecimento. Ser feliz é uma busca cotidiana, é maximizar os acertos que produzem a sensação de bem estar, de consciência limpa e paz de espírito.
O autoconhecimento liberta. A liberdade de escolha permite a flexibilidade e por sua vez viabiliza as mudanças necessárias. A capacidade de mudar por sua vez nos dá momentâneas sensações de felicidade.
Ou seja, quanto mais rápido vier a maturidade, melhores serão os nossos conceitos a respeito da liberdade, flexibilidade e, consequentemente, evitar enganos e desilusões.
Para isso, primeiro é preciso conhecer-se. As pessoas querem conhecer o mundo, mas esquecem de querer descobrir quem habita dentro deles.
Segundo, nossos valores e objetivos irão mudar ao longo do tempo. Porém, não quer dizer que daqui a dez anos não sejamos mais os mesmos. Contudo, olhar uma foto de dois anos de idade, compará-la com outra de doze e outra de vinte e dois evidenciará muitas diferenças. É bem provável que sejam a mesma pessoa, com significativas mudanças e mesmo assim, os amigos irão reconhecê-lo.
Terceiro: outro fenômeno é que, com o passar do tempo, determinadas características não mais se modificarão, porque tudo isso nada mais é do que uma grande construção. Uma obra inacabada e ao mesmo tempo já em reformas.
Em quarto, quando se é jovem, imaginamos que todos os alicerces estão mapeados. Com o passar do tempo, descobre-se que uma coluna era simplesmente uma parede e, em outros lugares, ao pensar em derrubar uma parede, na verdade, vigas e colunas poderão ser retiradas. Nessas horas é preciso ter cuidado para não desabar. A vida nos ensinará a diferenciar onde se escondem as estruturas e os alicerces. É preciso ficar atento para não perder a aula. O fato é que a vida é um contínuo aprendizado, que como diria o inventor da lâmpada é: "... um por cento inspiração; noventa e nove por cento, transpiração".
Em quinto, na nossa juventude temos uma fórmula de ser feliz. Quanto mais frágil for o conceito que cada um tem a respeito, maior a possibilidade de ele se alterar com o tempo. E quando essas mudanças contrariam um valor anterior, quando muitas vezes descobrimos que estávamos enganados, é bem provável que isso provoque uma aparentemente frustração. Uma das maneiras de evitar ou, pelo menos, minimizar as decepções é tentar não fixar estruturas tão cedo em nossas vidas. Construir é a arte de saber quem se é. Antes disso, é tempo de planejar quem se quer ser. Deixe os alicerces para os adultos, pois o tempo naturalmente solidificará as suas próprias estruturas no lugar que julgar mais conveniente. Isso não é o mesmo que dizer: deixe a vida decidir por você. A ideia é planejar seu futuro sem pressa de construir alguma coisa. Tudo tem seu tempo para acontecer. Não tenho dúvidas de que a vida coloca decisões sobre coisas para as quais não estamos preparados. O importante é evitar aquelas que estão sob o nosso controle e deixar de aparentar ter o que não possui.
O presente é mais ou menos a ideia do palco, no qual o ator entra em cena sem jamais ter ensaiado. O futuro, ao contrário, pode ser esboçado e apagado tantas vezes quantas você conseguir enquanto ele não chega. O futuro é sempre um projeto e pode ser modificado. Já o passado, esse sim, é imutável.
Como é planejar sem precisar construir muito? "O bambu, apesar de aparentar fragilidade, nas tempestades, se verga ao vento e não tomba como as grandes árvores, porque tem flexibilidade".
E como um jovem pode ser flexível? Quanto melhor nos conhecermos, mais acertado será o nosso planejamento.
Ser livre favorece a flexibilidade, logo, o exercício da liberdade deve ser um norteador de nossas decisões.
O conceito de liberdade pode variar de pessoa a pessoa e será diferente em cada fase da vida de uma mesma pessoa. Além desses fatores naturais, existe o engano de conceito, que, como disse anteriormente, pode ser minimizado com o autoconhecimento. Ser feliz é uma busca cotidiana, é maximizar os acertos que produzem a sensação de bem estar, de consciência limpa e paz de espírito.
O autoconhecimento liberta. A liberdade de escolha permite a flexibilidade e por sua vez viabiliza as mudanças necessárias. A capacidade de mudar por sua vez nos dá momentâneas sensações de felicidade.
Ou seja, quanto mais rápido vier a maturidade, melhores serão os nossos conceitos a respeito da liberdade, flexibilidade e, consequentemente, evitar enganos e desilusões.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Para os próximos quatro anos... Uma segunda atitude...
Na primeira atitude observei a importância do planejamento para o presente com pensamento no futuro e fazer dessas pequenas regras e atitudes uma contínua melhoria. É importante programar o nosso crescimento pessoal e é uma forma muito gratificante de viver a vida.
Outro contraponto importante entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa é o foco financeiro e a visão na receita em contraponto ao foco econômico e a visão nas despesas.
Se a atitude estiver direcionada somente para viver o hoje, o horizonte ficará muito limitado no tradicional bidimensionalismo financeiro-receita. Não é errado viver aquilo que se pode viver hoje, mas é preciso fazer as coisas acontecerem... A mensagem de hoje é fazer acontecer...
Muitas vezes em nossas vidas temos a atitude de literalmente mendigar. Alguém já ficou a espera de algum milagre? Não falo de fé, estou tratando de atitude. Algo como sentar-se em uma esquina, estender o chapéu e esperar que alguém lhe dê o sustento do dia. Se por acaso ganhar uma nota de cem então viverá o seu dia de cem. Se ganhar dez, terá o dia de dez e assim por diante. Será essa a atitude que Deus espera da sua fé?
Na parábola dos talentos, "mendigar" sua vida é como enterrar seus talentos e devolvê-los no dia da cobrança, ou seja, é desperdiçá-los, jogá-los fora, quando nós temos dentro de nós um efeito multiplicador, tal como um Midas tocando em tudo ao nosso redor e transformando-os em ouro. A capacidade do ser humano não se resume a sentar-se em um canto qualquer a espera de sua esmola.
O orçamento-programa trata justamente dessa maneira de pensar. O foco é econômico, é preciso ir em busca da nossa riqueza. Não falo em bens materiais, mas riqueza pessoal. A riqueza material deve ser apenas uma projeção da riqueza interior que temos. E é preciso desenvolvê-la cada vez mais.
O técnico Bernardinho em uma palestra contava como ele lidava com os melhores jogadores de vôlei do mundo: "... há sempre algo a melhorar... O que é falta para ser um jogador completo... É a busca incessante... É preciso dar objetivos a eles..."
Se para quem é quase perfeito ainda há espaço para evoluir, tanto mais eu que ainda tenho tanto a aprender e desenvolver. No orçamento-programa devemos determinar a nossa missão, definir uma visão de futuro, quais são os nossos valores e princípios que utilizaremos para chegar nesse futuro. E principalmente saber quanto isso irá nos custar. Quando nos referimos a custar é pensar em insumos, recursos e não somente em dinheiro. Muitas vezes o que nos falta é tempo e na maioria das vezes, o que falta mesmo é determinação, dedicação, perseverança, que são as coisas mais difíceis de reunir dentro de nós.
Pois bem, orçamento-programa é justamente isso: não é gastar o que se tem. É planejar quem eu quero ser, quando vou querer ser. Verificar o que eu tenho, quem eu sou, meus pontos fortes e pontos fracos, quais as ameaças e oportunidades. Com esse diagnóstico fazer as contas: quanto me custará chegar lá? Quanto me falta para chegar lá? E com essas respostas correr atrás dos recursos necessários. Financiar, se não houver outra alternativa. Dizem que só há desenvolvimento se houver endividamento, mas não é uma dívida qualquer. O dinheiro precisa ser investido em coisas que possam produzir mais riqueza.
Nada de estender o chapéu. É levantar e trabalhar.
Outro contraponto importante entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa é o foco financeiro e a visão na receita em contraponto ao foco econômico e a visão nas despesas.
Se a atitude estiver direcionada somente para viver o hoje, o horizonte ficará muito limitado no tradicional bidimensionalismo financeiro-receita. Não é errado viver aquilo que se pode viver hoje, mas é preciso fazer as coisas acontecerem... A mensagem de hoje é fazer acontecer...
Muitas vezes em nossas vidas temos a atitude de literalmente mendigar. Alguém já ficou a espera de algum milagre? Não falo de fé, estou tratando de atitude. Algo como sentar-se em uma esquina, estender o chapéu e esperar que alguém lhe dê o sustento do dia. Se por acaso ganhar uma nota de cem então viverá o seu dia de cem. Se ganhar dez, terá o dia de dez e assim por diante. Será essa a atitude que Deus espera da sua fé?
Na parábola dos talentos, "mendigar" sua vida é como enterrar seus talentos e devolvê-los no dia da cobrança, ou seja, é desperdiçá-los, jogá-los fora, quando nós temos dentro de nós um efeito multiplicador, tal como um Midas tocando em tudo ao nosso redor e transformando-os em ouro. A capacidade do ser humano não se resume a sentar-se em um canto qualquer a espera de sua esmola.
O orçamento-programa trata justamente dessa maneira de pensar. O foco é econômico, é preciso ir em busca da nossa riqueza. Não falo em bens materiais, mas riqueza pessoal. A riqueza material deve ser apenas uma projeção da riqueza interior que temos. E é preciso desenvolvê-la cada vez mais.
O técnico Bernardinho em uma palestra contava como ele lidava com os melhores jogadores de vôlei do mundo: "... há sempre algo a melhorar... O que é falta para ser um jogador completo... É a busca incessante... É preciso dar objetivos a eles..."
Se para quem é quase perfeito ainda há espaço para evoluir, tanto mais eu que ainda tenho tanto a aprender e desenvolver. No orçamento-programa devemos determinar a nossa missão, definir uma visão de futuro, quais são os nossos valores e princípios que utilizaremos para chegar nesse futuro. E principalmente saber quanto isso irá nos custar. Quando nos referimos a custar é pensar em insumos, recursos e não somente em dinheiro. Muitas vezes o que nos falta é tempo e na maioria das vezes, o que falta mesmo é determinação, dedicação, perseverança, que são as coisas mais difíceis de reunir dentro de nós.
Pois bem, orçamento-programa é justamente isso: não é gastar o que se tem. É planejar quem eu quero ser, quando vou querer ser. Verificar o que eu tenho, quem eu sou, meus pontos fortes e pontos fracos, quais as ameaças e oportunidades. Com esse diagnóstico fazer as contas: quanto me custará chegar lá? Quanto me falta para chegar lá? E com essas respostas correr atrás dos recursos necessários. Financiar, se não houver outra alternativa. Dizem que só há desenvolvimento se houver endividamento, mas não é uma dívida qualquer. O dinheiro precisa ser investido em coisas que possam produzir mais riqueza.
Nada de estender o chapéu. É levantar e trabalhar.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Para os próximos quatro anos... Uma primeira atitude...
Esses dias comecei a ter aulas sobre Administração Financeira e Orçamentária, a qual tratou inicialmente da visão histórica de como era o orçamento no Brasil antes de 1964 e o que é feito nos dias de hoje. Ao tentar usar uma visão holística para o fato, e ao contrário, em vez de expandir para o mundo, levei aquelas idéias para o meu cotidiano, para a minha vida.
O orçamento tradicional, como era conhecido antigamente, não tinha planos, nem indicadores. O foco era financeiro e a visão baseada na receita. Já o orçamento-programa adotado e ratificado pela Constituição de 1988 é baseado em planos, com indicadores, no qual o foco é econômico e a visão é baseada nas despesas.
Parece uma série de palavras sem muito sentido, mas não é bem assim. Por exemplo, é certo que precisamos desenvolver nossas ações seguindo um planejamento de curto, médio e longo prazo. O que a maioria das pessoas faz é não dar a atenção devida a essa necessidade, como quem precisa emagrecer e decide que começará sempre na próxima semana, quando, na verdade, jamais irá iniciar. Concordo que viver o o presente é muito mais importante que o dia de amanhã, mas existe uma diferença quando planejamos vivê-lo.
Ir para a academia no dia de hoje para exercitar o seu corpo e ter a consciência de que isso é muito importante, é uma forma de organizar sua vida, se é que podemos chamá-la de planejamento. Outra maneira é ir à academia como parte de um plano de curto prazo que seria aumentar a massa muscular; de médio prazo que seria passar nas provas de aptidão física de algum concurso público; por fim, no longo prazo, ter uma vida mais saudável pela prática de exercícios regulares. Associado a isso, ter um acompanhamento de um preparador físico que estabeleceria um programa de atividades a serem desenvolvidas, com objetivos e metas a serem alcançados. Dessa forma, parar um dia para tomar uma cervejinha seria justificável, pois os indicadores iriam mostrar se estou evoluindo, quanto me falta para chegar no peso ideal e por fim, quanto me custaria parar para esse "happy-hour".
Somente nesse último parágrafo eu vejo que é possível fazer um plano para o futuro sem deixar de viver o presente. O futuro de repente torna-se o dia de hoje e muitas vezes se pensa que podia ter plantado uma semente em algum dia no passado, que a própria natureza iria oferecer a colheita hoje. E pensar que teria sido fácil ter reservado alguns minutinhos para semear em um passado não muito remoto, da mesma forma como penso em semear neste instante. O problema é que para essa hipotética semeadura que não aconteceu, a primeira colheita já está perdida e, se eu desta vez não deixar passar esta oportunidade de lançar as sementes neste meu presente, daqui a algum tempo poderei colher algo a respeito.
Quanto mais cedo eu despertar para o orçamento-programa mais cedo os bons frutos virão.
O orçamento tradicional, como era conhecido antigamente, não tinha planos, nem indicadores. O foco era financeiro e a visão baseada na receita. Já o orçamento-programa adotado e ratificado pela Constituição de 1988 é baseado em planos, com indicadores, no qual o foco é econômico e a visão é baseada nas despesas.
Parece uma série de palavras sem muito sentido, mas não é bem assim. Por exemplo, é certo que precisamos desenvolver nossas ações seguindo um planejamento de curto, médio e longo prazo. O que a maioria das pessoas faz é não dar a atenção devida a essa necessidade, como quem precisa emagrecer e decide que começará sempre na próxima semana, quando, na verdade, jamais irá iniciar. Concordo que viver o o presente é muito mais importante que o dia de amanhã, mas existe uma diferença quando planejamos vivê-lo.
Ir para a academia no dia de hoje para exercitar o seu corpo e ter a consciência de que isso é muito importante, é uma forma de organizar sua vida, se é que podemos chamá-la de planejamento. Outra maneira é ir à academia como parte de um plano de curto prazo que seria aumentar a massa muscular; de médio prazo que seria passar nas provas de aptidão física de algum concurso público; por fim, no longo prazo, ter uma vida mais saudável pela prática de exercícios regulares. Associado a isso, ter um acompanhamento de um preparador físico que estabeleceria um programa de atividades a serem desenvolvidas, com objetivos e metas a serem alcançados. Dessa forma, parar um dia para tomar uma cervejinha seria justificável, pois os indicadores iriam mostrar se estou evoluindo, quanto me falta para chegar no peso ideal e por fim, quanto me custaria parar para esse "happy-hour".
Somente nesse último parágrafo eu vejo que é possível fazer um plano para o futuro sem deixar de viver o presente. O futuro de repente torna-se o dia de hoje e muitas vezes se pensa que podia ter plantado uma semente em algum dia no passado, que a própria natureza iria oferecer a colheita hoje. E pensar que teria sido fácil ter reservado alguns minutinhos para semear em um passado não muito remoto, da mesma forma como penso em semear neste instante. O problema é que para essa hipotética semeadura que não aconteceu, a primeira colheita já está perdida e, se eu desta vez não deixar passar esta oportunidade de lançar as sementes neste meu presente, daqui a algum tempo poderei colher algo a respeito.
Quanto mais cedo eu despertar para o orçamento-programa mais cedo os bons frutos virão.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Estratégia para atingir um objetivo
Um dia um amigo com quem costumava jogar tênis de campo me fez uma pergunta: "você sabe qual a bola vencedora de uma partida de tênis para quem joga?"
Eu respondi: "É a bola do 'match point', é claro!"
Ao que ele retrucou: "Não. É a bola do saque!"
Há alguns anos eu tive a oportunidade de assistir ao grande treinador Bernardinho, que na época já era um grande vencedor. Nessa palestra ele disse, entre tantas coisas, que o mais importante não é o dia da decisão, o dia da partida. O que faz um campeão, é naturalmente vencer no dia do jogo decisivo, mas ele chamou a atenção para todos os dias que antecedem a grande partida. Ou seja, todos os dias que treinamos e nos preparamos para vencer.
Um vencedor não é construído do dia para noite. Ele começa lá atrás, em um sonho que desejamos concretizar e quando tomamos uma atitude e começamos a nos preparar para conquistar nossa medalha. Um atleta, um profissional, um bom amigo, enfim, qualquer virtude que queremos materializar começa em uma construção: fundações, alicerce, pilares, vigas, paredes etc. Até que um dia surge a casa.
Pois bem, voltando à nossa partida de tênis, que na realidade trata do dia do jogo e não dos preparativos, existe uma ideia de persistência que precisa ser continuada.
Nos treinamentos, nos preparativos, nós não estamos jogando, estamos aperfeiçoamento, melhorando nossa técnica, estamos ganhando musculação, resistência. Estamos nos preparando para o dia da grande batalha.
No dia da nossa partida de tênis teremos que estar preparados fisicamente, mas principalmente mentalmente. A forma como a nossa mente conduz o corpo é o que nos leva à vitória ou para longe dela. É aí que entra essa estratégia. Existem várias posturas que tratam da visão holística e que nesse caso deveríamos enxergar mais ao longe ou em outra palavras, vencer a partida. Mas vencer uma partida de tênis, na realidade, é feita de pequenos fragmentos de ganhos. Já vi jogadores que se sentiram pressionados, quando o placar estava desfavorável e precisariam vencer vários games, sem poder perder nenhum e então perdem o necessário equilíbrio para conseguir atingir esse objetivo.
O tênis de campo proporciona uma abstração muito importante que precisa ser utilizada por todos nós em momentos de grande pressão e dificuldade. É a capacidade de se fixar no objetivo imediato. Qual a bola mais importante? A bola do saque... Por que?
Porque naquele instante o jogo está zero a zero. Ao ganhar aquele saque, começa um novo certame: o próximo saque. Se conseguirmos entender que precisamos ganhar aquele saque e depois o próximo e depois o próximo e assim por diante, fica mais fácil vencer a partida inteira.
Cristo já dizia algo a respeito, quando olhamos a vida inteira e todas as possibilidades que decorram do ato de viver. "Não vos preocupeis com o dia de amanhã."
Preocupe-se primeiro com o dia de hoje, concentre suas energias neste dia. Não sofra por antecipação. Mas também não deixe para amanhã o que precisa ser feito hoje.
Então, vamos em busca da vitória. Preocupe-se em cumprir o seu "serviço". Preocupe-se em quebrar o "serviço" de seu oponente. Concentre-se na hora do saque e no que fazer depois dele. Não mais que isso. Lembre-se: nesse instante o jogo está zero a zero. As demais informações só prejudicam sua caminhada rumo à vitória.
Eu respondi: "É a bola do 'match point', é claro!"
Ao que ele retrucou: "Não. É a bola do saque!"
Há alguns anos eu tive a oportunidade de assistir ao grande treinador Bernardinho, que na época já era um grande vencedor. Nessa palestra ele disse, entre tantas coisas, que o mais importante não é o dia da decisão, o dia da partida. O que faz um campeão, é naturalmente vencer no dia do jogo decisivo, mas ele chamou a atenção para todos os dias que antecedem a grande partida. Ou seja, todos os dias que treinamos e nos preparamos para vencer.
Um vencedor não é construído do dia para noite. Ele começa lá atrás, em um sonho que desejamos concretizar e quando tomamos uma atitude e começamos a nos preparar para conquistar nossa medalha. Um atleta, um profissional, um bom amigo, enfim, qualquer virtude que queremos materializar começa em uma construção: fundações, alicerce, pilares, vigas, paredes etc. Até que um dia surge a casa.
Pois bem, voltando à nossa partida de tênis, que na realidade trata do dia do jogo e não dos preparativos, existe uma ideia de persistência que precisa ser continuada.
Nos treinamentos, nos preparativos, nós não estamos jogando, estamos aperfeiçoamento, melhorando nossa técnica, estamos ganhando musculação, resistência. Estamos nos preparando para o dia da grande batalha.
No dia da nossa partida de tênis teremos que estar preparados fisicamente, mas principalmente mentalmente. A forma como a nossa mente conduz o corpo é o que nos leva à vitória ou para longe dela. É aí que entra essa estratégia. Existem várias posturas que tratam da visão holística e que nesse caso deveríamos enxergar mais ao longe ou em outra palavras, vencer a partida. Mas vencer uma partida de tênis, na realidade, é feita de pequenos fragmentos de ganhos. Já vi jogadores que se sentiram pressionados, quando o placar estava desfavorável e precisariam vencer vários games, sem poder perder nenhum e então perdem o necessário equilíbrio para conseguir atingir esse objetivo.
O tênis de campo proporciona uma abstração muito importante que precisa ser utilizada por todos nós em momentos de grande pressão e dificuldade. É a capacidade de se fixar no objetivo imediato. Qual a bola mais importante? A bola do saque... Por que?
Porque naquele instante o jogo está zero a zero. Ao ganhar aquele saque, começa um novo certame: o próximo saque. Se conseguirmos entender que precisamos ganhar aquele saque e depois o próximo e depois o próximo e assim por diante, fica mais fácil vencer a partida inteira.
Cristo já dizia algo a respeito, quando olhamos a vida inteira e todas as possibilidades que decorram do ato de viver. "Não vos preocupeis com o dia de amanhã."
Preocupe-se primeiro com o dia de hoje, concentre suas energias neste dia. Não sofra por antecipação. Mas também não deixe para amanhã o que precisa ser feito hoje.
Então, vamos em busca da vitória. Preocupe-se em cumprir o seu "serviço". Preocupe-se em quebrar o "serviço" de seu oponente. Concentre-se na hora do saque e no que fazer depois dele. Não mais que isso. Lembre-se: nesse instante o jogo está zero a zero. As demais informações só prejudicam sua caminhada rumo à vitória.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Como usar a Internet para aprender inglês...
Depois do lastimoso resultado no concurso para o Senado, resolvi exercitar melhor o meu inglês. Resolvi ler um artigo em língua inglesa todos os dias para ajudar a melhorar o meu vocabulário.
Objetivo determinado, escolhi a internet como ferramenta para essa ação (é óbvio que eu escolheria a internet...). Dentre várias possibilidades, resolvi consultar o The New York Times (http://www.nytimes.com/), que além de ter uma série de assuntos da atualidade, também está na preferência das bancas examinadoras.
Na primeira reportagem que escolhi - selecionei uma reportagem completa - e comecei a fazer a leitura. Logicamente, algumas palavras, para não dizer muitas, estavam fora do meu entendimento. Meu inglês não é ruim, porém, é um inglês basicamente técnico de informática e parece que nesse caso, esses termos técnicos não mudam jamais e fica fácil interpretar um manual, porém, só permite uma vaga ideia sobre o conteúdo de uma notícia. Ou seja, esse inglês não sobrevive a textos, por exemplo, da literatura inglesa.
Para começar a traduzir o que estava obscuro, efetuei um duplo clique na primeira palavra desconhecida. O propósito era copiá-la e utilizá-la no Google Tradutor. E eis que para minha surpresa, surge um balão com uma interrogação sobre a palavra selecionada. O que seria aquilo? Sem dúvida alguma cliquei sobre o misterioso balão e... para minha surpresa, abriu-se em uma nova janela um dicionário explicando exatamente a palavra que selecionei. E, é claro, o que é melhor, em inglês. A contextualização da palavra feita em inglês. Adeus ao pesado dicionário em papel. Viva o dicionário ecologicamente melhor!
Pois bem, parte dos meus problemas resolvidos e uma grande missão pela frente... Nem tudo pode ser tão perfeito. Faltou ler algumas entrelinhas (em inglês) e lá pelo décimo primeiro dia tudo isso parou e surge uma mensagem dizendo que eu teria direito a leitura de apenas dez artigos mensais. Pois bem, por mais noventa e nove "cents" poderia ter livre acesso por umas quatro semanas. Mas depois disso passaria para mais ou menos três dólares e setenta e cinco centavos por semana. Não deixa de ser um bom preço para uma excelente ferramenta de apoio ao aprendizado de inglês.
Como o acesso é por IP durante dez dias tenho acessado do trabalho e outros dez dias de casa. Com isso dá ainda para economizar algum dinheiro e ficar dez dias descansando ou visitar outros endereços como o The Economist ou Times.
Boa leitura!
Objetivo determinado, escolhi a internet como ferramenta para essa ação (é óbvio que eu escolheria a internet...). Dentre várias possibilidades, resolvi consultar o The New York Times (http://www.nytimes.com/), que além de ter uma série de assuntos da atualidade, também está na preferência das bancas examinadoras.
Na primeira reportagem que escolhi - selecionei uma reportagem completa - e comecei a fazer a leitura. Logicamente, algumas palavras, para não dizer muitas, estavam fora do meu entendimento. Meu inglês não é ruim, porém, é um inglês basicamente técnico de informática e parece que nesse caso, esses termos técnicos não mudam jamais e fica fácil interpretar um manual, porém, só permite uma vaga ideia sobre o conteúdo de uma notícia. Ou seja, esse inglês não sobrevive a textos, por exemplo, da literatura inglesa.
Para começar a traduzir o que estava obscuro, efetuei um duplo clique na primeira palavra desconhecida. O propósito era copiá-la e utilizá-la no Google Tradutor. E eis que para minha surpresa, surge um balão com uma interrogação sobre a palavra selecionada. O que seria aquilo? Sem dúvida alguma cliquei sobre o misterioso balão e... para minha surpresa, abriu-se em uma nova janela um dicionário explicando exatamente a palavra que selecionei. E, é claro, o que é melhor, em inglês. A contextualização da palavra feita em inglês. Adeus ao pesado dicionário em papel. Viva o dicionário ecologicamente melhor!
Pois bem, parte dos meus problemas resolvidos e uma grande missão pela frente... Nem tudo pode ser tão perfeito. Faltou ler algumas entrelinhas (em inglês) e lá pelo décimo primeiro dia tudo isso parou e surge uma mensagem dizendo que eu teria direito a leitura de apenas dez artigos mensais. Pois bem, por mais noventa e nove "cents" poderia ter livre acesso por umas quatro semanas. Mas depois disso passaria para mais ou menos três dólares e setenta e cinco centavos por semana. Não deixa de ser um bom preço para uma excelente ferramenta de apoio ao aprendizado de inglês.
Como o acesso é por IP durante dez dias tenho acessado do trabalho e outros dez dias de casa. Com isso dá ainda para economizar algum dinheiro e ficar dez dias descansando ou visitar outros endereços como o The Economist ou Times.
Boa leitura!
terça-feira, 17 de abril de 2012
Como tomar decisões corretas...
Há quase um ano no Islands of Adventure, em Orlando, eu me vi frente a frente com aquela montanha russa dos meus sonhos: "The Incredible Hulk Coaster". Eu viajei de tão longe, depois de quase meio século e fiquei pensando que poderia ou não enfrentá-la... Para os jovens isso é fácil, mas isso não funciona assim para todo mundo... De qualquer forma, eu sabia que era meu dever pessoal pegar a fila, subir e sentir a emoção de fazer parte dessa aventura.
Às vezes tenho um sentimento igual a esse cada vez que mudo de cidade, mudo de trabalho, até mesmo em relação ao amor. As coisas acontecem mais ou menos assim: raramente acontecerá um desastre, uma fatalidade e a aventura poderá ser tão curta, passageira e, no entanto, será tão maravilhosa...
Assim são as tomadas de decisão em nossas vidas. Contudo, os medos envolvidos são um pouco diferentes. É a preocupação de não saber se estamos tomando a melhor decisão. Mesmo assim, depois de algum tempo percebe-se que o que torna uma decisão certa ou errada é quando se usa a razão sem temperar com o coração e depois disso a decisão sobre a direção para onde devemos jogar o nosso foco de luz. Não podemos ficar a iluminar o que ficou no passado, é preciso aproveita melhor essa energia. É preciso decidir pelo que gostamos e nos faz bem. O que vai nos conduzir ao sucesso é a maneira como conduzimos a nossa decisão. Ela é apenas o primeiro passo. Tudo que segue adiante é que vai transformá-la em sucesso. É preciso fazer acontecer e transformar nosso caminho todos os dias. Plantar flores onde não existam, regar os locais em que seja necessário e pintar as calçadas desbotadas. Construir pontes e jogar fora o que estiver só fazendo peso na mochila. O sucesso é construído, não está pronto.
O que fica para trás alimenta saudades e experiência de vida, porém deve se andar para a frente. Não é ficar parado, nem tão pouco tentar mudar o que não pode mais ser reescrito.
No filme “De volta para o futuro”, ao retornar ao presente, uma folha escrita trazida do futuro está em branco, ao que o doutor Brown observa: “o futuro não está escrito”.
O livro da vida tem páginas parcialmente em branco. Deus escreve e muitas pessoas também nele leem e escrevem. Porém, há muitos espaços em branco a espera de sua caligrafia.
O futuro é como a música: “é preciso alinhavar as notas com engenho e arte”.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Em busca da perfeição...
Esses dias me diverti com a minha prima no Facebook tratando a respeito da busca da pessoa perfeita (no caso, o homem perfeito... Hehehe...)
Brincadeiras à parte, a perfeição tem um pouco de matéria, de genético, ou seja, existem virtudes que já trazemos dentro de nós. Tal como um diamante que é encontrado, que é separado da rocha em que esteve enterrado, produzido ao longo de milhões de anos.
A perfeição também tem um pouco de exterior, das intempéries, das buscas. É preciso esperar que os garimpeiros explorem e encontrem aquelas jazidas de minerais preciosos. Assim como a paciência da natureza para produzi-lo, também é preciso ser perseverante na sua busca. E a procura normalmente é apenas um sonho movido pela fé. É acreditar que a pessoa perfeita exista em algum canto escondido dessas terras.
Depois de tudo isso, a perfeição também precisa das mãos dos joalheiros deste mundo. E sob essa ótica, existem joalheiros e o restante do mundo... Alguns te roubam, outros não entendem que lapidar é uma arte e podem destruir algo tão preciosa. Novamente, é preciso dar tempo ao tempo para que a joia seja produzida e cumpra a sua missão.
Nesse ponto de vista, os amigos é que são os verdadeiros joalheiros, são educadores e procuram transformar pedaços de rocha e mostrar ao mundo as verdadeiras facetas cuidadosamente polidas.
Contudo, algumas vezes esquecemos que na vida todos somos joalheiros e pedras ao mesmo tempo. E que o contato diário nos transforma. É preciso entender que as lapidações precisam de um ângulo adequado, uma forma preestabelecida para melhor refletir a luz.
Por isso, leve em conta que com quem você interage e a forma como se relaciona poderá prejudicar a sua formação ou torná-la uma verdadeira joia.
A busca da perfeição não é algo que se deve procurar nos outros, mas que deve ser construído nas relações com todas as pessoas que encontramos em nossa caminhada.
Brincadeiras à parte, a perfeição tem um pouco de matéria, de genético, ou seja, existem virtudes que já trazemos dentro de nós. Tal como um diamante que é encontrado, que é separado da rocha em que esteve enterrado, produzido ao longo de milhões de anos.A perfeição também tem um pouco de exterior, das intempéries, das buscas. É preciso esperar que os garimpeiros explorem e encontrem aquelas jazidas de minerais preciosos. Assim como a paciência da natureza para produzi-lo, também é preciso ser perseverante na sua busca. E a procura normalmente é apenas um sonho movido pela fé. É acreditar que a pessoa perfeita exista em algum canto escondido dessas terras.
Depois de tudo isso, a perfeição também precisa das mãos dos joalheiros deste mundo. E sob essa ótica, existem joalheiros e o restante do mundo... Alguns te roubam, outros não entendem que lapidar é uma arte e podem destruir algo tão preciosa. Novamente, é preciso dar tempo ao tempo para que a joia seja produzida e cumpra a sua missão.
Nesse ponto de vista, os amigos é que são os verdadeiros joalheiros, são educadores e procuram transformar pedaços de rocha e mostrar ao mundo as verdadeiras facetas cuidadosamente polidas.
Contudo, algumas vezes esquecemos que na vida todos somos joalheiros e pedras ao mesmo tempo. E que o contato diário nos transforma. É preciso entender que as lapidações precisam de um ângulo adequado, uma forma preestabelecida para melhor refletir a luz.
Por isso, leve em conta que com quem você interage e a forma como se relaciona poderá prejudicar a sua formação ou torná-la uma verdadeira joia.
A busca da perfeição não é algo que se deve procurar nos outros, mas que deve ser construído nas relações com todas as pessoas que encontramos em nossa caminhada.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
As escolhas e o casamento...
Esses dias lembrei-me de um relato do cotidiano de um casal de idosos...
Rotineiramente, durante décadas, no café da manhã eles entregavam ao outro a parte que mais gostavam do pão (o miolo ou a casca). Foi assim durante quase toda a vida, até que um dia um deles resolve saborear o que gosta, trocando as ofertas. A esposa agradeceu profundamente o gesto do marido. Apesar de gostar da casca, sempre a ofereceu ao esposo, pois ele merecia a melhor parte do pão. O esposo por sua vez também agradeceu, contudo, disse que gostava era do miolo do pão e o entregava para que ela ficasse com o que considerava a melhor parte.
Não só o casamento, mas toda forma de relacionamento, deveria ser um lugar melhor se todos aprendessem a ouvir o que o outro tem a dizer. Apesar de existirem ambientes altamente sinceros, para manter um certo silêncio, colocamos sem perceber alguns tampões em nossos ouvidos, que obstruem a nossa capacidade de escutar adequadamente.
Seria tão importante compreender que muitas vezes o que é melhor para nós não é o melhor para os outros.
E que administrar as diferenças é algo muito difícil e complicado, por isso, casar-se não é escolher alguém com a qual ocorra uma reação química indescritível. Isso é paixão.
O casamento necessita, além de paixão e além de amor, de combustível para que a relação seja duradoura. Por isso, é preciso saber se ambos partilham dos mesmos projetos e gostem de pensar e trabalhar em equipe.
Eu já tive a oportunidade de contemplar dois barcos que procuravam algum porto para atracar. Certo dia encontraram... Um deles ali resolveu permanecer, pois sentiu-se seguro. O outro decidiu ficar o suficiente para descansar e seguir para o próximo destino. Depois disso nunca mais se encontraram.
Ter um objetivo comum, momentâneo, procurar juntos um porto seguro pode dar a falsa impressão de que a outra pessoa guarda uma certa afinidade, quando na verdade, oferecer mais tempo seria um ingrediente essencial, para se conhecerem adequadamente, poder ouvir um pouco mais, desmistificar e perceber se os projetos de vida levam para os mesmos caminhos. A vida é uma degustação de momentos, sem atropelos e não deve jamais se transformar unicamente em rotina.
A sensação de solidão é um mau sintoma. Casamento é a comunhão daquilo que somos, daquilo que gostamos e daquilo que queremos. Às vezes, só o tempo pode responder a maioria das perguntas.
Rotineiramente, durante décadas, no café da manhã eles entregavam ao outro a parte que mais gostavam do pão (o miolo ou a casca). Foi assim durante quase toda a vida, até que um dia um deles resolve saborear o que gosta, trocando as ofertas. A esposa agradeceu profundamente o gesto do marido. Apesar de gostar da casca, sempre a ofereceu ao esposo, pois ele merecia a melhor parte do pão. O esposo por sua vez também agradeceu, contudo, disse que gostava era do miolo do pão e o entregava para que ela ficasse com o que considerava a melhor parte.
Não só o casamento, mas toda forma de relacionamento, deveria ser um lugar melhor se todos aprendessem a ouvir o que o outro tem a dizer. Apesar de existirem ambientes altamente sinceros, para manter um certo silêncio, colocamos sem perceber alguns tampões em nossos ouvidos, que obstruem a nossa capacidade de escutar adequadamente.
Seria tão importante compreender que muitas vezes o que é melhor para nós não é o melhor para os outros.
E que administrar as diferenças é algo muito difícil e complicado, por isso, casar-se não é escolher alguém com a qual ocorra uma reação química indescritível. Isso é paixão.
O casamento necessita, além de paixão e além de amor, de combustível para que a relação seja duradoura. Por isso, é preciso saber se ambos partilham dos mesmos projetos e gostem de pensar e trabalhar em equipe.
Eu já tive a oportunidade de contemplar dois barcos que procuravam algum porto para atracar. Certo dia encontraram... Um deles ali resolveu permanecer, pois sentiu-se seguro. O outro decidiu ficar o suficiente para descansar e seguir para o próximo destino. Depois disso nunca mais se encontraram.
Ter um objetivo comum, momentâneo, procurar juntos um porto seguro pode dar a falsa impressão de que a outra pessoa guarda uma certa afinidade, quando na verdade, oferecer mais tempo seria um ingrediente essencial, para se conhecerem adequadamente, poder ouvir um pouco mais, desmistificar e perceber se os projetos de vida levam para os mesmos caminhos. A vida é uma degustação de momentos, sem atropelos e não deve jamais se transformar unicamente em rotina.
A sensação de solidão é um mau sintoma. Casamento é a comunhão daquilo que somos, daquilo que gostamos e daquilo que queremos. Às vezes, só o tempo pode responder a maioria das perguntas.
O que significa o Batismo para mim...
Alguém um dia me ensinou erradamente que Batismo seria o momento em que nos tornamos filhos de Deus.
Se assim fosse muitas pessoas que conhecemos, inclusive crianças deixariam de ter essa Graça.
O Batismo significa muitas coisas, dentre elas é a postura dos pais em relação a essa criança.
Quando um pai e uma mãe levam seu filho para ser batizado é a convicção, a reafirmação de sua fé em Deus: eu creio em Deus e quero que meu filho siga os caminhos dessa fé.
Mas eu particularmente acredito que o mais importante é a afirmação do nosso desapego: esta criança não me pertence; ela é do Senhor meu Deus; ela é uma Graça, uma benção de Deus na minha vida; colocada aos meus cuidados, porque sou digno dessa honra.
Então, naquele instante eu digo: eis aqui Senhor, o teu filho. Eu sem Ti não sou ninguém. Que eu possa, com a Tua ajuda cuidar dos passos dessa criança. Ilumine as minhas palavras e as minhas decisões. Faça de mim segundo a Vossa vontade. Amém!
Vinte segundos de ousadia... A assertividade...
O filme "We bought a zoo" ou "Compramos um zoológico" traz uma mensagem muito interessante.
Um filme, um livro, uma história sensibiliza conforme a afinidade que encontramos naquele acontecimento ou, talvez, porque aquela mensagem foi de alguma maneira transcendentalmente preparada para quem a presencia.
Na verdade, foram várias mensagens que consegui captar no filme, apesar de que eu acredite que poucas delas tenham sido colocadas, propositalmente, pelo autor. Nossa capacidade de abrir o nosso campo de visão é capaz de obter compreensões e lições de fatos quaisquer do nosso cotidiano, desde que estejamos atentos para elas. É como lembrar-se de um fato ouvindo uma música. Tal qual as grandes descobertas científicas, ocorrem sem querer, mas o cientista está, além dos sentidos absolutos, em um persistente trabalho intelectual.
Essa forma de viver não é algo fora do comum, muito menos exige sacrifícios. Ao contrário, pode ser feito, aliás, deve ser feito, com tranquilidade, com humildade, respeito às nossas limitações e, ao mesmo tempo, muito respeito à nossa capacidade e, principalmente, com muito amor. Esse amor ao trabalho permite enxergar muito além e transformá-lo em diversão. Da mesma forma, um bom filme torna-se um local farto para aprendizados e novas descobertas para a vida.
Para mim o ponto alto da história trata exatamente da assertividade.
Uma das frases é dita num momento em que Dylan não sabe exatamente o que dizer, ao que respondem que uma das melhores maneiras de falar a coisa certa é começar a ouvir o que os outros querem nos contar.
Noutro momento há um tigre que tem uma doença incurável e não há mais salvação. Mantê-lo vivo é fazê-lo sofrer. Benjamin, dono do zoológico, precisa decidir pelo seu sacrifício. Em sentido conotativo, a nossa vida passa por situações semelhantes. Benjamin também precisava se desapegar de sua falecida esposa. Ele não precisaria esquecê-la, mas precisaria fazê-la descansar de seu sofrimento e permitir que o novo acontecesse em sua vida.
Por fim, ele aconselha seu filho sobre os 20 segundos de ousadia. Certos momentos, ficamos temerosos por fazer coisas boas, que consideramos corretas e hesitamos. Muitas vezes, perdemos a oportunidade de fazer algo de bom para os outros, que no fim de tudo se reflete em algo bom para nós mesmos. Dylan, assim como o pai, Benjamin, discorrem na história sobre seus 20 segundos de ousadia e como isso, no caso de Benjamin, faria toda a diferença na sua vida e na vida de todas as pessoas envolvidas.
É claro, que ousadia exige muita sabedoria, não são quaisquer palavras, não é conduzir um carro de fórmula 1 de qualquer jeito, não é mergulhar no lago sem conhecimento algum. A ousadia é a medalha conquistada na competição após dias e dias seguidos de treino. Somente um cientista muito bem treinado perceberia ao acaso a descoberta da penicilina. De qualquer forma as conquistas só existirão se todos os dias exercitarmos a musculatura da nossa ousadia.
Um filme, um livro, uma história sensibiliza conforme a afinidade que encontramos naquele acontecimento ou, talvez, porque aquela mensagem foi de alguma maneira transcendentalmente preparada para quem a presencia.
Na verdade, foram várias mensagens que consegui captar no filme, apesar de que eu acredite que poucas delas tenham sido colocadas, propositalmente, pelo autor. Nossa capacidade de abrir o nosso campo de visão é capaz de obter compreensões e lições de fatos quaisquer do nosso cotidiano, desde que estejamos atentos para elas. É como lembrar-se de um fato ouvindo uma música. Tal qual as grandes descobertas científicas, ocorrem sem querer, mas o cientista está, além dos sentidos absolutos, em um persistente trabalho intelectual.
Essa forma de viver não é algo fora do comum, muito menos exige sacrifícios. Ao contrário, pode ser feito, aliás, deve ser feito, com tranquilidade, com humildade, respeito às nossas limitações e, ao mesmo tempo, muito respeito à nossa capacidade e, principalmente, com muito amor. Esse amor ao trabalho permite enxergar muito além e transformá-lo em diversão. Da mesma forma, um bom filme torna-se um local farto para aprendizados e novas descobertas para a vida.
Para mim o ponto alto da história trata exatamente da assertividade.
Uma das frases é dita num momento em que Dylan não sabe exatamente o que dizer, ao que respondem que uma das melhores maneiras de falar a coisa certa é começar a ouvir o que os outros querem nos contar.
Noutro momento há um tigre que tem uma doença incurável e não há mais salvação. Mantê-lo vivo é fazê-lo sofrer. Benjamin, dono do zoológico, precisa decidir pelo seu sacrifício. Em sentido conotativo, a nossa vida passa por situações semelhantes. Benjamin também precisava se desapegar de sua falecida esposa. Ele não precisaria esquecê-la, mas precisaria fazê-la descansar de seu sofrimento e permitir que o novo acontecesse em sua vida.
Por fim, ele aconselha seu filho sobre os 20 segundos de ousadia. Certos momentos, ficamos temerosos por fazer coisas boas, que consideramos corretas e hesitamos. Muitas vezes, perdemos a oportunidade de fazer algo de bom para os outros, que no fim de tudo se reflete em algo bom para nós mesmos. Dylan, assim como o pai, Benjamin, discorrem na história sobre seus 20 segundos de ousadia e como isso, no caso de Benjamin, faria toda a diferença na sua vida e na vida de todas as pessoas envolvidas.
É claro, que ousadia exige muita sabedoria, não são quaisquer palavras, não é conduzir um carro de fórmula 1 de qualquer jeito, não é mergulhar no lago sem conhecimento algum. A ousadia é a medalha conquistada na competição após dias e dias seguidos de treino. Somente um cientista muito bem treinado perceberia ao acaso a descoberta da penicilina. De qualquer forma as conquistas só existirão se todos os dias exercitarmos a musculatura da nossa ousadia.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Alguns tópicos para ser um vencedor...
Certa vez estava em uma aula de cursinho de vestibular em pleno feriado de Semana Santa.
A classe estava ruidosa em assistir a aula de química do professor Vargas, num quase inconsciente protesto por precisar lhe assistir.
Percebendo o burburinho que dava àquela manhã um ar de informalidade, como se não houvesse um compromisso maior pelos estudantes em contribuir para o andamento do conteúdo, Vargas virou-se, diante dos pedidos anônimos de "terminar a aula mais cedo" ou "vamos embora". Ao iniciar o silêncio, ele disse que "certa vez um repórter perguntou a Graham Hill, qual era o segredo de tantas vitórias. Ao que Hill respondeu:
- Sabe aquelas curvas em que todos fream? Pois bem, nelas eu acelero"...
Graham Hill foi bicampeão na década de 1960. Os mais jovens devem ter ouvido falar de seu filho: Damon Hill, campeão em 1996.
Parece que Graham Hill usava um princípio pouco comum em sua época, que consistia em "frear" antes de entrar na curva e acelerar dentro dela, quando todos os demais pilotos freavam.
Em um mundo cada vez mais competitivo, o nosso diferencial pode estar na conquista de vantagens mínimas. No caso da fórmula 1, centésimos de segundo separam o primeiro colocado dos demais.
Contudo, uma curva mal feita pode tirá-lo da competição. Nisso consiste capacidade de colocarmos a arte em tudo o que fazemos. É fazer o melhor percurso no menor tempo. A busca da perfeição... Encontrar o equilíbrio das diferentes forças. Dosar as quantidades adequadas dos ingredientes certos. De fazer na hora certa para acontecer. Ter a serenidade para colocar todos os sentidos atentos e interpretar os estímulos, as mensagens do ambiente e aquelas que vem de dentro de nós. É a honestidade de agir sem conflitos de consciência. E, por fim, processar tudo de força harmoniosa para oferecer a resposta necessária, no momento devido para garantir a máxima efetividade.
A classe estava ruidosa em assistir a aula de química do professor Vargas, num quase inconsciente protesto por precisar lhe assistir.
Percebendo o burburinho que dava àquela manhã um ar de informalidade, como se não houvesse um compromisso maior pelos estudantes em contribuir para o andamento do conteúdo, Vargas virou-se, diante dos pedidos anônimos de "terminar a aula mais cedo" ou "vamos embora". Ao iniciar o silêncio, ele disse que "certa vez um repórter perguntou a Graham Hill, qual era o segredo de tantas vitórias. Ao que Hill respondeu:
- Sabe aquelas curvas em que todos fream? Pois bem, nelas eu acelero"...
Graham Hill foi bicampeão na década de 1960. Os mais jovens devem ter ouvido falar de seu filho: Damon Hill, campeão em 1996.
Parece que Graham Hill usava um princípio pouco comum em sua época, que consistia em "frear" antes de entrar na curva e acelerar dentro dela, quando todos os demais pilotos freavam.
Em um mundo cada vez mais competitivo, o nosso diferencial pode estar na conquista de vantagens mínimas. No caso da fórmula 1, centésimos de segundo separam o primeiro colocado dos demais.
Contudo, uma curva mal feita pode tirá-lo da competição. Nisso consiste capacidade de colocarmos a arte em tudo o que fazemos. É fazer o melhor percurso no menor tempo. A busca da perfeição... Encontrar o equilíbrio das diferentes forças. Dosar as quantidades adequadas dos ingredientes certos. De fazer na hora certa para acontecer. Ter a serenidade para colocar todos os sentidos atentos e interpretar os estímulos, as mensagens do ambiente e aquelas que vem de dentro de nós. É a honestidade de agir sem conflitos de consciência. E, por fim, processar tudo de força harmoniosa para oferecer a resposta necessária, no momento devido para garantir a máxima efetividade.
terça-feira, 6 de março de 2012
Gastar e poupar melhor o nosso tempo...
Um dia pensei que passaria a viver a vida, depois que me aposentasse.
Quando comecei a trabalhar descobri que poderia viver trinta dias por ano.
Até que então, passados alguns anos, pensei que deveria viver ao menos dois dias por semana, também.
Depois que o tempo passou tanto, achei que era chegada a hora de fazer muito mais e assim viver um pouco todos os finais de dias.
Então, eu decidi que poderia trabalhar em coisas nas quais gostava mais...
É preciso agora saber separar o que é bom do que é ruim, o que não é tão simples de enxergar.
Preciso diferenciar o que é de curto prazo e organizá-lo separado dos objetivos de médio e longo prazo.
Preciso compreender melhor o que é desperdício, daquilo que efetivamente me faz viver.
São coisas simples, mas ao que parece, a nossa visão só melhora com o passar dos anos. A gente só começa a escutar quando deixa de falar muito e passa a prestar mais atenção. Então, o silêncio não é mais ausência. Ela tem sua mensagem, que só se compreende com após estudar muito na escola da vida.
O tempo que me resta eu preciso gastá-lo e poupá-lo como fazemos com outros recursos como o dinheiro: pegamos uma terça parte para viver o hoje, uma terça parte para viver as próximas semanas e a última terça parte para os próximos anos. Quantos anos? Não sei, mas não importa muito.
Passamos a entender melhor o que é sincero, o que é verdadeiro e o que realmente vale a pena.
E o mais importante é saber que errar faz parte do ser humano, tanto quanto o pecado, a poeira e o tempo que recai sobre nós. A ideia é não ficar mergulhado na lama e manter uma profilaxia contínua.
É importante manter os exercícios para não atrofiar a musculatura, ficar sempre em atividade. Contudo, mais importante ainda é fazer com que se mantenha o nosso cérebro na academia todo o tempo. Pois, mais importante que o corpo é a musculatura da mente, na qual reside o seu "EU" verdadeiro.
Quando comecei a trabalhar descobri que poderia viver trinta dias por ano.
Até que então, passados alguns anos, pensei que deveria viver ao menos dois dias por semana, também.
Depois que o tempo passou tanto, achei que era chegada a hora de fazer muito mais e assim viver um pouco todos os finais de dias.
Então, eu decidi que poderia trabalhar em coisas nas quais gostava mais...
É preciso agora saber separar o que é bom do que é ruim, o que não é tão simples de enxergar.
Preciso diferenciar o que é de curto prazo e organizá-lo separado dos objetivos de médio e longo prazo.
Preciso compreender melhor o que é desperdício, daquilo que efetivamente me faz viver.
São coisas simples, mas ao que parece, a nossa visão só melhora com o passar dos anos. A gente só começa a escutar quando deixa de falar muito e passa a prestar mais atenção. Então, o silêncio não é mais ausência. Ela tem sua mensagem, que só se compreende com após estudar muito na escola da vida.
O tempo que me resta eu preciso gastá-lo e poupá-lo como fazemos com outros recursos como o dinheiro: pegamos uma terça parte para viver o hoje, uma terça parte para viver as próximas semanas e a última terça parte para os próximos anos. Quantos anos? Não sei, mas não importa muito.
Passamos a entender melhor o que é sincero, o que é verdadeiro e o que realmente vale a pena.
E o mais importante é saber que errar faz parte do ser humano, tanto quanto o pecado, a poeira e o tempo que recai sobre nós. A ideia é não ficar mergulhado na lama e manter uma profilaxia contínua.
É importante manter os exercícios para não atrofiar a musculatura, ficar sempre em atividade. Contudo, mais importante ainda é fazer com que se mantenha o nosso cérebro na academia todo o tempo. Pois, mais importante que o corpo é a musculatura da mente, na qual reside o seu "EU" verdadeiro.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Como construir as nossas metas...
Para que algo seja chamado de meta é preciso ter objetivo, indicador de desempenho e prazo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
Objetivo claro e definido, indicador mensurável e um prazo exequível...
Porém, para olhar a organização como um processo sistêmico, na qual os trabalhos precisam se desenvolver de maneira coordenada, não é indicado falar de meta sem falar em planejamento estratégico. Na verdade, a meta é um componente que está bem mais abaixo na pirâmide do planejamento estratégico.
Nesse caso, muita coisa precisa ser definida antes de pensar em metas. É um guarda-chuva que fará com que tudo abaixo dele se encaixe e promova uma sinergia entre as ações que forem desencadeadas.
Sem esse lugar comum, ações e as metas serão iniciativas soltas em que a visão pessoal de cada um dos líderes de cada função terá preponderância sobre a identidade dessa organização. Algo como dizem: "todo caminho é ruim, quando não se sabe aonde vai"...
Na nossa vida o mesmo efeito ocorre nas metas que estabelecemos. Funciona tal qual alguém que começa a decorar sua casa à medida que poupa algum dinheiro e promove essa renovação por partes, muitas vezes partes de um mesmo cômodo. Lembro certa vez que um dinheiro que recebi permitia-me fazer metade da cozinha de minha casa. A outra metade jamais se concluiu, não comigo. Sem contar que os móveis não mantinham uma harmonia entre eles. Era uma colcha de retalhos de tudo que achei funcional ou bonito.
É preciso primar por um planejamento estratégico. Saber quem somos, quais as nossas fortalezas e fraquezas, quais são as oportunidades e as ameaças. Desenhar essa nossa visão de futuro. Pensar: quem eu quero ser? Daqui a quanto tempo? Por fim, o que eu preciso fazer para chegar até lá. Quais os objetivos, quais as ações, quais as metas.
Agora sim, cada meta é um pedaço que colocamos para construir o nosso ser do amanhã de maneira coordenada. Sem ser prolixo, sem dispender esforço desnecessário, sem perder muito tempo.
O "jeitinho" brasileiro... Ou não?
Quando viajamos acentuam-se as diferenças culturais, de um lado o povo brasileiro que necessita de jogo de cintura e vivenciar constantemente situações informais e de outro um povo que aprendeu a obedecer regras nos menores detalhes.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
No primeiro dia em que estivemos no Magic Kingdom esquecemos de devolver os fones de ouvido utilizados para tradução em algumas atrações do parque. No segundo dia, fomos ao Epcot Center e logo ao chegarmos, na administração, questionamos sobre a possibilidade de entregá-los ali mesmo. Apesar da sensação de estar fazendo um pedido inusitado para eles, eu, como cliente, considerei que todos os parques da Disney eram integrados como se fossem um só. Eis que para minha surpresa, os sistemas eram interligados, logo, era possível resolver o nosso lapso ali mesmo sem precisar me dirigir ao outro parque. Perfeito, não fosse o comentário final da atendente, uma brasileira que já mora há algum tempo em Orlando, a qual disse que apesar de haver solucionado o problema, não é muito comum entre os americanos resolver esses deslizes com o "jeitinho" brasileiro. Ela está certa, pois realmente fui atendido fora do regulamento ao querer uma comodidade para resolver um problema causado pelo meu esquecimento, uma responsabilidade unicamente minha. A princípio não haveria prejuízo para o parque pois havia um depósito em caução que seria justamente para cobrir essa eventual perda por não devolver o equipamento ou danificá-lo. Mas chamar a isso de "jeitinho" brasileiro, no sentido pejorativo de querer levar vantagem...
Na Universal Studios a água é de graça, o refrigerante avulso é R$ 2,50, o refil do mesmo refrigerante na mesma quantidade é US 1,00. Para a vendedora do parque, se eu quiser trocar as embalagens, isto é, colocar a água no recipiente destinado ao refil e o refrigerante na embalagem do refrigerante avulso deverei pagar US$ 2,50. Interessante! Saí novamente com aquela sensação de quem quis dar um "jeitinho brasileiro", mesmo eu considerando que não queria levar vantagem ao querer receber a mesma coisa só trocando as embalagens.
Algo semelhante ocorre com os princípios da Administração Pública, na qual só se faz o que está definido em lei, enquanto que na iniciativa privada pode-se fazer tudo que a lei não proíba.
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